sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Conteúdo, uma história ilustrada

Trago aqui mais uma execelente infografia que ilustra toda a história do conteúdo das tecnoloias da comunicação. É uma representação visual da evolução do Homem ao nível das ferramentas que foi criando para comunicar. Começa nas pinturas rupestres passa pela invenção da imprensa escrita de Gutenberg e deixa o futuro em aberto, olhando ao que existe e o que ainda vai existir.  A ideia partiu de Philip Sheldrake que fala do infográfico da seguinte maneira:

I am fascinated with the history of media and content, its present and its future, and being a communicator I wanted to share my awe in a way that would prompt others to share it with their friends and family. So I joined forces with Nic Hinton (@karoshikula), an outstanding illustrator, to design "Content – an illustrated history".


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Art IS


Art IS , upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

A partir de um papertoy que saiu na Computer Arts do mês passado. Peguei no Photoshop Elements e usei a sua simplicidade, em comparação ao mais convencional, para mostrar o que para mim é a arte. Não é um Picasso, ou Rembrandt, até Klimt ou Velasquez. É uma pura fotografia com manipulação digital. É o meu ponto de vista.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cláudia


Cláudia, upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

O estado do vídeoonline

A boa notícia para os publicitários é que está previsto que a publicidade neste suporte cresça de um valor de 1.4 biliões de negócio em 2010, para valores muito acima, situando-se nos 5.2 biliões em 2014 de acordo com a nova informação disponibilizada pela firma de marketing  comScore. Uma empresa que tem como objectivo: measuring the digital world and the preferred source of digital marketing intelligence. Through a powerful combination of behavioral and survey insights, comScore enables clients to better understand, leverage and profit from the rapidly evolving worldwide web and mobile arena.


Percebemos que a empresa estuda as novas potencialidades criadas por mercados nascidas nas e pelas redes de Internet e comunicações móveis que poderão ser lucrativas.  Neste caso concreto, estamos a falar do vídeoonline que conheceu nos últimos sete anos um crescimento brutal, nomeadamente aquando do nascimento do Youtube. Onde, de acordo com a últimas informações que li são carregados cerca 20 horas de vídeo a cada minuto... No entanto as más notícias é que o crescimento nas vendas de publicidade vão continuar a ficar para trás nas audiências, com a divisão entre os vídeos mais vistos e os dólares de anúncios por exibição a alargarem ao invés de diminuir ao longo dos próximos anos. Na conferência de vídeo OMMA o Senior ProductManagement analista Dan Piech da comScore deu uma apresentação sobre o Estado de vídeos online, delineando a previsão da companhia para o vídeo online até 2014.
  
  
  
  
  

Apesar do facto de que a audiência de vídeosonline cresceu de 63 bilhões de vídeos vistos em 2006 para 441 biliões de vídeos vistos em 2010, representa uma receita de anúncios de vídeo real de 324 milhões dólares para 1,4 biliões durante esse tempo.  Noutras palavras, enquanto a visualização de vídeos aumentou mais de 600 por cento sobre os cinco anos, o gasto com publicidade aumentou 344 por cento. Isso significa que o valor de vídeos realmente diminuiu nesse período, de 0,7 cêntimos por vídeo em 2006 para menos de 0,4 cêntimos em 2010. Essa queda no valor é um pouco alarmante, especialmente  que coincide com um aumento em forma de longa duração
Uma das razões que a receita de anúncios através do vídeoonline, continua em desfasagem é  porque simplesmente não há muitos anúncios de mostra por vídeo. Segundo a comScore, apenas 1,6 por cento de todos os tempos de visualização de vídeosonline é gasto vendo os anúncios - em comparação com 20-30 por cento enorme de tempo gasto assistindo a TV.






