sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reinventar o conhecimento


É mais uma conferência em que várias ideias que me tem passado pela cabeça nos últimos dias são debatidos. O fulcral da mesma é, mais uma vez, a educação. Mais concretamente a forma coma a mesma pode ser inovada, principalmente na introdução de novoss modelos e a sua convergência com a tecnologia e o uso na literacia. É um painel de cinco elementos, que num testemunho da primeira pessoa nos contam a sua experiência em projetos inovadores, que fogem um pouco à maneira tradicional de aprender. Por falta de tempo não posso entrar em detalhe analítico sobre o que foi falado e observado e, também, quais as principais conclusões que se podem tirar desta conversa de cerca de uma hora.
Porém chamo a vossa atenção para dois exemplos. Em primeiro lugar para Michael Matias "a 15-year old student, entering 10th grade. He grew up in Israel and in the US, and like others at his age grew into a connected world." que fala sobre a implementação da tecnologia como ferramenta para poder aprender. Em segundo lugar para: Michal Segalov: "a Senior Google Engineer, leading a team of engineers and researchers who focus on improving Google’s backbone network infrastructure. Previously, Michal worked on YouTube's monetization platform and launched several of Google’s international search products." que é um exemplo de como os 20 % de tempo livre em que os seus trabalhadores podem usar para fazer o que quiserem, pode trazer imensas vantagens, tanto para a empresa como para o mundo, nomeadamente no que toca à educação.
Existem outras ideias subjacentes, mas, repito, por falta de tempo, não posso falar nelas. Mas recomendo vivamente o visionamento da conferência e espero que vos inspire. Deixo também o desafio àqueles que se interessam pelo assunto a dizer o que acham sobre o que foi dito na conferência. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como os videojogos podem salvar o mundo

Mais uma vez a educação parece ser um bom tema para escrever um post. Desta vez a razão é um prazer para mim. Em primeiro lugar porque é mais uma ideia inovadora e, em segundo lugar, porque a possibilidade de concretização no futuro poderá levar-nos por caminhos muito positivos no que toca aos videojogos.
Todos nós olhamos, neste momento, para este recente meio de comunicação como apenas uma ferramenta de entretenimento, ócio e lazer.
Desde o seu aparecimento, a sua evolução tem sido fantástica e a sua tecnologia tem contribuído para muitas áreas, por essa razão devíamos reponderar o papel dos videojogos na nossa sociedade e no nosso mundo.  


Talvez os momentos atuais sejam precisamente um presságio nesse sentido, Por isso este meu interesse pelos novas formas e ideias que podem revolucionar o mundo que conhecemos e torná-lo simplesmente um lugar melhor. 
Nesse sentido, é com muito prazer que vos vou falar de Jane McGonigal uma game designer que quer ver alguém relacionado com esta área a ganhar um prémio Nobel. Quem sabe, talvez até seja mesmo ela pelas ideias em que acredita e pelo trabalho árduo que a mesma tem desenvolvido à cerca de 10 anos nesse sentido. 


Conforme o título do seu livro, a autora acredita que a realidade, tal como a conhecemos, está quebrada. Que a evolução humana chegou a um ponto em que o mundo virtual e o real se devem fundir para criar um mundo melhor. Nesse sentido, defende "com unhas e dentes" o papel decisivo dos videojogos como ponte para esse efeito tão desejado por todos nós. 
Muito sucintamente,  a ideia da autora é que o tempo que passamos a jogar não é tempo perdido, aliás é dos tempos mais produtivos. Pois nos mundos virtuais, nos nossos avatars, sentimo-nos como deuses principalmente quando estamos próximos de uma epic win e também aquilo que surgiu da colaboração dos jogos online: From the world’s first massively multiplayer forecasting game, seven basic strategies for superstructing — a new, resilient, and highly cooperative way of organizing — have emerged.
  • Evolvability: Nurture genomic diversity and generational differences.
  • Extreme Scale: Layer micro and massive scales for rapid adaption.
  • Ambient Collaboration: Leverage stigmergy with environmental feedback.
  • Reverse Scarcity: Use renewable and diverse resources as rewards.
  • Amplified Optimism: Link amplified individuals at massive scales.
  • Adaptive Emotions: Confer evolutionary advantage with awe, appreciation, and wonder.
  • Playtests: Challenge everything and everyone in fun, fierce bursts.
Para entenderem melhor o que ela considera que emergiu do World Of Warcraft, sugiro que vejam a sua conferência TED:


