domingo, 6 de novembro de 2016

The Fate Of Man

Mikhail Sholokhov (1905-1984) ganhou o prémio Nobel da Literatura em 1965 por causa da sua : "for the artistic power and integrity with which, in his epic of the Don, he has given expression to a historic phase in the life of the Russian people".
E no livro The Fate of Man encontramos reminiscências que denunciam aquela característica que a Academia Sueca argumentou aquando da sua escolha para o laureado.
Numa escrita realista e pormenorizada Sholokhov conta-nos a história na primeira pessoa de um soldado russo que passou pelos horrores da II Guerra Mundial e viveu para mais tarde poder contar a história ao próprio escritor, tal como ele descreve no livro. 



As atrocidades que se passaram naquele período da história da humanidade estão mais que documentadas em livros de história. Porém, neste livro é contada a história pessoal de Andrei Sokolo. Um soldado Russo que é obrigado a ir para a linha da frente da Guerra e a deixar tudo para trás, tal como o discurso dele representa no momento em que tem que despedir da sua esposa.
"I tore myself away from Irina, then took her face in my hands and kissed her. Her lips were like ice. I said good-bye to the kids and ran to the carriage, ma­ naged to jump on the steps as it was moving. The tra­ in started off very slow, and it took me past my fami­ ly again. I could see my poor little orphaned kids bunched up together, waving th{'ir hands and trying to smile, but not managing it. And Irina had her hands clasped to her breast; her lips were white as chalk, and she was whispering something, and sta­ ring straight at me, and her body was all bent for­ ward as it she was trying to walk against a strong wind. And that's how I'll see her in my memory for the rest of my life - her hands clasped to her breast, those white lips, and her eyes wide open and full of tears. That's mostly how I see her in my dreams too. Why did I push her away like that? Even now, when I remember, it's like a blunt knife twisting in my heart."



Por outras palavras, este livro é um testamento do que é a guerra. O que ela tira, cria e oferece. Porque existem histórias, como esta, que estão contidas de horrores, cenas macabras mas ao mesmo tempo um destino inesperado. 
Remanescente de Tolstoy nas suas cenas vividamente realistas, nas suas descrições de carácter austero e, acima de tudo, o seu vasto panorama do período revolucionário, épico de The Fate of Man  tornou-se a obra mais lida de ficção Soviética. Profundamente interessado em destinos humanos que são jogados contra o fundo das transformações e problemas na Rússia, Sholokhov une no seu trabalho a herança artística de Tolstoy e Gogol com uma nova visão introduzido na literatura russa por Maxim Gorky.
O que fica do livro é uma emoção de impotência entre as cenas que são narradas de um passado para o presente. Passado esse que foi formado, por fome, tortura, vergonha e saudades dos que morreram. O presente assente no encontro de uma outra razão para viver. O que está mais que subjacente é a crença que o género literário de romance deve ser uma força artística que conte a realidade à sociedade e que uma artista que não faz uma sociedade pensar, filosofar sobre os seus problemas não é artista. Como o próprio referiu no seu discurso na entrega do Nobel: 

The era we live in is full of uncertainty. Yet there is not one nation on Earth that desires a war. There are, however, forces that hurl whole nations into the furnaces of war. Is it not inevitable that the ashes from the indescribable conflagration of the Second World War should move the writer's heart? Is not an honest writer bound to stand up against those who wish to condemn mankind to self-destruction?

sábado, 29 de outubro de 2016

Lynch e a Criatividade

A The Atlantic criou um pequeno vídeo animado com a voz off de David Lynch e as suas ideias sobre a criatividade. 
Este é um tema deveras profundo e contraditório. Enquanto uns podem considerar a criatividade algo exclusivamente humano, como a capacidade de criar. Falam de uma diferença entre estética e arte. Uma sabemos que existe por causa das nossas emoções, a outra ainda não se sabe muito bem. 
Outros a vêem como presente no mundo e é o que a ajuda o mundo animal a criar e logo a evoluir. 
Não importa. A criatividade é excepcional no ser humano. Porque independentemente que seja Estética ou arte, tem sem sempre a capacidade de surpreender. 
Mas como ela surge? De um ponto de vista cientifico, é a capacidade da parte do cérebro que em choques elétricos entre os neurões a originam. Mas esta é a parte interior, o que se passa na parte exterior é a forma como aquele processo todo interno, em actos de criação físicos. 