É claro que ter menos anúncios é uma razão que algumas pessoas escolhem para assistir online ao invés de assistir na televisão. Numa pesquisa com os telespectadores que assistem vídeos na TV e online, a comScore descobriu que 42 por cento o fizeram porque existem "menos anúncios". "Mais de dois terços dos inquiridos (69 por cento) afirmou que assistiu a programas online em geral, quando eles perderam-nos na TV, e 56 por cento disseram que o fizeram assistir a episódios mais antigos. Dito isto, apenas 13 por cento disseram que assistiram on-line porque preferiram a experiência on-line, e apenas 9 por cento disseram que fizeram isso porque não tem cabo ou não possui uma TV.
Mas será que a adição de mais anúncios pode causar com que os espectadores assistam a menos TV? Parece improvável, baseado em pesquisas recentes. Estudos da TurnerBroadcasting e The CW revelou que os espectadores que são atingidos com cargas mais pesadas de anúncios online não estão abandonando vídeos à maneira que alguns podem ter pensado que seria. Isso significa que os publicitários - especialmente estão a reduzir a diferença para a receita de anúncios online de vídeo.  
Viewers of 30-minute TBS sitcoms like “Meet the Browns” watched, on average, 40 percent of the episode, including the ads, if there was one minute of ads and 37 percent of the episode if there were 16 minutes of ads. Viewers of hourlong TNT shows like “Memphis Beat” watched 59 percent of the episode if there were one minute 15 seconds of ads, and 49 percent of the episode if there was 20 minutes of ads.


Por outro lado temos Chris Anderson, autor do livro Free e que nos fala sobre o seu conceito de Crowd Accelerated Innovation -- a self-fueling cycle of learning that could be as significant as the invention of print. But to tap into its power, organizations will need to embrace radical openness. Talvez seja mesmo este o estado do vídeoonline. Por um lado um meio de ligar culturas, outras de contribuir com milhões para a economia local e global.


Via: Vimeo School

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Entrevista com Andreas Vilela, criador do videojogo Kill the Duck


Andreas Villeas é aluno da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), licenciado em Informática e actualmente a tirar o Mestrado na mesma área. Tive o prazer de o conhecer, quando os dois participamos na organização da conferência Slactions 2009 que decorreu nas instalações da Universidade do Minho.
Recentemente uma coisa fantástica aconteceu ao Andreas: um jogo por ele construído tornou- se no segundo com mais downloads para Windows Phone 7. Intitulado Kill the Duck, conta já com cerca de 100.000 downloads feitos. Segundo o Diário de Notícias: O jogo foi inventado ao abrigo do programa "Microsoft Student Parker" que, segundo o jovem, dá oportunidades aos estudantes que mais se destacam nas áreas informáticas.
Andreas Vilela referiu que o "Kill the Duck" foi aceite pela Microsoft a 15 de dezembro e no dia 23 já estava no top dos 20 jogos com maior número de descargas, tendo chegado ao top 5 no dia 29.

Top de jogos para Windows Phone 7. 
Prova da importância deste acontecimento é a mediatização que o facto teve nos órgãos de comunicação social nacionais e não só. Notícias relativas ao jogo saíram no: Diário de Notícias; no Sapo; no Expresso; Jornal de Notícias, entre muitos outros. 
O objectivo do jogo é matar patos sem acertar nas pombas e é inspirado no Duck Hunter da Nintendo dos anos 80/90. 
Andreas Vilela em declarações à WASD, promete fazer todos os possíveis (lançar updates sobre a versão actual, novas funcionalidades, scores online, novos gráficos, etc) para tentar manter este jogo pelo menos no TOP 10 dos jogos com mais downloads na MarketPlace do Windows Phone 7. Fica de seguida a Demo of Kill the Duck(version 1.1.0).


Eu pedi ao Andreas que desse uma pequena entrevista para este blogue de forma a poder divulgar o seu feito e porque considero que estes factos devem ser publicados e espalhados para mostrar que em Portugal também há quem alcance a fama, não só através da televisão. De resto, queria apenas relembrar que a SPCV (Sociedade Portuguesa de Ciências dos VídeosJogos) tem um projecto da criação de um livro sobre a História dos Videojogos em Portugal, do qual também faço parte e onde o Andreas Vilela de certeza vai ocupar um lugar de destaque depois deste feito por ele conseguido. Segue a entrevista.


O que sentis-te quando te apercebes-te do que estava a acontecer por causa do jogo?