Muito sinceramente devemos louvar esta senhora. Por um lado pelo seu trabalho de investigação, mas também pelas ideias que a mesma anda a espalhar por esse mundo fora e que já tiveram resultados. Sobre os quais vou falar num outro post. Apenas queria terminar com uma nota ao que a mesma fala na conferência acerca das tais 10.000 horas. Este é um número que me surpreendeu, embora já tenha ouvido falar dessa ideia de Malcom Gladwell no seu livro Outliers, ainda não tive oportunidade de o ler. 
Mas a essência ficou e é algo que nos devia fazer a todos pensar sobre o tempo perdido nas nossas vida. E ao contrário daquilo que é standard, e que muitas vezes, acaba por ser uma perda de tempo, nomeadamente num caminho de formação que muitas vezes nem nos encaixamos e não conseguimos gostar. Talvez nós deveríamos pensar melhor como ocupar esse único tempo das nossas vidas. Talvez a questão passe mesmo pelo que falei aqui anteriormenye acerca da Uncollege.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A revolução na educação

O modelo tal como o conhecemos foi inventado à milhares de anos. Durante séculos viveu sobre a influência da Igreja, nomeadamente na forma como as pessoas (crianças) deviam ser educadas. Evidentemente, durante muito tempo a influência dos teístas e a sua visão dogmática do criacionismo levou à construção de um mundo standard no que toca à educação.
Várias são as vozes que têm de alguma forma alertado para a necessidade da mudança de paradigma, num mundo ele próprio em mudança em muitas áreas, porém particularmente no que toca à comunicação o mundo nunca antes conheceu uma realidade com tantas potencialidades como agora. 
Isto é um facto que está a levar a reconsiderar os modelos impostos e de alguma forma começa a ter em conta certos critérios que outrora nunca eram considerados. Nesse sentido gostava de vos apresentar um visionário insatisfeito com a escola e academia: Dale Stephens.



Pelo que podemos perceber pela entrevista que ele deu à TED a sua ideia de educação subsiste numa ideia muito diferente daquela que estamos habituados a encontrar em muitas sociedades por esse mundo fora. Refere ele ainda no seu site: I’m Dale. I write, speak, create, and play in the future. I lead the UnCollege movement to uplift human potential. For recognition of my work in eduction, I was named a Thiel Fellow in May 2011. If you’re dissatisfied with school and want to change the world, I’d love to help you join the learning revolution.


