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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ipad, um ano depois


Todas as novas tecnologias, mas mesmo todas, quando aparecem ou são criadas, criam à sua volta uma conotação com um duplo sentido. Por um lado, é visto pelos tecnologos como algo que pode melhorar o mundo e torna-lo um lugar mais agradável. Por outro, é visto pelos mais conservadores como um novo obstáculo à tranquilidade no mundo e nas sociedades.
Foi assim com a Imprensa Escrita, com o Telégrafo, com a Rádio, com a Televisão, com o Cinema, com a Internet e muitos outros aparelhos tecnológicos de comunicação. 
Por isso, não é estranho que depois de quase um ano do lançamento do Ipad, várias mentes prevejam a completa destruição dos modelos tradicionais de comunicação e outros apenas mais um novo aparelho capaz de responder a muitas necessidades do Homem. 
Esta discussão já não é nova, aliás já tem na sua génese vários anos de existência onde o assunto nunca fugia do mesmo circulo. Essencialmente as pessoas discutiam e discutem sobre os novos paradigmas que surjiram e surjem nos meios de comunicação desde o aparecimento do digital. 

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Começou com a Imprensa escrita e chegou até aos nossos dias: actualmente acontece com o Ipad. É neste sentido que quero reflectir um pouco sobre este novo aparelho que criou um etrondoso "buzz" desde que foi lançado. A poucos dias do lançamento da versão 2, que na minha opinião vai vir muito mais bem equipado que o primogénito que o antecedeu (aparentemente a guerrilha entre a Apple e a Adobe parece ter terminado e desta vez, se Steve Jobs tiver saúde para isso, não vai ver uma mensagem a dizer que precisa de instalar o flashplayer no Ipad, além da desejada câmara de vídeo).  
Mas, para quem já leu até aqui, pensa por isso que tenho uma preferênca pelo Ipad em detrimento de todos os outros tablets que existem por aí no mercado e, aliás, já são mesmo muitos. Pelo contrário, de alguns que conheço, o que para já focou mais a minha atenção foi o Xoom da Motorola que vem com um OS da Google. Até ter esse na minha mão para o poder  experimentar vou continuar a esperar...


Mas opiniões pessoais à parte, vamos realmente concentrarmo-nos no tema deste post.
Todo este burburinho à volta dos Tablets tambem não é novo. O conceito Tablet já existe à vários anos, mas foi esquecido por os especialistas pensarem que não tinha muita potencialidade no futuro. Foi a Microsoft que inventou o conceito, no entanto não deixa de ser curioso que a empresa de Bill Gates actualmente perdeu o monopólio de décadas para a Apple desde que esta lançou o seu Ipad. Depois disso a Apple pegou no coceito, fez uns melhoramentos e teve, mais uma vez, um enorme sucesso com isso.
Uns falam que o sucesso garantido, deveu-se essencialmente à simplicidade de usabilidade do OS. Outros apontam o festecismo que sempre rodeou qualquer produto da empresa da maça e, por essa razão, criou-se o mesmo fenómeno que antecederam os outros produtos (Ipod, Iphone). Todavia independentemente das razões do seu sucesso todas as expectativas foram superadas, inclusive as da Apple.


Mas o sucesso não está apenas garantido por aquelas razões. O facto de outras empresas começarem a dar mais impotância a este novo meio de comunicação, fabricando por isso modelos Tablet para todos os gostos é mais uma prova do pioneirismo da Apple. Contudo, nesta altura os preços ainda não são convidativos para todas as carteiras. Um outro facto foi a criação do jornal The Daily do magnata Rupert Murdoch exclusivamente para esta plataforma. Outro foi a adaptação de vários jornais mundiais que criaram a sua app para poderem terem a sua versão digital disponível no novo media. Até já há quem preveja o fim do PC, sustentando-se na comparação de vendas de um e de outro. Curioso é constatar que também já a Apple tornou-se o maior vendedor de PC, com a sua linha Macbook, destronando a HP.



Resumindo, o conceito Tablet foi inventado pela Microsoft, mas esta não lhe deu a devida atenção e desenvolvimento e acabou por pôr de parte o seu desenvolvimento. A Apple, pioneira como sempre, resgatou o aparelho, deu-lhe uma reviravolta de 360º e lançou-o. Passado um ano, dezenas de Tablets apareceram no mercado e a Apple com o seu Ipad teve o sucesso garantido. Novos paradigmas foram criados e novas questões também...
O que não podemos esquecer é que depois de Jobs criar a Apple foi despedido e, consequentemente, a empresa perdeu notoriedade.
Passados alguns anos, Jobs reentrou para a empresa como CEO e conseguiu que ela se torna-se na empresa tecnológica mais valorizada do mundo. Nomeadamente com os seus mega sucessos Ipod; Iphone e Ipad Neste sentido é caso para dizer, quem é realmente famoso o artista ou a obra criada? Pois neste momento as notícias que nos chegam sobre o estado de sáude de Steve Jobs não são as melhores, criando por isso um  nevoeiro escuro sobre o futuro da empresa... Esperemos que consiga vencer a doença e com isso possa deslumbrar o mundo durante mais alguns anos. 

domingo, 11 de abril de 2010

Duelo entre Titãs

Steve Jobs é um comunicador nato. Que depois da apresentação sobre o novo gadget da empresa que o mesmo lidera, lançou entre os mais fanáticos pela tecnologia e pelos produtos Apple o autentico fascínio pela obra de arte. Veja-se o vídeo abaixo de www.engadget.com que pelas suas imagens e sons demonstram de uma forma muito clara a "loucura"  que houve no dia de lançamento do Ipad. 