- Senti-me muito bem, muito satisfeito. Senti que realmente o esforço de fazer uma "brincadeira" em tempos livres e que me "roubou" parte do tempo me foi compensado com este sucesso!

Quais foram as razões que te levaram a construir e quais as razões das tuas escolhas para ser aquele jogo?

- Ora bem, eu tencionava aprender a desenvolver jogos em XNA para Windows Phone 7 portanto já tinha aquela "vontade extra" para desenvolver. Depois as razões para escolher este jogo, foi algo que surgiu em conversa com o meu irmão.. Queriamos tentar encontrar uma ideia que pudesse fazer a diferença, escolhemos uma ideia por base do "Duck Hunter" dos anos 80 e passei ao desenvolvimento do "Kill the Duck".


Qual foi realmente o papel do teu irmão em todo o processo? Qual o teu segredo para o sucesso?

- Como já referi anteriormente, o meu irmão entrou no processo de definição de uma ideia, foi com ele que surgiu a conversa do "Duck Hunter". Penso que não houve segredo, o sucesso do jogo relaciona-se um pouco com o famoso "Duck Hunter" e como tal, despertou mais interesse ao público alvo.


Porque decidis-te continuar em Portugal, mesmo com todas as ofertas que recebes-te de empresas internacionais?

- Ainda não decidi ficar em Portugal, apenas por agora. Tenciono primeiramente, tentar algo a nível individual e caso não tenha sucesso, talvez seguir algo para fora. O contacto com as empresas internacionais surgiu, e agora que permaneço "ligado" a eles, poderei posteriormente rumar para lá.


Que conselhos queres deixar às pessoas que vejam em ti um exemplo a seguir?

- Quando tiverem uma ideia, sigam com ela para a frente.. Custe o que custar !! Tal como eu fiz, pode surgir uma nova "porta" nas vossas carreiras com algo que inventem ou desenvolvam. O exemplo disso é mesmo o que me aconteceu, sem me passar pela cabeça que teria tanto sucesso... E neste caso, acaba mesmo por influenciar o meu futuro.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Censura na Internet

Apresente-vos, mais um infográfico, que da minha perspectiva é forma de flowchart para melhor percebemos um determinado assunto. O diagrama foi criado por Antonio Lupetti, um blogger profissional italiano. Podemos constatar no mesmo que numa população mundial de 6.79 biliões de pessoas, cerca de 1.72 biliões são afectados pela censura do online. O destaque maior vai para a China e para o Irão que aparecem com o número maior de pessoas afectadas. 
Olhando ao que Kevin Kelly diz do seu sétimo reino, não deixo de pensar como estes números podem ser compatíveis de uma dicotomia antagónica.
Naquilo que na Ciência Política, ou até se calhar na área da Economia dos Media, como um jogo de interesses entre partes confortavelmente concordantes em massa.
Por outro lado, a perspectiva dos media ocidentais ou dos do médio oriente, que não concordam. Quais são os modelos estruturantes de uma sociedade que, supostamente pratica a censura?
Nunca poderá conscienlizar-se da sua própria existência no real. A Alegoria da Caverna de Platão talvez realmente existisse...
No entanto, na economia Mundial a China é a que tem o maior crescimento, denominam-na por isso de potência emergente, até onde pode ir o poder...
Como seria se nós vivessemos sem acesso a esta extensão das nossas faculdades, como Machluan  teorizou...



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Assassin' Creed, arte conceptual

Xavier Thomas foi Communication Art Director and Artist, dos dois primeiros jogos de Assassin' Creed. O que trago aqui são algumas imagens que o mesmo produziu e criou para covers e Art box relacionadas com a comunicação dos jogos. Incrivelmente belos pela tonalidade das cores utilizadas, pela geometria das personagens, pelo relacionamento com o próprio jogo a um nívél visual.
Para os interessados em ver mais trabalhos deste criativo carreguem no nome dele para irem para o seu portefólio na Behance network. Entre outros trabalhos estão incluidos: Prince of Persia, o vídeojogo. O meu interesse vem no sentido de que finalmente vou começar este videojogo que já há muito tempo está no topo das minhas preferências, fundamentalmente pela beleza visual que transparece, como se pode ver nas imagens abaixo.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Primeiro filme português em 3D