Na senda da que ele denomina de revolução da educação foi criado o movimento social Uncollege. Que considera que o caminho para o sucesso não reside apenas nos sistemas de ensino e, por isso, aponta outros caminhos.
Como argumentos a favor da sua causa, referem que: Fifty percent of the world’s population is under thirty: you must differentiate yourself to succeed. With 70.1% of high school graduates going to college, a college degree no longer guarantees success. College shouldn’t be the only path to success — you can create your education by leveraging the resources of the world around you. O que aparentemente pode parecer paranóia da cabeça de um jovem inexperiente, faz todo o sentido quando pensamos em exemplos como o de Steve Jobs ou mesmo Mark Zukerberg. Que no seu perfil se encaixam perfeitamente naqueles argumentos, sendo que são pessoas de extremo sucesso e para isso não seguiram propriamente um caminho tradicional de educação. 
Mas não ficam por aqui no que toca a argumentos. No site do movimento é também possível ler: Hope to hack your education; Will be enrolling in college; Want to complement your college experience; Are past your college years but want to give higher education a second chance; Want to be an educational deviant; To get the BEST education possible. Ou seja, o movimento não quer entrar em ruptura total com o modelo tradicional, mas sim ser um complemento ao mesmo.
O que diga-se, faz todo o sentido no momento que atravessamos na história presente da humanidade. Porque o papel máximo do professor como entidade unicamente responsável pela educação é obsoleta neste preciso momento. Tantas vezes que ouvimos falar que as gerações mais novas estão completamente desorganizadas no que toca aos seus modos de vida e educação, isto nomeadamente porque usam fontes que não são fidedignas e academicamente aceites, como por exemplo a Wikipédia. 
Contudo, considero que o problema está antes em indivíduos que não aceitam a evolução natural da tecnologia e a sua repercussão a uma usabilidade ponderada e, efetivamente mais eficiente. Mais, não são as gerações mais novas que estão "perdidas", são sim as suas que rusticamente não aceitam a verdade: o mundo mudou. Então é necessário adaptar-se a ele e, pelo contrário, não esperar ele se adapte a nós. Por isso, qual é o problema dos alunos usarem o PC nas aulas? Mas infelizmente os problemas não ficam por aqui...
Mas o movimento também chama a atenção para os que eventualmente não servem para ingressar o movimento. 


A história de Dale poderá, de alguma forma, ser associada a muitos estudantes que já sentiram o mesmo que ele sentiu em determinada altura da sua vida, como por exemplo eu. Uma emoção que deve ser aceitada como natural e nunca como errada. Porque como o próprio afirma: Dale came to the conclusion that their frustrations with higher education stemmed not from the specific institutions they had attended, but rather from their common experience: unschooling. They threw around some ideas via email, and Rebecca suggested, “we should just start our own college, à la the movie Accepted.
Claro que não vejo esta forma como a que devemos dogmaticamente seguir na instrução que queremos para nós, mas que é uma alterniativa ou complemento, tenho que admitir que considero que seja. Sem ter a possibilidade de dados a nível mundial, baseio-me no local onde moro e àquilo que tenho acesso pelos media.
Infelizmente, a realidade é que os resultados apontam para um decréscimo na qualidade da educação em Portugal. Não é preciso ir muito longe para perceber isso, basta vermos os resultados dos exames nacionais de 2011. Depois ainda continuámos apostar naquilo que não devia ter a importância que tem. Pelo contrário devíamos apostar noutros aspetos. Como aqueles que podem encontrar neste texto de Nelson Zagalo.
Para todos aqueles que lerem este post até aqui, recomendo viamente uma passagem pelo site do movimento e não tomem uma atitude de repulsa, tentem ver isto como apenas mais uma formação das muitas que podemos fazer na nossa vida. Por último deixo-vos um vídeo de  Alvin Totfler e a sua mulher Heidi para vos fazer pensar.

domingo, 17 de julho de 2011

TED, ideias que valem a pena espalhar


Já acompanho as conferências TED à cerca de dois anos. As que visiono são sempre as que de alguma forma complementam a minha curiosidade com determinados assuntos que procuro explorar e aprender mais. Com o lema de que as ideias valem a pena serem distribuídas, tem sido ao longo dos seus já vários anos de existência uma enorme fonte para académicos e curiosos sobre as principais áreas que intervém.  Nomeadamente são essas áreas a Tecnologia e o Design. 
Hoje ao fazer a habitual rotina de leitura pelos meios de informação, encontrei um artigo muito interessante do jornal inglês The Guardian. No mesmo é focado a importância da fundação e é contada um pouco da sua história e a forma como evoluiu. Também está focado no atual curator da iniciativa Chris Anderson, autor do livro Free. Um livro que já tive oportunidade de falar aqui e que deverá ser leitura obrigatória para entendermos os novos paradigmas que surgiram depois do aparecimento da Internet, nomeadamente numa nova economia gratuita.

