domingo, 18 de agosto de 2013

O amor.





De certo modo, o amor é uma questão fundamental na vida das pessoas!Sem ele, podemos não ser nada.
Temos o amor da família, amigos e outras pessoas menos importantes. 
Mas este é um tipo particular de amor!
É um amor que se cria entre duas pessoas, que no início não tem qualquer afinidade, mas depois decidem tomar um compromisso.
Uma sobrevivência a dois, estimulado pela companhia e o prazer que dela se tira. 
Este é um amor, que precisa ser trabalhado, harmonizado e principalmente compreensivo.
Porque as diferenças existem, mas este amor tem que superar isso.
E foi o pensamento que esta fotografia me fez ter. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Espectos de si mesmos.












No sublime momento em que esta foto foi tirada. A anterior convivência tinha sido um jantar de anos, de alguém de quem já não retenho o nome.
Como em todas as festas anos, não faltou álcool à fartazana para todos ficarem felizes.
A certo momento, alguns elementos vieram cá fora fumar. Eu era um deles...
Mas como, quase por excepção, tinha a  câmara. 
Com uma velocidade de obturador muito reduzida, uso ao fhash e f36, consegui captar quase uns espectros de eles mesmos. 
Na verdade são apenas duas imagens fundidas que retratam um minuto, um gesto, um olhar,um movimento. No fundo mais uma situação da minha vida, mas que tem para sentimento, nem sei bem dizer qual é, mas gosto e pronto.  

A amizade.










Este momento é único.  
Interrogo-me sobre por que me faz pensar enquanto visiono a fotografia?
Não é pela sua temperatura de cor, não é pela aura que o sol transmite pelas suas radiações celulares, que temperado pela cyano lhe cria um certo brilho. Um prateado muito ofusco pela profundidade.
Até poderiam ser as rochas que vemos no mar.
Pelo contrário, é pela pessoa já conheço há muitos anos e com ele já vivi grandes momentos. Uns menos bons que outros, mas é uma que pessoa que foi ficando. Admiro a sua sombra enquanto agacha a sua cabeça.
Em conclusão esta foto, lembra-me a amizade, de um modo mais profundo:
- a vida e o que com ela vamos construindo. Seja material ou espiritual.
Muitas vezes o que sobra são as histórias que temos para contar.
E creio que é mesmo esse o papel essencial da amizade: alguém que te conhece, que sabe quase tudo o que fizeste desde os teus 19 anos. Em alguns momentos poderia nunca concordar, mas respeitava. E isso é algo que a foto me faz sentir.
A amizade. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Religião e Arte





De certo modo o que a religião nos faz, é dar sentido à vida. Apenas tem este papel na sociedade! Poderíamos entrar aqui em discussões sobre este assunto. Que tardias, levariam pelo vento as nossas cinzas de tanto conversar. 
O seu motivo é o livro mais impresso do mundo que é a Bíblia. Um livro que tem dois mil anos, mas o seu conteúdo é defendido com os "runhar dos dentes." Daí o tempo que estaríamos a falar sobre a veracidade dos seus fatos. No fundo acho isso chato. 
Voltando ao que ia dizer, a religão é um escape para dar algo de existencialista em nós, nos outros, nas pessoas. No simples saber que vamos ter um fim. Mas se tenho esse fim? Que vim ao mundo fazer? A velha e sábia questaõ de onde venho, blá blá blá.
Independentemente disso, o que me fascisna mais é como a Bílblia deu origem a tantas formas de seguir apenas um livro que foi escrito sabe-se lá porque quem.
O que me fascina ainda mais é a edificação de edifícios que tem valor simbólico e, principalmente espiritual. Mas a verdade é que podem ser verdadeiras obras de arte. E é nisso que temos que pensar. Como é que as diferentes religiões, através  da edificação destes edifícios que podem ser vistos como arte, na verdade a sua arte expressa também a sua fé por uma figura divina. que na verdade, das 7 biliões de pessoas, que habitam o planeta Terra, nunca viram.
Curioso....

sábado, 20 de julho de 2013

Solidão








A solidão parece ser a chaga que chega quando as palavras deixam de ter sentido. A comunicação torna-se repetitiva e cansa.
As pessoas cansam-se, os ouvidos tornam-se moucos e a oralidade é apenas ruído.
Tantas formas de estarmos sozinhos, tantas de recolhimento, de reflexão que não leva a lado nenhum. 
A solidão é um bem conseguido pelo mal, em que incompreendido somos expulsos para uma pedra e de lá não podemos sair. 
A solidão é aquilo que temos quando estamos sozinhos....

sábado, 6 de julho de 2013

As quatro fases da vida.