Do argumento, até ao momento, apenas se conhece a tagline : "If we knew the exact moment of our death... would we survive" e espera-se que estreie nas salas lá por 2012. O projecto é de Telmo Martins realizador do filme Um Funeral à Chuva (2010). Telmo Martins é considerado por alguns entusiastas como uma das novas sensações do cinema nacional, contudo ainda não tenho uma opinião formada porque ainda não vi qualquer filme dele.
Quanto ao seu futuro projecto, guardo com ansiedade para ver o resultado final pois foi afirmado nos meios de comunicação social que o 3D "ia ser verdadeiro". Visto eu ainda não ter ficado completamente fascinado pelos últimos filmes deste género que recentemente estrearam e considerar que isto é apenas uma "moda" estratégia para mobilizar as massas para irem às salas de cinema que, na actualidade, estão a sofrer uma grave crise. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tecnologia: o sétimo reino


Todos vivemos com ela, mas muita vezes não pensamos na sua importância. Muitas vezes não pensamos que foi por causa dela que fomos capazes de nos tornar a espécie superior do planeta graças à tecnologia e não propriamente às nossas faculdades animais. Por isso, é importante responder à seguinte pergunta: o que é a tecnologia? Para isso deixo-vos um vídeo de uma conferência TED dada por Kevin Kelly o entusiasta da tecnologia, que a considera o sétimo reino. 


O que é fascinante ao assistir a esta conferência e a facilidade com que o orador nos fala sobre tecnologia e como esta se foi implementando na nossa evolução como uma ferramenta fundamental para que tal acontecesse. Desde os tempos primitivos, em que o Homem era apenas um animal irracional inserido na harmonia da natureza e, por essa razão, um ser inferior. 
Porém, a sua evolução, olhando à doutrina de Darwin, foi feita por uma selecção natural onde os mais fortes subsistiram. Mas isso foi apenas uma peça do puzzle completo, onde a tecnologia tem um papel mais importante. A perspectiva de um dos fundadores da revista Wired, é que a evolução biológica e tecnológica do Homem tem uma idiossincrasia entre si. 
Ao longo da conferência Kevin Kelly vai falando de alguns conceitos que convêm ser entendidos, para que possamos concordar com a sua perspectiva. 
A perspectiva de Kevin Kelly sobre a tecnologia é encarnada nos artefactos da informação humana e os processos tecnológicos que a constituem. Para isso o autor escreveu um livro, em que pergunta: o que a tecnologia quer?  Mas no seu blogue também explica porque a tecnologia se transformou o Sétimo Reino:
The entire system of technology is now so complex that it forms a tangled ecology of ideas and devices which support each other. Human mind, so essential for its birth, play a decreasing role. Most of the communication traffic in the world is not humans speaking to humans, but machine speaking to machines. Computers are major co-designers of computers; it would be impossible to design the next generation of computers without computers. Artificial expert systems and embryonic AI are essential partners in large scientific experiments. Little new technology is able to thrive outside the ecology of other technology. There is a real sense in which the ideas underlying the phenotype of outward technology are no longer just the thoughts of humans. More and more technology is an extension of tiny, autonomous bacterial level impulses that originate in the technological system itself.
Por outras palavras, Kelly sugere que a tecnologia agora tem que ser incluída como o sétimo reino da vida. Sendo os outros seis: archaea, protists, eubacteria, fungi, plants, and animals, agora temos que incluir o technium. Um elemento que saiu fora das mentes dos humanos e que ao longos dos tempos foi ganhando formas complexas como: quantum computers, genetic engineering, jet planes, and the world wide web. 






