terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pernas







Com as pernas carregamos o nosso corpo e com ele todo peso de uma vida, que por mais que seja vivida, tem sempre carga em excesso.
As pernas são a o alicerce mais fundamental da nossa caminhada, sem elas tudo ou nada faria sentido. 
Sem elas não conseguiríamos ter o suporte essencial para caminhar na longa e breve, simultaneamente, caminhada que temos. 
Elas merecem repouso e nesta imagem podemos ver mesmo isso.
Cores quentes, que iluminadas por um mar amarelo que salientam a parte de nós que nos sustenta na leveza de ser e existir. O verde é a esperança para onde as pernas nos deve sempre caminhar...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sou como um Rio




Quem sou eu neste caminho que parece ser uma caminhada perdida?
Uma corrente que tem uma nascente intensa e forte, que desbravando tudo que se mete no seu caminho, encontra forma de nascer.
Crescer, aumentar o seu volume, sempre desbravando o que lhe aparece pela frente.
Seja qual for o obstáculo, esse vai ser superado até chegar ao final do seu curso, encontrado por fim a plenitude que outros semelhantes a si, já tinham encontrado.
Sinto-me como um rio, que nasce de uma fonte, tornando-se em pequenos riachos e depois em lagoas. Ganha forma curvadas, porque as adversidades assim o obrigam. 
No fim, ao seu destino ele chega...
No entanto, a dúvida persiste e com ela continuarei sempre no meu pensamento. 
Por muito exercício mental que faça, simplesmente existem ideias que não compreendo. 
E nem quero compreender...
Sou um rio que acabou de nascer. 
Quero construir o meu caminho e nele caminhar calmamente para ver o que vai nascer daqui.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Amanhã...










Talvez os meus sonhos sejam uma ilusão que caminha junto a mim como a minha própria sombra. 
Ou seja, é algo que nunca vai desaparecer a não ser que seja noite.
Na noite tenho vivido, remoído pelas trevas que foram os últimos anos desta minha caminhada. 
É tempo de reflexão sobre o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer...
O que aconteceu foi uma tremenda desilusão das minhas opções que foram ultrapassadas e destruídas pela ambição desmedida do fruto proibido.
A loucura tornou-se quase uma parte de mim e com ela senti o lado negro da força. 
A força que nos enche de energia nesta nossa breve caminhada. 
Se tentasse ter alguma raiva a quem quer que seja, talvez a mim próprio seria o mais apropriado! 
Em quase tudo, sinto-me culpado e condenado pelos meus actos! 
Não se trata do que os outros julgam, mas sim o que eu julgo...
O que acontece é que, desde há muito tempo, sinto serenidade em mim. 
Algo positivo nas energias e nas vibrações. 
Coragem e acima de tudo, vontade de ser o que nunca fui, mas sempre quis ser.
O que vai acontecer? É uma resposta que nunca saberei porque o amanhã é invisível. 
Apenas sei e posso falar do hoje. 
E hoje senti o que já há muito tempo não sentia. 
E uma certeza eu tenho, nunca devemos desistir daquilo que nos faz felizes. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A metamorfose da incompetência.

 






Na competência que é a vida, chego há conclusão que ela é mais feita de incompetências do que as pessoas desejavam. 
A competência é admirada por todos os pormenores. Aqueles que na vida pessoal e profissional se destacam e se finalizam em histórias de sucesso e em muito vitoriosas. 
Mas, de forma hermenêutica, a vida não é vida sem a incompetência.
Sem ela não aprendemos o que é a vida. Viver sem errar é como querer não respirar.
A incompetência ensina-nos a ser, a estar e a lutar. 
Em simples palavras, esta é a verdadeira metamorfose da vida, que só ganha sentido quando a incompetência é presente.
Se for ausente no nosso caminho, talvez a metamorfose nunca ocorra e vivamos apenas na ilusão de uma vida perfeita.
Mas são tantas as circunstâncias que definem a competência e incompetência de uma pessoa. 
Poucas são as que reflectem que a linha que separa uma da outra começa na pessoa quando ela é ainda criança. 
Em casa, na escola e em todos os momentos que vivência...
Claro, são opções. 
Mas essas só passado muito tempo é que se definem como boas ou más opções.
Em conclusão, nas metamorfoses que temos ao longo da vida tentamos 99 vezes ser competentes, mas na primeira que somos incompetentes, a beleza pode se apagar como um pavio de uma vela se apaga com um sopro. Solução, procurar a centésima competência. 
E obrigatoriamente continuar...

domingo, 10 de novembro de 2013

Ser eu.

Cemitério Judeu em Cracóvia. 



Na resiliência de existir, são muitos o momentos em que pensamos o que vivemos ontem e como será o amanhã?
Isto ocorre principalmente nos momentos mais complicados que cada um de nós passa por diversas razões, que alguns escondem dos outros, como quem esconde dinheiro debaixo do colchão.  
Isto é, muitas vezes as pessoas sabem dos nossos problemas, mas coexistem connosco, como se nada soubessem.
Este é o lado mais interessante do ser humano... 
Por outras palavras, existe o amigo que só é nosso amigo porque tem interesse nesse sentido.
Existe a esposa que só é esposa porque tem interesse financeiro nessa relação.
Existe o amigo do amigo que é amigo apenas por que no final do mês entra mais dinheiro na conta bancária de alguém que não é ninguém.
Podia, mas não falo, de política desses cambada de charlatães que prometem e nunca cumprem.
No fundo, considero que a culpa é mais do povo que não ordena, do que deles particularmente.
Não sou exemplo para ninguém e também tenho as minhas falhas, mas algo me faz pensar numa questão muito simples!
Posso ser diferente, posso tentar ser diferente. Até mesmo posso conseguir ser diferente. Com isso até ser original, e por essa razão ser odiado.
Mas não foi o diabo que me fez vir ao mundo, ser como sou e ter as falhas que tenho. 
Isso tudo analisado daria pano para mangas do Adamastor.
Sou o que sou, não escolhi ser.
E principalmente não nasci pré-programado para ser um ser perfeito. 
Sou português, e isso quer dizer que faço parte de uma cultura.
A partir daí muito teria para dizer, mas prefiro o silêncio.
Porque para perturbações, bastam os meus pensamentos. 
Como se diz em inglês: "be yourself and the rest don't give a fuck"...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Renascer.