Na verdade, no vídeo Lynch argumenta de uma forma simples o que é para ele a criatividade. Acompanhado com uma animação colorida pelo seu estilo no cinema. O realizador diz de forma simples várias ideias de como podemos ser criativos. 
Mais espantoso é como ele acredita que a dor possa ser um bom motivo para espoletar a criatividade. No seu todo o vídeo é uma forte mensagem de uma pessoa singular que tem a capacidade criativa de realizar filmes e séries que simplesmente nos emocionam e nos fazem idolatra-lo. 

A lot of artists think that suffering is necessary,” he says. “But in reality, any kind of suffering cramps the flow of creativity.”

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Westworld, fruto proibido...

Vamos imaginar um mundo em que tínhamos disponível um parque de diversões, em que era possível pagar (provavelmente valores muito avultados); para entrar num mundo em que podíamos fazer tudo o que quisemos!
Esta questão implica logo o pensamento que fazer o que quisemos, implicava infringir a lei. O sistema de regras pelo qual nos regemos para aceitar os nossos erros!
Mas este mundo, como disse, é um parque de diversões! E num parque de diversões o que fazemos é divertir-nos...
No entanto o conceito de divertir neste mundo é a pessoa, que pagou entrar num ambiente do velho western americano completado com IA (inteligência artificial) em corpos exatamente ao ser humano, mas o seu interior não ter uma alma...














Na verdade, Westworld começou por ser um filme realizado por Michael Crichton em 1973, que simula três ambientes: Roma antiga, A Idade Média e o Velho Oeste. Onde as personagens humanas podem entrar nesses ambientes e coexistir com robôs e simular com eles os seus desejos mais negros.
O filme foi adaptado pela HBO para uma série que neste momento segue no terceiro episódio e já está a causar o seu impacto.
As últimas notícias falam de crossover com Game of Thrones a série que engrandeceu o género cinematográfico de fantasia.
Na série, ao contrário de Lord of the Rings o foco não está no CGI mas na capacidade guionista de como conseguir que o espetador se interrogue pelas personagens e os seus jogos políticos na conquista e passar da imaginação para a realidade.
Em Westworld temos um mundo que foi construído para satisfazer os nossos desejos mais macabros, monstruosos. Que no fundo só é a nossa parte animal!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Coisas Estranhas.

Stranger Things foi o hit do verão passado e uma das séries mais aclamadas nos últimos tempos. Também não podia ser para menos. A série está recheada de coisas boas! 
Caracterizada por uma atmosfera que nos remete para os anos 80. Encontrei, enquanto via os episódios da primeira temporada, resquícios de Blade Runner e Twin Peaks na sua forma. 
A série passa-se no ano de 1983 e é altamente tematizada pelos elementos culturais da década de 80, com uma banda sonora toda remetente aos marcantes sintetizadores da época e inúmeras referências a obras de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King, considerados as grandes inspirações dos Irmãos Duffer para a realização do projeto.



