terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Não somos estranhos.




Nos encontros que vou tendo, muitos são aqueles que são apenas estranhos de passagem pelas ruas, pelo metro, pelo autocarro, pelo metro, pelo avião, pelo comboio. Entre muitos outros contextos.
Mas na verdade pergunto-me neste momento se essas pessoas serão mesmo estranhas? 
Não existirá nada nelas que eu possa conhecer?
Uma pessoa amiga. 
Um colega de infância. 
Um momento de felicidade parecido. 
Um momento de tristeza semelhante. 
Sentimentos em comum. 
Gostos em comum. 
No fundo, acho que todos nós temos um pouco de cada um dentro de nós. 
Não somos um organismo em que as células vivem isoladamente. 
Somos um organismo, que organizado no sentido literal da palavra, contribuímos - muito ou pouco - para a sobrevivência de cada um. 
Eu sem ti não sou nada. 
Tu sem mim não és nada. 
Eles sem elas não são nada. 
Elas sem eles não são nada.
Em conclusão somos um todo, formado por biliões. 
Podemos não os conhecer a todos, mas da próxima vez que passares por alguém que de alguma forma te faça sentir preconceituoso, lembra-te que essa pessoa tem sempre algo a ver contigo. 
Seja em que vertente for...




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A porta do destino.










A porta do desconhecido é uma corrente que atravessa a cabeça do mais corajoso. Aquele que vive sem medo e, com incerteza, vive sem pensar muito no amanhã. 
Porque a verdade é que o amanhã é sempre uma incerteza, porque por muito que nós lhe queiramos dar certeza e substância, na sua essência ela é um vazio...
Noutro sentido, tentamos que a porta da vida seja algo com sentido, algo que faz parte de um plano. um plano que se for cumprido, dará mais tarde um prémio merecido.
Penso por exemplo nos religiosos. Aqueles que seguem piamente os livros que lhes ensinam os mandamentos, para que mais tarde o paraíso, ou até a ressurreição seja o tal prémio prometido.
Mas existe sempre a pergunta, se tal plano existe! Porque é que temos que ultrapassar problemas e sofrer com os mesmos?
Optar pelo errado e mais tarde acordar para um pesadelo? 
O povo, guiado pelo senso comum diz que a vida é assim mesmo. Que nada acontece por acaso! 
Que tudo tem um princípio de causalidade, que tem um efeito...
Nem todos todos acreditam, mas a verdade é que na porta do destino, seja ela qual for, muitas vezes só a abrimos quando temos coragem para conhecer o que está por detrás dela e deixar para trás o que fica, literalmente para trás. 

In the Stars