segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Amanhã...










Talvez os meus sonhos sejam uma ilusão que caminha junto a mim como a minha própria sombra. 
Ou seja, é algo que nunca vai desaparecer a não ser que seja noite.
Na noite tenho vivido, remoído pelas trevas que foram os últimos anos desta minha caminhada. 
É tempo de reflexão sobre o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer...
O que aconteceu foi uma tremenda desilusão das minhas opções que foram ultrapassadas e destruídas pela ambição desmedida do fruto proibido.
A loucura tornou-se quase uma parte de mim e com ela senti o lado negro da força. 
A força que nos enche de energia nesta nossa breve caminhada. 
Se tentasse ter alguma raiva a quem quer que seja, talvez a mim próprio seria o mais apropriado! 
Em quase tudo, sinto-me culpado e condenado pelos meus actos! 
Não se trata do que os outros julgam, mas sim o que eu julgo...
O que acontece é que, desde há muito tempo, sinto serenidade em mim. 
Algo positivo nas energias e nas vibrações. 
Coragem e acima de tudo, vontade de ser o que nunca fui, mas sempre quis ser.
O que vai acontecer? É uma resposta que nunca saberei porque o amanhã é invisível. 
Apenas sei e posso falar do hoje. 
E hoje senti o que já há muito tempo não sentia. 
E uma certeza eu tenho, nunca devemos desistir daquilo que nos faz felizes. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A metamorfose da incompetência.

 






Na competência que é a vida, chego há conclusão que ela é mais feita de incompetências do que as pessoas desejavam. 
A competência é admirada por todos os pormenores. Aqueles que na vida pessoal e profissional se destacam e se finalizam em histórias de sucesso e em muito vitoriosas. 
Mas, de forma hermenêutica, a vida não é vida sem a incompetência.
Sem ela não aprendemos o que é a vida. Viver sem errar é como querer não respirar.
A incompetência ensina-nos a ser, a estar e a lutar. 
Em simples palavras, esta é a verdadeira metamorfose da vida, que só ganha sentido quando a incompetência é presente.
Se for ausente no nosso caminho, talvez a metamorfose nunca ocorra e vivamos apenas na ilusão de uma vida perfeita.
Mas são tantas as circunstâncias que definem a competência e incompetência de uma pessoa. 
Poucas são as que reflectem que a linha que separa uma da outra começa na pessoa quando ela é ainda criança. 
Em casa, na escola e em todos os momentos que vivência...
Claro, são opções. 
Mas essas só passado muito tempo é que se definem como boas ou más opções.
Em conclusão, nas metamorfoses que temos ao longo da vida tentamos 99 vezes ser competentes, mas na primeira que somos incompetentes, a beleza pode se apagar como um pavio de uma vela se apaga com um sopro. Solução, procurar a centésima competência. 
E obrigatoriamente continuar...

domingo, 10 de novembro de 2013

Ser eu.

Cemitério Judeu em Cracóvia. 



Na resiliência de existir, são muitos o momentos em que pensamos o que vivemos ontem e como será o amanhã?
Isto ocorre principalmente nos momentos mais complicados que cada um de nós passa por diversas razões, que alguns escondem dos outros, como quem esconde dinheiro debaixo do colchão.  
Isto é, muitas vezes as pessoas sabem dos nossos problemas, mas coexistem connosco, como se nada soubessem.
Este é o lado mais interessante do ser humano... 
Por outras palavras, existe o amigo que só é nosso amigo porque tem interesse nesse sentido.
Existe a esposa que só é esposa porque tem interesse financeiro nessa relação.
Existe o amigo do amigo que é amigo apenas por que no final do mês entra mais dinheiro na conta bancária de alguém que não é ninguém.
Podia, mas não falo, de política desses cambada de charlatães que prometem e nunca cumprem.
No fundo, considero que a culpa é mais do povo que não ordena, do que deles particularmente.
Não sou exemplo para ninguém e também tenho as minhas falhas, mas algo me faz pensar numa questão muito simples!
Posso ser diferente, posso tentar ser diferente. Até mesmo posso conseguir ser diferente. Com isso até ser original, e por essa razão ser odiado.
Mas não foi o diabo que me fez vir ao mundo, ser como sou e ter as falhas que tenho. 
Isso tudo analisado daria pano para mangas do Adamastor.
Sou o que sou, não escolhi ser.
E principalmente não nasci pré-programado para ser um ser perfeito. 
Sou português, e isso quer dizer que faço parte de uma cultura.
A partir daí muito teria para dizer, mas prefiro o silêncio.
Porque para perturbações, bastam os meus pensamentos. 
Como se diz em inglês: "be yourself and the rest don't give a fuck"...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Renascer.




