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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O Infeliz Acidente da Arte

Neste livro, intitulado The Aesthetic Brain: How We Evolved to Desire Beauty and Enjoy Art (2013) de Anjan Chatterjee, temos uma visão sobre a arte e como ela funciona num todo orgânico no nosso cérebro.
A leitura foi feita de uma forma lenta, porque o tema também é um sobre o qual gosto de refletir. A reflexão obrigou a que tivesse que fazer outro tipo de abordagem. Por isso tentei colocar-me na primeira pessoa na análise ao mesmo. Para que as ideias ficassem incutidas de uma forma mais profunda, esta resenha é baseada em excertos do livro que considero importantes reter.

No livro o autor assume uma teorização científica. Porque normalmente, a objectividade assume uma forma quantitativa.  E traduzir experiências estéticas, aparentemente transcendentes, em números é crítico para uma abordagem experimental à estética. Ou seja, informações precisam de ser quantificadas, hipóteses precisam de ser testadas e reivindicações precisam de ser replicadas ou falsificadas. 
Aqueles são os fundamentos básicos sobre o qual o progresso em ciência é construído.
No entanto, é esta abordagem que é necessária para haver uma ciência da estética. Talvez porque a experiência estética e uma propriedade emergente de componentes diferentes, que não podem ser derivados a estudar as suas partes.




Por isso, o autor fala no livro sobre os encontros estéticos e não sobre a condição para acontecer tais encontros. Nesse sentido, poupa-nos às conclusões científicas que caracterizam essa escrita. 
Assim, o neurocientista coneta a estética psicológica evolutiva com a neurociência. Focando-se sobre o cérebro e os quadros que ajudam melhor a compreender a estética interligando aquelas duas áreas científicas para melhor iluminar o caminho labiríntico da beleza, prazer e arte. 


A ideia básica da psicologia evolutiva é que as nossas faculdades mentais ou biologia evoluíram para melhor potencializar as nossas hipóteses de sobrevivência. Partindo deste paradigma, o autor fala de como as experiências agradáveis levantam a questão do que significa ter uma experiência estética?

Nesse sentido responde que no cérebro, os nossos sistemas emocionais de prazer estão alojados em estruturas profundas, distantes da superfície. Juntamente com outras estruturas mentais de sobrevivência. Por essa razão existe um paradoxo: nós evoluímos as nossas respostas à beleza porque elas foram úteis para a nossa sobrevivência, no entanto essas respostas estéticas supostamente não devem ser úteis à nossa sobrevivência! Gostamos do que nós queremos e queremos o que quisermos. Uma linguagem inata no nosso sistema evolutivo. 

O que podemos querer sem gosto? Chatterjee dá o exemplo da droga, ou como os drogados se tornam dependentes da droga, ao ponto de  não "sobreviverem" sem elas. O vício é o protótipo do estado antiestético. 

A experiência estética, segundo o autor deve-se a uma tríade das nossas faculdades: sensações, emoções e entendimento. Este último assume maior importância, porque leva-nos a perceber como a arte pode ser evolutiva. Por exemplo, as pinturas impressionistas hoje em dia adoradas pelo público em geral, inicialmente foram vistas com renitência. A mudança aconteceu na ligação entre os sistemas de recompensa com base no nosso conhecimento e experiência e percepções específicas. 

Essa flexibilidade pelos quais os componentes se combinam em conjuntos estéticos é parte do que faz arte e estética experiências ricas e mesmo imprevisíveis. Assim, os estudiosos falam da evolução da arte em duas diferentes perspectivas: ou tomam a arte como instinto ou como um subproduto evolucionista. 

Partindo destes dois paradigmas, Chatterjee procura no livro dar uma terceira perspetiva sobre a experiência estética e arte. Nesse sentido, fala-nos da serendipidade (feliz acidente) da arte, isto é, os objetos de arte despertam reações que podem nos dar prazer, mas não têm obrigação de o dar. Mesmo que a maioria das pessoas associem beleza com arte, muitas das vezes, a arte não tem que ser bela para dar prazer, pode mesmo ser feia. 

Por outras palavras, o neurocientista explica que a arte contemporânea pode evocar combinações complexas de emoções. Por exemplo, a arte revolucionária, tudo que possa ser criado pelo entendimento da fé, na meditação sobre comportamentos obsessivos, incita-nos a lutar contra sistemas opressivos. Veja-se o exemplo de  Ai Weiwei, considerado pela Art Review como um dos artistas mais influentes da atualidade. Como apontam os teóricos expressionistas da arte: a arte pode comunicar emoções, nuances que são difíceis de transmitir em palavras e se transformam na raça do coração. 


