quinta-feira, 23 de março de 2017

Attack on TItan

Attack on Titan (Shingeki no Kyojin) (2009) é uma série de manga criada e ilustrada por Hajime Isayama. Posteriormente deu origem a uma série de televisão de animação realizado por Tetsuro Araki (Death Note). Conta neste momento com duas temporadas, sendo que a segunda estreou em 2017. 

O meu interesse começou há uns tempos depois de visto um filme adaptado da série. Depois uma leituras na imprensa da especialidade até à vontade de ver as duas temporadas. Coisa que acabei de fazer recentemente. 

De um modo geral a anime é muito boa, com uma narrativa interessante e uma forma de storytelling muito na senda de um triller onde ao final da segunda temporada ainda há muitas dúvidas por desvendar. 



Todo o universo criado passa-se no futuro onde a humanidade tem que combater com uns seres que chamam de Titãs. A origem destes é um mistério para toda a raça humana que agora tem que viver por detrás de muros bem altos para manter aqueles monstros do lado de fora. 
A tecnologia que existe na altura não é muito avançada, então os soldados que combatem os gigantes usam um dispositivo de cabos 3D que lhes permitem "voar" e acertar golpes decisivos nos monstros.




Resumindo, esta série de anime alcançou um sucesso mundial, principalmente nos E.U.A e embora apenas esteja ainda na segunda temporada, prevejo ainda muito sucesso pela frente.

Além do desenho com um traço original. Temos uma série que sabe focar bem a emoção humana, construindo para isso em quase todos os episódios empatia entre as personagens principais e secundárias. 

Mas mesmo aquelas segundas, conseguem ter um papel de destaque. Isto é, há alguns episódios em que percebemos que os criadores na série querem passar um sentimento de humanidade na luta pela sua sobrevivência. Nem que para isso as pessoas que se uniram em combate tenham que morrer. 
A forma como essas mortes acontecem é que fazem a experiência de empatia crescer entre espetador e personagem. Porque normalmente as mortes acontecem em grandes batalhas entre os Titãs e os humanos. Este é um dos aspetos mais positivos a tirar destas duas primeiras temporadas. Contudo existem outras, mas não quero expôr tudo aqui.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A árvore de Natal na Casa de Cristo

Este conto foi escrito em 1876 por Fyodor Dostoyevsky, o grande escritor russo. Na verdade apenas ainda o conheço pelo nome, ou seja, ainda não li nenhuma grande obra do autor.
Porém na minha pesquisa encontrei este pequeno conto de Natal escrito por ele e lá o li. 



É um conto triste sobre uma criança que vive na rua e os acontecimentos que lhe sucedem no tempo de Natal. Ao contrário da maioria - pelo menos quem celebra esse dia segundo a religião católica e capitalista - Dostoyevsky escreve com muito detalhe sobre esta criança que não tem os luxos de uma família que lhe proporcione, conforto, ternura, mimo.

Mais uma vez é apenas um conto de Natal, mas não tem alegria, paz ou misericórdia. A meu ver é a forma de o autor descontruir o modelo cor de rosa de Natal e realmente dizer que mesmo nesse tempo ainda há crianças a viver na rua. Crianças que morrem todos os dias nessas ruas de causas como a fome ou mesmo assassinadas. 

Enquanto lia, foram aquelas as ideias que me ocorreram. Embora escrito em 1876, é incrível como o autor consegue criar todo um ambiente grotesco em tão pouco espaço de literatura.  
Por outro lado, considero que serve perfeitamente como introdução a um dos maiores escritores russos. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Taboo

A série Taboo estreou no passado dia 26 de Fevereiro na AMC Portugal. E já tem dado que falar e nem tudo é positivo. Um artigo no The Guardian menciona de ser uma frustração ao ser assistido.
Mas também afirma que a história de Tom Hardy sobre o voodoo, o incesto e a regulamentação comercial na costa oeste canadense tem sido descrita como emocionante, visceral. 

Tudo isso ajuda a tornar o Taboo algo distinto - não  é uma tarefa fácil na paisagem saturada de televisão de hoje. Ao mesmo tempo, é provavelmente melhor apreciado sem realmente tentar compreendê-lo. 






Taboo parece ser uma obra da criação da mente de Tom Hardy, em que Ridley Scott mete o olho e acabamos por ter uma obra cativante especialmente pela direção de arte. Mas também é uma série com um tema forte e complicado. 

Como referi aqui estreou no AMC a 26 de Fevereiro, mas a produção é da BBC One e lá já passaram os 8 episódios que compõem esta série.
A história é de James Delaney's que após bastante tempo considerado morto, chega cheio de rumores para o funeral do pai que foi assassinado.  Ele é um personagem mudado que passou os últimos anos em África depois de ter sobrevivido a um naufrágio em que foi obrigado a fechar os escravos em jaulas para eles morrerem. Tudo isto por causa do Stuart Strange, Presidente da "honrável" East India Company.





Na verdade não é fácil de gostar de Taboo. A história pode não ser compreendida, e daí ter críticas negativas. Mas também há as positivas e nesse aspecto concordo com um outro artigo do The Guardian que fala como esta série foge um bocado ao padrão utilizado nos últimos anos em séries inglesas. 

De qualquer das formas, Taboo é uma série a ter em conta para os próximos tempos. Assim, talvez como Vikings no canal História consiga uma massa de fãs que acompanhem a série ao longo de várias temporadas.

No meu ponto pessoal o que mais adoro na série é mesmo a direcção de arte. Fenomenal e mais que enquadrada com a época. Mas também gosto do ambiente noir. James. Uma pessoa perturbada na tenra idade, mudado por actos horríveis, agarrado à superstição, porém um homem altamente inteligente.
Creio que se pode criar uma empatia com Tom Hardy como se criou em Mad Max que eu até considerei o filme de 2015.

A série é composta também por ideias fortes, nomeadamente políticas. Entre o Principe Regente. Uma pessoa apenas com interesse pessoal, nota-se um contraste entre a realidade e a ficção já que o seu pai na realidade nunca foi considerado inadequado para governar.
Aqui é uma jogada de Tom Hardy e toda a sua equipa na criação de uma obra única, ou seja, manipulação dos factos para criação do seu mundo.

É uma série muito pessoal, que não saiu só da cabeça de Tom Hardy, mas este assume-se como a cabeça da série. 
O toque de Ridley Scott nota-se de uma forma presente, ao contrário de outras séries em que a Scottfree tem participado. 
Independentemente disso, esta série vai ser incompreendida pelos media, mas conseguirá criar uma legião de fãs.  A mim já conseguiu. Espero pela segunda temporada. 

Dark