Percepcionei pela primeira vez este projecto por intermédio do blogue do meu professor de multimédia Nelson Zagalo. De seguida vi a notícia no I Jornal:
"Uma campanha dinamarquesa contra a violência doméstica está nas bocas do mundo devido ao modo polémico como uma ONG decidiu passar a mensagem. O anúncio “Hit the bitch” é apresentado como um jogo que incentiva quem o vê a bater numa mulher.
Por cada bofetada, o “jogador”, invisível na imagem, acumula pontos numa escala de masculinidade. Dez bofetadas depois, atinge os 100% e a mulher, que foi sempre atirando insultos e ficando com a cara em ferida, cai ao chão. Mas em vez da frase habitual que aparece nos videojogos “You win!”, surge a mensagem “100% idiota”, seguida de um alerta contra a violência doméstica.
Devido à controvérsia que a campanha gerou, a ONG dinamarquesa “Children exposed to Violence at Home” decidiu encerrar a campanha a utilizadores fora da Dinamarca devido ao tráfego excessivo registado no site www.hitthebitch.dk".
Contudo, deixo aqui o ponto de vista do meu professor, Nelson Zagalo sobre este projecto. O ponto de vista é mais técnico e aprofundado sobre a função da estrutura interactiva na passagem da sua mensagem:
" Hit the Bitch é o nome de uma campanha social sobre a violência sobre as mulheres, que faz um uso de forma bastante dura das potencialidades da interactividade para aumentar o impacto da sua mensagem. Não se pode definir como um jogo, uma vez que não nos é dada alternativa, mas não deixa de ser interactivo por causa disso. É um objecto interactivo, no sentido em que clama pela nossa acção e reage fortemente a cada uma delas.
O dilema que nos é colocado, bater para saber até onde chega a narrativa, para obter a mensagem final, é problemático e é literalmente um murro no estômago de quem interage. Pena que isto esteja apenas em Dinamarquês, muito mais impacto teria se estivesse em Português ou pelo menos em Inglês, não deixando contudo de ser eficaz" (Zagalo, 2009).
Percebemos que embora o projecto possa ter o seu estado de polémica, não deixa de ser uma produção que teve como principal objectivo chamar a atenção do seu utilizador para a questão da violência doméstica. Na minha opinião, é um trabalho muito bem conseguido pela forma como consegue comunicar com o utilizador. A mensagem consegue entrar de uma forma totalmente clara na percepção do receptor.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Hit The Bitch - Campanha contra a violência doméstica
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Clean It Up
Vivemos numa época em que a limpeza é uma tarefa que deve fazer parte de todos os dias do ser-humano. Anda muito na voga o assunto das alterações climáticas. As mudanças que vão ocorrer no mundo se não alteramos o nosso comportamento com a limpeza que devemos ter no mundo e na sociedade. Podemo sempre começar com os dentes. Este anúncio às chiclets Orbit levaram-a a ter aquela reflexão: "Keep it Clean". É tão simples poder ter um mundo melhor.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Homo e o sentido dos seus instrumentos
Tarefa árdua que é a questão da sobrevivência. O Homem, um dia, vários acontecimentos, oportunidades e apenas adaptando-se aos acontecimentos que ocorrem apenas uma vez. Não existe repetição naquilo que sente, naquilo que visiona, naquilo que percepciona.
No meu caso particular. Olho, ouço, toco. São os sentidos na sua função mais inata, mais instrumental.
Talvez seja um pouco irracional olhar para eles, os sentidos, apenas como instrumentos. Contudo, a ideia que me ocorre é de onde vem a capacidade do Homem, e mais especificamente a minha, para criar instrumentos que o sirvam, e me sirvam, nas suas e nas minhas mais complexas tarefas?