Snapshot do site de Ai Weiwei


A neuroestética, àrea em que autor leciona,  mostra que o cérebro não tem um módulo dedicado há estética ou arte no cérebro. Nós não temos nenhum receptor estético específico e análogo aos nossos receptores de visão, tacto ou olfacto. Como também não temos também nenhuma emoção estética ao medo, ansiedade ou felicidade,  como também à memória, linguagem ou acção. 

Em vez disso, aponta que as experiências estéticas envolvem flexíveis conjuntos neurais dos sistemas sensoriais, emocionais e cognitivos. Essa flexibilidade incorpora os conjuntos do que faz a arte e a estética imprevisíveis.  
A arte está em toda a parte e existe de uma forma profunda  há milhares de anos. A universalidade da arte torna improvável que seja um subproduto de outras capacidades cognitivas evoluídas. 

E é nesta parte que a reflexão atingiu o seu êxtase. Pois a leitura deu-me uma nova perspetiva para pensar sobre a arte. O poder da arte é a sua capacidade de mover-nos e fazer-nos experimentar temas antigos com novos olhos, é transmitido através da sua expressão local. 
O conteúdo da arte é moldado por condições locais: a cultura em que nasce, os seus antecedentes históricos, as condições económicas da sua produção e recepção e referências relevante para o seu tempo e lugar. 
A arte é uma coleção bagunçada de adaptações e é repleta de modificações e plug-ins formado por episódios históricos e nichos culturais. 
Quando as pressões culturais selecionam tipos específicos de arte, a arte produzida cai dentro de limites estilizados estreitos. Quando as pressões seletivas culturais são relaxadas, a arte floresce. Não temos um único instinto artístico. Temos instintos que desencadeiam um comportamento artístico. Em vez de ser dominado pelos instintos, é o relaxamento do controle instintivo que permite à arte expressar-se plenamente. 

A arte germina instintivamente e amadurece. O seu conteúdo é uma mistura  nascida de tempo e lugar e cultura e personalidade. 
Poderia ser de outra maneira? Ser privado de uma grande teoria instintiva de arte unificadora não é motivo de preocupação. Em vez disso, a natureza diversa, local e serendipidade da arte é o que nos pode  surpreender, iluminar, forçar-nos a ver o mundo de forma diferente, . Quando estamos livres, relaxamos na arte. É um feliz acidente natural e inato. 
   

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A arte gráfica da luta contra o tabaco.

No boredpanda encontrei uma lista das 15 imagens mais fortes na luta contra o tabaco, segundo o autor do texto.Estas imagens têm um fim único: chamar atenção das pessoas para os malefícios do vício de fumar. 

No entanto não deixei de encontrar nelas uma certa arte original. A forma como é transmitida a mensagem com recurso a outros símbolos de comunicação é verdadeiramente o uso da criatividade humana ao mais alto nível. 
Claro que temos nas suas origens grandes investimentos feitos, que permitem o acesso a tudo que de melhor se pode conseguir na área da publicidade, imagem, etc. Por outro lado, tentam combater um dos maiores problemas de saúde das sociedades actuais. 

Mas, como já referi, encontro nelas uma forma de arte. 
Arte no sentido de construção de um objecto capaz de emocionar/enjoar o indivíduo que a vê. De um ponto de vista subjetivo e nunca objetivo ou geral. Ou seja, embora tenha saído de um pedido de uma entidade, organização ou associação. Não deixa de ser uma ideia que saiu da cabeça de uma ou várias pessoas. É construção de um uso de vários elementos de simbologia na transformação de uma arma contra o tabaco.  E na verdade é o que torna interessante admirá-las. 
Considero isto arte publicitária. Seguem as que gostei mais.















domingo, 10 de abril de 2016

Loving Vincent

É o primeiro filme do mundo animado por pinturas a óleo.
A combinação entre pintura e cinema ganha aqui um protagonismo literal.
Porque o filme como "arte" tem aqui um novo significado. Um novo filme de animação composto por cerca de 57.000 pinturas a óleo no estilo de Vincent Van Gogh.
O filme traz a arte de Van Gogh e a sua história pessoal de vida.
Para que o resultado seja possível, mais de 100 pintores têm animado as personagens das suas pinturas.
O resultado é um número sem precedentes de 12 quadros a óleo visionados por segundo para ser realístico.




