quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O fogo que arde nas linhas da vida




Em poucas palavras muitas vezes conseguimos dizer muito, quando pelo contrário em muitas não conseguimos dizer nada nem que seja para descrever, pormenorizar, discursar os acontecimentos.
Utilizamos muitas vezes adjectivos, sinónimos, antónimos, metáforas, personificações, etc..
Eu encontro nesta imagem a personificação da minha vida que arde e as palavras deturpadas são os acontecimentos que a perturbaram e nunca encontraram uma visibilidade capaz de ter uma resposta.
É ofusco a mensagem que encontro na imagem, mas é aquilo que sinto. 
Por outras palavras, é o fogo que arde nas palavras da vida. Algo tão simples, mas complicado quando o pavio não encontra combustível para se alimentar. 
Somos carne, mas disso passamos a pó. A alma é só uma e o fogo que arde até ao momento que apaga é composta por linhas onde podemos escrever de todas as palavras. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Almas Unidas







Uma alma só é alma quando encontra o seu par. Uma alma anda vazia até que encontre outra alma que a preencha. São as duas puxadas por uma força espiritual que os seus corpos físicos não entendem. 
É uma assimilação cognitiva que o discurso humano ainda não encontrou argumento para o descrever. 
Normalmente, utilizam a palavra amor, mas a verdade é que o humano não compreende isso de uma forma consciente. Tem uma breve nuance do que é. 
Quando não é palpável, para o humano torna-se complicado entender, arranjar factos científicos que realmente demonstrem o  que existe.
Há, mais uma vez, uma influência da Bíblia de como se conseguir e até entender essa coligação de dois seres unidos por um sentimento espiritual.
Mas a prova é que nem isso funciona, porque muitas vezes o amor que é reunido, perante Deus, não  é escrupulosamente cumprido, 
Mas o que me realmente fascina nisto tudo, é o sentimento. 
É a esse que olho com mais atenção.
Porque o que passa de um sentimento carnal, passa e passará pela sobrevivência conjunta. Juntar duas almas que vivam juntas trinta, quarenta anos juntos é complicado, mas é possível e não tem que ter autorização de Deus. 
Basta amar e respeitar... 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O tempo é como o milho, todos os anos nasce.






Não encaro o tempo como que apenas tem que passar. Ele pode ser ocupado de várias formas. Cabe a cada um saber como. 
O tempo é nosso amigo, já desde os tempos mais antigos, o ser humano sabe essa sabedoria. Foi algo que foi aprendendo com tempo. 
A sua própria evolução foi feita com tempo.
Por isso o tempo é nosso amigo. Não o podemos combater, ou até desaparecer. Temos que viver com ele e com tudo que engloba.
Há quem diga que já temos um determinado tempo estabelecido, as pessoas com mais fé em religiões, vivem intensamente esse dilema. 
Falam do nosso espírito tem vida depois da morte. Que perdura eternamente num lugar de paz e harmonia.
Mas a verdade é que nunca viu ou sentiu.
O tempo é nosso amigo enquanto estamos vivos. Por isso viver, é dávida, e por isso talvez seja bom ter a espiritualidade na mente durante o tempo que vivemos. Olhar ao nosso redor, prestar mais atenção ao que se passa e com calma viver, um dia, uma hora, um minuto, um segundo e um ano, muitos anos. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Viver sozinho.











Muitas vezes quando estou sozinho, a solidão parece ser um sofrimento silencioso que penetra no meu corpo sem qualquer sintoma da sua penetração.
A única sensação que me ocorre é a razão a pensar sobre isso. E mais ainda tentar perceber!
A solidão não é um sofrimento. É uma forma de estar, de viver, de ser. 
Se pensar um pouco mais sobre isso, é mais o tempo que passo sozinho, do que aquele que passo acompanhado.
Interrogo-me por exemplo sobre os prisioneiros de Auschwitz, mais por causa da foto acima, que durante o tempo que passaram lá, estavam acompanhados por outros prisioneiros e os guardas alemães.
No fundo, embora acompanhados, o seu verdadeiro sentimento era de solidão. 
Em síntese, acompanhados ou sozinhos, mediante o contexto, o que interessa é viver. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Deformado, com o tempo e as pessoas.