Uma semente quando plantada, necessita de alimento para crescer e transformar-se na sua forma perfeita. Esse alimento é adquirido pelas raízes, que enraizadas percorrem o solo à procura de substâncias. 
Lembro-me, por exemplo, da árvore que tem as raízes mais fortes e mais compridas. 
Elas prospectam o solo. Nada as impede de crescer. Tornarem-se mais fortes e alimentar a sua parte  mais importante.
Existem árvores com milhares de anos e com raízes tão profundas, que a sua plenitude é algo de muito belo na natureza. 
Dela nascem novas sementes. E dessas novas árvores, que criam raízes, são trilhados outros caminhos à procura do seu alimento.
Renascer é encontrar um caminho que deve começar com uma semente e depois criar raízes ao longo desse mesmo para que sejamos alimentados. 
Renascer é e ponto. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Holy Mary, a necessidade da fé.








A necessidade de evoluir, é uma substância inata, no organismo cerebral que consume o ser no dia que acorda. 
Temos milhares de anos de história. Sucumbida pelo fanatismo religioso de um livro que mudou todo o curso de uma humanidade que viveu nas trevas, mesmo depois da iluminação que o livro concedeu.
Por ele as cruzadas, em territórios considerados selvagens, levaram a que milhares, talvez milhões morressem por uma causa ainda pouco conhecida e para sempre desconhecida.
Necessito de uma fé na evolução da humanidade. 
Necessito de uma evolução de fé na minha pessoa que segue um curso ainda muito pouco estruturado, mas com sinais de crescimento.
Nunca vou ser o que fui. O que serei jamais saberei...
O que passei, não sei se vou voltar a passar? 
Passado e presente juntos, dão uma fusão do futuro que cada vez mais parece uma linha recta no final do oceano que se deslumbra. Mas para lá dessa linha há mais oceano. 
Necessito de fé. 
Necessito de acreditar em algo.
Porque, caso contrário, a vida não tem sentido.
Sou uma tábua rasa que quer ser moldada pelo viver e renascer. 
Necessito da minha Holy Mary. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A alma.


Na insustentável leveza do ser, a alma é uma forma de pureza incalculável. De corpo vazio, ela enche a consciência de energia positiva que na nossa passagem por este mundo terrestre, pode ser a única coisa boa que temos. Mantermos-nos fiéis a nós mesmos, num caminho trilhado pelos valores que acreditamos. 
A alma é corpo cheio de desvios e vias que magoam o outro para que o nosso êxito seja alcançado.
A inveja perdura, a ganância é sublime e pedra fulcral da existência. A tentação de enganar, roubar ou trair é sempre o fruto mais que apetecido.
Porque da alma existem esses dois pólos.O pólo da ambiguidade existencial, onde ser implica respeito pelo outro e nunca subir, tombando o próximo.
Ou a ascensão social sem escrúpulos e caracterizada pelo narcisismo reflectido no espelho ou na água da estima pelo ego, mais forte que tudo o resto.
O caminho é complicado, cheio de pedras soltas e rochas imóveis. A alma, nesse caminho, é cheia dessa bipolaridade.
Talvez, na alma, tenha que existir um momento, em que sentado à sombra, ela se demonstre como reflexo de nós mesmos. 
Ou um ser com uma alma límpida, ou então com uma alma negra e muito obscura. 
A alma, ser imaginado e criado, pelo cérebro, mas uma faculdade fundamental na sustentável leveza do ser. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Corda.



A vida pode ser associada a uma corda que está pendurada num lugar escondido e oculto à nossa consciência. 
Um lugar que só as mentes mais religiosas poderão imaginar com a sua fé avassaladora, ou então, com a fé momentânea que todos procuramos nos momentos mais complicados quando essa corda parece ser cortada.
O que a corda suporta é a uma carga de enorme responsabilidade: é a nossa vida. 
A nossa caminhada por este mundo terrestre que parece ser um verdadeiro puzzle de encruzilhadas cruzadas entre o bem estar e o mau estar.
A corda suporta aquilo que nós somos, desde que nascemos até ao momento do último suspiro. 
Ter uma corda bem presa, quase inquebrável é o objectivo desta passagem. 
Para isso, o sistema, como o Homem o construiu em milhares de anos de história, tem ferramentas que pode usar em seu proveito.
Por outras palavras, existem diversas formas que a sociedade fornece ao homem maneiras de fazer com que a corda se prenda com um nó mais forte e o seu corte seja impossível. Nos dias de hoje, com a evolução da tecnologia e a mecanização do trabalho, tornou-se um processo mais apelativo a esse fim. 
Mas mesmo que possível, isto é, àqueles que a corda for quebrada, o sistema dá sempre novas oportunidades que por qualquer razão um dia cortaram a corda  de forma desesperada. 
Porque um dos direitos fundamentais (consagrados na Carta dos Direitos do Homem, escrita aquando à segunda grande guerra); é o direito à vida. E nela todos têm o direito de ser e ter o que os faça feliz. Mas com isso também vem deveres.
E por vezes são esses deveres, que levam a que o Homem corte a corda e prefira o Dark Side.
A corda é apenas um símbolo, mas nela podemos determinar toda a nossa existência. Por isso, o melhor é segurá-la com toda a força que temos, porque se não fizermos isso, não temos nada. 






sábado, 28 de setembro de 2013

Quando eu era pequenino.








