terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Corda.



A vida pode ser associada a uma corda que está pendurada num lugar escondido e oculto à nossa consciência. 
Um lugar que só as mentes mais religiosas poderão imaginar com a sua fé avassaladora, ou então, com a fé momentânea que todos procuramos nos momentos mais complicados quando essa corda parece ser cortada.
O que a corda suporta é a uma carga de enorme responsabilidade: é a nossa vida. 
A nossa caminhada por este mundo terrestre que parece ser um verdadeiro puzzle de encruzilhadas cruzadas entre o bem estar e o mau estar.
A corda suporta aquilo que nós somos, desde que nascemos até ao momento do último suspiro. 
Ter uma corda bem presa, quase inquebrável é o objectivo desta passagem. 
Para isso, o sistema, como o Homem o construiu em milhares de anos de história, tem ferramentas que pode usar em seu proveito.
Por outras palavras, existem diversas formas que a sociedade fornece ao homem maneiras de fazer com que a corda se prenda com um nó mais forte e o seu corte seja impossível. Nos dias de hoje, com a evolução da tecnologia e a mecanização do trabalho, tornou-se um processo mais apelativo a esse fim. 
Mas mesmo que possível, isto é, àqueles que a corda for quebrada, o sistema dá sempre novas oportunidades que por qualquer razão um dia cortaram a corda  de forma desesperada. 
Porque um dos direitos fundamentais (consagrados na Carta dos Direitos do Homem, escrita aquando à segunda grande guerra); é o direito à vida. E nela todos têm o direito de ser e ter o que os faça feliz. Mas com isso também vem deveres.
E por vezes são esses deveres, que levam a que o Homem corte a corda e prefira o Dark Side.
A corda é apenas um símbolo, mas nela podemos determinar toda a nossa existência. Por isso, o melhor é segurá-la com toda a força que temos, porque se não fizermos isso, não temos nada. 






sábado, 28 de setembro de 2013

Quando eu era pequenino.








Quando eu era pequenino, o mundo parecia tão grande. Tão imenso, que muito que procurasse o seu início ou o seu fim, acabava sempre desiludido. 
Porque, por por um lado enquanto no sitio de lá parecia ser o seu fim, no sítio de cá havia ainda uma imensa paisagem para visionar.
Esse mundo infinito, era apenas a minha aldeia. 
Com as suas estradas com o bom paralelo há portuguesa. E com isso umas vias de comunicação bem desgastadas para os veículos que lá transitavam. E que, por essa razão, eram razão do desgaste do veículo e das pessoas que lá passavam.
As pessoas simples que viviam do pouco que ganhavam do trabalho imenso e intenso que as fábricas têxteis do Vale do Ave proporcionavam.Com esse salário precário alugavam ou construíam casas. 
Eram e são casas simples, algumas com mais de 30 anos, mas albergues de famílias inteiras.
Os cafés onde, principalmente homens, se juntavam para conversar, beber um fino com Martini e jogar bilhar e a famosa sueca.
O campo de futebol, onde os jovens treinavam futebol de sala e com isso ter uma equipa com o nome ADEPE (Associação Desportiva de Pedome); onde entre outros, o meu pai foi um dos seus fundadores há já umas boas décadas. Estas eram algumas das características da minha aldeia, quando era pequenino.
O tempo passou e eu fui crescendo, as casas foram remodeladas, as estradas também. 
Algumas pessoas encontraram o eterno descanso, porém novos seres foram trazidos ao mundo e por isso novos habitantes preencheram a demografia da localidade.
Quando era pequenino a minha aldeia parecia ser o centro de tudo, mas conforme fui crescendo apercebi-me que era apenas mais um local no mapa que pouquíssima gente conhecia e que para além dela havia ainda muito para conhecer. Outras localidades, cidades países, etc. 
Então, quando a vida me proporcionou essas oportunidades de conhecimento, apercebi-me que o mundo não era apenas aquilo que eu via. Era um mundo que devia ser visto fora da caixa.Isto é, não olhar para ele de forma circular mas sim de forma quadrada. 
Porque quando era pequenino, mundo parecia uma wonderland onde o ponto de partida era o ponto de chegada. Agora que sou grande, sei que o mundo e o sistema construíram-me de forma quadrada. Isto é, o ponto de partida leva a um de chegada, onde esse pode ser novamente um ponto de partida.
Quando era pequenino queria tudo, agora que sou grande apenas quero o que vida tem para me dar. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lua





