domingo, 28 de fevereiro de 2016

Òscars 2016 e a Fotografia de Lubezki.

A 88ª cerimónia dos Òscars acontece hoje e mais uma vez o tapete vermelho estará estendido para receber os atores e atrizes no Teatro Dolby em Los Angels.



Este ano as nomeações estão cercadas com uma polémica que na web ficou conhecida como #OscarsSoWithe relacionado com as nomeações em que poucos foram os nomeados de cor negra nas diversas categorias que integram a cerimónia.
Mas polémicas à parte, quero falar sobre Emmanuel Lubezki e o seu trabalho de tirar o fôlego. Nomeado este ano pelo seu trabalho no filme de Alejandro González Iñárritu The Revenant (2015).
Se ele vencer, Lubezki será um dos únicos cineastas de sempre a levar para casa o Òscar na categoria de Fotografia três anos seguidos, depois das vitórias em  Gravity (2013) e Birdman (2014). 
Em homenagem a esse facto a The Criterion Collection está a dar um raro vislumbre através dos olhos talentosos de Lubezki, uma oportunidade para ver o que o negativo original em bruto do filme de Terrence Malick A New World (2005), um dos filmes mais bem conseguidos a nível da fotografia do cinematógrafo, fica finalizado depois de passar pelas mãos de Lubezki.Assim, deixo três videos abaixo em que aparece o antes e depois da correção de cor em cenas do filme.
Ainda melhor Lubezki e Malick têm trabalhado com a Critterion há mais de um ano para criar um novo filme em 4K restaurado de 172 minutos de Malick do filme, e estes breves exemplos, nunca antes vistos, mostram a incrível diferença entre o olhar de Lubezki meticulosamente exposta em câmara negativa e o filme terminado. São autênticos ensaios audiovisuais que todos os que interessam por esta arte deviam ver.
Mais importante é vislumbrar o trabalho fantástico de Lubezki e compreender porque já ganhou dois Òscars na categoria de fotografia e obrigatoriamente deve ganhar o terceiro pelo trabalho estético belíssimo que conseguiu em  The Revenant. Sendo que todo o filme foi capturado com luz natural.










sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Manoel de Oliveira, Tetralogia de Amor Frustado

É com enorme orgulho que aqui falo de um acontecimento que vai ocorrer (está a ocorrer) de 25 a 28 de Fevereiro em Nova Iorque.
No fundo é uma homenagem a Manoel de Oliveira organizado pelo Film Society of Lincoln Center, uma organização fundada em 1969 e que celebra o cinema americano e o internacional. Mas também quer servir como suporte para novos realizadores e um meio de propagandear o novo cinema, principalmente o Indie. 




A morte de Manoel de Oliveira em 2015, com 106 anos, privou o cinema de uma das suas lendas vivas e um dos seus mais prolíficos e surpreendentes artistas que trabalharam nesta arte. 
A percentagem de produção de Oliveira era famosa e subiu nas últimas décadas da sua vida, mas foram os quatro filmes que ele fez em Portugal entre 1972 e 1981, quando ele já tinha entrado nos seus sessenta anos, que estabeleceu a sua reputação internacional. 
São adaptações literárias que alastraram no comprimento, mas mantiveram um foco enrolado, que se mudou austeramente, mas pulsava com a energia sensual, e baseou-se em convenções teatrais do século XIX, mas dependia tão fortemente da sua auto-reflexão. 
Manoel de Oliveira foi até agora um dos maiores realizadores portugueses e por isso esta celebração é uma ótima forma de o homenagear. Um dos responsáveis é Pedro Costa. 
Um realizador de uma geração diferente da de Oliveira, mas já com um repositório reconhecido internacionalmente. 
O que é mais interessante é que ao descobrir este acontecimento, ao mesmo ganhei noção dos filmes que podem ser considerados os mais relevantes da carreira do realizador. Porque como argumenta a organização: 

Literary adaptations that sprawled in length but kept a coiled focus, moved austerely but pulsed with sensual energy, drew on 19th-century theatrical conventions but relied just as heavily on self-reflexive meta-gestures, the films in Oliveira’s Tetralogy of Frustrated Love signaled the arrival of a one-of-a-kind cinematic voice.