E talvez não seja assim tão irracional interrogar-me sobre o sentido e significado das nossas, das minhas capacidades mais naturais. O grande desafio que desde sempre se colocou há humanidade, e a mim, foi tentar perceber de onde veio? De onde vim? Onde está? Onde estou? Para onde vai? Para onde vou? Estas três questões são a base da sua inesgotável curiosidade, e da minha também.
Defino curiosidade como a motivação biológica para aprender e tentar encontrar a resposta que está depois da descoberta. É caso para escrever: para o infinito e mais além.
Todavia, é mais confortável não pensar nesta questão e apenas viver sem interrogações… Simples, é senso comum.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A Cultura de Massas
O Conceito de Cultura de Massas surge na transição do século XIX para o Século XX. Foi um momento de transformações irreversíveis na humanidade, onde há um rompimento do indivíduo com as instituições sociais; o fenómeno da urbanização (deslocação das pessoas do campo para a cidade); a centralização do poder e o nascimento da alienação no quadro da industrialização e da cultura de massas. Segundo SCANNEL (2008, pp - 32) é uma época onde “the question off the masses became inseparable from economic conflict and political struglle”. A literatura utilizou várias expressões para caracterizar este fenómeno: passagem do estatuto ao contrato (MAINE); da comunidade à sociedade (TÖNNIES); da solidariedade mecânica à solidariedade orgânica (DURKHEIM); da autoridade tradicional à autoridade legal - racional (WEBER).
KARL MARX foi o primeiro analista social que entendeu naturalmente a profunda reestruturação das relações sociais precipitadas pela revolução no fabrico em Inglaterra. SCANNEL (2008 – pp. 33) descreve que na perspectiva de MARX “the social relations of modern societes, redefined in terms of capital and labour, were intrinsically antagonistic and unjust. The just redistribution of the social suplus, created by labour but expropriated from it, could only be achieved, in MARX’s view, by political revolution”.
Neste sentido, a Sociedade de Massas pressupõe a libertação do indivíduo na obtenção dos seus objectivos. Ele encontra na sociedade de massas o seu único modo de identidade pela via do colectivo.
Contra esta sociedade começaram a aparecer autores que foram críticos da Sociedade de Massas: FRIEDRICH NIETZSCHE (O Crepúsculo dos Ídolos); JOSÉ ORTEGA Y GASSET (A Revolta das Massas) e Escola de Frankfurt (HORKHEIMER, ADORNO). As críticas surgem porque com a Sociedade de Massas o indivíduo perde a sua individualidade e porque a sociedade passou a ser mais homogénea. Então, cria-se uma Teoria Crítica da Sociedade de Massas que tem um objectivo: contribuir para emancipação das massas.
Com a Teoria Crítica o discurso mudou, já não é do domínio, mas sim da libertação do outro. O discurso deixa de ser corrente com as práticas dos média, porque o indivíduo nos supostos tempos livres não deixa de ser um consumidor. A cópia reproduzida em massa acaba por se impor como o único objecto no sistema de troca, inclusive ao nível da percepção, nomeadamente no cinema.

Muito resumidamente, "pode-se afirmar que existe um conceito de iluminismo particular aos frankfurtianos, e que ele não coincide com a análise da história da época. Nele podemos distinguir alguns níveis de significação: a) trata-se de um saber cuja essência é a técnica; b) promove a dimensão de calculabilidade e da utilidade; c) erradica do mundo a dimensão do gratuito (arte); d) é uma nova forma de dominação." A ESCOLA DE FRANKFURT E A QUESTÃO DA CULTURA Renato Ortiz, Sociólogo e antropólogo da Universidade de Campinas.

Então encontrei no I um artigo que achei deveras curioso e que remeteu-me a pensar que a evolução tecnológica provovou o nosso determinismo para com as ferramentas, mas nós somos intemporais e as ferramentas passageiras. O ser humano é ser cheio de necessidades naturais, daí a sua busca pela perfeição: por isso está sempre a inventar. Contudo, os sistemas de produção capitalistas tentam chegar a nós através da transmissão de mensagens passadas pelos diferentes meios que lidamos todos os dias. Essas mensagens são constituidas pela publicidade ao produtos que criam em nós um feiticismo que nos influencia sobre o seu valor de uso e valor de troca. Isto faz com que alguns produtos apenas se tornem moda e quando já não precisamos deles, passam a ser objecto de culto por parte de coleccionadores. É a sociedade do consumo...