Reforçando ainda mais a loucura acontecida no passado 03 de Abril a revista Wired analisou o Ipad e no começo do texto escreveu o seguinte: 
The zeitgeist excitement needle on this gadget has moved past Hula Hoop and Lady Gaga levels, and is approaching zones previously occupied only by the Beatles and the birth-control pill. Can a one-and-a-half-pound slab possibly live up to this massive hype?

No mesmo artigo também é falado das afirmações de Jobs que disse na apresentação que o Ipad iria proporcionar a melhor experiência de internet de sempre, contudo Steven Levy, autor do artigo da revista, afirma: 
First, browsing. Steve Jobs promised that Safari on the iPad would be the best browsing experience ever. It's hard to give it that distinction when it doesn't run Flash, the technology behind a lot of web video and animation. I also miss tabs. That said, the techniques that work well to allow the iPhone to smoothly surf the Web really shine on the bigger screen here.


O que se passa precisamente é que o Ipad não consegue correr a linguagem do software produzido pela Adobe (Flash). Os especialistas consideram que o flash foi o verdadeiro responsável pela mudança de paradigma na web, tornando a interactividade numa nova experiência de navegação online. Nesse sentido o Ipad vai correr a linguagem de programação HTML5
Acerca deste assunto foi começado no facebook uma pequena discussão que dá para entender quais são os aspectos que levam a uma guerra entre titãs (Adobe vs Aplle).



João Martinho é um Artista Digital que se encontra a tirar o Mestrado de Tecnologia e Arte Digital na Universidade do Minho. Foi um dos responsáveis pelo lançamento de um jogo para Ipad no dia do seu lançamento (Smuggi). Na sua opinião: "A Adobe é uma grande empresa, e os seus produtos como o Photoshop ou AfterEffects são fenomenais. Mas fica somente por aí. O Flash é um erro que aconteceu no início da web, e que se proliferou massivamente, com a aceitação da sociedade digital por falta de alternativas. Mas ja há alternativas, que obviamente irão prevalecer.Relativamente à experiência interactiva, não concordo também. O flash não melhora a experiencia interactiva. É verdadeiramente um alien num browser, que está encapsulado num objecto, fechado, não indexável, não pesquisável, de extrema difícil leitura textual, e requer muito processamento do hardware. Não vos incomoda o menu flash quando clicam no butao direito do browser? Conseguem seleccionar conteúdos do flash? Copiar uma imagem? Arrastar algo para o desktop? Conseguem ler bem? Seleccionar texto confortavelmente?Se a Adobe trabalhasse muito, provavelmente conseguiria melhorar isso, mas a sociedade digital anda muito depresa, e a Adobe não irá conseguir acompanhar a velocidade das cosias, acima de tudo pelos terriveis problemas de retro-compatibilidade e multiplataforma que enfrentam. O AS3 foi uma grande melhoria, mas acabou por se tornar muitíssimo complexo, pois tem o legado do AS1 e AS2 em cima.Relativamente ao video. Já experienciaram navegar pelo site da Apple, e sentir o conforto da ausência do flash? Existe lá muito video, mas sem flash, e ainda bem. Já experimentaram o youtube e o vimeo configurados para ver video em html5? O Flash é feito por uma empresa propietária. Tem um custo, quer na sua aquisição e adopção ... Obriga a normas propietárias, que estão sempre a mudar, mas com muito atraso, e que acima de tudo que não vão ao encontro dos fundamentos e visões de Tim Berners-Lee, quando criou a web." 