Quando eu era pequenino, o mundo parecia tão grande. Tão imenso, que muito que procurasse o seu início ou o seu fim, acabava sempre desiludido. 
Porque, por por um lado enquanto no sitio de lá parecia ser o seu fim, no sítio de cá havia ainda uma imensa paisagem para visionar.
Esse mundo infinito, era apenas a minha aldeia. 
Com as suas estradas com o bom paralelo há portuguesa. E com isso umas vias de comunicação bem desgastadas para os veículos que lá transitavam. E que, por essa razão, eram razão do desgaste do veículo e das pessoas que lá passavam.
As pessoas simples que viviam do pouco que ganhavam do trabalho imenso e intenso que as fábricas têxteis do Vale do Ave proporcionavam.Com esse salário precário alugavam ou construíam casas. 
Eram e são casas simples, algumas com mais de 30 anos, mas albergues de famílias inteiras.
Os cafés onde, principalmente homens, se juntavam para conversar, beber um fino com Martini e jogar bilhar e a famosa sueca.
O campo de futebol, onde os jovens treinavam futebol de sala e com isso ter uma equipa com o nome ADEPE (Associação Desportiva de Pedome); onde entre outros, o meu pai foi um dos seus fundadores há já umas boas décadas. Estas eram algumas das características da minha aldeia, quando era pequenino.
O tempo passou e eu fui crescendo, as casas foram remodeladas, as estradas também. 
Algumas pessoas encontraram o eterno descanso, porém novos seres foram trazidos ao mundo e por isso novos habitantes preencheram a demografia da localidade.
Quando era pequenino a minha aldeia parecia ser o centro de tudo, mas conforme fui crescendo apercebi-me que era apenas mais um local no mapa que pouquíssima gente conhecia e que para além dela havia ainda muito para conhecer. Outras localidades, cidades países, etc. 
Então, quando a vida me proporcionou essas oportunidades de conhecimento, apercebi-me que o mundo não era apenas aquilo que eu via. Era um mundo que devia ser visto fora da caixa.Isto é, não olhar para ele de forma circular mas sim de forma quadrada. 
Porque quando era pequenino, mundo parecia uma wonderland onde o ponto de partida era o ponto de chegada. Agora que sou grande, sei que o mundo e o sistema construíram-me de forma quadrada. Isto é, o ponto de partida leva a um de chegada, onde esse pode ser novamente um ponto de partida.
Quando era pequenino queria tudo, agora que sou grande apenas quero o que vida tem para me dar. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lua





Na sublime inquietude do tempo, procuramos a resposta para que todos os dias sejam dias que valem a pena. 
O sol é um acompanhante importante nesse aspecto. Ele dá energia, vida, força.
No entanto, a noite, sublime e diferente do dia, também tem a sua estética pessoal.
Nos recantos mais  escondidos da Lua, poderá, estar essa resposta sublime e pormenorizada.
Entre as folhas de uma árvore, os seus ramos. Num campo de milho e o seu fruto. Numa floresta com as mais estranhas criaturas. No quarto, debaixo da cama a aranha que teceu a sua teia. São sítios e seres em que o brilho da Lua chega.
São aspectos que desdenham no olhar, mas que estão presentes. 
A lua, um satélite natural. 
A presença mais assídua da noite. Acompanhante de todos os acontecimentos que nessa parte do dia ocorrem. 
Por ventura, a sua presença é quase metade do dia do calendário romano que é seguido no mundo ocidental. 
Ela ilumina aquilo que o Homem chamou de noite. É uma acompanhante de luxo, porque mais nenhum objecto brilha como ela quando está cheia.
A Lua. 
Eterna acompanhante da escuridão. Estas podem ser trevas que fascina uns e assusta outros. 
É interessante analisar a sua presença, a da Lua. 
Parar uns segundos, uns minutos, o tempo que seja... 
Olhar, com olhos de ver e reflectir sobre a sua presença...
Porque muito que nós tente esconder da sua aura, na escuridão da noite. A sua luz penetra em qualquer lugar.
Vida que é vida, nunca é esquecida. E a lua brilha e sem ela faz-se dia. 








sábado, 7 de setembro de 2013

I share, I am.







Sou filho de um tempo de atitudes individuais que facilitam a harmonia da mente. Atitudes que todos os dias facilitam a nossa estadia neste lugar a que chamamos Terra. Um tempo que a tecnologia está a mudar (mudou) a rapidez com que as coisas se fazem.Tanto ao nível do trabalho, da vida pessoal e social. Um tempo de revolução tecnológica que abafou a comunicação pela via digital e começou a mandar os elementos discursos por canais, que parecem ser linguagem gestual por instrumentos tecnológicos, em que os grupos são um rede social de comunicação bipolar.

Isso entristece-me, para esclarecer melhor, nada como ver o vídeo que coloco abaixo.





Os contextos de comunicação mudaram, para os mais atentos. Os mais desatentos ainda vão dar por ela. Eu faço parte dessa tribo, porque I Share, I am. Parece quase uma questão filosófica que os filósofos da actualidade devem observar com mais atenção.

Em conclusão, a solidão pode ser procurada para momentos de reflexão para atingir o equilíbrio individual (como demonstra a foto acima), mas a solidão também pode ser estar no meio de um grupo de pessoas e perder as mensagens que estão a ser transmitidas.