Segue a abaixo o artigo que fala de objectos que simplesmente deixaram de ter uso para os actores sociais e passaram a ser alvo de busca por parte de coleccionadores e ainda outros que vão fazer o futuro dos objectos tecnológicos.
O verdadeiro choque tecnológico, ilustrado por um diálogo fictício entre Anthímio de Azevedo, apresentador de "O Tempo" durante mais de 20 anos e Eládio Clímaco, cicerone de "Os Jogos Sem Fronteiras" e todos os programas de fim de tarde da RTP gravados ao ar livre.
- Estou sim, Eládio, é o Anthímio. Queres vir cá a casa provar as iguarias que faço na minha nova iogurteira?
- Não podias ter mandado uma mensagem para o meu bip? Estava aqui a tentar decifrar um estereograma.
- Isso faz-te mal à vista, Eládio. Passa aqui por casa e traz aquela cassete dos antigos festivais da canção. Rebobinada.
- O rebobinador está para arranjar e já prometi ir jantar a casa de uma tia que vai fazer castanhas na cloche. É que estamos no São Martinho, Anthímio.
- Ah, está bem. A Serenella Andrade, está boa?
- Está a fazer perguntas na "Casa Cheia", ao lado do videowall. Vai chover hoje?
- Sempre a mesma conversa. Não sabes usar o teletexto? É o número 575. Que maçada!
Cloche
Antes do microondas e antes da bimby, houve a cloche. Este mini-forno eléctrico era o melhor amigo da comida requentada – e ainda está para ser inventado melhor electrodoméstico para assar castanhas.
Pager/Bip
Muito popular nos anos 90 e série de televisão passadas em hospitais, os pagers conheceram o seu auge em 1996 com uma promoção da Coca-Cola. Os aparelhos vermelhos ainda se podem comprar na internet (no site OLX, por 15 euros) mas já não têm outra utilidade para além do coleccionismo. O serviço de pager foi descontinuado em 2002, altura em que havia menos de 5.000 clientes.
Teletexto
Hoje, para além de poder aceder à metereologia através do comando da TV, é possível ir ao teletexto pela internet. Esta mistura patusca de retrocesso tecnológico com boa vontade faz lembrar aquela ideia de lançar uma Wikipedia em papel. É enternecedor. O Teletexto apareceu na RTP em 1995 mas foi rapidamente superado pela internet. No entanto, ainda não há melhor maneira de saber a que horas é a preia-mar em Leixões (teclar 5-7-3 e esperar).
Iogurteira
Um dia, na década de 80, alguém pensou : “Ir a um supermercado, caminhar até à secção de lactícinios, escolher e pagar os iogurtes? Isso dá muito trabalho. O melhor é começar a fazer os meus em casa”. O processo de fabrico caseiro de iogurtes não era propriamente física quântica – mas parecia, dado o aspecto futurista das máquinas. Pormenor divertido: a maioria das receitas de iogurtes caseiros incluía uma dose de iogurtes naturais, comprados no supermercado.
Estereogramas
Oftalmologistas sádicos em todo o mundo esfregaram as mãos de contentes quando a moda dos estereogramas pegou. Estas ilusões óptimas, em que uma imagem 2D era tranformada em 3D depois de muito cerrar de olho e lacrimejar, foram imensamente populares nos anos 90. Uma fonte de angústia para quem nunca enxergou outra coisa para além de pontos coloridos, os estereogramas apareceram e desapareceram como uma Macarena.