Sinto que a vontade de existir se encontra nos momentos que guardamos na memória. Toda ela é composta por imagens que ficam guardadas no córtex cerebral e, em determinadas ocasiões, pelo olfacto, pela visão, pela audição há um click que nos remete para o que se passou.
Em nós é criada uma sensação. Toda ela criada pelos sinais eléctricos que o cérebro transmite à nossa consciência e a sua capacidade de compreensão. 
Mas também nesses momentos, muitas vezes não percebemos a sensação criada. É um êxtase que determina o nosso humor naquele determinado momento.
Somos seres racionais, mas a verdade é que a emoção é que nos comanda em tudo o que fazemos. Nela está a pedra basilar da felicidade ou infelicidade. 
Naquilo que sentimos, transparece toda a nossa personalidade e capacidade de sermos nesta vida passageira, carregada de pedras. Umas mais pesadas que outras...
A interrogação que lanço é o que é realmente a felicidade? Viver com o pouco que temos, logo sermos conformistas? Ou sermos ambiciosos e obter aquilo que os nossos sonhos desejam? 
Costuma-se dizer que quanto mais alto se sobe, mais alta é a queda! Mas também se diz que um dos direitos fundamentais é a ascensão social. 
Considero que na vida temos quatro fases:
A primeira é sermos inocentes enquanto crianças. A segunda é a rebeldia da adolescência, a terceira a assimilação de responsabilidade ( e é nesta que definimos o nosso caminho para a felicidade ou infelicidade). Finalmente a quarta, que é a velhice e que é um período de reflexão e de retrospectiva do que foi feito e do que poderia ser diferente. Nesta fase também nos conformamos com o que temos, pois deparamos que não há outra opção.
Em jeito de conclusão, no caminho que fazemos ao longo da vida, e logo nas suas quatro fases, os momentos mais marcantes são aqueles que mais nos emocionaram. E vão ser eles que vão definir toda a nossa passagem. Ou de forma feliz ou infeliz.
No fim, vamos saber em qual das quatro fases é que tomamos a decisão que determinou toda a nossa vida. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013










Eu não quero ser mais do que sou. Ser apenas eu, já é de si uma difícil tarefa. Uma existência repleta de fantásticas façanhas, mas também das mais incríveis incongruências. 
Ser eu, não é mais do que ser. Mas o ser é que tem características que devem ser analisadas e compreendidas.
Eu sou eu porque fui influenciado por alguém. Posso dizer de outra forma, que o conteúdo do meu cérebro, mais propriamente a sua consciência, e aquilo que faz a minha personalidade, é influência de factores externos que se tornaram internos pela simples assimilação de informação.
Quando vim ao mundo era uma tábua rasa que foi moldada, esculpida, pintada para obter uma determinada forma. Foram os meus pais, os meus professores, os meus amigos, os meus colegas, as namoradas, as experiências de trabalho, os momentos de lazer, os momentos tristes e os momentos alegres.
Mas em todos estes contextos existia sempre uma pessoa ou pessoas. Elas, como eu, também foram esculpidas, moldadas de uma tábua rasa para uma forma. 
Essa poderá ser de deslumbre ou de autêntico repelente. Mais de forma hermenêutica, ser eu é uma uma conjugação de factores que são alheios ao meu ser. Sinto-me quase como esponja que vai absorvendo a experiência do dia a dia e com isso crescendo, crescendo e crescendo...
Ser eu, não é simples. Mas também nunca quis o contrário... 

terça-feira, 25 de junho de 2013

O nosso mundo.







O mundo que eu vivo parece ser um mundo único, onde apenas eu lido com as ideias da minha consciência e imaginação. Um mundo incompreendido por todos os outros, fazendo com que eu me sinta único. 
Mas eu no fundo não me importo, mas entristece-me não poder partilhar esse meu mundo com outros.
Que sejam capazes de entender as minhas palavras, os meus pensamentos, os meus actos, as minhas atitudes, os meus comportamentos, os meus valores e tudo o resto.
Porém, no fundo todos somos assim. Ou, por outras palavras, sofremos todos do mesmo mal... 
Talvez por isso a sociabilidade seja uma dualidade de pólos negativo e positivo. Talvez seja essa dualidade que faz do ser humano ser o que é. E que, por essa razão, encontre algum tipo de felicidade em ser assim simplesmente.
No fundo, todos temos o nosso mundo. Agora percebe-lo é a real dura tarefa que temos dentro de nós e, mais difícil ainda é dá-lo a compreender aos outros. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A marca como dispositivo ilustrativo

Este é mais um artigo de Paul Rand, no seguimento de um outro que escrevi aqui não há muito tempo. Desta vez o conteúdo do artigo que foi originalmente publicado no livro Seven Designers Look At Trademark Design (1952) é uma análise de Rand ao conceito de marca como um dispositivo ilustrativo. 



