terça-feira, 22 de maio de 2012

Vazio

O que é o vazio?

Uma matéria real que não é vista!
Um sentimento de memórias que não se apagam!
As palavras que foram ditas e não repetidas!
Os momentos guardados em fotografia para recordação!

As sensações que tiveste e já não as tens!
As saudades dos entes queridos e saber que não aproveitaste o tempo que viveste com eles!

O saber quem és, mas nunca te encontrares!
Um dia de alegria e outro de tristeza!

A acção de actos irracionais, que se tornam passado!
A loucura do álcool e das drogas que inocentemente consomes!

O vazio não é mais do nada,
Quando nada é o que pareces ter!
Quando no entanto,
Tens tudo.

domingo, 20 de maio de 2012

Várias facetas

É possível compreender o incompreensível?
Por muito que lutes,
Nas batalhas dos dias.
A morte é uma certeza, como o dia abraça a noite.

Sempre com decisões, a vida ensina a ser:
Ponderado
Responsável
Consciente
Possessivo
Ingrato
Ciumento
Amante
Vivido

A ponderação do ser e agir

A responsabilidade do social e particular

A consciência do real e a utopia

A possessão do amar e viver

A ingratidão dos defeitos

O ciúme do querer ser o que não és.

O amor não de sexo, mas sim de companheirismo.

O viver com o que não tens, para poderes voltar a ter.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Consciência

A consciência é um mar,
De pensamentos e emoções.
Alegres, tristes, compreensiva e tem lugar.

Uma acção, um acto, uma emoção, uma tristeza,
A moral nasce lá,
A razão também.

Desnorteada como o vento, em rodapés de silêncio.
Onde tudo acontece, mas sempre nada ser feito.

Juntando a memória andamos em roda vida.
Misturando o passado, o presente e o futuro.
Naquilo que sonhamos, na tristeza do dia.

Aquilo que foi falado ontem, não é o que aconteceu hoje.
A consciência remete para lá.
A vontade de não ser apenas mais um monte.

Projectos, e certezas...
Consciência dos riscos,
Tristeza de pensamentos.
Que são prova da falta de juízo.

Consciência maldita, e bela.
Apaga o momento.
Que a vontade interdirá.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Destino





Dentro do  espaço de quatro paredes,
Estão as vivências mais negativas.
A fertilidade de meses.
Que se transformaram em memórias definitivas.

No primeiro dia houve barulho.
Incerteza,
Medo,
Irreflexão.

A garantia do ego,
Fazia ter certeza,
Da acção que se tornou incerta.

A partilha do transporte,
Na deambulação pelo bosque.
Era o mesmo destino,
Que tinha sido planeado.

Mais uma vez a garantia do ego,
Se tornou um desassossego.
Nos anos que passaram,
E simplesmente parece que não andaram.

Passaram anos.
E muitas noites mal dormidas,
No meio dos afectos.
As atitudes nunca foram aprendidas.

Um novo recomeço iniciou-se.
Mas o passado nunca será esquecido.
Pelo meio a voz do rapaz amigo,
Que avisou de forma inconsciente.
A linha do curso do rio.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Incerteza

Incerteza de ser,
Garantia de unidade, mas a vontade
É como o desviante obstante.

Reflectir sobre os actos.
Para depois encontrar.
A certeza dos factos.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Ideia de Europa


Li hoje o livro de George Steiner a Ideia de Europa (2005)  e as suas ideias em relação aos modelos que foram criados no continente durante séculos e qual o seu papel no futuro. A leitura foi interessante, porque mais do que nunca é importante perceber o que realmente faz a Europa, o que a caracteriza, quais os seus problemas e, finalmente, o seu futuro. 
Principalmente perante o cenário actual que vivemos, onde parece que o ideal europeu caiu por terra e onde caminhamos, hipoteticamente, para um futuro que muitos pensavam impossível de se repetir
Assim, de forma a não deixar que a minha opinião interfira com as ideias de Steiner, passo a apontar as partes que considero mais importantes a reter no livro. E que creio que devem servir para reflectir profundamente sobre a nossa atitude perante os problemas que passamos no momento. 