Tradutor de bolso
As escolas básicas e secundárias proibíram-nos. Circulavam notas para os pais – “agrafem aí na Caderneta do Aluno” – a avisar que não se podiam levar para as aulas tradutores de bolso. O espanto que a medida criou não se deveu à rigidez das escolas mas sim à existência do próprio objecto. Em Portugal pouca gente terá comprado um tradutor de bolso, mas os que apareceram foram suficientes para gerar o pânico nas salas dos professores.
Rebobinador de cassetes
O DVD matou o VHS, assim como o VHS matou o BetaMax. Mas o rebobinador de cassetes, quem tramou o rebobinador de cassetes? O leitor de cassetes. Quando essas máquinas começaram a ter mais botões para além do Stop e Play, as coisas complicaram-se para o mercado dos rebobinadores de fita. Ameaçados de extinção, os fabricantes reagiram: máquinas em forma de carros desportivos e o boato de que os leitores de VHS estragavam a fita. Falhou.
Videowall
Ninguém tinha destas coisas em casa, mas era ver loja de electrodomésticos que não tivesse estas televisões empilhadas em castelo-de-cartas. Quem tentou ver a final do México 86 num destes paquidermes televisivos lembra-se das dificuldades em discernir os postes da baliza. Bons momentos passados à frente de um videowall? Só Orlando Guerra, o homem que mais vezes preencheu o Cartão de Ouro no programa Casa Cheia, em frente a um destes colossos.
Reebok Pump
Não havia miúdo que não tivesse, ou quisesse ter, estas sapatilhas com uma parte insuflável que, a julgar pelos anúncios, nos faziam ter superpoderes. A Reebok relançou este mês as icónicas Pump, assinalando assim os 20 anos deste modelo com uma bomba de ar que faz com que o sapato se adapte melhor ao pé. A onda de revivalismo e os concursos de afundanços – que tornaram estes ténis célebres – são a melhor justificação para o regresso.
Rotulador de fita
Quando é que foi a última vez que precisou de etiquetar alguma coisa? Por mais incrível que pareça, houve uma altura em que grande parte da população não passava sem um rotulador de fita. O ímpeto etiquetador esfriou e com ele foram estes objectos de economato futurista. Nas mãos de um garoto de dez anos é mais provável que sirva como arma laser de fingir do que máquina com que se pode escrever o nosso nome nas coisas – a primeira coisa que um adulto faz quando reencontra este objecto.
Artefactos de um futuro próximo:
Que chatice vai ter de ser explicar aos nossos filhos e netos: “Um dia um senhor norte-americano achou que era boa ideia escrever o que nos apetece em menos de 140 caracteres. E toda a gente aderiu”. Isto é futurologia, acreditar que tudo o que aparece nesta coluna está condenado a desaparecer pode ser tão disparatado como fazer as malas para assistir num lugar bonito ao final do mundo de acordo com o calendário Maia. Seja como for, a quantidade de gente que se inscreve no Twitter para “ver como é” insuflou o entusiasmo à volta da rede social, mas o balão de ar quente parece estar a esvaziar-se.
Bimby
Os artigos que se vendem depois de uma demonstração comercial em casa do cliente têm uma taxa de sucesso fabulosa. A Bimby convence todos com os seus encantos e faz dos seus donos aquilo que Pacheco Pereira descreve como “single issue persons”. Obcecados com o que o seu pedaço de lata consegue fazer, transformam-se em obstinados revendedores não oficiais. Mas a Bimby pode ser apenas mais uma moda e ter o mesmo destino que a cloche ou a iogurteira – duas coisas sem as quais os seus donos não conseguiam viver. Por enquanto a Bimby é para sempre, enquando durar.