Uma semente quando plantada, necessita de alimento para crescer e transformar-se na sua forma perfeita. Esse alimento é adquirido pelas raízes, que enraizadas percorrem o solo à procura de substâncias. 
Lembro-me, por exemplo, da árvore que tem as raízes mais fortes e mais compridas. 
Elas prospectam o solo. Nada as impede de crescer. Tornarem-se mais fortes e alimentar a sua parte  mais importante.
Existem árvores com milhares de anos e com raízes tão profundas, que a sua plenitude é algo de muito belo na natureza. 
Dela nascem novas sementes. E dessas novas árvores, que criam raízes, são trilhados outros caminhos à procura do seu alimento.
Renascer é encontrar um caminho que deve começar com uma semente e depois criar raízes ao longo desse mesmo para que sejamos alimentados. 
Renascer é e ponto. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Holy Mary, a necessidade da fé.








A necessidade de evoluir, é uma substância inata, no organismo cerebral que consume o ser no dia que acorda. 
Temos milhares de anos de história. Sucumbida pelo fanatismo religioso de um livro que mudou todo o curso de uma humanidade que viveu nas trevas, mesmo depois da iluminação que o livro concedeu.
Por ele as cruzadas, em territórios considerados selvagens, levaram a que milhares, talvez milhões morressem por uma causa ainda pouco conhecida e para sempre desconhecida.
Necessito de uma fé na evolução da humanidade. 
Necessito de uma evolução de fé na minha pessoa que segue um curso ainda muito pouco estruturado, mas com sinais de crescimento.
Nunca vou ser o que fui. O que serei jamais saberei...
O que passei, não sei se vou voltar a passar? 
Passado e presente juntos, dão uma fusão do futuro que cada vez mais parece uma linha recta no final do oceano que se deslumbra. Mas para lá dessa linha há mais oceano. 
Necessito de fé. 
Necessito de acreditar em algo.
Porque, caso contrário, a vida não tem sentido.
Sou uma tábua rasa que quer ser moldada pelo viver e renascer. 
Necessito da minha Holy Mary. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A alma.


Na insustentável leveza do ser, a alma é uma forma de pureza incalculável. De corpo vazio, ela enche a consciência de energia positiva que na nossa passagem por este mundo terrestre, pode ser a única coisa boa que temos. Mantermos-nos fiéis a nós mesmos, num caminho trilhado pelos valores que acreditamos. 
A alma é corpo cheio de desvios e vias que magoam o outro para que o nosso êxito seja alcançado.
A inveja perdura, a ganância é sublime e pedra fulcral da existência. A tentação de enganar, roubar ou trair é sempre o fruto mais que apetecido.
Porque da alma existem esses dois pólos.O pólo da ambiguidade existencial, onde ser implica respeito pelo outro e nunca subir, tombando o próximo.
Ou a ascensão social sem escrúpulos e caracterizada pelo narcisismo reflectido no espelho ou na água da estima pelo ego, mais forte que tudo o resto.
O caminho é complicado, cheio de pedras soltas e rochas imóveis. A alma, nesse caminho, é cheia dessa bipolaridade.
Talvez, na alma, tenha que existir um momento, em que sentado à sombra, ela se demonstre como reflexo de nós mesmos. 
Ou um ser com uma alma límpida, ou então com uma alma negra e muito obscura. 
A alma, ser imaginado e criado, pelo cérebro, mas uma faculdade fundamental na sustentável leveza do ser. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Corda.