Para onde caminhamos?  Não sei, mas o caminho é ainda recente e ninguém sabe o seu fim.
Apenas sei que que tudo muda. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Vivemos a quarta revolução e isso atinge as nossas vidas. Seja no interior ou no exterior. O tempo é de adaptação. Mas nem todos vão conseguir adaptar.


domingo, 1 de setembro de 2013

Semear para colher







Nas sementes da vida, muitas vezes o que é plantado é colhido de formas misteriosas que a capacidade inteligível do humano não compreende,
Semear para colher pode ter variados significados, dependendo da pessoa e da semente que plantou e as suas características. 
Ambas são perfeitas na forma de ter um pequeno jardim de frutos sumptuosos e gratificantes. Ou então um um jardim com solo pobre onde o fruto que nasce, nada traz a não ser mais vazio. 
Semear para colher é uma metáfora de atingir certos objectivos na vida,  pessoais e profissionais. 
Mas colhemos aquilo que semeamos e este provérbio está tão entranhado no ser humano, desde que Homem é homem racional.
Não podemos viver de sonhos utópicos, devemos fazer da utopia uma realidade agradável e com isso colher o melhor fruto.
Noutro sentido, nunca podemos esquecer que muitas plantas têm espinhos para proteger o seu bem mais precioso, o seu fruto. 
É este estado de alerta que devemos ter perante tudo, isto é, ter defesas.
As folhas são uma ajuda no crescimento do fruto, é um suporte ao seu crescimento e ampara a sua queda no solo, quando este chega à altura certa para se libertar da sua origem.
Não basta semear para colher. Depois disso temos que tratar gentilmente o que colhemos e dar continuação ao seu legado. Ter um bom solo fértil onde plantar a semente que dará novos frutos. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Saudade de uma luz que ilumine o caminho













Na eterna saudade de uma luz que ilumine o caminho, o seu percorrer é acariciado pelos raios de um sol quente, mas reconfortante. Quase como se sentisse a vida a florir com a sua energia repleta de matéria para tal. 
No caminho, há uma paragem, várias paragens para respirar. Sentir o oxigénio que em conjunto com os raios solares, criam vida, beleza natural.
É uma paragem de introspecção, onde sentimos os órgãos a funcionar e assim sabemos que estamos vivos.
Não basta pensar para saber que existimos. Também temos que sentir para perceber o mesmo.
A razão não é a única forma de sabermos que existimos, o sentir é uma outra forma e dá efectivamente essa consciência.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O fogo que arde nas linhas da vida




Em poucas palavras muitas vezes conseguimos dizer muito, quando pelo contrário em muitas não conseguimos dizer nada nem que seja para descrever, pormenorizar, discursar os acontecimentos.
Utilizamos muitas vezes adjectivos, sinónimos, antónimos, metáforas, personificações, etc..
Eu encontro nesta imagem a personificação da minha vida que arde e as palavras deturpadas são os acontecimentos que a perturbaram e nunca encontraram uma visibilidade capaz de ter uma resposta.
É ofusco a mensagem que encontro na imagem, mas é aquilo que sinto. 
Por outras palavras, é o fogo que arde nas palavras da vida. Algo tão simples, mas complicado quando o pavio não encontra combustível para se alimentar. 
Somos carne, mas disso passamos a pó. A alma é só uma e o fogo que arde até ao momento que apaga é composta por linhas onde podemos escrever de todas as palavras. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Almas Unidas







Uma alma só é alma quando encontra o seu par. Uma alma anda vazia até que encontre outra alma que a preencha. São as duas puxadas por uma força espiritual que os seus corpos físicos não entendem. 
É uma assimilação cognitiva que o discurso humano ainda não encontrou argumento para o descrever. 
Normalmente, utilizam a palavra amor, mas a verdade é que o humano não compreende isso de uma forma consciente. Tem uma breve nuance do que é. 
Quando não é palpável, para o humano torna-se complicado entender, arranjar factos científicos que realmente demonstrem o  que existe.
Há, mais uma vez, uma influência da Bíblia de como se conseguir e até entender essa coligação de dois seres unidos por um sentimento espiritual.
Mas a prova é que nem isso funciona, porque muitas vezes o amor que é reunido, perante Deus, não  é escrupulosamente cumprido, 
Mas o que me realmente fascina nisto tudo, é o sentimento. 
É a esse que olho com mais atenção.
Porque o que passa de um sentimento carnal, passa e passará pela sobrevivência conjunta. Juntar duas almas que vivam juntas trinta, quarenta anos juntos é complicado, mas é possível e não tem que ter autorização de Deus. 
Basta amar e respeitar... 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O tempo é como o milho, todos os anos nasce.






Não encaro o tempo como que apenas tem que passar. Ele pode ser ocupado de várias formas. Cabe a cada um saber como. 
O tempo é nosso amigo, já desde os tempos mais antigos, o ser humano sabe essa sabedoria. Foi algo que foi aprendendo com tempo. 
A sua própria evolução foi feita com tempo.
Por isso o tempo é nosso amigo. Não o podemos combater, ou até desaparecer. Temos que viver com ele e com tudo que engloba.
Há quem diga que já temos um determinado tempo estabelecido, as pessoas com mais fé em religiões, vivem intensamente esse dilema. 
Falam do nosso espírito tem vida depois da morte. Que perdura eternamente num lugar de paz e harmonia.
Mas a verdade é que nunca viu ou sentiu.
O tempo é nosso amigo enquanto estamos vivos. Por isso viver, é dávida, e por isso talvez seja bom ter a espiritualidade na mente durante o tempo que vivemos. Olhar ao nosso redor, prestar mais atenção ao que se passa e com calma viver, um dia, uma hora, um minuto, um segundo e um ano, muitos anos. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Viver sozinho.











Muitas vezes quando estou sozinho, a solidão parece ser um sofrimento silencioso que penetra no meu corpo sem qualquer sintoma da sua penetração.
A única sensação que me ocorre é a razão a pensar sobre isso. E mais ainda tentar perceber!
A solidão não é um sofrimento. É uma forma de estar, de viver, de ser. 
Se pensar um pouco mais sobre isso, é mais o tempo que passo sozinho, do que aquele que passo acompanhado.
Interrogo-me por exemplo sobre os prisioneiros de Auschwitz, mais por causa da foto acima, que durante o tempo que passaram lá, estavam acompanhados por outros prisioneiros e os guardas alemães.
No fundo, embora acompanhados, o seu verdadeiro sentimento era de solidão. 
Em síntese, acompanhados ou sozinhos, mediante o contexto, o que interessa é viver. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Deformado, com o tempo e as pessoas.