É mais uma produção Netflix, que já prometeu uma segunda temporada para 2017. 
A crítica deu o devido valor à série tanto nos elementos que aparecem e nos remetem para a década, bem como a atuação dos atores. 
O sucesso foi tanto que os miúdos da série tornaram-se virais e apareceram em tudo que era programa de televisão. Até um jogo de 8 bit foi criado. 
Pessoalmente, o que tenho a referir da série é que a mesma remete para elementos visuais do passado recente e funde-se com uma pincelada de modernismo. 
Ouvir as músicas que compõem a banda sonora é imensamente retrospectivo... Principalmente para o tempo em que era criança...
Na verdade, foram mesmo coisas estranhas que ocorreram: uma mistura de viagem ao passado, assombrado pelo medo próprio de uma criança. Em que cria um monstro nos lugares mais escuros e acredita em outros mundos, como o mundo invertido da série.
Recomendo...

sábado, 15 de outubro de 2016

Tempo Roubado

Borrowed Time é um filme de animação realizado por Andrew Coats e Hamou-Lhadj. Estes senhores são animadores da Pixar e que já trabalharam em filmes como Wall-E, Toy Story 3, Brave e The Good Dinosaur.  O trabalho realizou-se ao longo de cinco anos e no tempo livre de ambos. 
O resultado final é uma animação com a marca Pixar, mas um trabalho independente que demonstra a qualidade dos trabalhadores da empresa de animação, mas também o seu empenho e gosto na profissão que exercem. 
Esta é uma posição que poucas pessoas  podem afirmar que têm ou que exercem. Por isso mesmo este facto é sempre motivo de inspiração. E a Pixar nesse sentido é o melhor exemplo. Pois ao longo dos seus anos conseguiu criar uma cultura única na empresa. 







O filme já esteve presente em vários festivais do género e há bem pouco tempo foi disponibilizado online no Vimeo. Caracteriza-se por um ambiente western em que o protagonista tem que enfrentar os actos do passado e o tempo que passou desde a morte do seu pai em um acidente perturbador. Com esta storyline, encontramos no filme sumptuosas cores e um detalhe nos cenários bem conseguidos. 
A curta de animação centra-se numa mensagem para adultos: por muito que tentemos fugir aos problemas, o melhor sempre é enfrentá-los independentemente das consequências. Pois só assim conseguiremos ganhar as forças para continuar.




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

First Living Things.

Apareceu-me o primeiro contacto visual sobre a próxima obra de Terrence Malick. Voyage Of Time é o seu brinquedo de 10 anos que narra pela voz de Brad Pitt a criação de tudo.
Uma obra que vai buscar na sua origem, reminiscências a Tree of Life. Como Carl Sagan no seu bleu spot que poetiza a criação do cosmos, parece que Malick consegue criar realizar em cinema uma ligação profunda, filosófica pela capacidade da massa cinzenta se interrogar e querer entender quem é? de onde veio? para onde vai?
Mas não divagando, as imagens são de uma beleza...
Pura arte cinematográfica altamente intensificada por uma busca de perfeição estética obsessiva. E estou limitado à fruição, pois imagino como será ver em IMAX.









Em declarações à imprensa, foi falado sobre a personalidade de Terrence na realização do filme.

“Terry has strong core rules: keeping camera movement limited and play in depth rather than cross frame,” Glass said. “Initially, it feels quite constrictive but inevitably it produces some very strong visuals. Terry likes to get in there and feel the experience and make sure that you’re rooted in scientific truth.”

E a ideia que é passada é que Malick está profundamente empenhado em que a obra passe a mensagem sobre o que ele mais admira. O filósofo realizador que tem a interrogação permanente e encontrou distração desse problema/solução com o cinema. Para nossa sorte, que podemos ver no final, mesmo que por um instante, a beleza pura pelos olhos de outro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Malkolynch... A Metamorfose

Jonh Malkovich, um senhor cinema que dispensa apresentações, para os que conhecem e devem ser muitos porque a sua obra é vasta. 
Se juntarmos a ele David Lynch, outro senhor cinema mas no background, realizando obras únicas caracterizadas por uma linguagem única, motivo de estudo, negras mas com consistência na forma como o cinema deve ser considerado uma arte. 
Obtemos um projeto interessante patrocinado pela David Lynch Foundation uma instituição de filantropia e auto ajuda espiritual que ataca problemas sociais. 