Na sublime inquietude do tempo, procuramos a resposta para que todos os dias sejam dias que valem a pena. 
O sol é um acompanhante importante nesse aspecto. Ele dá energia, vida, força.
No entanto, a noite, sublime e diferente do dia, também tem a sua estética pessoal.
Nos recantos mais  escondidos da Lua, poderá, estar essa resposta sublime e pormenorizada.
Entre as folhas de uma árvore, os seus ramos. Num campo de milho e o seu fruto. Numa floresta com as mais estranhas criaturas. No quarto, debaixo da cama a aranha que teceu a sua teia. São sítios e seres em que o brilho da Lua chega.
São aspectos que desdenham no olhar, mas que estão presentes. 
A lua, um satélite natural. 
A presença mais assídua da noite. Acompanhante de todos os acontecimentos que nessa parte do dia ocorrem. 
Por ventura, a sua presença é quase metade do dia do calendário romano que é seguido no mundo ocidental. 
Ela ilumina aquilo que o Homem chamou de noite. É uma acompanhante de luxo, porque mais nenhum objecto brilha como ela quando está cheia.
A Lua. 
Eterna acompanhante da escuridão. Estas podem ser trevas que fascina uns e assusta outros. 
É interessante analisar a sua presença, a da Lua. 
Parar uns segundos, uns minutos, o tempo que seja... 
Olhar, com olhos de ver e reflectir sobre a sua presença...
Porque muito que nós tente esconder da sua aura, na escuridão da noite. A sua luz penetra em qualquer lugar.
Vida que é vida, nunca é esquecida. E a lua brilha e sem ela faz-se dia. 








sábado, 7 de setembro de 2013

I share, I am.







Sou filho de um tempo de atitudes individuais que facilitam a harmonia da mente. Atitudes que todos os dias facilitam a nossa estadia neste lugar a que chamamos Terra. Um tempo que a tecnologia está a mudar (mudou) a rapidez com que as coisas se fazem.Tanto ao nível do trabalho, da vida pessoal e social. Um tempo de revolução tecnológica que abafou a comunicação pela via digital e começou a mandar os elementos discursos por canais, que parecem ser linguagem gestual por instrumentos tecnológicos, em que os grupos são um rede social de comunicação bipolar.

Isso entristece-me, para esclarecer melhor, nada como ver o vídeo que coloco abaixo.





Os contextos de comunicação mudaram, para os mais atentos. Os mais desatentos ainda vão dar por ela. Eu faço parte dessa tribo, porque I Share, I am. Parece quase uma questão filosófica que os filósofos da actualidade devem observar com mais atenção.

Em conclusão, a solidão pode ser procurada para momentos de reflexão para atingir o equilíbrio individual (como demonstra a foto acima), mas a solidão também pode ser estar no meio de um grupo de pessoas e perder as mensagens que estão a ser transmitidas.

Para onde caminhamos?  Não sei, mas o caminho é ainda recente e ninguém sabe o seu fim.
Apenas sei que que tudo muda. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Vivemos a quarta revolução e isso atinge as nossas vidas. Seja no interior ou no exterior. O tempo é de adaptação. Mas nem todos vão conseguir adaptar.