Fica a lista dos filmes que vão passar:





Francisca

Manoel de Oliveira
1981
Portugal
35mm
166 minutes


Past and Present

Manoel de Oliveira
1972
Portugal
35mm
115 minutes
Manoel de Oliveira
1979
Portugal
35mm
252 minutes

Benilde, or the Virgin Mother

Manoel de Oliveira
1975
Portugal
35mm
112 minutes


Eu não posso dizer que sou um fã incondicional de Manoel de Oliveira. Ou até que goste dos seus filmes. No entanto sou um cinéfilo e orgulho-me muito de alguém como ele ter levado o nome de Portugal mais longe e numa das formas de arte que mais admiro.
Manoel de Oliveira deixou uma obra incalculável que vai perdurar por muitos séculos. Obrigado e até sempre.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Quais os elementos de um bom filme

Neste vídeo temos uma abordagem interessante na forma de como as pessoas podem gostar de um filme. Mais concretamente, um ensaio que mensagem pretende elucidar o seu auditório do que é um bom filme.



O vídeo é de Simon Cade  da DSLRguide, que tentar agregar alguns dos elementos que fazem um bom filme e explicá-los.
No seu artigo para a revista escreveu os elementos que considera que caracterizam um bom filme dando exemplos de filmes onde esses elementos estão mais presentes.
A forma que escolheu está muito simples e ao mesmo tempo muito criativo. Ao personificar a árvore como cinema e os seus ramos como os elementos ou extensões do cinema. Isto no vídeo. Deixo primeiro a lista. Que quero guardar!
E mais importante serve como arquivo para consultar mais tarde, pois considero que está dentro daquilo que eu penso.



SCRIPT:

Conflict – Finding Nemo
It’s amazing how much the characters get dragged through the dirt in this film. Nothing ever goes right, they go from one trial to the next tribulation.

Plot – The Departed
Some of my favourite twists and turns in this plot, cleverly weaving two different character’s stories together.

Dialog – The Grand Budapest Hotel
Quirky & Quotable.

Subtext: A Beautiful Mind
Such a great message about mental health, putting us in someone else’s shoes.
CHARACTER:

Flaws: Him & Her (TV)
Really fresh, authentic characters from the to main characters, and then some fun caricatures from the others.

Desires: The Incredibles
Every character has a clear set of goals / desires that link in with their character arcs.
ACTING:

Emotion: Good Will Hunting
This film might make you cry.

Authenticity: Captain Phillips
Tom Hanks does a great job giving a truly believable performance, as do the Somalians. When the characters meet on screen, it was the first time the actors met in person too.

Movement: Dead Poets Society
Lots of great acting movement in this by the king of body language.
TIMING:

Order: Jurassic Park
Love the cross cutting between multiple plots (A story, B story etc) but also within scenes.

Structure: City of God
City of God is a great study in non-chronological storytelling.

Pace: Shaun of the Dead
Comedy is all about timing, apparently. Nick Frost’s perfectly timed sound effect…
SOUND:

Ambience: Se7en
The opening scenes of Se7en are so immersive with all of the ambient sounds. The heavy rain hitting plastic works perfectly.

Sound Effects: Transformers (haha but seriously)
The sound effects help achieve the purpose of this film: as epic as possible. This movie would be nothing without the sounds.

Music: Gladiator
Love the music in this, particularly the use of calm music in contrast to the battle on screen.
VISUALS:

Camera: Double Indemnity
Simple but effective camerawork.

Lighting: The Shawshank Redemption
Very motivated light, which is what i’m appreciating most recently. Perfect specific application of the ‘magic hour’ look that people seem apply to everything.

Location / Set: Fight Club
So grimy, I love it.

Costume: Catch Me If You Can
Covering many costume situations, across different time periods. An integral part of the story without being distracting. Great use of colour.

Props: Dances with Wolves
Significant props to the storyline, as symbols for friendship etc.