Na estrutura essencial que é a vida, muitas vezes interrogo-me sobre o seu valor. Ou melhor sobre o que nela ganhámos e nela perdemos. 
São variadíssimas coisas, mas uma delas que me me interrogo profundamente é a nossa maneira de ser. A nossa personalidade...
Com o tempo, e com a idade a passar, nós mudamos, não apenas de aspecto físico, mas também a maneira de pensar.
Pode parecer uma análise um pouco supérflua, algo que toda a gente sabe. Mas no meu caso concreto, de alguma forma, interrogo-me mais profundamente sobre essa questão.
Aquilo que fui há 10 anos atrás e o que fazia nessa altura e aquilo que sou agora e faço neste momento, são dois opostos completamente diferentes que não se encontram e se afastam continuamente.
De alguma forma sinto-me deformado, alguém que foi e já não é. 
Apenas porque cresceu e percebeu que mudou. 
Outras das coisas, que também perdemos, por diversas circunstâncias, são as pessoas. E é nisso que também me interrogo um pouco? 
Ao perdermos essas pessoas, fica sempre um vazio, que dificilmente pode ser preenchido, porque essa pessoa, pela sua particularidade, preenchia o vazio como só ela/e podia. Por vezes, de forma inconsciente, mas preenchia.
A verdade, é que depois, com o tempo, outras pessoas vão entrando sorrateiramente na nossa vida e preenchem outros vazios que temos.
Porém, como tudo, ou neste caso como cada pessoa, o vazio que preenche já não é o mesmo que a outra pessoa anterior preenchia. 
Em conclusão, é sinto-me deformado. Porque quando mudei mais foi, durante o tempo que avança, quando perdi algumas pessoas que me deixaram um vazio. Mas, em dura verdade, muitas vezes pergunto-me se eu não precisava de conhecer esse vazio e preencher outros, que nem sabia que estavam dessa forma...


domingo, 18 de agosto de 2013

O amor.





De certo modo, o amor é uma questão fundamental na vida das pessoas!Sem ele, podemos não ser nada.
Temos o amor da família, amigos e outras pessoas menos importantes. 
Mas este é um tipo particular de amor!
É um amor que se cria entre duas pessoas, que no início não tem qualquer afinidade, mas depois decidem tomar um compromisso.
Uma sobrevivência a dois, estimulado pela companhia e o prazer que dela se tira. 
Este é um amor, que precisa ser trabalhado, harmonizado e principalmente compreensivo.
Porque as diferenças existem, mas este amor tem que superar isso.
E foi o pensamento que esta fotografia me fez ter. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Espectos de si mesmos.












No sublime momento em que esta foto foi tirada. A anterior convivência tinha sido um jantar de anos, de alguém de quem já não retenho o nome.
Como em todas as festas anos, não faltou álcool à fartazana para todos ficarem felizes.
A certo momento, alguns elementos vieram cá fora fumar. Eu era um deles...
Mas como, quase por excepção, tinha a  câmara. 
Com uma velocidade de obturador muito reduzida, uso ao fhash e f36, consegui captar quase uns espectros de eles mesmos. 
Na verdade são apenas duas imagens fundidas que retratam um minuto, um gesto, um olhar,um movimento. No fundo mais uma situação da minha vida, mas que tem para sentimento, nem sei bem dizer qual é, mas gosto e pronto.  

A amizade.










Este momento é único.  
Interrogo-me sobre por que me faz pensar enquanto visiono a fotografia?
Não é pela sua temperatura de cor, não é pela aura que o sol transmite pelas suas radiações celulares, que temperado pela cyano lhe cria um certo brilho. Um prateado muito ofusco pela profundidade.
Até poderiam ser as rochas que vemos no mar.
Pelo contrário, é pela pessoa já conheço há muitos anos e com ele já vivi grandes momentos. Uns menos bons que outros, mas é uma que pessoa que foi ficando. Admiro a sua sombra enquanto agacha a sua cabeça.
Em conclusão esta foto, lembra-me a amizade, de um modo mais profundo:
- a vida e o que com ela vamos construindo. Seja material ou espiritual.
Muitas vezes o que sobra são as histórias que temos para contar.
E creio que é mesmo esse o papel essencial da amizade: alguém que te conhece, que sabe quase tudo o que fizeste desde os teus 19 anos. Em alguns momentos poderia nunca concordar, mas respeitava. E isso é algo que a foto me faz sentir.
A amizade. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Religião e Arte