domingo, 1 de setembro de 2013

Semear para colher







Nas sementes da vida, muitas vezes o que é plantado é colhido de formas misteriosas que a capacidade inteligível do humano não compreende,
Semear para colher pode ter variados significados, dependendo da pessoa e da semente que plantou e as suas características. 
Ambas são perfeitas na forma de ter um pequeno jardim de frutos sumptuosos e gratificantes. Ou então um um jardim com solo pobre onde o fruto que nasce, nada traz a não ser mais vazio. 
Semear para colher é uma metáfora de atingir certos objectivos na vida,  pessoais e profissionais. 
Mas colhemos aquilo que semeamos e este provérbio está tão entranhado no ser humano, desde que Homem é homem racional.
Não podemos viver de sonhos utópicos, devemos fazer da utopia uma realidade agradável e com isso colher o melhor fruto.
Noutro sentido, nunca podemos esquecer que muitas plantas têm espinhos para proteger o seu bem mais precioso, o seu fruto. 
É este estado de alerta que devemos ter perante tudo, isto é, ter defesas.
As folhas são uma ajuda no crescimento do fruto, é um suporte ao seu crescimento e ampara a sua queda no solo, quando este chega à altura certa para se libertar da sua origem.
Não basta semear para colher. Depois disso temos que tratar gentilmente o que colhemos e dar continuação ao seu legado. Ter um bom solo fértil onde plantar a semente que dará novos frutos. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Saudade de uma luz que ilumine o caminho













Na eterna saudade de uma luz que ilumine o caminho, o seu percorrer é acariciado pelos raios de um sol quente, mas reconfortante. Quase como se sentisse a vida a florir com a sua energia repleta de matéria para tal. 
No caminho, há uma paragem, várias paragens para respirar. Sentir o oxigénio que em conjunto com os raios solares, criam vida, beleza natural.
É uma paragem de introspecção, onde sentimos os órgãos a funcionar e assim sabemos que estamos vivos.
Não basta pensar para saber que existimos. Também temos que sentir para perceber o mesmo.
A razão não é a única forma de sabermos que existimos, o sentir é uma outra forma e dá efectivamente essa consciência.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O fogo que arde nas linhas da vida




Em poucas palavras muitas vezes conseguimos dizer muito, quando pelo contrário em muitas não conseguimos dizer nada nem que seja para descrever, pormenorizar, discursar os acontecimentos.
Utilizamos muitas vezes adjectivos, sinónimos, antónimos, metáforas, personificações, etc..
Eu encontro nesta imagem a personificação da minha vida que arde e as palavras deturpadas são os acontecimentos que a perturbaram e nunca encontraram uma visibilidade capaz de ter uma resposta.
É ofusco a mensagem que encontro na imagem, mas é aquilo que sinto. 
Por outras palavras, é o fogo que arde nas palavras da vida. Algo tão simples, mas complicado quando o pavio não encontra combustível para se alimentar. 
Somos carne, mas disso passamos a pó. A alma é só uma e o fogo que arde até ao momento que apaga é composta por linhas onde podemos escrever de todas as palavras. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Almas Unidas







Uma alma só é alma quando encontra o seu par. Uma alma anda vazia até que encontre outra alma que a preencha. São as duas puxadas por uma força espiritual que os seus corpos físicos não entendem. 
É uma assimilação cognitiva que o discurso humano ainda não encontrou argumento para o descrever. 
Normalmente, utilizam a palavra amor, mas a verdade é que o humano não compreende isso de uma forma consciente. Tem uma breve nuance do que é. 
Quando não é palpável, para o humano torna-se complicado entender, arranjar factos científicos que realmente demonstrem o  que existe.
Há, mais uma vez, uma influência da Bíblia de como se conseguir e até entender essa coligação de dois seres unidos por um sentimento espiritual.
Mas a prova é que nem isso funciona, porque muitas vezes o amor que é reunido, perante Deus, não  é escrupulosamente cumprido, 
Mas o que me realmente fascina nisto tudo, é o sentimento. 
É a esse que olho com mais atenção.
Porque o que passa de um sentimento carnal, passa e passará pela sobrevivência conjunta. Juntar duas almas que vivam juntas trinta, quarenta anos juntos é complicado, mas é possível e não tem que ter autorização de Deus. 
Basta amar e respeitar... 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O tempo é como o milho, todos os anos nasce.