Na estrutura essencial que é a vida, muitas vezes interrogo-me sobre o seu valor. Ou melhor sobre o que nela ganhámos e nela perdemos. 
São variadíssimas coisas, mas uma delas que me me interrogo profundamente é a nossa maneira de ser. A nossa personalidade...
Com o tempo, e com a idade a passar, nós mudamos, não apenas de aspecto físico, mas também a maneira de pensar.
Pode parecer uma análise um pouco supérflua, algo que toda a gente sabe. Mas no meu caso concreto, de alguma forma, interrogo-me mais profundamente sobre essa questão.
Aquilo que fui há 10 anos atrás e o que fazia nessa altura e aquilo que sou agora e faço neste momento, são dois opostos completamente diferentes que não se encontram e se afastam continuamente.
De alguma forma sinto-me deformado, alguém que foi e já não é. 
Apenas porque cresceu e percebeu que mudou. 
Outras das coisas, que também perdemos, por diversas circunstâncias, são as pessoas. E é nisso que também me interrogo um pouco? 
Ao perdermos essas pessoas, fica sempre um vazio, que dificilmente pode ser preenchido, porque essa pessoa, pela sua particularidade, preenchia o vazio como só ela/e podia. Por vezes, de forma inconsciente, mas preenchia.
A verdade, é que depois, com o tempo, outras pessoas vão entrando sorrateiramente na nossa vida e preenchem outros vazios que temos.
Porém, como tudo, ou neste caso como cada pessoa, o vazio que preenche já não é o mesmo que a outra pessoa anterior preenchia. 
Em conclusão, é sinto-me deformado. Porque quando mudei mais foi, durante o tempo que avança, quando perdi algumas pessoas que me deixaram um vazio. Mas, em dura verdade, muitas vezes pergunto-me se eu não precisava de conhecer esse vazio e preencher outros, que nem sabia que estavam dessa forma...


domingo, 18 de agosto de 2013

O amor.





De certo modo, o amor é uma questão fundamental na vida das pessoas!Sem ele, podemos não ser nada.
Temos o amor da família, amigos e outras pessoas menos importantes. 
Mas este é um tipo particular de amor!
É um amor que se cria entre duas pessoas, que no início não tem qualquer afinidade, mas depois decidem tomar um compromisso.
Uma sobrevivência a dois, estimulado pela companhia e o prazer que dela se tira. 
Este é um amor, que precisa ser trabalhado, harmonizado e principalmente compreensivo.
Porque as diferenças existem, mas este amor tem que superar isso.
E foi o pensamento que esta fotografia me fez ter. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Espectos de si mesmos.












No sublime momento em que esta foto foi tirada. A anterior convivência tinha sido um jantar de anos, de alguém de quem já não retenho o nome.
Como em todas as festas anos, não faltou álcool à fartazana para todos ficarem felizes.
A certo momento, alguns elementos vieram cá fora fumar. Eu era um deles...
Mas como, quase por excepção, tinha a  câmara. 
Com uma velocidade de obturador muito reduzida, uso ao fhash e f36, consegui captar quase uns espectros de eles mesmos. 
Na verdade são apenas duas imagens fundidas que retratam um minuto, um gesto, um olhar,um movimento. No fundo mais uma situação da minha vida, mas que tem para sentimento, nem sei bem dizer qual é, mas gosto e pronto.  

A amizade.










Este momento é único.  
Interrogo-me sobre por que me faz pensar enquanto visiono a fotografia?
Não é pela sua temperatura de cor, não é pela aura que o sol transmite pelas suas radiações celulares, que temperado pela cyano lhe cria um certo brilho. Um prateado muito ofusco pela profundidade.
Até poderiam ser as rochas que vemos no mar.
Pelo contrário, é pela pessoa já conheço há muitos anos e com ele já vivi grandes momentos. Uns menos bons que outros, mas é uma que pessoa que foi ficando. Admiro a sua sombra enquanto agacha a sua cabeça.
Em conclusão esta foto, lembra-me a amizade, de um modo mais profundo:
- a vida e o que com ela vamos construindo. Seja material ou espiritual.
Muitas vezes o que sobra são as histórias que temos para contar.
E creio que é mesmo esse o papel essencial da amizade: alguém que te conhece, que sabe quase tudo o que fizeste desde os teus 19 anos. Em alguns momentos poderia nunca concordar, mas respeitava. E isso é algo que a foto me faz sentir.
A amizade. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Religião e Arte





De certo modo o que a religião nos faz, é dar sentido à vida. Apenas tem este papel na sociedade! Poderíamos entrar aqui em discussões sobre este assunto. Que tardias, levariam pelo vento as nossas cinzas de tanto conversar. 
O seu motivo é o livro mais impresso do mundo que é a Bíblia. Um livro que tem dois mil anos, mas o seu conteúdo é defendido com os "runhar dos dentes." Daí o tempo que estaríamos a falar sobre a veracidade dos seus fatos. No fundo acho isso chato. 
Voltando ao que ia dizer, a religão é um escape para dar algo de existencialista em nós, nos outros, nas pessoas. No simples saber que vamos ter um fim. Mas se tenho esse fim? Que vim ao mundo fazer? A velha e sábia questaõ de onde venho, blá blá blá.
Independentemente disso, o que me fascisna mais é como a Bílblia deu origem a tantas formas de seguir apenas um livro que foi escrito sabe-se lá porque quem.
O que me fascina ainda mais é a edificação de edifícios que tem valor simbólico e, principalmente espiritual. Mas a verdade é que podem ser verdadeiras obras de arte. E é nisso que temos que pensar. Como é que as diferentes religiões, através  da edificação destes edifícios que podem ser vistos como arte, na verdade a sua arte expressa também a sua fé por uma figura divina. que na verdade, das 7 biliões de pessoas, que habitam o planeta Terra, nunca viram.
Curioso....