A vida pode ser associada a uma corda que está pendurada num lugar escondido e oculto à nossa consciência. 
Um lugar que só as mentes mais religiosas poderão imaginar com a sua fé avassaladora, ou então, com a fé momentânea que todos procuramos nos momentos mais complicados quando essa corda parece ser cortada.
O que a corda suporta é a uma carga de enorme responsabilidade: é a nossa vida. 
A nossa caminhada por este mundo terrestre que parece ser um verdadeiro puzzle de encruzilhadas cruzadas entre o bem estar e o mau estar.
A corda suporta aquilo que nós somos, desde que nascemos até ao momento do último suspiro. 
Ter uma corda bem presa, quase inquebrável é o objectivo desta passagem. 
Para isso, o sistema, como o Homem o construiu em milhares de anos de história, tem ferramentas que pode usar em seu proveito.
Por outras palavras, existem diversas formas que a sociedade fornece ao homem maneiras de fazer com que a corda se prenda com um nó mais forte e o seu corte seja impossível. Nos dias de hoje, com a evolução da tecnologia e a mecanização do trabalho, tornou-se um processo mais apelativo a esse fim. 
Mas mesmo que possível, isto é, àqueles que a corda for quebrada, o sistema dá sempre novas oportunidades que por qualquer razão um dia cortaram a corda  de forma desesperada. 
Porque um dos direitos fundamentais (consagrados na Carta dos Direitos do Homem, escrita aquando à segunda grande guerra); é o direito à vida. E nela todos têm o direito de ser e ter o que os faça feliz. Mas com isso também vem deveres.
E por vezes são esses deveres, que levam a que o Homem corte a corda e prefira o Dark Side.
A corda é apenas um símbolo, mas nela podemos determinar toda a nossa existência. Por isso, o melhor é segurá-la com toda a força que temos, porque se não fizermos isso, não temos nada. 






sábado, 28 de setembro de 2013

Quando eu era pequenino.








Quando eu era pequenino, o mundo parecia tão grande. Tão imenso, que muito que procurasse o seu início ou o seu fim, acabava sempre desiludido. 
Porque, por por um lado enquanto no sitio de lá parecia ser o seu fim, no sítio de cá havia ainda uma imensa paisagem para visionar.
Esse mundo infinito, era apenas a minha aldeia. 
Com as suas estradas com o bom paralelo há portuguesa. E com isso umas vias de comunicação bem desgastadas para os veículos que lá transitavam. E que, por essa razão, eram razão do desgaste do veículo e das pessoas que lá passavam.
As pessoas simples que viviam do pouco que ganhavam do trabalho imenso e intenso que as fábricas têxteis do Vale do Ave proporcionavam.Com esse salário precário alugavam ou construíam casas. 
Eram e são casas simples, algumas com mais de 30 anos, mas albergues de famílias inteiras.
Os cafés onde, principalmente homens, se juntavam para conversar, beber um fino com Martini e jogar bilhar e a famosa sueca.
O campo de futebol, onde os jovens treinavam futebol de sala e com isso ter uma equipa com o nome ADEPE (Associação Desportiva de Pedome); onde entre outros, o meu pai foi um dos seus fundadores há já umas boas décadas. Estas eram algumas das características da minha aldeia, quando era pequenino.
O tempo passou e eu fui crescendo, as casas foram remodeladas, as estradas também. 
Algumas pessoas encontraram o eterno descanso, porém novos seres foram trazidos ao mundo e por isso novos habitantes preencheram a demografia da localidade.
Quando era pequenino a minha aldeia parecia ser o centro de tudo, mas conforme fui crescendo apercebi-me que era apenas mais um local no mapa que pouquíssima gente conhecia e que para além dela havia ainda muito para conhecer. Outras localidades, cidades países, etc. 
Então, quando a vida me proporcionou essas oportunidades de conhecimento, apercebi-me que o mundo não era apenas aquilo que eu via. Era um mundo que devia ser visto fora da caixa.Isto é, não olhar para ele de forma circular mas sim de forma quadrada. 
Porque quando era pequenino, mundo parecia uma wonderland onde o ponto de partida era o ponto de chegada. Agora que sou grande, sei que o mundo e o sistema construíram-me de forma quadrada. Isto é, o ponto de partida leva a um de chegada, onde esse pode ser novamente um ponto de partida.
Quando era pequenino queria tudo, agora que sou grande apenas quero o que vida tem para me dar. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lua