A empresa responsável pela produção do filme é a BreakThru Productions, sediada na Polónia, inventado as estações de trabalho de animação patenteado no seu estúdio para facilitar o processo. Cada cena é composto por uma inteira nova pintura a óleo, e o movimento é adicionado em pinceladas.
A empresa polaca foi escolhida pela certeza que os pintores polacos são bons na arte de pintar. E os pintores são alunos de arte já com bastantes anos de estudo na arte.
O Academy Award-winning, produtor e co-diretor Hugh Welchman foi assertivo quando descreveu  o processo de "pintura stop-motion".









Para algumas cenas, a equipa do filme captou filmagem em live-action com um ator. Foi filmado e projectado, quadro a quadro, sobre uma tela, onde os pintores, em seguida, interpretaram a ação com o seu pincel.
Apenas um feito semelhante foi realizado. Em 1999, Aleksandr Petrov ganhou um Oscar pela sua impressionante adaptação de 20 minutos de The Old Man and the Sea, que ele criou com pinturas a óleo pastel no vidro.
Loving Vincent, dirigido por Dorota Kobiela e Welchman e por Aidan Turner, Saoirse Ronan e Helen McCrory, marca a primeira longa-metragem do seu tipo, com esta estrutura é uma obra deliciosa em que os quadros de Van Gogh ganham vida literalmente. Fica um trailer e uma reportagem da CCTV que explica e mostra audiovisualmente o que escrevi. 






segunda-feira, 4 de abril de 2016

AKIRA e a experiência artística.

Depois de ontem ter dito que tinha acabado de ler o livro de Leon Tolstói What is Art?  
Aconteceu de eu rever um dos meus filmes de animação anime de sempre AKIRA  (1988) de Katsuhiro Ôtomo.
Um filme que aborda questões filosóficas que se reúnem numa só ideia. Do caos podem nascer coisas belas.
E é assim que devemos pensar sobre tudo que admirámos e apreciámos.
Por isso, acontece que depois do livro e com as suas ideias na minha mente tive um experimento sensorial em que posso dizer que o objeto, a animação, que admirei é arte.
Assim houveram duas coisas que eu quis que ficassem desta minha experiência individual artística que eu quero tornar social.
Em primeiro lugar,: uma citação do livro de Tolstói que considero que vai em muito ao encontro do senti no filme. Pois como disse:
- do caos pode vir coisas belas e essa é a mensagem...
O que vi e senti foi uma infecção de prazer apenas conseguida por deus. Neste caso é uma teoria de estudioso da estética que tem uma teoria que eu considero que se enquadra no filme.
"According to Hegel (1770-1831), God manifests himself in nature and in art in the form of beauty. God expresses himself in two ways: in the object and in the subject, in nature and in spirit. Beauty is the shining of the Idea through matter. Only the soul, and what pertains to it, is truly beautiful; and therefore the beauty of nature is only the reflection of the natural beauty of the spirit—the beautiful has only a spiritual content. But the spiritual must appear in sensuous form. The sensuous manifestation of spirit is only appearance ( schein ), and this appearance is the only reality of the beautiful. Art is thus the production of this appearance of the Idea, and is a means, together with religion and philosophy, of bringing to consciousness and of expressing the deepest problems of humanity and the highest truths of the spirit." 

E, em segundo, enquanto via o filme, deparei por mim a pensar que toda a matéria de belo do filme se resumia às sua imagens - que claro sem o som não têm o mesmo impacto - mas são o produto bonito nascido das ideias.
Assim, o que me interessou ficar na mente, e nest post. foi o objetos de arte que me impressionaram:as imagens do filme.
Fica uma coletânea.
Temos um mundo apocalíptico que conhecemos num período depois da WWIII.
O mundano e desumano é permitido nas ruas.  O imperialismo, capitalismo e corrupção ocupa - uma vez mais - o lugar de poder. Na história é sempre a espiral do eterno retorno...
Mas temos uma consequência do abuso desse poder, a criação de coisas que não percebemos e com isso talvez seja precisa um renascimento. Existem pontas soltas, mas a resposta nunca a vou querer saber!














quarta-feira, 2 de março de 2016

A Ramificação Artística da Fotografia.