sábado, 20 de julho de 2013

Solidão








A solidão parece ser a chaga que chega quando as palavras deixam de ter sentido. A comunicação torna-se repetitiva e cansa.
As pessoas cansam-se, os ouvidos tornam-se moucos e a oralidade é apenas ruído.
Tantas formas de estarmos sozinhos, tantas de recolhimento, de reflexão que não leva a lado nenhum. 
A solidão é um bem conseguido pelo mal, em que incompreendido somos expulsos para uma pedra e de lá não podemos sair. 
A solidão é aquilo que temos quando estamos sozinhos....

sábado, 6 de julho de 2013

As quatro fases da vida.








Sinto que a vontade de existir se encontra nos momentos que guardamos na memória. Toda ela é composta por imagens que ficam guardadas no córtex cerebral e, em determinadas ocasiões, pelo olfacto, pela visão, pela audição há um click que nos remete para o que se passou.
Em nós é criada uma sensação. Toda ela criada pelos sinais eléctricos que o cérebro transmite à nossa consciência e a sua capacidade de compreensão. 
Mas também nesses momentos, muitas vezes não percebemos a sensação criada. É um êxtase que determina o nosso humor naquele determinado momento.
Somos seres racionais, mas a verdade é que a emoção é que nos comanda em tudo o que fazemos. Nela está a pedra basilar da felicidade ou infelicidade. 
Naquilo que sentimos, transparece toda a nossa personalidade e capacidade de sermos nesta vida passageira, carregada de pedras. Umas mais pesadas que outras...
A interrogação que lanço é o que é realmente a felicidade? Viver com o pouco que temos, logo sermos conformistas? Ou sermos ambiciosos e obter aquilo que os nossos sonhos desejam? 
Costuma-se dizer que quanto mais alto se sobe, mais alta é a queda! Mas também se diz que um dos direitos fundamentais é a ascensão social. 
Considero que na vida temos quatro fases:
A primeira é sermos inocentes enquanto crianças. A segunda é a rebeldia da adolescência, a terceira a assimilação de responsabilidade ( e é nesta que definimos o nosso caminho para a felicidade ou infelicidade). Finalmente a quarta, que é a velhice e que é um período de reflexão e de retrospectiva do que foi feito e do que poderia ser diferente. Nesta fase também nos conformamos com o que temos, pois deparamos que não há outra opção.
Em jeito de conclusão, no caminho que fazemos ao longo da vida, e logo nas suas quatro fases, os momentos mais marcantes são aqueles que mais nos emocionaram. E vão ser eles que vão definir toda a nossa passagem. Ou de forma feliz ou infeliz.
No fim, vamos saber em qual das quatro fases é que tomamos a decisão que determinou toda a nossa vida. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013










Eu não quero ser mais do que sou. Ser apenas eu, já é de si uma difícil tarefa. Uma existência repleta de fantásticas façanhas, mas também das mais incríveis incongruências. 
Ser eu, não é mais do que ser. Mas o ser é que tem características que devem ser analisadas e compreendidas.
Eu sou eu porque fui influenciado por alguém. Posso dizer de outra forma, que o conteúdo do meu cérebro, mais propriamente a sua consciência, e aquilo que faz a minha personalidade, é influência de factores externos que se tornaram internos pela simples assimilação de informação.
Quando vim ao mundo era uma tábua rasa que foi moldada, esculpida, pintada para obter uma determinada forma. Foram os meus pais, os meus professores, os meus amigos, os meus colegas, as namoradas, as experiências de trabalho, os momentos de lazer, os momentos tristes e os momentos alegres.
Mas em todos estes contextos existia sempre uma pessoa ou pessoas. Elas, como eu, também foram esculpidas, moldadas de uma tábua rasa para uma forma. 
Essa poderá ser de deslumbre ou de autêntico repelente. Mais de forma hermenêutica, ser eu é uma uma conjugação de factores que são alheios ao meu ser. Sinto-me quase como esponja que vai absorvendo a experiência do dia a dia e com isso crescendo, crescendo e crescendo...
Ser eu, não é simples. Mas também nunca quis o contrário... 

terça-feira, 25 de junho de 2013

O nosso mundo.







O mundo que eu vivo parece ser um mundo único, onde apenas eu lido com as ideias da minha consciência e imaginação. Um mundo incompreendido por todos os outros, fazendo com que eu me sinta único. 
Mas eu no fundo não me importo, mas entristece-me não poder partilhar esse meu mundo com outros.
Que sejam capazes de entender as minhas palavras, os meus pensamentos, os meus actos, as minhas atitudes, os meus comportamentos, os meus valores e tudo o resto.
Porém, no fundo todos somos assim. Ou, por outras palavras, sofremos todos do mesmo mal... 
Talvez por isso a sociabilidade seja uma dualidade de pólos negativo e positivo. Talvez seja essa dualidade que faz do ser humano ser o que é. E que, por essa razão, encontre algum tipo de felicidade em ser assim simplesmente.
No fundo, todos temos o nosso mundo. Agora percebe-lo é a real dura tarefa que temos dentro de nós e, mais difícil ainda é dá-lo a compreender aos outros. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A marca como dispositivo ilustrativo

Este é mais um artigo de Paul Rand, no seguimento de um outro que escrevi aqui não há muito tempo. Desta vez o conteúdo do artigo que foi originalmente publicado no livro Seven Designers Look At Trademark Design (1952) é uma análise de Rand ao conceito de marca como um dispositivo ilustrativo. 