Por outras palavras, o que Rand analisa no artigo é a importância da marca e por isso considera que ela não meramente um dispositivo para adornar papel timbrado ou até a prerrogativa que a marca só existe por força da repetição constante na mente do público consumidor. 
Para a Rand a marca é uma caraterística ilustrativa do vigor e eficácia e quando usada naqueles sentidos, escapa totalmente escapa do seu destino habitual de ser uma reimpressão chata da identidade do fabricante do produto. Recordo-me aqui por exemplo do anúncio do Pingo Doce, que pode servir de exemplo para melhor o que foi dito acima.
Continuando, Rand assume que quando totalmente explorada, a marca pode estimular o interesse no produto ou marca. Creio que foi o que aconteceu com o anúncio do Pingo Doce, que apesar de se tornar repetitivo nos meios de comunicação, criou interesse no público consumidor. Por isso, creio que a equipa por detrás da criação daquele anúncio usou muito bem esta ideia de Rand: This is important; monotonous repetition eventually loses its impact, and the trademark which becomes a visual cliche will fail to evoke a response from the spectator.
Contudo, a ideia que tenho e não recorrendo a estatísticas porque não as tenho, o efeito do anúncio do Pingo Doce teve um efeito contrário ao que Rand afirma. Isto é, a sua repetição e consecutivo cliché impulsionou uma resposta ativa no espetador, no caso concreto consumidor. Porém não podemos esquecer que Rand era alguém relacionado com o design gráfico e o anúncio do Pingo Doce foi distribuído  maioritariamente  no suporte audiovisual (televisão) e de forma menor nos outros meios de comunicação (rádio, Internet, Imprensa escrita).  Contudo, considero que a ideia se relaciona e conjuga no exemplo que dei.


Rand afirma que duas das formas mais importantes para transformar a marca comercial para um dispositivo estimulador ilustrativo, nomeadamente no design gráfico, são: variar o tratamento do próprio dispositivo e alterar o contexto em que o dispositivo é mostrado. 
Porque os meios que o tratamento ou a prestação da marca podem ser variados. O dispositivo pode, por exemplo, ser desenhado em linha, em silhueta ou em três dimensões. Além disso, uma parte do dispositivo pode ser usado para representar o todo. Esta ideia pode ser melhor entendida nos anúncios da Disney reproduzidos no artigo e que eu coloco aqui. 






Rand diz-nos ainda que embora a variação máxima no tratamento da marca seja desejável, devemos recordar que a forma básica, ou a parte representativa da forma básica, nunca deve mudar. Se isso acontecer, a marca vai deixar de identificar o fabricante do produto.   

Família.








Naquilo que somos enquanto seres físicos, compostos por genes. Existe um que que sobressai e transporta o legado genético. 
Nesses genes existem semelhanças físicas que  nos identificam com a nossa família. 
Mas na verdade isso pouca importância tem. O verdadeiro legado é aquele que é transmitido pela educação, pelo comportamento familiar e social que encontramos no lar.
Aquele que é partilhado por pessoas que nos amam e apenas querem o nosso bem.
Nesse pequeno espaço tudo é partilhado: alegria, tristeza...
A família é o pilar onde tudo começa e tudo acaba. Sem ela não somos nada e com ela acabamos por ser alguém. Mesmo que não tenhamos nada.
Preservar uma harmonia dentro de um lar, não depende das semelhanças que temos enquanto seres conectados por ligações físicas, mas sim da partilha de conhecimento de geração para geração. 

domingo, 23 de junho de 2013

A casa.









Estava eu perante aquele muro. De cor branca, com uma transparência incolor que só trespassava a luz difusa e suave.
Do outro lado estava a casa. O sítio onde tudo acontece, porque é mágica.
Por estórias contadas, ouvi dizer que uma rapariguinha muito nova tinha tomado um chã e ficado gigante.
Noutros contos, argumentaram que havia portas para escolher, que depois de abertas nos deslumbravam com todos os sonhos que tínhamos.
Assim, entre mim e a casa apenas estava aquele muro. 
Tinha que fazer uma plano de como transpor-lo, porque era minha obsessão esse objectivo.
De cor avermelhada depois de várias tentativas falhadas, consegui de forma simples atravessar: bastou caminhar para o lado e ver que o muro, por muito alto e largo que fosse,teria uma parte que conseguiria passar calmamente.
Feliz, cheguei à casa. A primeira coisa que fiz, foi deitar-me no chão e admirar o tecto no seu interior. 


Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...