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terça-feira, 22 de novembro de 2016

A arte gráfica da luta contra o tabaco.

No boredpanda encontrei uma lista das 15 imagens mais fortes na luta contra o tabaco, segundo o autor do texto.Estas imagens têm um fim único: chamar atenção das pessoas para os malefícios do vício de fumar. 

No entanto não deixei de encontrar nelas uma certa arte original. A forma como é transmitida a mensagem com recurso a outros símbolos de comunicação é verdadeiramente o uso da criatividade humana ao mais alto nível. 
Claro que temos nas suas origens grandes investimentos feitos, que permitem o acesso a tudo que de melhor se pode conseguir na área da publicidade, imagem, etc. Por outro lado, tentam combater um dos maiores problemas de saúde das sociedades actuais. 

Mas, como já referi, encontro nelas uma forma de arte. 
Arte no sentido de construção de um objecto capaz de emocionar/enjoar o indivíduo que a vê. De um ponto de vista subjetivo e nunca objetivo ou geral. Ou seja, embora tenha saído de um pedido de uma entidade, organização ou associação. Não deixa de ser uma ideia que saiu da cabeça de uma ou várias pessoas. É construção de um uso de vários elementos de simbologia na transformação de uma arma contra o tabaco.  E na verdade é o que torna interessante admirá-las. 
Considero isto arte publicitária. Seguem as que gostei mais.















segunda-feira, 24 de junho de 2013

A marca como dispositivo ilustrativo

Este é mais um artigo de Paul Rand, no seguimento de um outro que escrevi aqui não há muito tempo. Desta vez o conteúdo do artigo que foi originalmente publicado no livro Seven Designers Look At Trademark Design (1952) é uma análise de Rand ao conceito de marca como um dispositivo ilustrativo. 



Por outras palavras, o que Rand analisa no artigo é a importância da marca e por isso considera que ela não meramente um dispositivo para adornar papel timbrado ou até a prerrogativa que a marca só existe por força da repetição constante na mente do público consumidor. 
Para a Rand a marca é uma caraterística ilustrativa do vigor e eficácia e quando usada naqueles sentidos, escapa totalmente escapa do seu destino habitual de ser uma reimpressão chata da identidade do fabricante do produto. Recordo-me aqui por exemplo do anúncio do Pingo Doce, que pode servir de exemplo para melhor o que foi dito acima.
Continuando, Rand assume que quando totalmente explorada, a marca pode estimular o interesse no produto ou marca. Creio que foi o que aconteceu com o anúncio do Pingo Doce, que apesar de se tornar repetitivo nos meios de comunicação, criou interesse no público consumidor. Por isso, creio que a equipa por detrás da criação daquele anúncio usou muito bem esta ideia de Rand: This is important; monotonous repetition eventually loses its impact, and the trademark which becomes a visual cliche will fail to evoke a response from the spectator.
Contudo, a ideia que tenho e não recorrendo a estatísticas porque não as tenho, o efeito do anúncio do Pingo Doce teve um efeito contrário ao que Rand afirma. Isto é, a sua repetição e consecutivo cliché impulsionou uma resposta ativa no espetador, no caso concreto consumidor. Porém não podemos esquecer que Rand era alguém relacionado com o design gráfico e o anúncio do Pingo Doce foi distribuído  maioritariamente  no suporte audiovisual (televisão) e de forma menor nos outros meios de comunicação (rádio, Internet, Imprensa escrita).  Contudo, considero que a ideia se relaciona e conjuga no exemplo que dei.


Rand afirma que duas das formas mais importantes para transformar a marca comercial para um dispositivo estimulador ilustrativo, nomeadamente no design gráfico, são: variar o tratamento do próprio dispositivo e alterar o contexto em que o dispositivo é mostrado. 
Porque os meios que o tratamento ou a prestação da marca podem ser variados. O dispositivo pode, por exemplo, ser desenhado em linha, em silhueta ou em três dimensões. Além disso, uma parte do dispositivo pode ser usado para representar o todo. Esta ideia pode ser melhor entendida nos anúncios da Disney reproduzidos no artigo e que eu coloco aqui. 






Rand diz-nos ainda que embora a variação máxima no tratamento da marca seja desejável, devemos recordar que a forma básica, ou a parte representativa da forma básica, nunca deve mudar. Se isso acontecer, a marca vai deixar de identificar o fabricante do produto.   

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...