Página 44

"Cinco axiomas para definir a Europa: o café; a paisagem a uma escala humana que possibilita a sua travessia; as ruas e praças nomeadas segundo estadistas, cientistas, artistas e escritores do passado"
Páginas 48

"Pode ser que o futuro da ideia de Europa, a haver algum, dependa menos de um banco central e dos subsídios à agricultura, do investimento em tecnologia ou de taxas alfandegárias comuns do que nos querem fazer crer"

Páginas 49

" O génio da Europa é aquilo que William Blake teria chamado « a santidade do pormenor diminuto» É o génio da diversidade linguística, cultural e social, de um mosaico pródigo que muitas vezes percorre uma distância trivial, separado por entre vinte quilómetros, uma divisão entre mundos. Em contraste com a Jérsia às montanhas da Califórnia, em contraste com aquela avidez de uniformidade que é simultaneamente a força e vácuo de grande parte da existência americana (...)"

Página 50

"Nada ameaça a Europa mais radicalmente - «as suas raízes» - do que a onda detersiva  e imagem mundial uniformes que o Esperanto devorador traz consigo"

Página 51 e 52

"A verdade brutal é que a Europa se recusou, até à data, a reconhecer e a analisar, quanto mais a retractar-se, o papel diversificado da Cristandade na hora mais negra da História. Ignorou simplesmente ou apagou convencionalmente o enraizamento do seu anti-semitismo nos Evangelhos, no repúdio de Paulo do seu povo, nos inúmeros textos teológicos e ideológicos produzidos desde então (no início da década de 1520, Lutero exigia a morte pelo fogo de todos os Judeus). Enquanto a Europa não confrontar o veneno do ódio anti-semita que corre nas suas veias, enquanto não abordar em termos explícitos a longa pré-história das câmaras de gás, muitas das estrelas no nosso firmamento europeu continuarão a ser amarelas"

Página 53 e 54

"A dignidade do homo sapiens é precisamente essa: a 'percepção da sabedoria, a ' demanda do conhecimento desinteressado, a criação de beleza. Fazer dinheiro e inundar as nossas vidas de bens materiais cada vez mais trivializados é uma paixão profundamente vulgar e inane. Pode ser que, de modos agora muitos difíceis de discernir, a Europa venha a gerar uma revolução contra-industrial, assim como gerou a própria revolução industrial. Certos ideais de lazer, de privacidade, de individualismo anárquico, ideais quase apagados pelo consumo conspícuo e pelas uniiformidades dos modelos americano-asiático, poderão ter a sua função natural num contexto europeu, mesmo que esse contexto implique uma certa medida de apetrechamento material."
Página 54 e 55

"Se os jovens ingleses escolhem classificar David Beckman acima de Shakespeare e Darwin na lista de tesouros nacionais, se as instituições culturais, as livrarias e as salas de concertos e teatro lutam pela sobrevivência numa Europa que é fundamentalmente próspera e onde a riqueza nunca falou tão alto, a culpa é muito simplesmente nossa. Assim, como o poderia ser a reorientação do ensino secundário e dos meios de comunicação, por forma a corrigir esse erro. " 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um dia.




Pedras duras, que se desgastam pela água.
Tanto tempo de existência e anua
O gostar das pessoas é parte integral de um processo
Que muitas vezes no excesso,
Leva a sermos isolado.

A solidão da luz,
É a escuridão dos afectos.
Mas quando algo reluz,
É sinal de pertencermos a passados.

Acordas todos os dias,
Na cama do descanso.
Fumas o primeiro cigarro
Quando ainda  não comias.

Lavas os dentes, despreocupado.
Com a pasta mais barata.
O teu dente desleixado
É o sofrimento concentrado.

A interioridade do teu ser,
É o bipolar crescente.
Entre o que outros têm sempre a dizer.
Sobre aquilo que desfavoravelmente,
Te faz sofrer.

Passas o dia a deambular.
Por entre o espaço minúsculo.
Tens a porta para entrar,
No mundo absoluto.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Mudança



A plenitude das acções.
Recaem sobre as palavras,
Que vorazes e aos trambolhões,
Demonstram a leitura das cartas.

Insensatez no raciocínio.
Leva a mente a ficar perturbada.
A capacidade da sensatez,
É viver um dia de cada vez.

Um acto difícil,
Porque as emoções funcionam tipo balança.
Quase como se fosse uma dança.
Onde um par se funde,
Nos gestos que os une.

Longe querer o perto.
Onde o apenas está o certo.
Mas a flor não desabrocha,
Se és duro como uma rocha.

Incompreensão e confusão,
Surge de uma década de erros.
Atitude e comportamentos,
É o que demonstra compreensão.


In the Stars