O vídeo talvez seja mais elucidativo ou até mais apetecível de ver.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Da Notoriedade Internacional, Há Imbecilidade Nacional

Mais um português foi distinguido pelo concurso World Press Photo na categoria Daily Life. Neste caso concreto, tratasse de Daniel Rodrigues, um fotógrafo que tirou o curso no IPF (Instituto Português de Fotografia). 
O P3 refere:
A fotografia que lhe garantiu o prémio foi tirada em Março de 2012, na aldeia de Dulombi, na Guiné-Bissau. “As crianças estavam a jogar à bola e fui jogar com elas. Pelo meio, fotografei-as. Gostei do resultado e fiz mais algumas fotografias semelhantes”, afirma Daniel Rodrigues, ao P3.
O fotógrafo esteve um mês na Guiné-Bissau, ao abrigo da missão humanitária Dulombi. A iniciativa partiu do próprio, que contactou os responsáveis da missão. Para além da vertente humanitária da iniciativa, que considera “muito compensadora, pela possibilidade de ajudar quem precisa”, houve outro motivo forte que o levou àquele destino.


Esse motivo foi a paixão que tem por África e a vontade de fotografar naquele continente. 
Sem dúvida este é um acontecimento que deixa qualquer fotógrafo português orgulhoso. Estamos a falar de um concurso internacionalmente reconhecido e, embora não tenha ganhado a categoria principal, o mérito existe. Por essa razão o Daniel merece os parabéns. 
Mas existe neste fotógrafo uma triste realidade: no momento está desempregado e até já teve que vender o seu material fotográfico para fazer face às despesas. 
O seu último emprego terminou em 2012 e, por aquilo que me foi possível saber, desde de então nunca mais trabalhou.
Dedicando-se por isso a causas humanitárias como a que fez em Guiné-Bissau. 
Na minha opinião temos aqui um reflexo - mais um - negativo da indústria criativa e cultural em Portugal. 
Um reflexo que demonstra que em termos artísticos estamos profundamente atrasados, desorganizados, desatualizados e desvalorizados. 
Claro que agora com esta distinção o fotógrafo, muito provavelmente, vai conseguir resolver o seu problema de desemprego. 
Mas é pena que tenha que ser desta forma! É vergonhoso que no seu próprio país não tenha conseguido o valor que merecia, tal como acontece a centenas ou milhares de outras pessoas na mesma situação. Como o própio referiu ao P3: 

“Há muita gente com valor, em Portugal, que não tem trabalho. Talvez este prémio possa ajudar a que essas pessoas sejam olhadas com outra atenção. Espero que este prémio me ajude”, garante.

No fundo sente revolta entre a dualidade de desemprego em Portugal e o reconhecimento que o prémio lhe atribui.
Mas, como já disse, esta situação está demasiado impregnada no sistema português e por isso a ascensão social e o reconhecimento que muitos desejam alcançar, muitas vezes é impedida por medidas obsoletas, sistemas estatatais burocráticos e o pior: o Estado não dá o devido valor. E em Portugal esse facto nota-se de forma bastante particular!
Por todas essas razões e outras, é necessário que se encontre fora do país que se nasceu a notoriedade e, assim, depois já se têm o valor que se merece. É completamente irracional e estúpido estas situações. Vivemos num país imbecil no que toca a este ponto.  E é com muita pena que escrevo estas palavras.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Arte de Explodir Laptop's

Discord é uma foto que faz parte de uma série de fotos (a segunda) em que o fotógrafo Rutger Prins mescla várias formas de trabalho para obter o resultado final.
À primeira vista Discord  parece ser um laptop explodindo um vários fragmentos e que foram captados num único shot e depois trabalhado digitalmente.
Mas a verdade é que por detrás da fotografia final está todo um trabalho manual, minucioso, vocacional, original e inspirador.
O que realmente é inspirador é que Prins começou por desmontar um laptop obsoleto peça por peça. Usando quase 4.000 pés de linha de pesca, ele desligou todos os bits do teto do seu estúdio, contando com esboços para os organizar de modo a que parececesse que a máquina estava a explodir.
Para conseguir os pedaços de computador pulverizados explodindo em pó, Prins soprou açúcar em pó, creme de café e plástico de baixo para cima, através de pequenos canudos de peças de escultura fazendo exposições múltiplas.
Ele criou e fotografou mesmo os efeitos de fumo e chamas no estúdio, usando uma máquina de fumo e um pequeno lança-chamas que ele construiu. No Adobe Photoshop CC, ele retirou todas as linhas de pesca para criar o resultado final: uma réplica convincente de um computador explodindo. Veja-se o making of  no vídeo abaixo:



Tem outros trabalhos no site do fotógrafo. Mas o que me entusiasma especialmente neste (também porque foi o primeiro que vi); é a dedicação que Prins dedicou ao seu projeto.
Ele recorreu-se do Photoshop, do Aftereffects e do Camera Raw para conseguir obter a fotografia final.
Mas por decisão própria não quis utilizar os softwares para criar a sua arte final apenas recorrendo a ferrramentas digitais. Querendo desta forma demonstrar aos apreciadores que por detrás da foto está muito trabalho manual, horas de montagem e desmontagem.
Em quase todas as artes é assim, mas este é um exemplo que considero deveras inspirador. Ganhando um afeto especial pelo que o fotógrafo falou acerca do laptop para a Create.

“Discord stands for a time in my life when everything around and inside me was changing,” I had entered high school where I was kind of the odd one out. I didn't have any friends and my mother was just diagnosed with metastasized cancer, of which she died a few years later. With turbulent times at home and being bullied at school, I used this computer to escape into the world of games and online chat groups on IRC (Internet Relay Chat). I spent all my earnings from my part-time job on this laptop, which was one of the first to have an optional Internet connection. To me, it was a portal to another plane of existence and I feel it deserves to be an art piece for that reason.”



A arte não é apenas expressão do intrínseco do artista. Ele também tem sentimentos por materais e esses em determinadas alturas da nossa vida podem ter uma determinada função. Noutras épocas podem ser utilizadas para outras. Como por exemplo criar obras de arte. Este é um bom exemplo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

40 Anos de Taxi Driver.

O filme de Martin Scorcese Taxi Driver (1976) comemorou quarenta anos no passado dia 8 de Fevereiro desde que foi lançado nas telas do cinema.
Um filme icónico que se tornou de culto, graças em muito à interpretação de Robert de Niro.
Talvez tenha sido o filme que lançou a sua carreira, mas o mas o mais importante mesmo é a sua interpretação no filme.
Uma figura perturbadora que reflete, acentua ou ilumina os recantos mais escuros da sociedade e da psique humana.
E Martin Scorcese desencadeou com este filme uma das personagens mais icónicas do cinema, Travis Bickle.
Desde logo este é dos filmes que na minha lista integra um lugar de topo. Não só pela sua cinematografia, mas também por toda a sua estrutura.
Nesse sentido, achei interessante constatar os filmes que influenciaram Martin Scorcese para a realização do filme.
A produção de Scorcese, contou com um talento, que fez com o filme passasse a ser garantido como um clássico americano.

Robert de Niro e Martin Scorcese durante a produção do filme


Escrito por Paul Schrader que escreveu o argumento num mês, através dos seus próprios problemas e inspirada em notas de Dostoiévski. Temos um filme repleto de brutalidade e a demonstração de como a mente humana pode chegar a pontos irreversíveis.
Assim, fica de seguida os cinco filmes que são também de grandes realizadores. Por último gosto sempre de lembrar que o cinema é um remix. 



The Searchers (1956)

Realizador John Ford


The Wrong Man (1956)

Realizador Alfred Hitchcock


Pickpocket (1959)

Realizador Robert Bresson



2 or 3 Things I Know about Her (1967)

Realizador Jean-Luc Godard


The Merchant of Four Seasons (1971)

Realizador Rainer Werner Fassbinder

Aventuras em Movimento



Graças à minha amiga virtual Lara Milhazes fiquei a conhecer esta iniciativa. Aqui segue a explicação.

As "Aventuras em Movimento" em parceria com a conceituada organização britânica OneDotZero, apresentam pela primeira vez em Portugal Adventures in Motion, uma retrospectiva delirante da cultura visual do Japão. Criativos de áreas distintas como animação digital, motion graphics, curtas experimentais, videoclips, jogos...o topo da evolução em design digital e interactivo. Tudo isto regado pela selecção musical do japonês dj Dubby..... O vídeo que se segue é da edição de 2009. 




