sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como um são muitos

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Este é um daqueles filmes que encontramos por acaso, mas no final de o vermos aguça-nos a apetite. A obra é simples 3D, sem grandes cores quentes, mas com algumas que nos fazem ter representação. Alguns objectos até parece não terem render feito, mas na sua metamorfose encaixam que nem uma "luva". 
A obra deve ser admirada em fullscreen e o volume das colunas bem alto, porque o som do piano acompanhar torna a obra um belo momento de relaxamento. Para saberem mais sobre o autor, sigam o link. Agora deliciem-se.



ROSAMATE


ROSAMATE, upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

sábado, 2 de abril de 2011

Aprender a Jogar

Na tentativa de perceber melhor como a literacia se pode fundir com os videojogos e visando  o meu projecto final de curso que vai abordar este tema e não só, vou finalmente começar a minha pesquisa e o trabalho que me vai ocupar nos próximos meses bastante tempo
Neste momento as ideias para o projecto ainda não estão totalmente claras, apenas existe ainda um rascunho de um sitio oficial que ainda tem que ser reformulado e finalizado, um nome e um logótipo: 

Logótipo do site de suporte ao projecto

Aprender a Jogar, no geral, vai tentar fundir três conceitos que vão ser pilares fundamentais em toda a produção do projecto. Esses conceitos são: Literacia, Videojogos e Origami.  
Neste sentido, torna-se relevante definir exactamente onde os três conceitos se podem fundir para a realização do meu projecto final de curso. Assim, a ideia que me surgiu é criar um site com mecânica de videojogo influenciado pelo conceito de gamification que é o uso da mecânica de videojogos para aplicações non-games, sendo também conhecido como funware. 
A orientação particular deste tipo de aplicação é levar as pessoas a adoptar dados cognitivos capazes de as fazerem mudar as atitudes. Isto entra na área da psicologia social, que também merecia ser foco da minha atenção, mas no entanto vai por agora ser descartado porque este é apenas o inicio de um projecto que eventualmente vai ter continuidade, mas noutra fase da minha vida académica.
Um outro ponto relevante a referenciar é a relação que o projecto vai ter com um outro que já aqui falei, isto é, o livro sobre a História dos Videojogos em Portugal, que no fundo será o fornecedor de dados que vão servir para a elaboração da narrativa que o site final irá ter. Por outras palavras, a interface do site terá uma mecânica de jogo e será baseada nos conteúdos que até ao momento foi possível arranjar por todos os envolvidos na cronologia dos videojogos em  Portugal.


O Origami servirá para a ilustração do layout do site que irá ser programado em Flash em Actionscript 3.0. A literacia irá no sentido do que James Paul Gee diz no seu livro "What video games have to teach us about learning and literacy":
Of course, video games offer players a feeling of achievement in a number of different ways. First off all, they operate according to a very powerful learning principle, a principle we can call the "amplification on input principle". When systems operate according to this principle, they give, for a little input, a lot of output. (Driving a car is a good example: you press a little pedal and off you zoom.) In a video game, you press some buttons in the real world and a whole interactive virtual world comes to life. Amplification of input is highly motivating for learning. 
No sentido do que foi dito acima, Aprender a Jogar vai tentar ser um input na aprendizagem e literacia que os videojogos podem trazer para as pessoas como output capaz de ensinar e mudar as atitudes perante este meio de comunicação. 
Em suma, o que aqui escrevi são apenas as ideias gerais do que o meu projecto final de curso tem a pretensão de ser. Brevemente irei publicar mais novidades. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

5 animações portuguesas em Annecy

Fiquei muito contente quando soube que este ano vão haver cinco filmes a competição e mais dois fora da dela no maior evento de animação do mundo, o Festival Internacional de Animação de Annecy. Da selecção oficial surgiram 172 filmes, depois de milhares de propostas que integram as várias secções. O certame decorre de 6 a 11 de Junho. 

Poster de 2010

Depois de em 2006 Portugal ter conquistado o Grande Prémio do evento com a obra "História Trágica com Final Feliz" (2006) realizado por Regina Pessoa numa co-produção com França e Canadá, na edição de 2011 consegue ter três obras no espaço nobre do festival de quarenta e duas selecionadas. São elas: "Viagem a Cabo Verde" de José Miguel Ribeiro realizador da curta "A Suspeita" (1999).
Que tem aqui o seu filme mais elogiado desde essa época; "O Sapateiro", uma animação de carvão sobre papel de David Doutel e Vasco Sá; e "Conto do Vento", de Cláudio Jordão Viegas, realizador do premiado "Esperânsia". Os dois primeiros filmes foram produzidos pela Sardinha em Lata enquanto o terceiro resulta de uma co-produção entre a KotoStudios, o CineClube de Avanca e a Filmógrafo. Também da Sardinha em Lata e também realizado por José Miguel Ribeiro é a série "Dodu, o Rapaz de Cartão", que é uma das 37 que se encontra em competição na secção de Séries de Televisão. Mais hipóteses de vitória, por uma questão puramente numérica, terá "Afonso Henriques, o Primeiro Rei", realizado por Pedro Lino, que está na secção dedicada aos Filmes Educacionais, Científicos ou Industriais, que tem apenas quatro fitas seleccionadas. A fita resultou de uma encomenda do Museu de Alberto Sampaio e da Câmara Municipal de Guimarães e foi desenvolvida no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do Nascimento do primeiro monarca português. (via sapo).