   
Aproveitando a deixa, orgulho-me de dizer que duas amigas depois de irem ver a iniciativa na cidade do Porto, decidiram que a mesma deveria ocorrer na cidade de Braga. E isso vai mesmo acontecer no próximo dia 11 de Novembro de 2011. Com o nome TEDxYouth@BRAGA que tem como tema principal INSPIRA-TE! Este tema tem como objectivo motivar e desafiar todos os jovens da cidade de Braga a lutarem pelos seus sonhos! A lutarem por aquilo que acreditam! A lutarem a não desistirem das suas paixões e daquilo que os move!!!
De alguma forma este evento vai enquadrar-se na ocorrência da cidade como Capital Europeia da Juventude no ano de 2012. Referira-se que não sei se de alguma forma os dois eventos estão oficialmente ligados, mas no entanto um irá sempre ser um elo de promoção do outro. 


A variedade de temas das conferências TED é enorme. A aposta passa essencialmente em levar ao palco pessoas com um curricullum qualitativo no assunto que vai ser abordado em apenas 18 minutos. E para entenderem melhor o que quero dizer pesquisem e logo saberão do que estou a falar. Creio que o mesmo vai-se passar em Braga, onde o tema foi inteligentemente escolhido para melhor ser explorado e dissecado na zona geográfica com maior taxa de juventude da Europa. Creio que no final o legado poderá ser uma fonte de inspiração para os jovens como já foram outras iniciativas semelhantes por esse mundo fora.
Mas não devemos apenas encarar as conferências TED como um único momento. Muitas vezes em apenas 18 minutos, pode ser dito pelo orador ideias que ficam para a historia e que na sua brevidade contém conhecimento suficiente para melhor percebermos o mundo e a nossa experiência com ele. É exatamente isso que acontece ao lermos os Top Topics at TED Global no artigo do The Guardian.  
Na essência das palavras está contido o que se passa no presente que vai contaminar o futuro nas áreas de eleição das conferências TED. Vale bem a pena ler e reler para refletir como tanto conhecimento e transformações estão a acontecer no mundo. Por isso deixo aqui os tais tópicos que relatam simplesmente aquilo que se passa e que não deve ser de todo ignorado. 

Are algorithms taking over the world?

Yes, quite possibly, says the games designer Kevin Slavin. The world has become a place where algorithms battle each other for supremacy. He cites the example of the "Flash Crash" of last year, when, at 2.42pm on 6 May, 9% of the Dow Jones index simply disappeared "and nobody knew where it went". It was simply one bunch of computer algorithms battling it out against another bunch of computer algorithms, unmediated by man. Who is it who's running this world we live in? No one.

Why the world needs an internet police force

Forget teenage hackers, there are entire criminal networks out there dedicated to stealing your bank details and taking over your computer. According to Mikko Hypponen, a Finnish cybersecurity expert, they're impossible to find, and even if they are found, the local police don't tend to act. We need an Interpol for the internet, he says, and a safe and secure backup. Dust off your fax machine, he says, just in case.

Is "Facebookistan" the most powerful country on Earth?

Rebecca MacKinnon of the international bloggers' network Global Voices Online claims it is starting to act like one. Private companies, she argues, are starting to behave like governments. They're applying censorship or responding to requests from regimes and creating what she calls "a new layer of private sovereignty". In the old days, there were nation states; in the new world order, there are supra-national corporations exercising power without restraint. We need to lobby, she says, for a "consent of the networked".

Is it a bird? Is it a plane?

No, it's a flying car, although according to one of the engineers who worked on it, Anna Mracek Dietrich, it's not so much a car that flies as a plane that drives. Still, the Transition is a "roadable light sport aircraft" and will be in an executive jet shop near you by the end of next year. It's not perhaps the greatest technological breakthrough ever, but it looks like it's out of Thunderbirds and will almost certainly inspire an episode ofTop Gear coming to a TV near you soon.

Beware the next big thing

Technology doesn't necessarily mean progress, according to the writer Malcolm Gladwell. As US drones have become more accurate and efficient, the Afghan people have got angrier, he points out; casualties have risen tenfold. New inventions are simply new inventions; they won't necessarily save us from ourselves.

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