O livro que mais me tocou a ler sobre o tema de fotografia foi o "Câmara Clara"  de Roland Barthes. Creio que é o ensaio literário que me faz ter uma visão de entendimento sobre a fotografia como arte. A aura, o punctum e toda a filosofia meta física que Barthes descreve faz com que sinta e compreenda a fotografia como uma sensação ou emoção expressa nas suas palavras.



É um tema que refleti depois de ver um vídeo de de Roger Ballen em que aponta 7 maneiras de um fotógrafo saber se é um artista!
Mas é o que senti no final  do vídeo que me fez pensar que ser fotógrafo já de alguma maneira  é ser um artista. Saber utilizar uma máquina, uma tecnologia, um artefacto inventado pelo homem para captar a realidade. Já faz com que um fotógrafo já seja um artista!
A questão não passa pela área em fotografa, mas sim a forma que fotografa. Até um book de casamento pode ter fotos artísticas.
Para mim, e olhando ao presente, um fotografo é um artista. Mas falo de fotógrafos que sabem fotografar (porque é o que é comum a todos os fotógrafos); e depois aplicar-lhe a sua visão, conhecimento e sentimento (não é uma selfie do Instagram).
A fotografia banalizou-se, passou a ser de massas. Mas a sua aura ainda existe, porque existem pessoas que assim o fazem.  Porque como Barthes fala no seu livro sobre o punctum. 
“O punctum de uma foto é esse acaso que, nela, me punge (mas também me mortifica, me fere).” (BARTHES, 1984 p. 46)

O punctum de alguma forma é o que faz a fotografia. Porque é um acaso que é captado, ou o studium onde tudo é fotografado e preparado.
Mas Roger Ballen já mostra no seu vídeo como podemos ver a fotografia, ou melhor, como um fotógrafo é um artista.
É profundo este ensaio, pois fala como podemos ver a arte da fotografia focando-se em pontos que considero interessantes. Como qual é o propósito da arte, como ela pode redefinir o nosso mundo, as nossas relações visuais, como uma visão é única, uma constante procura, algo que nasce na nossa mente e em que enfrentamos os nossos medos.
Fica a resenha dos pensamentos de Ballen e o vídeo em que ele majestosamente os explica.

1. The Purpose of Art

“Why do some works stick? Why are some works fleeting? If you ponder this, then you may be an artist.”

2. Redefine Your World

“How do you define anything? If you redefine your understanding of words, then you may be an artist.”

3. Visual Relationships

“When you learn to see strong, complex visceral relationships beyond words, then you may be an artist.”

4. A Vision is Unique

“When you learn every moment is crucial, and that no picture can be repeated, then you may be an artist.”

5. Search Within

“You need to travel deep inside yourself to create a good picture.”

6. Break Through Your Mind

“If you can let go and break through your mind, then you may be an artist.”

7. Face Your Fears

“If you confront your fears, this will certainly assist your artistic endeavors.”





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Arte de Explodir Laptop's

Discord é uma foto que faz parte de uma série de fotos (a segunda) em que o fotógrafo Rutger Prins mescla várias formas de trabalho para obter o resultado final.
À primeira vista Discord  parece ser um laptop explodindo um vários fragmentos e que foram captados num único shot e depois trabalhado digitalmente.
Mas a verdade é que por detrás da fotografia final está todo um trabalho manual, minucioso, vocacional, original e inspirador.
O que realmente é inspirador é que Prins começou por desmontar um laptop obsoleto peça por peça. Usando quase 4.000 pés de linha de pesca, ele desligou todos os bits do teto do seu estúdio, contando com esboços para os organizar de modo a que parececesse que a máquina estava a explodir.
Para conseguir os pedaços de computador pulverizados explodindo em pó, Prins soprou açúcar em pó, creme de café e plástico de baixo para cima, através de pequenos canudos de peças de escultura fazendo exposições múltiplas.
Ele criou e fotografou mesmo os efeitos de fumo e chamas no estúdio, usando uma máquina de fumo e um pequeno lança-chamas que ele construiu. No Adobe Photoshop CC, ele retirou todas as linhas de pesca para criar o resultado final: uma réplica convincente de um computador explodindo. Veja-se o making of  no vídeo abaixo:



Tem outros trabalhos no site do fotógrafo. Mas o que me entusiasma especialmente neste (também porque foi o primeiro que vi); é a dedicação que Prins dedicou ao seu projeto.
Ele recorreu-se do Photoshop, do Aftereffects e do Camera Raw para conseguir obter a fotografia final.
Mas por decisão própria não quis utilizar os softwares para criar a sua arte final apenas recorrendo a ferrramentas digitais. Querendo desta forma demonstrar aos apreciadores que por detrás da foto está muito trabalho manual, horas de montagem e desmontagem.
Em quase todas as artes é assim, mas este é um exemplo que considero deveras inspirador. Ganhando um afeto especial pelo que o fotógrafo falou acerca do laptop para a Create.