Informação Essencial:
  1. onedotzero_adventures in motion11, prepara-se para a próxima temporada fora de portas. Três eventos, onde serão apresentados os novos programas que estrearam em Londres em 2010. Curado e compilado pela onedotzero, todos os programas visam explorar novas formas híbridas da imagem em movimento através de motion graphics, curtas, animação, vídeos, músicas e muito mais.
  2. a onedotzero é uma organização que mostra e promove a inovação em todos os aspectos da imagem digital, nas áreas das curtas, moving image, animação, musica, videos... 
  3. actua e comissiona a organização de eventos, festivais de cinema, e a nível educacional um pouco por todo o mundo. Pioneira na sua visão desde 1996, é reconhecida por promover novas formas artísticas, sobretudo da arte imagem digital, projectando os mais interessantes directores criativos, produtores, designers e novos talentos, via o festival_adventures in motion.
  4. onedotezero_adventures in motion 2011 chamada de trabalhos! onedotzero está á procura de novos trabalhos que demonstrem criatividade,
  5. inovação e ideias visionárias na area de: curtas-metragens, instalações,trabalhos interativos e performances live a/v.
  6. faz parte e apresenta agora! esta é tua chance de mostrar numa plataforma internacional e é completamente livre para entrar!
  7. o prazo para receber as inscrições é 30 de maio de 2011, segunda-feira, 05:00 GMT.
  8. info completa pode ser encontrada em www.onedotzero.com

Este evento é dedicado ao Japão e é a nossa forma de enaltecer e contribuir para um povo e para uma cultura que admiramos muitissimo, mas que o destino teima em sacrificar. Angariação de fundos e consciência a favor da ONG japonesa, “Think the Earth”. Vai acontecer no próximo dia 27 de Maio às 09h30 e dura até 28 do mesmo mês no cinema do Passos Manuel no Porto. Se puderem passem por lá porque promete...





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A escultura de Picasso

Auto retrato de Pablo Picasso



Bem que sabemos quem é Picasso. O cubista fotógrafo! Que pintou Guernica e que é um dos maiores artistas do século XX.
Picasso é (foi)  o que fez transparecer a sua visão sobre o mundo de uma forma geométrica do caos sobre a sua visão. Em que o se Eu era uma extraordinária forma de ser. E que criou quadros que têm um valor incalculável nos dias de hoje. Alguns dos seus quadros são dos mais caros do mundo.




Picasso foi o artista mais multifacetado na corrente que seguia. Havia os que lhe chamaram de cubista! Como se ele se fechasse num cubo e a sua arte fosse narcisista.
Mas quem conhece a obra de Picasso, sabe que de cubo ele não tinha nada.
Tinha sim uma forma de pintar simétrica, no ponto que pintava, mas era sempre a sua visão. E essa tomou muitas formas., numa única forma: sua forma de fazer arte. Como ele podia pôr a matéria que fosse em arte!!!
Por isso, achei interessante descobrir uma imagens de esculturas de Pablo Picasso. O artista vanguardista do século XX. O pintor que sempre conheci teve uma altura em que foi escultor.! E o mais engraçado é  que são obras que eu mais gosto.
Talvez esteja no 3D da forma do objecto e os meus sentidos e visão sentem o que vêem de forma diferente do que vêem os quadros em 2D. De facto de modo simples são obras que gosto muito.
Aqui ficam algumas das minhas preferidas.










segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O primeiro de kubrick

Todos os grandes cinematógrafos algum dia podem dizer que criaram a sua primeira obra. Aquela com que começam e que pode, ou não ser, o início de tudo!
Perante a qualidade dela -a obra -; daí pode-se traçar um caminho de evolução e obtenção de culto pelas as outras obras que se for realizando e como elas evoluiram. E ao mesmo tempo ver a evolução simultánea que também o artista tem.




