quarta-feira, 16 de março de 2011

5 animações portuguesas em Annecy

Fiquei muito contente quando soube que este ano vão haver cinco filmes a competição e mais dois fora da dela no maior evento de animação do mundo, o Festival Internacional de Animação de Annecy. Da selecção oficial surgiram 172 filmes, depois de milhares de propostas que integram as várias secções. O certame decorre de 6 a 11 de Junho. 

Poster de 2010

Depois de em 2006 Portugal ter conquistado o Grande Prémio do evento com a obra "História Trágica com Final Feliz(2006) realizado por Regina Pessoa numa co-produção com França e Canadá, na edição de 2011 consegue ter três obras no espaço nobre do festival de quarenta e duas selecionadas. São elas: "Viagem a Cabo Verde" de José Miguel Ribeiro realizador da curta "A Suspeita" (1999).
Que tem aqui o seu filme mais elogiado desde essa época; "O Sapateiro", uma animação de carvão sobre papel de David Doutel e Vasco Sá; e "Conto do Vento", de Cláudio Jordão Viegas, realizador do premiado "Esperânsia". Os dois primeiros filmes foram produzidos pela Sardinha em Lata enquanto o terceiro resulta de uma co-produção entre a KotoStudios, o CineClube de Avanca e a Filmógrafo. Também da Sardinha em Lata e também realizado por José Miguel Ribeiro é a série "Dodu, o Rapaz de Cartão", que é uma das 37 que se encontra em competição na secção de Séries de Televisão. Mais hipóteses de vitória, por uma questão puramente numérica, terá "Afonso Henriques, o Primeiro Rei", realizado por Pedro Lino, que está na secção dedicada aos Filmes Educacionais, Científicos ou Industriais, que tem apenas quatro fitas seleccionadas. A fita resultou de uma encomenda do Museu de Alberto Sampaio e da Câmara Municipal de Guimarães e foi desenvolvida no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do Nascimento do primeiro monarca português. (via sapo).


Este é um momento de orgulho para a comunidade de motion design portuguesa que assim vê os frutos do seu trabalho a serem reconhecidos por entidades internacionais, algo que nos últimos anos tem acontecido com alguma regularidade. O Festival International du Film d'Animation d'Annecy foi criado em 1960 e rapidamente se tornou o mais importante do planeta. Esperemos que os projectos portugueses à competição consigam obter lugares de destaque e assim demonstrar que em Portugal também se faz boa animação. 


sexta-feira, 11 de março de 2011

Os Pássaros na Ponte


Os Pássaros na Ponte, upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

Arte histórica masterizada

A Intel é responsável por esta exibição e concepção que basicamente se sustenta na sua campanha 'Visual Life'. 


O projecto Remastered convidou trinta artistas e designers contemporâneos para reinventarem alguns dos mais famosos trabalhos da história da arte, com tecnologia misturada. Um dos objectivos é iluminar e mostrar a designers e artistas contemporâneos como a arte e a tecnologia se podem fundir para a criação de novos traballhos. 




Por outras palavras, é uma nova geração de artistas que pegam em obras do passado e com a ajuda da tecnologia criam novas experiências visuais. O produto final está patente até ao próximo Domingo no One Marylebone London. São trabalhos que nos mostram e representam a fluída relação entre arte e tecnologia. Como não há a possibilidade de deslocação a Londres para ver a exibição, deixo de seguida um vídeo que nos mostra claramente como a arte com a ajuda da tecnologia pode ser reinterpretada, bem como o making of  que nos ajuda a pensar e perceber como se produz este tipo de arte. Chamo a atenção para as ferramentas utilizadas, porque não sendo este o meu trabalho preferido, consegue ter a minha preferência pelas ferramentas tecnológicas escolhidas. 

Mind the Fog 


In his reinterpretation, Pavon brings this narrative to a modern day London, a sprawling metropolis of sights and sounds that provides a backdrop to many of the same questions faced by the wanderer.


Original Medium:
Painting

New Medium:
Stereoscopic (3D) animation

Technology:
Canon 7D to shoot the video and take photographs, edited in After Effects using a 3D composition and applied the Anaglyph effect separating the cameras.




Making Of: 


O resto das obras podem ser vistas aqui

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cabeça de Rádio


Tenho ouvido o novo álbum de Radiohead como quem já não ouve uma bela música faz já mais de dez anos. Talvez seja eu neste pensamento, lembrando-me de bandas como The White Stripes e os The Strokes que reconquistaram o velho paradigma do Rock & Roll. Que por sinal foram bandas que marcaram muito nestes últimos 10 anos. 
E não querendo andar mais para trás para revisitar bandas como Nirvana ou Pearl Jam. O que eu quero mesmo falar é do nome do álbum que afinal é o de um carvalho com mais de mil anos.


The King of Limbs surge-nos quase como de surpresa. Apenas anunciado uma semana antes do dia do seu lançamento. Imediatamente começa o revoluto pelos mais curiosos que depressa espalham a notícia. O nome do álbum é uma homenagem dos Radiohead a um carvalho com mais de mil anos e que está localizado perto da localidade onde a banda gravou o antecessor In Rainbows. 
O que não deixa de ser curioso é que olhando ao álbum anterior poderíamos averiguar que a banda teria optado exclusivamente pela plataforma de internet para divulgar a sua obra, analisando a forma como disponibilizaram o álbum. Porém, agora lançam um novo depois de quatro anos de interregno pelo mercado tradicional, com uma edição mais avantajada para os coleccionadores e uma outra digital para a tribo de culto que apenas adora e respira o som produzido pela banda, aqueles que já não materialistas e acreditam mais no virtual. 


Lotus Flower é o single que nos traz um Tom York com um visual punk e com um chapéu que na parte cinematográfica nos remete para os filmes de Charlie Chaplin a preto e branco. Pratica movimentos sumptuosos como uma personagem embebida no seu momento próprio. O verdadeiro ídolo da banda. Vale a pena ver o  registo. 


Relativamente ao todo que constitui esta parte já de si genial, na minha sincera opinião e gosto musical. Destaco a melodia que a voz de Tom nos entra no ouvido, Levando a viajar entre a noite do descanso e o dia em actividade. É sempre um contraste de sensações. Bloom é clássica mas electrizante.  Morning Mr. Magpie parece um velho western de revigorado pela lei da pistola. Separator é uma epopeia de sentidos e buscas. Fica aqui o conselho. 

Dark