“Discord stands for a time in my life when everything around and inside me was changing,” I had entered high school where I was kind of the odd one out. I didn't have any friends and my mother was just diagnosed with metastasized cancer, of which she died a few years later. With turbulent times at home and being bullied at school, I used this computer to escape into the world of games and online chat groups on IRC (Internet Relay Chat). I spent all my earnings from my part-time job on this laptop, which was one of the first to have an optional Internet connection. To me, it was a portal to another plane of existence and I feel it deserves to be an art piece for that reason.”



A arte não é apenas expressão do intrínseco do artista. Ele também tem sentimentos por materais e esses em determinadas alturas da nossa vida podem ter uma determinada função. Noutras épocas podem ser utilizadas para outras. Como por exemplo criar obras de arte. Este é um bom exemplo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A escultura de Picasso

Auto retrato de Pablo Picasso



Bem que sabemos quem é Picasso. O cubista fotógrafo! Que pintou Guernica e que é um dos maiores artistas do século XX.
Picasso é (foi)  o que fez transparecer a sua visão sobre o mundo de uma forma geométrica do caos sobre a sua visão. Em que o se Eu era uma extraordinária forma de ser. E que criou quadros que têm um valor incalculável nos dias de hoje. Alguns dos seus quadros são dos mais caros do mundo.




Picasso foi o artista mais multifacetado na corrente que seguia. Havia os que lhe chamaram de cubista! Como se ele se fechasse num cubo e a sua arte fosse narcisista.
Mas quem conhece a obra de Picasso, sabe que de cubo ele não tinha nada.
Tinha sim uma forma de pintar simétrica, no ponto que pintava, mas era sempre a sua visão. E essa tomou muitas formas., numa única forma: sua forma de fazer arte. Como ele podia pôr a matéria que fosse em arte!!!
Por isso, achei interessante descobrir uma imagens de esculturas de Pablo Picasso. O artista vanguardista do século XX. O pintor que sempre conheci teve uma altura em que foi escultor.! E o mais engraçado é  que são obras que eu mais gosto.
Talvez esteja no 3D da forma do objecto e os meus sentidos e visão sentem o que vêem de forma diferente do que vêem os quadros em 2D. De facto de modo simples são obras que gosto muito.
Aqui ficam algumas das minhas preferidas.










quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Arte, a experiência autotélico

Muitos são os criativos que muitas vezes podem sentir que o seu trabalho não é reconhecido!
Nas diversas áreas que envolvem as áreas criativas, são muitos aqueles que no meio do "caminho" desistem. 
Pois não conseguem chegar ao reconhecimento artístico que tanto ambicionam...
Então, nos dias de hoje, onde a tecnologia permitiu que a arte esteja banalizada e presente em todo o lado, mas também novas ferramentas de propagação e publicitar. 
Os likes, comments, são o público dos artistas desta geração. E quando esse público é pequeno, a vontade de criar também pode ser. 


Porém, talvez possamos aprender algo com os artistas clássicos. Neste caso concreto com Van Gogh e Leonardo Davinci. 
O que hoje trago aqui são três ensaios realizados por Adam Westbrook um jovem fascinado pela arte e que por isso faz ensaios audiovisuais que tecem histórias e imagens em conjunto para tornar as coisas fascinantes. 
E é mesmo esse adjetivo que serve para nomear este ensaio sobre criatividade e dedicação  também uma mensagem de esperança. 
Segundo Adam, o que podemos aprender com aqueles dois colossos da arte, é que nada já nasce perfeito. 
Na natureza a mais bela árvore demora anos, talvez séculos para atingir toda a sua plenitude e beleza. 
Na arte, o processo é o mesmo, mesmo quando criamos e o nosso público é diminuto, invisivel e muitas vezes cingido aos amigos e familiares. Essa é a questão central dos vídeos. 
Numa época em que tudo é colocado on-line e empurrado para fora nos media, a arte está lutando (muitas vezes); uma batalha perdida pela atenção. 
Mesmo que seja boa, mesmo que seja visionária, mesmo que seja brilhante,única e original - a arte só pode tocar para um público: o póprio artista.
Este pensamento é deprimente, mas talvez o problema não resida na forma como se cria, mas porque criamos. 
Num dos vídeos é explicada uma ideia exposta no livro Flow: The Psychology of Optimal Experience do psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi chamado "experiências autotélicos", que descrevem atividades que são feitas não por causa de qualquer benefício futuro (como a atenção ou notoriedade), mas pelo puro amor de fazê-las.