Por outras palavras, o que Rand analisa no artigo é a importância da marca e por isso considera que ela não meramente um dispositivo para adornar papel timbrado ou até a prerrogativa que a marca só existe por força da repetição constante na mente do público consumidor. 
Para a Rand a marca é uma caraterística ilustrativa do vigor e eficácia e quando usada naqueles sentidos, escapa totalmente escapa do seu destino habitual de ser uma reimpressão chata da identidade do fabricante do produto. Recordo-me aqui por exemplo do anúncio do Pingo Doce, que pode servir de exemplo para melhor o que foi dito acima.
Continuando, Rand assume que quando totalmente explorada, a marca pode estimular o interesse no produto ou marca. Creio que foi o que aconteceu com o anúncio do Pingo Doce, que apesar de se tornar repetitivo nos meios de comunicação, criou interesse no público consumidor. Por isso, creio que a equipa por detrás da criação daquele anúncio usou muito bem esta ideia de Rand: This is important; monotonous repetition eventually loses its impact, and the trademark which becomes a visual cliche will fail to evoke a response from the spectator.
Contudo, a ideia que tenho e não recorrendo a estatísticas porque não as tenho, o efeito do anúncio do Pingo Doce teve um efeito contrário ao que Rand afirma. Isto é, a sua repetição e consecutivo cliché impulsionou uma resposta ativa no espetador, no caso concreto consumidor. Porém não podemos esquecer que Rand era alguém relacionado com o design gráfico e o anúncio do Pingo Doce foi distribuído  maioritariamente  no suporte audiovisual (televisão) e de forma menor nos outros meios de comunicação (rádio, Internet, Imprensa escrita).  Contudo, considero que a ideia se relaciona e conjuga no exemplo que dei.


Rand afirma que duas das formas mais importantes para transformar a marca comercial para um dispositivo estimulador ilustrativo, nomeadamente no design gráfico, são: variar o tratamento do próprio dispositivo e alterar o contexto em que o dispositivo é mostrado. 
Porque os meios que o tratamento ou a prestação da marca podem ser variados. O dispositivo pode, por exemplo, ser desenhado em linha, em silhueta ou em três dimensões. Além disso, uma parte do dispositivo pode ser usado para representar o todo. Esta ideia pode ser melhor entendida nos anúncios da Disney reproduzidos no artigo e que eu coloco aqui. 






Rand diz-nos ainda que embora a variação máxima no tratamento da marca seja desejável, devemos recordar que a forma básica, ou a parte representativa da forma básica, nunca deve mudar. Se isso acontecer, a marca vai deixar de identificar o fabricante do produto.   

Família.








Naquilo que somos enquanto seres físicos, compostos por genes. Existe um que que sobressai e transporta o legado genético. 
Nesses genes existem semelhanças físicas que  nos identificam com a nossa família. 
Mas na verdade isso pouca importância tem. O verdadeiro legado é aquele que é transmitido pela educação, pelo comportamento familiar e social que encontramos no lar.
Aquele que é partilhado por pessoas que nos amam e apenas querem o nosso bem.
Nesse pequeno espaço tudo é partilhado: alegria, tristeza...
A família é o pilar onde tudo começa e tudo acaba. Sem ela não somos nada e com ela acabamos por ser alguém. Mesmo que não tenhamos nada.
Preservar uma harmonia dentro de um lar, não depende das semelhanças que temos enquanto seres conectados por ligações físicas, mas sim da partilha de conhecimento de geração para geração. 

domingo, 23 de junho de 2013

A casa.









Estava eu perante aquele muro. De cor branca, com uma transparência incolor que só trespassava a luz difusa e suave.
Do outro lado estava a casa. O sítio onde tudo acontece, porque é mágica.
Por estórias contadas, ouvi dizer que uma rapariguinha muito nova tinha tomado um chã e ficado gigante.
Noutros contos, argumentaram que havia portas para escolher, que depois de abertas nos deslumbravam com todos os sonhos que tínhamos.
Assim, entre mim e a casa apenas estava aquele muro. 
Tinha que fazer uma plano de como transpor-lo, porque era minha obsessão esse objectivo.
De cor avermelhada depois de várias tentativas falhadas, consegui de forma simples atravessar: bastou caminhar para o lado e ver que o muro, por muito alto e largo que fosse,teria uma parte que conseguiria passar calmamente.
Feliz, cheguei à casa. A primeira coisa que fiz, foi deitar-me no chão e admirar o tecto no seu interior. 


sábado, 22 de junho de 2013

punctum, studium


No meio de tanta confusão, tenho andado distante. Os meus pensamentos parecem raízes de uma árvore que rompem o solo à procura de água.
Na metáfora, encontro, a resposta para esta nuvem carregada de ambivalência que paira na minha cabeça.
Ou seja, ando à procura de algo que ainda não encontrei. É uma procura de sentido e existencialismo.
Dois valores fundamentais que se impõem como pilares da razão da existência de nós enquanto seres racionais.
Tento buscar o punctum que se extrai todos os dias na caminhada que temos que fazer nesta curta passagem que somos obrigados a percorrer.
É uma caminhada de uma meta só, onde o prémio que se ganha nenhum dos participantes gosta. Porém, são obrigados a aceitar. E, sem outra opção, são felizes.
Talvez a confusão não tenha sentido enquanto adjectivo. Basta apenas aceitar o MUNDO como ele é.
Mas coloco a questão, quem são os loucos? Aqueles que vivem miseravelmente felizes com a ideia massificada do que é a vida? Ou são aqueles que rompem com o dogma e com o seu sentido crítico se interrogam sobre as coisas? A resposta é difícil...
Sinceramente, no meio de tanta desordem o studium parece ser a aura que procuro e que quero. Porque não quero encontrar o que todos os outros já sentiram e visionaram. Quero ser livre e sentir por mim próprio....