Já Nelson Zagalo é professor assistente da Universidade do Minho. Na sua opinião: (...) "Mas a verdade é que havia plataformas para isso tínhamos o Shockwave que permitia codificar objectos feitos em Director para ambientes web, mas eram muito pesados e o próprio plug-in era ainda mais pesado. Havia os Applets de Java que eram ainda piores coitadas das máquinas quando aquilo corria coisas gráficas mais puxaditas, e que não tinham nem nunca tiveram qualquer aplicação decente para o desenho de objectos interactivos, era tudo baseado em programação apenas. Por outro lado lembro-me do plug-in do Shockwave ter 10Mb em tempos de modems de 28.8k e o plug-in de Flash ter 400k. Ou seja não havia alternativas viáveis. Mas não podemos chamar-lhe erro se há software que traduz o essencial das condições de interactividade multimédia é o Flash. O Flash nasce directamente do Director, que por sua vez nasce do Hypercard a primeira grande aplicação de authoring de multimédia interactiva. O que aconteceu com o Flash foi passar de uma condição bitmap a uma condição vectorial e com isso poder circular na web facilmente dado o seu reduzido tamanho."Relativamente à experiência interactiva, não concordo também. O flash não melhora a experiencia interactiva."Primeiro temos de ver o Flash no momento em que aparece e agora. Agora tens muitas outras linguagens que permitem criar o que o Flash criava há 15 anos atrás. Mesmo assim criar animação interactiva, para não falar em objectos mais complexos como os Jogos, com uma interface dedicada é muito diferente de o fazer com programação apenas. Aliás veja a plataforma de jogos que reina no Facebook. Depois os problemas que apontas da pesquisa, não são culpa do Flash. O Flash não foi criado para desenhar sites de raiz, mas sim para criar objectos interactivos. Se as pessoas o começaram a utilizar para representação de informação foi porque queriam algo mais... Mas ainda e em relação à pesquisa, como já disse antes, ela é apenas uma das funcionalidades da web. A Pesquisa representa o lado orientado à tarefa, em que o essencial é conseguir o conteúdo e não a forma como se consegue esse conteúdo. Por outro lado a Web é hoje Muito mais do que apenas uma ferramenta de pesquisa, ou seja o que é importante para a generalidade das pessoas é a Experiência, a Emocionalidade da Experiência e não apenas conseguir encontrar o paper A, B ou C, ou livro Y e Z. A generalidade das pessoas querem ser entretidas, querem ser recompensadas. Aliás como disse, se fosse apenas isso nunca a Web teria sido capaz de ultrapassar a Televisão, como o está a fazer nas camadas mais jovens. Mas isto não é mais do que a discussão que vivemos à mais de 15 anos entre Informáticos e Designers. E que é também espelhada pelo Nielsen e pelo Norman. O Nielsen e as suas malfadadas heurísticas de Usabilidade foi um dos grandes detractores do Flash e o Norman acompanhou-o até uma certa altura. Mas em 2002 percebeu que o caminho do design não podia ser isso e seguiu um outro completamente diferente o do Emotional Design (2004).As pessoas gostam de encontrar o que procuram na web, é certo e isso faz parte de um dos grandes apelos. Mas nunca te esqueças que 80% do tempo que as pessoas passam Hoje ligadas à web não é a procurar coisas que precisam, mas é a experienciarem a interactividade da web e à espera que esta lhes proporcione novas experiências."acima de tudo que não vão ao encontro dos fundamentos e visões de Tim Berners-Lee, quando criou a web." Quanto aos fundamentos do Berners-Lee desculpa lá, mas ele apenas conceptualizou a "coisa" tecnologicamente, muito antes dele já tínhamos tido um Vannevar Bush a escrever "As We May Think" e a lançar o design para um Memex isto ainda nos anos 40, e depois nos anos 60 tivemos mesmo uma primeira implementação por Ted Nelson num Xanadu. Estes sim lançaram os fundamentos do Hipertexto que por sua vez permitiram ao Berners-Lee lançar-se na Web. Mas o que importa aqui é que nenhum destes 3 viram o hipertexto/hipermédia e a rede que este gera como algo que se iria transcender, algo que é mais do que a simples pesquisa de informação interligada. A navegação nestas redes é já de si uma experiência, e cabe-nos a nós melhorar essa experiência, não apenas o fim do acesso à informação pretendida.Quanto à necessidade da Adobe melhorar, do Flash evoluir, de o Flash poder ser hoje a parte crappy, concordo, mas ainda não vejo alternativas em termo de ferramentas de Authoring de Multimédia Interactiva que permita aos designers trabalharem, sem o stress da programação. Como bem dizes o AS3 é bom, mas demasiado complexo para eles... vamos ver..."



Como podemos perceber pelos argumentos dos dois especialistas a questão é complexa e envolve um total conhecimento das ferramentas. Mas no meu entender: 

Um entendimento entre os dois Aplle e Adobe apenas iria ser mais benéfico para o consumidor final, que neste caso somos todos nós.  
Claro que do ponto de vista do poder as coisas podem tornar-se eticamente inaceitáveis. A minha ideia não era propriamente uma fusão entre os dois gigantes, mas sim um entendimento que favorecesse todo o consumidor final, não apenas pela oferta mais alargada, mas também pela possibilidade de ele escolher sempre o produto mais eficaz. Porque no meu entender, o Ipad tem sido tão sensacionalista nos media, que sinceramente não sei quantas pessoas terão consciência da não possibilidade de correr o Flash. E aqueles que sabem têm que andar sempre à procura de outros produtos que os sirvam melhor. Complicado.





  

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...