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ordem dos Designers


As associações profissionais dos designers portugueses vão assinar um protocolo histórico de cooperação esta sexta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 17h, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. O dossier define as áreas de colaboração entre as entidades e constitui um marco no Design em Portugal, ao desencadear o processo de criação da Ordem dos Designers. Admite-se que o projecto possa originar idênticos movimentos por toda a Europa.
Na cerimónia prevê-se a presença do secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, do Reitor da Universidade do Minho, António M. Cunha, do presidente da Câmara de Guimarães, António Magalhães, e de outras personalidades da vida política, empresarial e civil portuguesa. A Universidade do Minho surge como parceira, face ao seu reconhecido mérito científico e académico na área.
A Associação Portuguesa de Designers (APD) e a Associação Nacional de Designers (AND) têm vindo a unir esforços no sentido de valorizarem e defenderem a prática profissional do Design em Portugal, os interesses dos Designers e, consequentemente, das empresas e da sociedade em geral. Sendo a área considerada a nível mundial um dos principais motores da economia, tornou-se fundamental as associações cooperarem para contribuírem de forma coerente para a criação de condições estruturantes para o bom desempenho dos profissionais nas múltiplas vertentes das suas actividades e intervenções.

The Social Network em Infografia

Para quem já viu o filme The Social Network (2010) de David Fincher, perceberá mais facilmente esta fantástica infografia. Mais uma vez poucas palavras para representar, mas desta vez com um certo humor à mistura. Via famousrivalries.net.


Infografia Facebook 2010

Um fantástico infográfico que representa visualmente o impacto que o Facebook adquiriu no mundo. Em poucas palavras, o que nos mostra são alguns destaques sobre o uso do facebook em 2010. Elaborado por SocialHype and OnlineSchools.org.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um filme exclusivamente com Iphone 4

O bem conhecido realizador sul-coreano Park Chan-wook, conhecido principalmente pelo filme Old Boy (2003), filmou o seu último filme exclusivamente com o Iphone 4. O filme de trinta minutos titulado Ups and Downs, em coreano Paranmanjang, é um filme de fantasia-horror, que conta a história de um homem de meia idade que apanha o corpo de uma mulher enquanto pesca durante a noite e vai estrear nos cinemas sul-coreanos ainda durante este mês.

Poster do Filme

Apesar de algumas limitações da câmara do Iphone (que na sua última versão filma em HD), o realizador disse que a ferramenta trabalhou bem para a realização do filme. Aliás, Park realçou, em declarações ao The Guardian, que a principal diferença era o tamanho da câmara e a portabilidade e que a nova tecnologia provoca estranhos efeitos, porque é nova e as pessoas que vão ver, eventualmente, o filme, também a usam.


O Iphone 4 foi usado para todos os processos da produção: a escolha de um local; para os castings, o making of e o filme em si. As primeiras críticas dizem que o filme é muito bom e apenas destacaram algum tipo de tremor no início. Conjuntamente, o irmão mais novo de Park, Park Chan-kyong e a distribuidora exclusiva do Iphone 4 na Coreia do Sul, KT, também participaram na realização do filme. A KT pagou parte do orçamento do filme que foi de $130,000. 
Esta é mais é uma acendalha para a discussão que tem havido sobre a controvérsia e preocupação da passagem cinematográfica do velho "filme" para o digital. Mais exactamente, daqueles que duvidam que o Iphone 4 ou qualquer outro smartphone possa servir para filmar um filme. 
No meu caso pessoal, não vejo grandes problemas que o filme tenha sido filmado com um Iphone ou qualquer outra ferramenta. Eu sou daqueles que acredita que a experiência cinematográfica está na obra final e não no processo. Não descarto a importância do processo, da técnica e até do conservadorismo que alguns cineastas impõem como marcas de autor. Todavia, não sou nenhum realizador de cinema, sou um mero espectador cinéfilo que aprecia um bom filme. Independentemente da técnica, para mim o que conta é  a obra e muito sinceramente admiro muito a criatividade que as novas tecnologias podem contribuir para esta forma de arte. 
Embora ainda não tenha visto o filme, acredito que tenha o mínimo de qualidade vindo do realizador que vem. E mesmo porque as primeiras imagens e opiniões mostram uma boa cinematografia. Se não veja-se o primeiro screenshot do filme:


 Ou mesmo até o que o Wall Street Journal escreveu sobre o aspecto cinematográfico.
The quality of the cinematography is quite good, except for a little shakiness in the beginning. And the fact that the screen is coarse works to the film’s advantage, especially on the night scenes given its life-and-death theme.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O céptico da tecnologia

Jacques Ellul nasceu em 6 de Janeiro de 1912. Ele tornou-se um intelectual céptico que se preocupou com o impacto negativo da tecnologia na condição humana. Foi um sociólogo, filósofo, humanista, teólogo e professor de direito.