Por exemplo e num plano mais pessoal. Um fotógrafo que trabalha com esta ideia em mente capta  as fotografias para si mesmo, e não para a promessa de qualquer fama ou fortuna de uma carreira de de sucesso! Em outras palavras, as fotografias são as suas próprias recompensas!
Van Gogh definitivamente é exemplo de autotelia: apesar de todos os desafios que experimentou, ele foi extremamente prolífico na sua curta carreira, que durou cerca de uma década. 
Nesse período criou cerca de 900 pinturas e 1.100 desenhos e esboços - que é uma média de 200 peças por ano, ou uma pintura a cada 1.825 dias.
"Não podemos controlar os resultados externos do que fazemos, então porquê pensar sobre eles? Exceto, é claro que nós criamos um mundo onde esses resultados externos são mais valorizados do que qualquer outra coisa", diz Westbrook. 
E esse é o nosso desafio. Num mundo obcecado com a popularidade, com o social media e o volume exagerado de informação, vamos fazer o nosso trabalho artístico, independentemente das consequências? Mesmo quando ninguém está olhando? 
Assistam os vídeos, que são autênticas reportagens jornalísticas, e pensem sobre isso...









The Long Game Part 3: Painting in the Dark from Delve on Vimeo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Steal Like An Artist

Austin Kleoan é para mim uma personagem nova. Mas já se tornou numa influência! 
Os media, mais internacionais já lhe deram crédito. O seu trabalho já passou no canal público norte-americano, PBS. A The Atlantic considerou-o uma das pessoas mais interessantes da internet e a New Yorker referiu que os seus poemas estão a ressuscitar o Jornal quando todos já o imaginavam "morto".
Fala também sobre a criatividade na era digital para organizações como a Pixar, Google, SWSW, TEDx e a Revista The Economist.




Every artist gets asked the question,
“Where do you get your ideas?”
The honest artist answers,
“I steal them.”

É este o mote de partida para o seu livro Steal Like A Artist  (2010). No fundo, todo o livro está contido com conselhos de como podemos ser mais criativos. Aqui o público alvo é mesmo gente criativa. Pessoas que trabalham em indústrias criativas.
Mas o racíocinio do escritor vai mais longe e fala também para aquelas pessoas que podem ter um day to day job, mas que de alguma forma têm hobbies que fazem e que alimentam parte do seu tempo na sua verdadeira paixão.
“The only art I’ll ever study is stuff that I can steal from.”
—David Bowie

Nos dias de hoje, isso pode significar muita coisa! Pois o acesso ao mundo da informação já é mais que global. É nesse discursso, que o escritor procura, quase de forma auto-ajuda, chamar a atenção dessas pessoas: que tenham mais coragem...
Para isso, é necessário ir mais além, trabalhar duro, ganhar rotina e acima de tudo continuar sempre a procurar conhecimento!





Austin Kleon está conetado com o mundo atual e, por isso, nos seus conselhos, tenta através da sua escrita/ilustrativa focar-nos, pôr os nossos pés na terra atual.
Prospeta a sociedade humana no seu presente e junta a isso uma mentalidade liberal de auto ajuda e guião para os inadaptados.
Não têm problema em dizer que no mundo de hoje a criativade vem de todo lado! E se temos acesso a ela porque não podemos roubá-la?
Indo mais fundo na sua reflexão, admite que nada é original:
"What a good artist understands is that nothing comes from nowhere. All creative work builds on what came before. Nothing is completely original.
It’s right there in the Bible: “There is nothing new under the sun.” (Ecclesiastes 1:9)"
E de uma forma a sua abordagem está correta!
Porque o conhecimento é a cimentação de anos de pesquisa e investigação para provar factos da natureza. Mas a arte pode ser percebida?
- Imaginemos aqui uma relação entre ciência e arte. Esta ideologia na arte poderia ser uma evolução laboratorial. Em que teríamos sempre o primogénito da obra de arte, mas gerações futuras a poderiam melhorar!
Esta ideia é utópica e Walter Benjamim fala da aura...
Questão: a obra de arte só é arte porque é única?
Acho que nunca saberemos, pois na sociedade já estão implementadas as pedras basilares do que é arte!