Na sublime inquietude do tempo, procuramos a resposta para que todos os dias sejam dias que valem a pena. 
O sol é um acompanhante importante nesse aspecto. Ele dá energia, vida, força.
No entanto, a noite, sublime e diferente do dia, também tem a sua estética pessoal.
Nos recantos mais  escondidos da Lua, poderá, estar essa resposta sublime e pormenorizada.
Entre as folhas de uma árvore, os seus ramos. Num campo de milho e o seu fruto. Numa floresta com as mais estranhas criaturas. No quarto, debaixo da cama a aranha que teceu a sua teia. São sítios e seres em que o brilho da Lua chega.
São aspectos que desdenham no olhar, mas que estão presentes. 
A lua, um satélite natural. 
A presença mais assídua da noite. Acompanhante de todos os acontecimentos que nessa parte do dia ocorrem. 
Por ventura, a sua presença é quase metade do dia do calendário romano que é seguido no mundo ocidental. 
Ela ilumina aquilo que o Homem chamou de noite. É uma acompanhante de luxo, porque mais nenhum objecto brilha como ela quando está cheia.
A Lua. 
Eterna acompanhante da escuridão. Estas podem ser trevas que fascina uns e assusta outros. 
É interessante analisar a sua presença, a da Lua. 
Parar uns segundos, uns minutos, o tempo que seja... 
Olhar, com olhos de ver e reflectir sobre a sua presença...
Porque muito que nós tente esconder da sua aura, na escuridão da noite. A sua luz penetra em qualquer lugar.
Vida que é vida, nunca é esquecida. E a lua brilha e sem ela faz-se dia. 








sábado, 7 de setembro de 2013

I share, I am.







Sou filho de um tempo de atitudes individuais que facilitam a harmonia da mente. Atitudes que todos os dias facilitam a nossa estadia neste lugar a que chamamos Terra. Um tempo que a tecnologia está a mudar (mudou) a rapidez com que as coisas se fazem.Tanto ao nível do trabalho, da vida pessoal e social. Um tempo de revolução tecnológica que abafou a comunicação pela via digital e começou a mandar os elementos discursos por canais, que parecem ser linguagem gestual por instrumentos tecnológicos, em que os grupos são um rede social de comunicação bipolar.

Isso entristece-me, para esclarecer melhor, nada como ver o vídeo que coloco abaixo.





Os contextos de comunicação mudaram, para os mais atentos. Os mais desatentos ainda vão dar por ela. Eu faço parte dessa tribo, porque I Share, I am. Parece quase uma questão filosófica que os filósofos da actualidade devem observar com mais atenção.

Em conclusão, a solidão pode ser procurada para momentos de reflexão para atingir o equilíbrio individual (como demonstra a foto acima), mas a solidão também pode ser estar no meio de um grupo de pessoas e perder as mensagens que estão a ser transmitidas.

Para onde caminhamos?  Não sei, mas o caminho é ainda recente e ninguém sabe o seu fim.
Apenas sei que que tudo muda. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Vivemos a quarta revolução e isso atinge as nossas vidas. Seja no interior ou no exterior. O tempo é de adaptação. Mas nem todos vão conseguir adaptar.


domingo, 1 de setembro de 2013

Semear para colher







Nas sementes da vida, muitas vezes o que é plantado é colhido de formas misteriosas que a capacidade inteligível do humano não compreende,
Semear para colher pode ter variados significados, dependendo da pessoa e da semente que plantou e as suas características. 
Ambas são perfeitas na forma de ter um pequeno jardim de frutos sumptuosos e gratificantes. Ou então um um jardim com solo pobre onde o fruto que nasce, nada traz a não ser mais vazio. 
Semear para colher é uma metáfora de atingir certos objectivos na vida,  pessoais e profissionais. 
Mas colhemos aquilo que semeamos e este provérbio está tão entranhado no ser humano, desde que Homem é homem racional.
Não podemos viver de sonhos utópicos, devemos fazer da utopia uma realidade agradável e com isso colher o melhor fruto.
Noutro sentido, nunca podemos esquecer que muitas plantas têm espinhos para proteger o seu bem mais precioso, o seu fruto. 
É este estado de alerta que devemos ter perante tudo, isto é, ter defesas.
As folhas são uma ajuda no crescimento do fruto, é um suporte ao seu crescimento e ampara a sua queda no solo, quando este chega à altura certa para se libertar da sua origem.
Não basta semear para colher. Depois disso temos que tratar gentilmente o que colhemos e dar continuação ao seu legado. Ter um bom solo fértil onde plantar a semente que dará novos frutos. 

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...