O projeto playinglynch é uma série de vignettes, nas quais John Malkovich encarna personagens nas cenas do corpo mais singular do trabalho do realizador. As cenas podem ser baixadas uma a uma, sendo que os rendimentos vão para a fundação de Lynch.
Malkovich interpreta o agente Dale Cooper de "Twin Peaks", proporcionando uma nova visão sobre a personagem que ficou famosa por Kyle MacLachlan. 
Também está definido para reinterpretar John Merrick (John Hurt) de "Elephant Man", o Mystery Man (Robert Blake) de "Lost Highway e "Blue Velvet" Frank Booth (Dennis Hopper), Henry Spencer (Jack Nance) de "Eraserhead" e até mesmo o próprio Lynch. Uma cena será disponibilizada no site por dia durante a próxima semana.



Dentro do que é possível para mim escrever, David Lynch é uma referência para mim, bem como Jonh Malkovich. 
Eternamente ficarei marcado pelo trabalho de ambos, mas mais principalmente de Lynch. 
Principalmente por Twin Peaks, que quando passava na televisão portuguesa era eu uma criança e ainda não via o mundo na sua forma plena, mas sentia a agressividade da série na forma como ficava sem dormir algumas noites e a sua soundtrack introspectiva.  
Eraserhead foi daqueles filmes que demorei dias, semanas a entranhar a sua atmosfera negra e as personagens duras, apáticas. 
A primeira vignette já foi disponibilizada e temos Dale Cooper satirizado pelas interrogações eternas e antigas, camufladas pela ironia. 




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Amazonas fotográficas

Entre o imaginário que é passado pela mensagem captada na fotografia, a verdade é que a mesma pode conter resquícios de imaginações misturadas de mundos diferentes criados num só plano. 
Entre a construção natural da melhor obra da natureza, a mulher! Mistura-se o paradigma da sua emancipação e o lugar imponente, ocupado de forma estereotipada pelo sexo contrário.
Aquela é a mensagem de Kindra Nicole






Ao mesmo tempo a fotografia serve para ir buscar o sobre natural, o metafísico, a encarnação do que o artista pensa e a obra nasce. O que é composto é mistura de experiência que faz conhecer e acreditar que esta forma fala com o desconhecido.
Incidindo por exemplo num mito baseado na verdade. Como por exemplo a fábula do King Artur:

For her latest series entitled Árísan, Kindra drew inspiration from a visit to Glastonbury, the legendary resting place of Arthur, King of the Britons (aka King Arthur). The photographer now captures the essence of the ancient castle ruins and imbues its historical setting with new meaning. Although women did not originally take part in battle, Kindra's images recreate history, imagining round table knights as strong, fearless women adorned in period armor.
São fotos mágicas carregadas de detalhe e intensas na atmosfera medieval. Como a própria refere:

Árísan is Middle English and means to ascend! So not too different from the common English of “arisen.” I felt that this series had risen straight out of my heart, hence the title. I decided to keep with the overall medieval theme by titling some of the images with Middle English, such as Earendel, which means “shining light” or “ray of light,” andOrðian, which means “breathe” or “long for.” I also titled my short film linked to the series as Hælestre, which is a feminine noun meaning “savior.” The name holds particular significance for the film, but I don’t want to spoil anything, for those who haven’t seen it yet!




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Chauvet, narração na primeira pessoa!

Por vezes encontramos sem querer pequenas obras audiovisuais que nos marcam profundamente.
The Cave of Forgotten Dreams (2010), escrito realizado e narrado por Werner Herzog é uma dessas. Tem a ver com uma simplicidade na construção do documentário minimalista na forma. Expandido pela narração intro/filosófica do narrador (Werner Herzog) que calmamente nos narra a importância do que é mostrado com uma impossibilidade criada pelo que é filmado.
As cavernas Chauvet, descobertas em 1994, são uma maiores descobertas sobre o mundo antigo, pré histórico em que as manifestações de emoções são visíveis através da representação artística.
