Mas na verdade a sua ideia já começa a tornar-se realidade, pois enquanto temos leis restritas do uso de fotografias de sítios históricos, temos figuras a enriquecer com as fotos de outras pessoas e que já são consideradas como as pessoas mais ricas da fotografia.
E o que ele fez?
Pegou no seu Iphone e começou a tirar fotografias no instagram. Num ápice, começou a ganhar milhões! Pode parecer algo extraordinário (o que no facto é), mas chama-se de Apropriação da Arte.
Veja-se o que ele ganhou:



A foto é uma das utilizadas por Richard Prince.  Como podemos ver, apenas foi feito um zoom em alta resolução. Nota-se principalmente por causa do granulado.



Portanto alguma coisa está a mudar! E não vamos esquecer que as coisas hoje em dia mudam muito depressa!
O ponto é: Todo o mundo é um palco. O trabalho criativo é um tipo de teatro. O palco é o teu estúdio, a tua mesa, ou o teu escritório.
A roupa é a tua pintura, o teu fato de negócio, ou  o teu chapéu engraçado ajuda a pensar.
Os adereços são os teus materiais, as tuas ferramentas e os teus meios.
O argumento é tempo velho simplesmente. Só temos que seguir o guião e representar.
Uma hora aqui, exatamente é o tempo medido para que as coisas aconteçam. E para acontecer é preciso roubar, copiar, evoluir.

“Start copying what you love. Copy copy copy copy. At the end of the copy you will find your self.”
—Yohji Yamamoto

Encontrar a nós próprios! A velha questão da antiguidade que ainda não obteve resposta. Por isso, ainda anda, nos dias de hoje, andamos a questionar os cérebros mais, como posso dizer: geeks? 
Acho que é um estrangeirismo que encaixa bem ao que temos neste livro. Um manifesto com regras que podem ajudar a nossa criatividade. 
Não são apenas conselhos basedos no digital. A fisiologia também é importante. 
Considero que o escritor tem uma forma de escrita muito infantil, mas poética conseguindo por isso cativar o seu leitor. Esclarece o mundo que vivemos e não o esconde.
Pelo contrário, fiquei mais claro depois de o lêr. 


sábado, 9 de janeiro de 2016

As 10 obras de arte mais caras de 2015

No site Artsy saiu um editorial a enunciar as obras de arte mais caras do ano transato. 
Segundo o mesmo site, o ano em questão bateu todos os recordes. Havendo entusiastas que gastaram milhões, nomeadamente em trabalhos contemporáneos, modernos e após a II Grande Guerra. 
A leiloeira Christie’s ganha destaque porque conseguiu vender oito das dez obras mais caras. 
Ganha especial interesse no artigo perceber que Pablo Picasso ainda continua a ser um dos artistas/pintores mais procurados. Fazendo com que alguns dos seus quadros estejam no pódio. 
Porque considero que aqui as palavras não são muito necessárias, segue a lista das obras, bem como o valor que foram leiloadas. 
Espero que apreciem!

$179.4 Million


Pablo Picasso, Les Femmes d’Alger (Version ‘O’), 1955


$170.4 Million


Amedeo Modigliani, Nu couché, 1917-18




$141.3 Million


Alberto Giacometti, L’homme au doigt, 1947






$95.4 Million


Roy Lichtenstein, Nurse, 1964



$81.9 Million


Mark Rothko, No.10, 1958





$70.53 Million


Cy Twombly, Untitled (New York City), 1968



$67.5 Million


Pablo Picasso, La Gommeuse, 1901


$67.4 Million


Pablo Picasso, Buste de Femme (Femme à la Résille), 1938


$56.2 Million


Andy Warhol, Colored Mona Lisa, 1963




$56.2 Million


Lucian Freud, Benefits Supervisor Resting, 1994

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...