Aparelhagem hi-fi
Daquelas que ocupavam grande parte da sala de estar. Daquelas que eram uma autêntica peça de mobília –um tríptico estéro: aparelhagem mais duas colunas. A miniaturização da tecnologias fê-las reduzir de tamanho, e o tamanho reduzido das salas de estar condenou-as à extinção. O iPod e os mp3 vieram dar o golpe de misericórdia a um objecto que agonizava. Será enterrado ao lado do móvel-bar e da sala de jantar, outros artefactos que não resistiram à chega do séculoXXI.
sábado, 7 de novembro de 2009
A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
WOMEN ART REVOLUTION
Women Art Revolution annotates the evolution of the Feminist Art Movement in the United States from the personal perspective of feminist artist and film director Lynn Hershman Leeson. Through interviews, art, and rarely seen archival films and images, Women Art Revolution combines documentary and memoir to boldly illustrate how this Movement, driven by personal and political imperatives of social justice and civil rights, radically transformed the art and culture of our times.
Women Art Revolution is currently in post-production, and we are actively raising funds for the remaining post-production costs. The film is scheduled for completion in Fall of 2009.
A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica
Eu gosto de lêr. Por vezes não consigo acabar o livro e sinto remorsos por não ter tirado todo o sentido da reflexão de um autor. Mas nem todos os livros são fáceis de lêr e entender. Alguns são tão densos no sentido, que dez leituras não chegam para tirarmos o essencial do livro. Não foi o que aconteceu comigo na leitura do Livro de Walter Benjamim: A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica. Não vou entrar na escrita da minha opinião ou na reflexão crítica da obra. Cada um na sua particularidade adquire a sua sua opinião particular. Vou sim citar uma parte do livro que me cativou e, na minha opinião descreve a realidade comunicacional que vivemos hoje: "A câmara será cada vez mais pequena, cada vez mais pronta a registar imagens efémeras e secretas, cujo choque paralisa o o mecanismo de associação do observador. Nessa altura será de usar legenda, com a qual a fotografia engloba a literatização de todas as relações visuais, e sempre a qual a fotografia estagnaria no indefenido. Não foi por acaso que se compararam fotografias de um Atget com imagens de locais de crimes. Mas não será cada palmo das nossas cidades um local de crime? Não será cada um dos seus transeuntes um possível criminoso? Seguidor de Augúrio e Arúspice, não terá o fotórafo que revelar, nas suas fotografias, a culpa e caracterizar os culpados? "O analfabeto do futuro será não o incapaz de escrever mas o incapaz de fotografar". Mas não terá de ser considerado pouco mais do que analfabeto o fotógrao que não sabe lêr as suas fotografias? Não se tornará a legendagem numa parte essencial da fotografia? São estas as questões em que a distância de noventa anos que nos separa da daguerreotopia descarrega as suas tensões históricas. O brilho dessas cintilações provém do facto das primeiras fotografias terem surgido, tão belas e inacessíveis, da escuridão dos dias dos nossos avós".
A sociedade que vivemos é daguerreotipática: Senão veja-se o significado de:
daguerreotipar
verbo transitivo
1. retratar ou copiar pelo processo de daguerreótipo
2. figurado reproduzir fielmente
3. figurado descrever de forma exacta
verbo pronominal
1. obter imagem fotográfica de si próprio através de daguerreótipo
2. figurado revelar-se
(Do fr. daguerréotyper, «id.»)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Que futuro para o cinema?
"Como vai evoluir o espectador de cinema na Internet? Vai ser uma reprodução caricatural do cliché do espectador das salas (veja-se esta imagem promocional do site MovieFlix)? Ou será transformado pelas próprias novidades tecnológicas da oferta? — este texto foi publicado no Diário de Notícias (31 de Outubro), com o título 'Filmes por... assinatura?'.
A notícia veio no jornal Variety: os estúdios Disney estão a trabalhar num novo sistema de difusão, de nome Keychest, tentando multiplicar as possibilidades do consumidor aceder a qualquer filme, a partir das mais diversas plataformas (televisão por cabo, computador, Blu-ray com ligação à Internet, etc.).
