terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deixa-me....

Deixa-me seguir uma nova viagem.
Uma caminhada que sem destino, se torne o caminho.

Por uma estrada cheia de pedregulhos os transbordarei.
Sabendo que cada um deles, foi mais uma etapa desta passagem.

Deixa-me observar com mais atenção a realidade.
Para que assim, consiga encontrar-me e encontrar os outros.

Conhecê-los e fazer desabrochar o carinho da compaixão e da paixão.
Fazer o bem pelos os outros, nunca esquecendo que estou a fazer melhor a mim.

Deixa-me passar a passagem de forma sossegada.
Deixa-me transpor cada pedregulho e fazer dele um símbolo e uma marca da minha curta passagem.

Deixa-me, até ao dia....

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Aquela noite.

Estávamos sentados na beira do rio.
Tudo estava calmo e o sol aquecia os corpos dormentes ainda mal acordados.
Tinha sido uma noite longa.

De intenso desgaste corporal, mas que nos marcou para toda uma vida.
Naquela manhã, não valia a pena pensar em mais nada,
A não ser na noite anterior.

Por momentos, a tristeza invadiu os nossos pensamentos.
Mas depressa um sorriso aparecia pois para sempre a memória iria recordar aquela noite.

Com aquele sol radiante e quente,
Sabíamos,
Que em dias mais cinzentos, aquela noite iria aquecer os nossos corações.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Somos pequenos

Como tudo, somos pequenos perante as adversidades.
Como nada, crescemos e descrevemos.

A luta é de todos os dias e todas as noites.
Numa luta que dura anos e décadas até ao infinito.

Somos pequenos, quando queremos ser grandes.
Mais vale a pena ter um lugar na ponte, do que cair dela. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Buraco.

Em um buraco branco encontro a escuridão de uma vida passada.
No topo da entrada está a luz que penetra vagarosamente.
Quente e harmoniosa ela entra suavemente pela alma e faz sentir....

Sentir o que não tenho.
Sentir o que quero ter.
Sentir o que vou ser.

Em um buraco por muito escuro que seja, podemos sempre encontrar a luz da alma.
Ela alimenta a solução. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Abismo.

As regras do abismo são escassas na sua forma
Regem-se por actos e opções que na sua imaterialidade, nos aproximam do precipício.

É composto por tudo que fazemos, como se nada fosse feito.
A sua escuridão é o desenlace da queda,

Essa é escolhida muitas vezes sem consciência.
Por vezes no momento que parece ser a felicidade do futuro.

No presente a queda da decisão do passado é o abismo de todos os dias e a queda não para.

No fundo dele podemos encontrar muito daquilo que não procuramos.
Mas do chão não passamos....

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Amanhã

Esperança no dia que passa, não no dia que acabou.
Esse já passou e muitos fazem anos.
Estes fazem experiência e idade.

Hoje aconteceu, ontem passou.
Amanhã não sei, mas quando o amanhã passar saberei.

Coisas boas, coisas más.
Um dia de cada vez e esperando sempre por aquele dia.

O dia em que quero que tudo aconteça, mas depois de acontecer.
Quererei mais e mais...

Até ao dia em que tudo acaba ou apenas começa. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Amor

Sinto-me apaixonado por nada e por tudo.

É um sentimento de vida que transborda o leito do meu ser.
É um sentimento que me agarra bem lá nos recantos mais escuros do meu coração.
É um sentimento que dificilmente desaparecerá.

O que deu errado é um pensamento constante.
Perdurado em memórias passadas dos erros que foram cometidos mais que uma vez.

Isolado penso mais, socialmente esqueço.
Sozinho sou eu, acompanhado sou hipócrita.

Acredito no amanhã, porque o ontem foi como foi  e o hoje é mais uma vez razão para respirar.
Só sei que nada sei acerca do futuro.
Sei que quero ser, mas ainda não como.

O amor é algo que arde sem ser ver, mas quando arde queima mesmo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Sspeitos

Suspeitos do costume que entram sem bater.
São seres estranhos que penetram bem fundo.

Oscilam entre o prazer e o sofrimento.
Causando ilusão de beldade e grotesco.

Suspeitos de normalidade que humilham a nossa essência.
Merecem ser corridos à paulada, num momento único de certeza.

Suspeitos, quem são?

Quem foram?

Quem serão?

Suspeitos de merda, pensai em vós e deixai os outros em paz.


sábado, 27 de outubro de 2012

Amigos

Aqueles que conhecemos, ou ficam ou partem.
Passamos momentos com eles, que podem se anos ou dias.
Até uma vida.

Mas chega a um momento em que há os que ficam,
Outros que partem e nunca mais ouvimos falar deles.

Conhecemos outros, mas os que foram não são esquecidos.
Apenas seguiram outro caminho.

Muitas vezes o problema está em recordar como foi e como é.
Muitos dos que podem partir podiam gostar de ti como és ou eras.
Muitos dos que conheces, com o tempo, podem não gostar de como és.

Um dia de cada vez.
Mas demora tempo em criar o grupo certo onde te sentes bem integrado.
Pior, é quando estás integrado e fazes a pior asneira de sempre e passas a desintegrado.

Podes passar anos, uma vida, outra vez à procura daquele grupo, daqueles momentos.
Mas a vida passa e a idade não para.
Cada um segue o seu caminho e, muitas vezes, o que foi nunca será.

Somos como somos, mas vivemos com opções.
Essas determinam o nosso caminho.
Muitas vezes é perceber que as opções erradas são muitas o desencaminhar de um caminho que parecia perfeito.

Amigos existem poucos, colegas existem muitos.
Cabe a cada um de nós saber distinguir. 

sábado, 20 de outubro de 2012

Partir

Carregado de sentimentos, vivo.
Passado e futuro conjugados pela memória de actos.

Espectro do que foi e do que será e o que virá.
Sentado na praia, com um poste e uma linha de electricidade admiro o mar.
Ele vai e vem.

Tu vieste, foste,  vieste e partiste.
Vivemos e conversamos.
Avisas-te e avisa-te...

Mas o o fio quebrou-se e a onda do mar não voltou.
Levou a joga em forma de coração que em preto em em branco,
Realça a luminosidade da tua beleza que não será eterna,
Mas para sempre ficou gravada.

Foi um momento, dividido entre o querer e o que fazer.
O destino quis que o fazer fosse partir.  

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

eia

Desgraça alheia,
Cheia de esperança cheia.
Cubículo de areia na teia.

Rede tempestuosidade de variedades.
Cheia de vaidades, objectivos tecidos.
Parados por erros.

Esperança orelheira,
De ouvidos moucos unidos.

Uma três vezes cheia.
De esperança e desgraça tecedeira.    

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...