segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A mãe de todas as demos

Douglas Carl Engelbart é um um dos percursores da Internet e responsável pela invenção de muitas das tecnologias que hoje habitam o mundo online e que nós estamos já acostumados. O seu trabalho mais conhecido está relacionado com a interação humano-computador, foi inventor do mousse, desenvolveu o hipertexto, computadores em rede e percursores do GUIs

  
Para os geeks mais historiadores é uma figura extremamente conhecida e muito querida. Hoje, por acaso, descobri no youtube um arquivo sobre a demonstração que ele deu em 1968 e que ficou conhecida como The Mother of All Demos. Esta é apenas uma das mais importantes demonstrações acerca da história da computação e mais concretamente das tecnologias da informação e comunicação. A demonstração ao vivo fez a introdução ao: "computer mouse, video conferencing, teleconferencing, hypertext, word processing, hypermedia, object addressing and dynamic file linking,bootstrapping, and a collaborative real-time editor." [1][2]

Flyer original da demonstração

Com a ajuda de uma equipa geográfica distribuída, Engelbart demonstrou os trabalhos da NLS (oN Line System) a mais de 1000 participantes e que trabalhavam profissionalmente com computadores. O projeto foi o resultado do trabalho feito no SRI International's Augmentation Research Center. 
Foi um momento único na história da computação. Um momento a que deve ser dado muita importância e destaque, pois foi neste acontecimento que pela primeira vez foi demonstrado ao mundo tecnologias que acabariam por mudar a forma como começamos e estamos a interagir com o computador. Nesse sentido, deixo-vos aqui o registo audiovisual do acontecimento narrado pelo próprio. A apresentação durou cerca de 90 minutos, porém no youtube a mesma encontra-se distribuída em nove partes, visto que quando lá foi colocada ainda a plataforma não aceitava vídeos com mais de dez minutos. Espero que apreciem, como eu apreciei. 























terça-feira, 22 de novembro de 2011

7 maneiras em que os vídeo jogos recompensam o cérebro


Todos nós sabemos que o cérebro é constituído por dois hemisférios: como podemos ver na imagem acima criada para uma campanha publicitária da Mercedes o lado direito é responsável pela criatividade, o esquerdo pela lógica e pensamento matemático. E se tivessemos formas de os incentivar?
Depois de ver esta conferência TED, apercebi-me que os vídeo jogos podem ser capazes de estimular esses dois hemisférios. Pelo menos é o que nos diz Tom Chatfield. Um jornalista da revista Prospect, escritor sobre jogos, entre outras funções que desempenha também é autor do livro Fun Inc.: Why Gaming Will Dominate the Twenty-First Century.
O seu principal fascínio pelos vídeo jogos tem a ver com o seu poder de nos motivar, de nos compelir, de nos prender como nunca antes nenhuma tecnologia foi capaz. Nesse sentido acredita que podemos aprender muito sobre a aprendizagem com os vídeo jogos. Ao tentar compreender porque grupos de pessoas são capazes de dar milhares de euros por um objeto virtual, Paul diz para não nos alarmar. Para ele este tipo de ato deve ser, pelo contrário, motivo de alegria. 
Por outras palavras, ele fala-nos de recompensas emocionais que as pessoas podem obter ao jogar vídeo jogos, de uma forma particular e coletiva. Ao olharmos para dentro das cabeças das pessoas enquanto estão concentradas ou em atividade há dois processos a ocorrer. Em primeiro lugar, há o processo de querer. Funciona como ambição e motivação: vou fazer isto, esforçar-me para o fazer. Por outro lado, há o processo de gostar, diversão, afeto e prazer.
Nesse sentido, Tom fala de sete maneiras de retirarmos essas lições dos jogos e serem utilizados fora deles.



O dia dos Bloggers

Eu sou um blogger e por isso nunca pedi dinheiro a ninguém. Faço isto por gosto independentemente de ser lido por dezenas, centenas, milhares ou até ninguém. Existe quem com um blogue tenha alcançado o sucesso e com isso uma forma de subsistência, mas mais importante ainda: trabalhar com gosto. Nesse sentido o que trago agora aqui é uma verdadeira alegria para mim, como deverá ser para outros que se identificam comigo. 



Para começar e como é bem visível no teaser promocional, um blogger é alguém que descarta outras tarefas (hobbies) para fazer uma outra. Tão simplesmente é alguém que gosta de partilhar ideias. Essas podem ser sobre qualquer assunto. existem várias plataformas que podemos utilizar para isso fazer. Creio que as mais utilizadas são as wordpress e a blogger. É grátis e qualquer um pode aceder. 