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A revista Wired para marcar esse acontecimento escreveu hoje um artigo sobre ele. Escreveu a revista:

Ellul’s ambivalence toward technology was grounded in large part in his religious and social convictions. He believed that “technological tyranny,” represented by the increasing encroachment of modern technology into our private lives, posed a threat to both human freedom and faith.

Ele escreveu muito sobre o assunto, incluindo o livro de 1964 The Technological Society, que é considerado o seu mais importante trabalho. Ele não era crítico da tecnologia em si, mas sim da imposição que o seu uso pode ter nos outros. Foi especialmente crítico dos mass-media outlets, detidos pela concentração e o corporativismo, que ele considerava que eram completamente manipulados por poderosas forças antagonistas de interesses. Num excerto é possível perceber a sua teoria crítica contra a tecnologia, que foi muito influenciada pela religião e pelo modo de vida simples.  Ele escreveu:

It is the emergence of mass media which makes possible the use of propaganda techniques on a societal scale. The orchestration of press, radio and television to create a continuous, lasting and total environment renders the influence of propaganda virtually unnoticed, precisely because it creates a constant environment. Mass media provides the link between the individual and the demands of the technological society.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O filme de 2010

Quando o vi, não o considerei o filme de 2010. Aliás, a percepção e fruição que tive na altura foi registado em texto no MUBI em que demonstrei isso claramente. A 24 de Julho de 2010 escrevi: Do universo freudiano chega-nos a matriz dos sonhos. Um mundo de camadas: o consciente, o subconsciente e o inconsciente. Um mundo onde somos arquitectos da nossa realidade, mas o mundo dos sonhos não é o mundo real. Leonardo Di Caprio mais uma vez entre esses dois mundos depois de Shutter Island de Scorcese. A narrativa cola-nos à cadeira num enredo estonteante, mas não é o filme do ano.

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Contudo, tive a oportunidade de ler mais um post de Nelson Zagalo que fala de Inception da seguinte maneira, mas que no entanto não mudou a minha opinião.
Inception supera em complexidade Memento, aliás algumas críticas chegam a fazer referência ao facto de o filme conseguir levar-nos a acreditar em algo que não estamos sequer a compreender. Ou seja, não percebemos concretamente tudo o que está a acontecer, mas parece plausível, faz sentido e queremos acreditar. No fundo a história subjacente ao filme deixa de ser relevante e passamos a ser transportados apenas pela narrativa.
No entanto, foi através daquele post que fiquei a saber da tentativa de vários indivíduos para clarificar a história e narrativa de Inception. Como este que Zagalo apresentou feito por Weikang Sun, estudante de Engenharia Química na Stanford University. O vídeo, segundo Zagalo, mostra  uma reconstrução "narrativa" para que esta se aproxime da "história".  os eventos deixam de ser mostrados em sucedâneo e passam a ser mostrados em paralelo, ou seja da forma como ocorrem cronologicamente.



E no dia que veio à tona a notícia da morte de Peter Postlethwaite, um actor discreto, mas que se fez notar por grandes papéis como em In the Name of the Father (1993) e mais recentemente em Inception. Voltei a recordar-me do filme de Cristopher Nolan. Muito sinceramente o que estava em causa no raciocínio era a narrativa do filme, como este se enquadra com a história e, principalmente, o porquê de ser visto pela maioria das críticas que li, o filme de 2010. Nesse sentido lembrei-me de um post que já algum tempo já aqui tinha escrito que falava sobre Narratalogia.