Stanley kubrick é um realizador conhecido pela sua majestosa escrita simétrica e de bailado audiovisual que é  2001 : Space Odessy (1968).
É considerado por por alguns como um dos maiores cinematógrafos norte americanos.
Thomas Allen Nellon no seu livro Kubrick: Inside a Film Artist's Maze (2000)  - o livro que na minha pesquisa parece ser o mais consistente sobre a obra de kubrick - descreve-o como:
"Stanley Kubrick ranks among the most important American film makers of his generation, but his work is often misunderstood because it is widely diverse in subject matter and seems to lack thematic and tonal consistency. Thomas Nelson's perceptive and comprehensive study of Kubrick rescues him from the hostility of auteurist critics and discovers the roots of a Kubrickian aesthetic, which Nelson defines as the "aesthetics of contingency."

Ao entendermos kubrick é um caminho denso e ao mesmo tempo percétivel de um cinema experimentalista, em que o mundo em si mesmo é um cérebro, como na circular e luminosa tabla de Doctor Strange Love (1964), o gigante computador na Odisseia do Espaço ou a visão maior sobre o hotel de o The Shining.
No fundo é o realizador que todos cultivam e é imensamente referenciado. Por essa, razão ver o seu primeiro trabalho é quase como ver a criança nascer. 



Ao ver o documentário percebemos já alí a marca de Kubrick. A atenção ao pormenor, o detalhe da voz off e o enquadramento que nos balança entre o contexto da razão e o consciente. 
As limitações do tempo em que arte Cinema estava a começar - e é das artes mais novas que o ser humano culturalizou - temos um documentário que nos agarra de início a fim e coloca-nos no lugar de Walter, a personagem do Boxeur. 


Todo este texto não é para falar sobre a obra de Kubrick, mas o seu primogénito. Acho que vai haver sempre uma sensação única quando isto acontecer - ver a sua primeira obra - sobre um realizador que admiramos, mas nunca compreendemos. Apenas gostamos do modo como o seu cérebro entende e mostra o mundo e que vivemos.  O que fiz foi ver e escrever este post, mais não me quis alongar...

domingo, 31 de janeiro de 2016

The Revenant (2015)


The Revenant (2015) é um filme em que Leonardo  Di Caprio enaltece a sua capacidade de ator, assumindo uma personagem que é motivada pela sede de vingança e como esse pode sentimento pode fazer renascer em nós uma capacidade de sobrevivência extra humana.
Baseado em factos verídicos, é uma história que passou de geração para geração adulterada pelot empo e passou de impossível que se tornou possível.
Logo no iníco do filme temos uma excelente técnica de cinema: o ataque do urso foi filmado num único travelling fazendo com que o espetador sentisse como se fosse a vítima do ataque.



É nesse ponto que tudo começa e que levou a adaptações da história ao longo de anos, até que Alejandro Iñárritu resolveu fazer a sua adaptação. Assim, temos um filme que aborda várias temáticas em simultáneo.
Por um lado, a história do novo mundo habitado por franceses, ingleses e nativos e as guerras e corrupção que daí surgiram.
Todo o filme é composto por frames naturais que buscam tocar o nosso sentimento estético, mas ao mesmo tempo posicionar-nos num tempo e lugar passado.
Um momento da história em que um local geográfico foi colonizado por diferentes povos e que entraram em guerra com os nativos.
Creio que esta é uma mensagem sublimar do filme. Pois nele vemos um lado dos índios hostis, mas também alguma humanidade numa diferença entre os que sofreram diretamente pelos povos colonizadores ou não.


Analisando o filme no seu todo, existem dois pontos que considero que enaltecem a escrita cinematográfica.
Em prmeiro lugar, temos interpretação de Di Caprio: muda, e afastada de diálogos introspetivos, para focar a nossa atenção numa perfomance mais física.
A história verídica é supreendente porque um homem sofreu um ataque de uma mãe urso que apenas queria proteger as suas crias. E  o que daíu surgiu foi um homem mutilado e que estava entre a vida e a morte.
Portanto, todo o guião do filme foi escrito numa perspetiva fisíca de representação. O homem teria que demonstrar sofrimento, perda, vontade de sobriver e ultrapassar todas as dificuldades que se lhe apresentassem pela frente e sede de vingança.
Neste ponto, Di Caprio consegue majestosamente transparecer na personagem que encarna.