Este é um momento de orgulho para a comunidade de motion design portuguesa que assim vê os frutos do seu trabalho a serem reconhecidos por entidades internacionais, algo que nos últimos anos tem acontecido com alguma regularidade. O Festival International du Film d'Animation d'Annecy foi criado em 1960 e rapidamente se tornou o mais importante do planeta. Esperemos que os projectos portugueses à competição consigam obter lugares de destaque e assim demonstrar que em Portugal também se faz boa animação. 


sexta-feira, 11 de março de 2011

Os Pássaros na Ponte


Os Pássaros na Ponte, upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

Arte histórica masterizada

A Intel é responsável por esta exibição e concepção que basicamente se sustenta na sua campanha 'Visual Life'. 


O projecto Remastered convidou trinta artistas e designers contemporâneos para reinventarem alguns dos mais famosos trabalhos da história da arte, com tecnologia misturada. Um dos objectivos é iluminar e mostrar a designers e artistas contemporâneos como a arte e a tecnologia se podem fundir para a criação de novos traballhos. 




Por outras palavras, é uma nova geração de artistas que pegam em obras do passado e com a ajuda da tecnologia criam novas experiências visuais. O produto final está patente até ao próximo Domingo no One Marylebone London. São trabalhos que nos mostram e representam a fluída relação entre arte e tecnologia. Como não há a possibilidade de deslocação a Londres para ver a exibição, deixo de seguida um vídeo que nos mostra claramente como a arte com a ajuda da tecnologia pode ser reinterpretada, bem como o making of  que nos ajuda a pensar e perceber como se produz este tipo de arte. Chamo a atenção para as ferramentas utilizadas, porque não sendo este o meu trabalho preferido, consegue ter a minha preferência pelas ferramentas tecnológicas escolhidas. 

Mind the Fog 


In his reinterpretation, Pavon brings this narrative to a modern day London, a sprawling metropolis of sights and sounds that provides a backdrop to many of the same questions faced by the wanderer.


Original Medium:
Painting

New Medium:
Stereoscopic (3D) animation

Technology:
Canon 7D to shoot the video and take photographs, edited in After Effects using a 3D composition and applied the Anaglyph effect separating the cameras.




Making Of: 


O resto das obras podem ser vistas aqui. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cabeça de Rádio


Tenho ouvido o novo álbum de Radiohead como quem já não ouve uma bela música faz já mais de dez anos. Talvez seja eu neste pensamento, lembrando-me de bandas como The White Stripes e os The Strokes que reconquistaram o velho paradigma do Rock & Roll. Que por sinal foram bandas que marcaram muito nestes últimos 10 anos. 
E não querendo andar mais para trás para revisitar bandas como Nirvana ou Pearl Jam. O que eu quero mesmo falar é do nome do álbum que afinal é o de um carvalho com mais de mil anos.


The King of Limbs surge-nos quase como de surpresa. Apenas anunciado uma semana antes do dia do seu lançamento. Imediatamente começa o revoluto pelos mais curiosos que depressa espalham a notícia. O nome do álbum é uma homenagem dos Radiohead a um carvalho com mais de mil anos e que está localizado perto da localidade onde a banda gravou o antecessor In Rainbows. 
O que não deixa de ser curioso é que olhando ao álbum anterior poderíamos averiguar que a banda teria optado exclusivamente pela plataforma de internet para divulgar a sua obra, analisando a forma como disponibilizaram o álbum. Porém, agora lançam um novo depois de quatro anos de interregno pelo mercado tradicional, com uma edição mais avantajada para os coleccionadores e uma outra digital para a tribo de culto que apenas adora e respira o som produzido pela banda, aqueles que já não materialistas e acreditam mais no virtual. 


Lotus Flower é o single que nos traz um Tom York com um visual punk e com um chapéu que na parte cinematográfica nos remete para os filmes de Charlie Chaplin a preto e branco. Pratica movimentos sumptuosos como uma personagem embebida no seu momento próprio. O verdadeiro ídolo da banda. Vale a pena ver o  registo. 


Relativamente ao todo que constitui esta parte já de si genial, na minha sincera opinião e gosto musical. Destaco a melodia que a voz de Tom nos entra no ouvido, Levando a viajar entre a noite do descanso e o dia em actividade. É sempre um contraste de sensações. Bloom é clássica mas electrizante.  Morning Mr. Magpie parece um velho western de revigorado pela lei da pistola. Separator é uma epopeia de sentidos e buscas. Fica aqui o conselho. 

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...