O que esta imagem fala é sobre o ponto de vista do narrador. Como se consegue ver, temos uma parte do real que é percepcionável, outra que é a parte do real percepcionável - uma delimitação temática e espacial (visual e sonora). Basicamente é o ecrã de cinema, a parte onde as imagens em movimento são projectadas, que é constituída pelos elementos visuais e sonoros que os olhos e ouvidos conseguem assimilar.
Depois temos o olhar intelectivo ou ideológico, que assume as funções comunicativas e estética. Em seguida o olhar de eleição (físico ou percepcionável), que assume a forma de enquadramento, forma e conteúdo. Dito de outra forma, é o ponto de vista do realizador que ganha vida com a câmara de filmar através da construção e montagem da totalidade dos elementos utilizados, que no fim dá aquilo que conhecemos como cinema. Torna-se mais fácil perceber a imagem se parar-mos algum tempo a olhar para ela. Para isso basta carregar em cima para obtermos uma nova janela com mais resolução.
Em suma, o que quero demonstrar é que Nolan utilizou este processo na produção do filme e, com isso, tornar mais claro toda a técnica subjacente. Por isso, nada melhor que ver o rascunho que Nolan fez para Inception enquanto construía a sua história e narrativa.


Esta imagem foi conseguida no blogue incontention, mais precisamente por Kristopher Tapley que adquiriu o formato Blu-Ray. Depois Tapley digitalizou uma entrevista feita pelo irmão de Cristopher Nolan, Jonathan Nolan, acerca da película e que pode ser vista na integra aqui
Enquanto lia a entrevista fui percebendo mais claramente o processo de pré-produção, produção e pós-produção do filme. Percebi que Nolan demorou cerca de dez anos a realizar um filme onde pudesse fundir os conceitos de espionagem corporativa e os sonhos. Que no seu ponto de vista, a mudança de atitude de uma pessoa começa no cérebro e que foi estas, e apenas estas, razões que Nolan teve o seu ponto de vista enquanto narrador. Por todas estas razões que apontei em cima, mas principalmente pelo ponto de vista de Nolan enquanto narrador,  a minha opinião acerca do filme realmente mudou e, por essa razão, considero-o, agora, o filme do ano. O próprio Nolan, na entrevista, fala das diferenças entre Inception e Memento (2000),   analisando a tarefa de escrever e realizar o guião, sendo que Memento foi uma adaptação e em Inception foi uma ideia de ele próprio. 


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Escola de Criatividade Audiovisual.


Já sou utilizador do Vimeo já há algum tempo. Estou a falar, para aqueles que não conhecem, de uma plataforma online que suporta em servidores, vídeos, como o gigante Youtube, por exemplo. Mas esta plataforma destaca-se da outra, desde logo pela apresentação que faz de si própria, que por sinal é uma escolha de pessoal responsável que é de longe uma marca das áreas das relações públicas, a publicidade e a imagem. Diz assim na sua home page:
Vimeo is a respectful community of creative people who are passionate about sharing the videos they make. We provide the best tools and highest quality video in the universe. See for yourself and Join today!
Pessoal criativo falam eles, mas na verdade é a criatividade um conceito abstracto? Mas foi naquela comunidade que vi uma das obras audiovisuais mais perfeitas que os meus simples olhos foram capazes de ver. Estou a falar de um vídeo criado por Frito Lay Dips e que Nelson Zagalo me deu a conhecer num dos seus posts no seu Virtual Illusion. Um spot publicitário sensual, de cores quentes e aconchegantes e, acima de tudo, surpreendente no seu climax de sensações e interacções, entre imagens em movimento e fruição dos olhos do espectador. Uma história para adormecer, que no entanto transmite todos aqueles adjectivos que falei, numa bola de neve de emoções redundantes.

Welcome to the world of Tostitos Restaurant Style Salsa

A land of luscious tomato trees, spicy jalapeño cacti and canopies
of fresh cilantro where anything is possible.
 