E está na forma como nos é apresentado todo este universo com uma atmosfera pré histórica onde outrora viveu um povo distante e com um conhecimento do mundo completamente diferente do nosso. A sua expressão ficou gravada durante milhares de anos e várias vezes foi adulterada por outros com diferença de milhares de anos.
O discurso de Werner Herzog, num tom engrandecido de um alemão a falar língua inglesa, afoga o nosso pensamento nas palavras que descrevem de forma pacífica e racional o composto único de uma capela celestina pré histórica.  

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Making a Murderer´s

Não quero andar a fazer publicidade gratuita às séries que a Netflix tem produzido, realizado.
Mas a verdade é que no toca às novas séries que têm aparecido, este serviço de streaming tem mostrado algumas bastante inovadoras.
Depois de ter falado de Narcos (2015), trago aqui Making a Muderer (2015).




Esta série é um retrato documentalista sobre Steven Avery. Um homem exonerado pelo crime que o levou a passar 18 anos da sua vida na prisão.  E que reencontra-se com o mesmo pesadelo depois de um tempo em que parecia que se tinha chegado à justiça.
O triller/drama real foi filmado ao longo de 10 anos e mostra-nos por dentro a batalha judicial, cheia de provas contraditórias.
Na linha de um documentário partido em várias partes, temos aqui um produto audiovisual que por camadas, que se vão entrelaçando, nos mostram uma realidade aterradora e, pensamos nós, com contornos de corrupção no sistema judicial norte americano. 
A profunda análise mostrada, não deixa margens para muitas dúvidas. 




Aquilo que queremos acreditar é que o sistema é perfeito, nunca falha. Mas esta utopia está longe de ser real. O sistema falha e muitas vezes porque quer e na cultura norte americana, quando o estado é envergonhado, the people pode sofrer muito com isso. 
Com a promessa de uma segunda temporada, Making a Muderer é uma série polémica que dá ao espetador aquilo que ele mais quer: uma visão interior de uma história não fictícia e que por essa razão ganha mais interesse. 
Ao mesmo tempo uma pedra no sapato do sistema legal dos U.S.A, mais concretamente no Estado de Wisconsin. 

sábado, 3 de setembro de 2016

Vamos Falar de Narcos, Mal Parido.

Passou já bastante tempo desde a minha publicação aqui no Artedeseexprimir. 
O último post foi em Abril. 
Altura em que o tempo mudou de estação e o calor modificou as minhas vontades...
O tempo foi passado da melhor forma, de forma mais social, mas ao mesmo tempo individual. 
Tanto que passei a ver muitas séries. 




Narcos (2015), uma produção Netflix, para mim foi o hit do verão de 2016. 
Embora a série seja de 2015 - diga-se a primeira temporada - a segunda apareceu no Netflix de Portugal no Passado dia 2 de Setembro. 
Para alguém que já viu as duas séries, tenho a opinar que esta série é uma realidade mágica sobre a Columbia dos anos 80 e 90. 
Um país que nessas épocas teve que lidar de forma ardosa com o tráfico de cocaina e os cartel carregados de sicários e que desafiaram um país e o mundo livre para impor a sua vontade. 
A série está carregada de boa qualidade. Tanto na representação dos factos, bem como a ficção criada para ajudar a narrativa documentalista. A mesma está centrada na personagem de Pablo Emílio Escobar Gaviria. O rei da coca e líder do Cartel De Medellín. Um dos mais maiores e perigosos impérios de droga alguma vez criados. 
Não querendo entrar em spoilers recomendo a série pelo desempenho de Wagner Moura. O actor que entra na pele de el doctor e lhe dá vida de uma forma inspiradora e magistral. Ele traz aroma do filme Tropa de Elite (2007). 

Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...