De facto, a novidade não está nesses canais, todos em desenvolvimento mais ou menos avançado, mas sim no contrato de compra: aquilo que o consumidor irá adquirir não é o acesso a determinada obra, eventualmente para download, mas sim uma assinatura global que lhe permitirá ver qualquer filme de uma vasta base de títulos. E sem barreiras técnicas: um filme pode ser “transferido”, por exemplo, do computador para o telemóvel... A assinatura consiste em pagar uma chave (key) para aceder aos filmes disponíveis. Os mais prudentes consideram que serão precisos cinco anos para que o sistema se torne rentável. O certo é que hipóteses deste género surgem como tentativa de compensar a baixa regular do mercado do DVD, para já não anulada pelo crescimento do Blu-ray".
Abaixo fica o artigo do Jornal Variety que me levou a pensar que futuro o cinema vai alcançar na internet?
Disney may open up digital cloud
Keychest technology allows cross-platform access
By JENNIFER NETHERBY
Bob Chapek
As studios search for the Next Big Thing after DVDs, Walt Disney Studios Home Entertainment is working on a system to offer consumers access to movies anywhere, anytime.
The technology, dubbed Keychest, uses the "digital cloud" principle, letting buyers pay one price for permanent access to movies or TV shows that are stored on a remote server and never downloaded -- but are always accessible via a wide variety of devices, including cell phones, cable services, PCs and Blu-ray players.
Consumers would access the content by purchasing a digital "key" or password. Disney's initiative, which other studios are watching, could mark a critical shift in the biz's tech approach: from the business of selling downloads of films and TV shows to the business of selling access to content. That would be a major alteration in a changing landscape where consumers demand convenient, instant access to entertainment choices.
Disney execs weren't available Wednesday to provide details on the initiative or on the technology involved, though the Mouse has demonstrated Keychest to other studios and plans to make an announcement about the technology next month.
But according to a report in Wednesday's Wall Street Journal headlined "Disney touts a way to ditch the DVD," the plan is to deliver content to nearly any device capable of playing back digital films.
So once a consumer gets the password to "The Lion King," for example, he could start watching the film on his laptop, then continue on a TV, then view the finale via mobile phone.
Currently, consumers downloading movies are limited with regard to which devices they can watch that download on. So far, ad-supported free online content and digital rentals from services such as iTunes have been more popular with consumers than download-to-own models.
NPD analyst Russ Crupnick, who hadn't been briefed on Keychest, said it could solve the problem of how the industry gets consumers to pay for digital content by making access to content more convenient than on free online services such as Hulu. Disney is part-owner of Hulu.
Disney's Keychest initiative comes nearly a year after other studios banded together for the Digital Entertainment Content Ecosystem, an effort to develop a digital standard so that consumers can play digital movies back on virtually any digital device. The difference with Keychest is that the media uses the formats already in place on content sites, while DECE wants to introduce new formats and standards.
Disney is the only major studio not taking part in DECE. Apple, which has links with Disney through stockholder Steve Jobs, is not a DECE member, either and may well participate in the Keychest initiative.
An executive at one digital movie service said Keychest seems to be an attempt to address the same problems that DECE was created to solve and could end up as a competing format, creating a situation reminiscent of HD DVD vs. Blu-ray.
The exec said that Keychest and whatever standard DECE adopts are both still a couple years away from hitting the market.
Disney home entertainment president Bob Chapek told the Wall Street Journal that the studio expects Keychest to take at least five years to contribute measurable revenue to the studio.
The move comes as DVD sales fall sharply while digital sales haven't yet come close to compensating. Most expect digital sales to remain small until digital content is as easy for consumers to access and watch on devices as a DVD is today.
Some services already offer more limited versions of Keychest. Amazon, for example, stores downloads through its Amazon Video on Demand service in a digital locker so that consumers watching on a PC never have to download a copy of a film or TV episode to their computer. CinemaNow has also said it plans to move to a cloud model.
But Disney intends to make content available through a much broader range of devices.
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