sábado, 27 de outubro de 2012

Amigos

Aqueles que conhecemos, ou ficam ou partem.
Passamos momentos com eles, que podem se anos ou dias.
Até uma vida.

Mas chega a um momento em que há os que ficam,
Outros que partem e nunca mais ouvimos falar deles.

Conhecemos outros, mas os que foram não são esquecidos.
Apenas seguiram outro caminho.

Muitas vezes o problema está em recordar como foi e como é.
Muitos dos que podem partir podiam gostar de ti como és ou eras.
Muitos dos que conheces, com o tempo, podem não gostar de como és.

Um dia de cada vez.
Mas demora tempo em criar o grupo certo onde te sentes bem integrado.
Pior, é quando estás integrado e fazes a pior asneira de sempre e passas a desintegrado.

Podes passar anos, uma vida, outra vez à procura daquele grupo, daqueles momentos.
Mas a vida passa e a idade não para.
Cada um segue o seu caminho e, muitas vezes, o que foi nunca será.

Somos como somos, mas vivemos com opções.
Essas determinam o nosso caminho.
Muitas vezes é perceber que as opções erradas são muitas o desencaminhar de um caminho que parecia perfeito.

Amigos existem poucos, colegas existem muitos.
Cabe a cada um de nós saber distinguir. 

sábado, 20 de outubro de 2012

Partir

Carregado de sentimentos, vivo.
Passado e futuro conjugados pela memória de actos.

Espectro do que foi e do que será e o que virá.
Sentado na praia, com um poste e uma linha de electricidade admiro o mar.
Ele vai e vem.

Tu vieste, foste,  vieste e partiste.
Vivemos e conversamos.
Avisas-te e avisa-te...

Mas o o fio quebrou-se e a onda do mar não voltou.
Levou a joga em forma de coração que em preto em em branco,
Realça a luminosidade da tua beleza que não será eterna,
Mas para sempre ficou gravada.

Foi um momento, dividido entre o querer e o que fazer.
O destino quis que o fazer fosse partir.  

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

eia

Desgraça alheia,
Cheia de esperança cheia.
Cubículo de areia na teia.

Rede tempestuosidade de variedades.
Cheia de vaidades, objectivos tecidos.
Parados por erros.

Esperança orelheira,
De ouvidos moucos unidos.

Uma três vezes cheia.
De esperança e desgraça tecedeira.    

domingo, 14 de outubro de 2012

Equilíbrio.

Quando temos o que queremos,
Não damos valor.
Quando não temos o queremos,
Perdemos o equilíbrio e estamos desamparados.

Somos como o artista de circo que com um vara se equilibra uma corda.
Por vezes temos a rede que nos protege se cairmos,
Mas tudo depende do equilíbrio que a vara tenha.

A vara pode inclinar mais para a esquerda e é preciso, equilibrá-la mais para a direita.
No sentido inverso mantemos o equilíbrio.batem-n

Se chegarmos ao fim da corda sem cair  batem palmas.
Pior é se cairmos...

domingo, 7 de outubro de 2012

Partes

Somos seres individuais, mas que precisa de uma parte,
Ou partes para pensar melhor.

Individualmente pensamos, colectivamente interagimos.
Não pensamos, socializamos, temos as partes.
As partes de sermos felizes.
As partes de sermos carinhosos.
As partes de sermos amados.
As partes de sermos amigos.
As partes de sermos quem somos,
Mas muitas vezes isso não basta...

A parte de mim que não compreendo, é a parte que tu mais gostas.
A parte de mim que compreendo, é a parte que tu menos gostas.

No fundo somos a soma de todas as partes.
Mas sem as partes, somos como uma ponte sem alicerces.


sábado, 6 de outubro de 2012

O que és?

Cansado, desnaturado, cheio de papo.
Deambulas na estrada sem fim, que tem desvios na linha recta.

Apazigua a memória e vê para a frente.
Para trás passou, aconteceu desapareceu.

Novas pessoas, família continua.
Novos momentos, momentos solo.

Ergue-te no reflexo do que és,
Não no espelho do que queres ser.

Sê uma pessoa irracional, racional é complicado quando a sociedade está inversa.

Cansado, desnaturado.
Tenho o papo,
Cheio de pano.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vida

Paradoxos de incerteza, voltados com factos de plenitude.
Um dia, outro dia, e mais um dia.
As horas não param e o pensamento também não.

Mudas todos os dias e nem dás por ela, paradoxos de inconsciência.
A semana passa e não volta,
O mês, o ano a década, as décadas, a idade...

Cresces, experimentas, conheces e desconheces.

Paradoxos e certeza, e incerteza nos factos.

Dark