De certo modo o que a religião nos faz, é dar sentido à vida. Apenas tem este papel na sociedade! Poderíamos entrar aqui em discussões sobre este assunto. Que tardias, levariam pelo vento as nossas cinzas de tanto conversar. 
O seu motivo é o livro mais impresso do mundo que é a Bíblia. Um livro que tem dois mil anos, mas o seu conteúdo é defendido com os "runhar dos dentes." Daí o tempo que estaríamos a falar sobre a veracidade dos seus fatos. No fundo acho isso chato. 
Voltando ao que ia dizer, a religão é um escape para dar algo de existencialista em nós, nos outros, nas pessoas. No simples saber que vamos ter um fim. Mas se tenho esse fim? Que vim ao mundo fazer? A velha e sábia questaõ de onde venho, blá blá blá.
Independentemente disso, o que me fascisna mais é como a Bílblia deu origem a tantas formas de seguir apenas um livro que foi escrito sabe-se lá porque quem.
O que me fascina ainda mais é a edificação de edifícios que tem valor simbólico e, principalmente espiritual. Mas a verdade é que podem ser verdadeiras obras de arte. E é nisso que temos que pensar. Como é que as diferentes religiões, através  da edificação destes edifícios que podem ser vistos como arte, na verdade a sua arte expressa também a sua fé por uma figura divina. que na verdade, das 7 biliões de pessoas, que habitam o planeta Terra, nunca viram.
Curioso....

sábado, 20 de julho de 2013

Solidão








A solidão parece ser a chaga que chega quando as palavras deixam de ter sentido. A comunicação torna-se repetitiva e cansa.
As pessoas cansam-se, os ouvidos tornam-se moucos e a oralidade é apenas ruído.
Tantas formas de estarmos sozinhos, tantas de recolhimento, de reflexão que não leva a lado nenhum. 
A solidão é um bem conseguido pelo mal, em que incompreendido somos expulsos para uma pedra e de lá não podemos sair. 
A solidão é aquilo que temos quando estamos sozinhos....

sábado, 6 de julho de 2013

As quatro fases da vida.








Sinto que a vontade de existir se encontra nos momentos que guardamos na memória. Toda ela é composta por imagens que ficam guardadas no córtex cerebral e, em determinadas ocasiões, pelo olfacto, pela visão, pela audição há um click que nos remete para o que se passou.
Em nós é criada uma sensação. Toda ela criada pelos sinais eléctricos que o cérebro transmite à nossa consciência e a sua capacidade de compreensão. 
Mas também nesses momentos, muitas vezes não percebemos a sensação criada. É um êxtase que determina o nosso humor naquele determinado momento.
Somos seres racionais, mas a verdade é que a emoção é que nos comanda em tudo o que fazemos. Nela está a pedra basilar da felicidade ou infelicidade. 
Naquilo que sentimos, transparece toda a nossa personalidade e capacidade de sermos nesta vida passageira, carregada de pedras. Umas mais pesadas que outras...
A interrogação que lanço é o que é realmente a felicidade? Viver com o pouco que temos, logo sermos conformistas? Ou sermos ambiciosos e obter aquilo que os nossos sonhos desejam? 
Costuma-se dizer que quanto mais alto se sobe, mais alta é a queda! Mas também se diz que um dos direitos fundamentais é a ascensão social. 
Considero que na vida temos quatro fases:
A primeira é sermos inocentes enquanto crianças. A segunda é a rebeldia da adolescência, a terceira a assimilação de responsabilidade ( e é nesta que definimos o nosso caminho para a felicidade ou infelicidade). Finalmente a quarta, que é a velhice e que é um período de reflexão e de retrospectiva do que foi feito e do que poderia ser diferente. Nesta fase também nos conformamos com o que temos, pois deparamos que não há outra opção.
Em jeito de conclusão, no caminho que fazemos ao longo da vida, e logo nas suas quatro fases, os momentos mais marcantes são aqueles que mais nos emocionaram. E vão ser eles que vão definir toda a nossa passagem. Ou de forma feliz ou infeliz.
No fim, vamos saber em qual das quatro fases é que tomamos a decisão que determinou toda a nossa vida. 

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...