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vida








Sou um filho de uma vida em constante fluidez.
Ela vira e revira, num constante fluxo.
É uma corrente que vai perdendo os seus elos, em cada dia em cada segundo.

Tem uma mutabilidade tão grande, que o que penso hoje, amanhã já está esquecido.

Parece não fazer sentido, esta metamorfose de variáveis inconstantes de sentimentos e decisões.

Sei apenas o seu fim, mas também o seu princípio.

O seu desenvolvimento, ainda estou para descobrir.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Saber.











Só sei que nada sei, porque o que sei não sabia e fiquei a saber.
O que sei é saber que que sei e saberei.

Saber sem o que sei, é saber de que nada sei.

Sei o que sei, porque o saber não ocupa lugar.

Mas o que não sei quero saber, o que nunca saberei,
Sei que nunca vou saber.

domingo, 17 de março de 2013

Grupo ou Outsider

A vida em comunidade é um suplicio de uma segurança naturalmente encrostada nos nossos sentimentos.
As pessoas acreditando no mesmo deus, no mesmo partido, no que quer que as une, parecem um cordeiro de ovelhas.

Que em grupo se alimentam, dormem e se protegem.

Cantam e adoram o mesmo ser imaterial
Para uma vai as outras também vão, sempre com a ideia que é a atitude correcta.

Fazem por medo, receio e estabilidade. Devemos respeitar.

Mas os outsiders não são respeitados nas suas crenças, nos seus valores, nas suas atitudes.

Temos então uma maioria contra uma minoria.
Cada um encontra a sua felicidade como quiseres.

Ou dentro do grupo, ou fora.
A escolha é e cada um.

sábado, 16 de março de 2013

A Nave.

Sou eu que vou comandar esta nave. Ela vai sem destino e sem passageiros.
O seu destino é um lugar onde os sonhos acontecem e os pesadelos desaparecem.
Quem quiser entrar tem que adivinhar qual é a palavra mágica,
Mas como nunca ninguém adivinha, ela parte vazia.

Vazia de pessoas e logo de problemas.
Não há inveja, não há confusão, não há nada.
É o vazio total.

Mas há quem tente e continue a tentar, como se se outra alternativa tivesse.
Mas a nave está sempre vazia, sempre vazia.

Já percorreu os cantos mais recônditos,  e explorou as estrelas,
que até nós apenas nos contactam com a sua luz passados milhões de anos.

Esta nave quer passageiros, para isso basta descobrir a palavra mágica. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Arte





No fundo todos queremos ser artistas, ser capazes de através da criatividade sermos capazes de nos abstrair e construir obras que emocionem os estranhos que a vêem.
A arte no seu todo é a  forma mais pura que o ser humano tem de comunicar os recantos mais escondidos do seu cérebro.
Lá aquele sítio onde tudo acontece e é inventado. Através de dedução e indução.
A arte é a forma por excelência que temos para comunicar todas as situações e momentos que temos na vida. Ela não é mais que uma forma de expressão, embutida na necessidade de perceber o real que é irreal.
Arte.
Um mistério ainda por descobrir.



quinta-feira, 14 de março de 2013

Pensamento

Inusitado pensamento que fazes parte de mim.
Pertences às minhas faculdades mais substanciais, mas enganas-me tantas vezes.
Deixas que a minha mente escorregue pelo buraco,
mas também consegues que dele saia.

Pensamento que de conteúdo estás imaterial, mas de conteúdo és um cosmos.
Andas, rebolas e dás voltas.
Adormeces, mas mesmo assim estás sempre em actividade.

Pensamento, Pensamento.... Fica sempre lá dentro....

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deixa-me....

Deixa-me seguir uma nova viagem.
Uma caminhada que sem destino, se torne o caminho.

Por uma estrada cheia de pedregulhos os transbordarei.
Sabendo que cada um deles, foi mais uma etapa desta passagem.

Deixa-me observar com mais atenção a realidade.
Para que assim, consiga encontrar-me e encontrar os outros.

Conhecê-los e fazer desabrochar o carinho da compaixão e da paixão.
Fazer o bem pelos os outros, nunca esquecendo que estou a fazer melhor a mim.

Deixa-me passar a passagem de forma sossegada.
Deixa-me transpor cada pedregulho e fazer dele um símbolo e uma marca da minha curta passagem.

Deixa-me, até ao dia....

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Aquela noite.

Estávamos sentados na beira do rio.
Tudo estava calmo e o sol aquecia os corpos dormentes ainda mal acordados.
Tinha sido uma noite longa.

De intenso desgaste corporal, mas que nos marcou para toda uma vida.
Naquela manhã, não valia a pena pensar em mais nada,
A não ser na noite anterior.

Por momentos, a tristeza invadiu os nossos pensamentos.
Mas depressa um sorriso aparecia pois para sempre a memória iria recordar aquela noite.

Com aquele sol radiante e quente,
Sabíamos,
Que em dias mais cinzentos, aquela noite iria aquecer os nossos corações.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Somos pequenos

Como tudo, somos pequenos perante as adversidades.
Como nada, crescemos e descrevemos.

A luta é de todos os dias e todas as noites.
Numa luta que dura anos e décadas até ao infinito.

Somos pequenos, quando queremos ser grandes.
Mais vale a pena ter um lugar na ponte, do que cair dela. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Buraco.

Em um buraco branco encontro a escuridão de uma vida passada.
No topo da entrada está a luz que penetra vagarosamente.
Quente e harmoniosa ela entra suavemente pela alma e faz sentir....

Sentir o que não tenho.
Sentir o que quero ter.
Sentir o que vou ser.

Em um buraco por muito escuro que seja, podemos sempre encontrar a luz da alma.
Ela alimenta a solução. 

Memorials Notre Dame

Sinto que estou carregado de uma pena. As pessoas olham para mim como se eu fosse um estranho. Na verdade eu olho para eles e penso que e...