O segundo ponto é  fotografia. Pura, natural, enquadrada e mais que contextualizada. A sua qualidade, na minha opinião está no trabalho de Emmanuel Lubezki que já fez a fotografia de Gravity (2013); Birdman (2015); em que ganhou o Òscar na direção de fotografia; ou Chilfren of Man (2006). Ele recorrreu apenas a luz natural e o resultado é sumptuoso.
Embora o filme não tenha sido realizado em território norte americano, mas sim sul americano - Argentina - Iñárritu exigiu que todo o filme fosse filmado com luz natural, daí a mudança geográfica. O que fez com que também ulrapasse o orçamento inicial. Tudo isto fez com que Lubezki tivesse neste filme o seu maior desafio.
Concluindo, o filme destaca-se por duas razões principais: a interpretação de Di Caprio e a direçao de fotografia.
A qualidade do flme ja foi estabelecida de alguma forma com os Globos de Ouro e as nomeções para os Òscars.
E sinceramente, acho que esta nomeação (a quinta); finalmente vai dar a vencer o òscar de melhor ator a Leonardo Di Caprio. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Fotografia, da manipulação criativa à natural petrificada

Dois assuntos despertaram o meu interesse e pensamento para com a fotografia e a forma de como ela é usada.
Entre outros aspetos, os assuntos em questão que equacionaram na minha mente foi como cada fotógrafo escolhe a forma de fotografar e como, por vezes, a criatividade pode ser/estar ainda limitada.
Esta liha de pensameneto vem na senda e influência do livro Steal Like A Artist  (2010) de Austin Kleon.
Um livro de ajuda para pessoas que querem ser mais criativas. Mas que também tem ideias arrojadoras de como usar a criatividade.
Este toca no primeiro dos dois pontos que disse que equacionei.



A foto acima, capturada pelo fotógrafo Chay Yu Wei, foi congratulada pela Nikon de Singapura, contudo rapidamente foi descriditada pelo facto de ser manipulação.
À primeira olhadela não se nota, mas mexendo-se nos levels da foto, nota-se um rectângulo na diagonal à volta do avião.


Desde de logo levantam-se questões éticas, concencionais e regradas pelos valores fotográficos. O problema reside na manipulação da foto e pelo facto de não ter sido uma fotografia real, isto é, capturada exatamente daquela forma num único shot e sem qualquer tipo de edição.
Esta é a regra que se aplica ao fotógrafos mais convencionais, mas também algo estabelecido ao logo do tempo pelos grandes concursos de fotografias mundiais.
Porém, todo o buzz da notícia levou a que outros também fizessem as suas versões das fotos. Num tom satírico, mas criativo.








Não temos exatamente, nas fotos acima, trabalho de grande rigor, mas sim criatividade irónica. Porém, não deixa de ser arte. Seja manipulada ou não...
Nos dias de hoje as ferramentas estão á nossa disposição e devemos usá-las. E sinceramente acho que é mais o sistema que tem que se habituar a esta nova realidade fotográfica.
E por tudo isso, não vejo nenhum tipo de problema na distinção que a Nikon postou.
Por outro lado, também sou defensor da fotografia natural, única e sem qualquer manipulação. E sim, concordo que a sua verdadeira essência está aí.
E por vezes encontramos trabalhos fotográficos que demonstram mesmo isso.






A fotos acima são de Nick Brandt capturadas no Lake Natron localizado no nordeste da Tânzania. 
O efeito causado nos animais é resultado de um processo químico que deixa os animais mortos num estado petrificado devido às altas quantidades de soda e sal existentes no lago. 
O resultado estético conseguido é único e simultaneamente belo e grotesco. Admiramos animais mumificados. 
Em jeito de conclusão, as duas histórias servem para demonstrar que estabelecer regras à arte, neste caso a fotográfica, não pode ser uma limitação para a criatividade. Mas também devemos saber distinguir a qualidade. 
Um artista é criativo, limitar essa criatividade por regras e preconceitos é, nos dias de hoje, uma instituição arcaica e limitadora da evolução artística. 
Mas aquilo que nos move nesta paixão muitas vezes pode ser autotélica, mas nunca onírica. 






Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...