Independentemente dos gostos de cada um quero aqui falar sobre o primeiro Pay a Blogger Day. O mesmo vai acontecer a 29 de Novembro (convinha apontar na agenda). A iniciativa é da Flattr uma starup que procura motivar os utilizadores por conteúdo que eles gostam. O sistema como trabalha é simples: através de um carregamento monetário à nossa escolha e de acordo com o que quisermos gastar, podemos fazer um carregamento. Depois sempre que virmos um botão Flattr num blogue ou num site que gostemos devemos clicar nele. 
Ao final de cada mês eles fazem os cálculos sobre os botões que clicamos e distribuem o valor que carregamos pelos autores dos blogues que apreciamos. Uma ideia simples e inovadora. 


Com este projeto, que teve a sua origem em 2010, a equipa espera inspirar os utilizadores de Internet a mandar alguma apreciação monetária, não apenas distribuindo o dinheiro pelos criadores, mas também comprando uma música, um ebook, T-shirt ou dando-lhes um Flattr click. Como os próprios autores referem ao site Mashable: "We think that many blogs are insightful and witty and people just expect them to be free even though there are a lot of effort and love put into them,” Flattr co-founder Linus Olsson told Mashable. “It’s about time to try to give them something tangible back, at least one day of the year.”
Claro que o sucesso e mesmo o valor a receber vai sempre depender da fama que o sítio vai adquirir na comunidade Flattr. O que para muitos, significa muito pouco. Mas com esta iniciativa a equipa espera, além da divulgação, criar um movimento capaz de valorizar todos aqueles que adoram estas novas tecnologias de comunicação. 
Por exemplo, é possível no próprio site (com a inserção do nosso URL) saber o quanto já ganhamos com o acto de blogging. Foi o que eu fiz e o resultado está visível abaixo.


Além disso, tenho exposta publicidade da Google no meu blogue através do seu Ad sense, mas como devem imaginar os ganhos até agora não foram muitos. E agora vou adicionar um botão Flattr, para aderir ao movimento e poder ter alguma apreciação. Contudo, no fundo é como alguém comentou no site da empresa e para aqueles que se interrogam sobre o seu sucesso: “This month … I’ve made $0.03, but it was the best $0.03 I ever made.”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O destino


Todos nós sentimos que nascemos com um destino. Para quem acredita, é saber que está escrito lá em cima que um dia acontece. Mas o que é que acontece? Isso, como a própria vida é complexo, mas sempre depende de caso para caso, ou de pessoa para pessoa.
A questão também passa pela sua fé e mais importante, pela sua ambição. Acreditar no destino pode ser simplesmente acreditar que nos apaixonamos pela pessoa certa (a cara metade); encontramos o trabalho/emprego da nossa vida. Que somos felizes com o que temos, mesmo quando isso significa ser e ter nada. Shakespeare já dizia que pobre é aquele que não é feliz com o pouco que tem.
Mas o destino pode ser sempre algo mais complexo...
Se vivêssemos numa tribo na floresta Amazónia a nossa fé não era mais do que o instinto de sobrevivência, mediada por regras de submissão e atrozes condições de vida. Será?
Aquele que nasce selvagem, se nunca sair do seu meio e nunca tiver contato com outros meios e ambientes, nunca se interrogará sobre o seu destino. Vive segundo as regras e tradições do seu povo e esta é a base da sua subsistência, no meio da comunidade nunca nada lhe faltará. Porém, quase nada nunca saberá. 
Nós os ocidentais, acreditamos demasiado no destino. Acreditamos que a sociedade está formatada de forma a que todos sejamos homogéneos na forma como vivemos e, quase sempre, na forma como morremos. Porque podemos morrer felizes. Com a sensação que fizemos algo na vida que valeu a pena e, de alguma forma, deixamos um legado para todos os que venham a seguir a nós.
Depositamos sempre nas nossas crianças, filhos e netos a esperança de um futuro melhor e mais justo. Agora aquilo que eu pergunto: acreditamos todos nesse destino? 
Eu próprio tenho já imensa dificuldade em acreditar em tal destino. À medida que o mundo vai evoluindo e se transformando acreditar num destino parece ser quase como acreditar que o ser-humano é dono das suas totais possibilidades de ação. Se acreditas no destino, não esperes que ele venha ter contigo. Pega numa arma e obriga-o a vir ter contigo. Porque a vida é curta e o destino é sempre longo de alcançar e, a maior parte das vezes, impossível de alcançar. 

My Facebook.