Não encaro o tempo como que apenas tem que passar. Ele pode ser ocupado de várias formas. Cabe a cada um saber como. 
O tempo é nosso amigo, já desde os tempos mais antigos, o ser humano sabe essa sabedoria. Foi algo que foi aprendendo com tempo. 
A sua própria evolução foi feita com tempo.
Por isso o tempo é nosso amigo. Não o podemos combater, ou até desaparecer. Temos que viver com ele e com tudo que engloba.
Há quem diga que já temos um determinado tempo estabelecido, as pessoas com mais fé em religiões, vivem intensamente esse dilema. 
Falam do nosso espírito tem vida depois da morte. Que perdura eternamente num lugar de paz e harmonia.
Mas a verdade é que nunca viu ou sentiu.
O tempo é nosso amigo enquanto estamos vivos. Por isso viver, é dávida, e por isso talvez seja bom ter a espiritualidade na mente durante o tempo que vivemos. Olhar ao nosso redor, prestar mais atenção ao que se passa e com calma viver, um dia, uma hora, um minuto, um segundo e um ano, muitos anos. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Viver sozinho.











Muitas vezes quando estou sozinho, a solidão parece ser um sofrimento silencioso que penetra no meu corpo sem qualquer sintoma da sua penetração.
A única sensação que me ocorre é a razão a pensar sobre isso. E mais ainda tentar perceber!
A solidão não é um sofrimento. É uma forma de estar, de viver, de ser. 
Se pensar um pouco mais sobre isso, é mais o tempo que passo sozinho, do que aquele que passo acompanhado.
Interrogo-me por exemplo sobre os prisioneiros de Auschwitz, mais por causa da foto acima, que durante o tempo que passaram lá, estavam acompanhados por outros prisioneiros e os guardas alemães.
No fundo, embora acompanhados, o seu verdadeiro sentimento era de solidão. 
Em síntese, acompanhados ou sozinhos, mediante o contexto, o que interessa é viver. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Deformado, com o tempo e as pessoas.




Na estrutura essencial que é a vida, muitas vezes interrogo-me sobre o seu valor. Ou melhor sobre o que nela ganhámos e nela perdemos. 
São variadíssimas coisas, mas uma delas que me me interrogo profundamente é a nossa maneira de ser. A nossa personalidade...
Com o tempo, e com a idade a passar, nós mudamos, não apenas de aspecto físico, mas também a maneira de pensar.
Pode parecer uma análise um pouco supérflua, algo que toda a gente sabe. Mas no meu caso concreto, de alguma forma, interrogo-me mais profundamente sobre essa questão.
Aquilo que fui há 10 anos atrás e o que fazia nessa altura e aquilo que sou agora e faço neste momento, são dois opostos completamente diferentes que não se encontram e se afastam continuamente.
De alguma forma sinto-me deformado, alguém que foi e já não é. 
Apenas porque cresceu e percebeu que mudou. 
Outras das coisas, que também perdemos, por diversas circunstâncias, são as pessoas. E é nisso que também me interrogo um pouco? 
Ao perdermos essas pessoas, fica sempre um vazio, que dificilmente pode ser preenchido, porque essa pessoa, pela sua particularidade, preenchia o vazio como só ela/e podia. Por vezes, de forma inconsciente, mas preenchia.
A verdade, é que depois, com o tempo, outras pessoas vão entrando sorrateiramente na nossa vida e preenchem outros vazios que temos.
Porém, como tudo, ou neste caso como cada pessoa, o vazio que preenche já não é o mesmo que a outra pessoa anterior preenchia. 
Em conclusão, é sinto-me deformado. Porque quando mudei mais foi, durante o tempo que avança, quando perdi algumas pessoas que me deixaram um vazio. Mas, em dura verdade, muitas vezes pergunto-me se eu não precisava de conhecer esse vazio e preencher outros, que nem sabia que estavam dessa forma...


Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...