Agora os seus criadores, perceba-se do Vímeo, não do vídeo, embora seja de vídeos que estejamos a falar, decidiram criar uma escola, mas não qualquer escola: uma sim de criatividade audiovisual. Eles chamam-lhe de Video School. Uma nova secção do Vímeo acessível a qualquer um e com qualquer nível experiência, pode aprender a fazer melhores vídeos e, principalmente, de graça. Nas suas palavras:
We've crafted a series of fun, original videos to teach you about the basics of making better videos in an entertaining way. We've also written a variety of lessons that gather tutorial videos from across the site and help break down the details into bite-sized nuggets of wisdom. If that's not enough, we organized almost a thousand tutorial videos made by other Vimeo members covering almost every topic you can imagine.
Vale a pena a todos os que se interessam por estes assuntos, perder um bocado de tempo nesta comunidade e utilizar as ferramentas que eles disponibilizam que no final podem dar pequenas marterpiece como aquela que é mostrada no vídeo abaixo e que foi uma colaboração entre o Vímeo e o seu autor Seeper. Se gostam de  audiovisual passem por lá.

Introducing 'Light Lining' to the US. A technique of projection mapping 3D content. Working in collaboration with Vimeo to conclude the Vimeo Festival and Awards, the Frank Gehry IAC HQ provided the perfect canvas for our transformation of sight and sound.






A representação audiovisual da era da partilha

Movieposter
Para começar bem o novo ano que agora começou, tive o prazer de ver a última obra fílmica de David Fincher intitulada The Social Network. Um filme marcante que me apaixonei por duas razões muito distintas: em primeiro lugar por ser a representação audiovisual do fenómeno mundial da "partilha" que é o Facebook e com isso tornar-se uma marca dos factos que levaram à sua criação, em segundo porque é mais uma prova da mestria de David Fincher na arte de realizar filmes. 

Capa da revista TIME
Mark Zukerberg ganhou especial destaque no ano de 2004, quando uma luz lhe possibilitou ter a ideia de criar o Facebook. Uma rede social que em poucos anos, tornou-se o maior fenómeno de comunicação dos últimos anos e levou mesmo a que o seu fundador fosse considerado pessoa do ano pela prestigiada revista TIME. 
Mas, esta informação já é do senso-comum, pelo menos para aqueles que seguem de perto a evolução da sua empresa e usam o seu serviço. O que me interessa aqui falar é sobre o filme.
Antes de mais é importante perceber quem é e foi David Fincher. Nada mais do que o realizador responsável por alguns filmes que mais me marcaram nos últimos anos. Estou a falar de filmes como: Fight Club (1999); Seven (1995); ou Alien 3 (1992). 
Pertinente é perceber, depois de ver vários filmes do mesmo autor/realizador, as suas marcas, as suas características particulares. Porém, enquanto notei em Fincher uma preocupação muito cuidada pelo lado da fotografia, nos movimentos da câmara, nos diálogos elaborados, na continuidade e um mis en scéne equilibrado, também atentei à sua multiplicidade natural de adaptação entre vários géneros. Isto é, em todos os filmes que referi anteriormente encontramos sempre um tipo de drama, um tipo de comédia e um tipo documental. 
É nesta última parte que o filme ganhou especial interesse para mim. Longe do documento histórico que é a fundação da empresa Facebook, existiu uma história de relações e interacções entre conhecidos e amigos. Uma história que apenas foi vivencial pelos seus protagonistas reais e, apenas aqueles, ficariam com uma prova visual do que realmente aconteceu. Com este filme, todos, mas mesmo todos, podem ter uma aproximação acerca da veracidade daquilo que foi realmente os factos que levaram ao desenlace que todos sabemos. Claro que não podemos esquecer que o filme é uma mistura de factos verídicos fundidos com a imaginação do seu realizador e que mesmo Mark Zuckerberg nunca oficializou o mesmo como a história factual e verdadeira. 
Todavia, para mim isso não é importante. O que importa guardar deste filme é aquilo que ele representa: uma aproximação ao que aconteceu na realidade, constituído por uma narrativa clara e múltipla nas emoções que adquirimos sequencialmente e, principalmente, porque é um filme que demonstra a qualidade de David Fincher enquanto realizador. 

A Boina


A Boina, upload feito originalmente por NoslenPhotographer.

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