sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Criatividade de Mestre



De todo este post já há muito tornou-se obrigatório depois de eu em Maio passado ter dito aqui que sobre isto gostava de falar. A verdade é que passou muito tempo, demasiado até desde que publiquei aqui o meu interesse em falar sobre a Adobe e tudo que ela representa para mim. 
Sem dúvida o meu interesse insere-se nos seus magníficos produtos que podem ser encontrados no seu pacote Master Collection, concretamente na sua última versão CS5.
Tantas já foram as críticas que já li sobre as novas funcionalidades que podemos encontrar nesta versão, mas contudo nunca aprofundei o meu interesse sobre as mesmas. 
Contudo, no mês passado, conforme  já escrevi aqui, passou haver disponibilidade de encontrar nas bancas uma versão portuguesa da revista preferida de todos os criativos a Computer Arts. Nesta primeira edição vem um excelente artigo sobre o CS5 e foi sobre o mesmo que debrucei finalmente a minha atenção e por isso resolvi escrever. Por curiosidade fica de seguida a capa da segunda edição da revista que já pode ser encontrada nas bancas. 
Capa da 2ª edição da Computer Arts Portugal.

Sobre a revista e a sua primeira edição pouco há a dizer. Em muito segue a sua congénere inglesa, diferenciando-se principalmente pelo idioma. Porém, o artigo sobre o CS5 é de todo o artigo que destaco desta primeira edição. Foi o artigo que perdi mais tempo a ler e sobre o qual me vou inspirar para fazer este post. Assim nada melhor para começar do que apresentar o texto que serve de introdução ao artigo da revista CAPT sobre o CS5. Todavia sei que nem todos vão ter a paciência de ler todo o texto que segue. Por isso vou resumir o artigo nos pontos que considero mais pertinentes. Ao lermos o texto concluímos que a grande aposta da Adobe, passa por no futuro apostar mais no processo de criatividade que engloba qualquer processo nesta área. Nesse sentido, é referido que a aquisição por parte da Adobe da Omniture, uma empresa de análise da web. Esta aquisição permitirá no futuro que os criativos criem e, depois, aos analistas observarem as visitas e, dessa forma, obter um feedback num modelo integrado de software e serviços. Uma ideia que assenta no acompanhamento de todo o processo nas suas fases pré e pós-produção. No entanto ainda é especulativo, mas é considerado pelo CEO da Adobe, Shantanu Narayen, de um "gamechange", pois vai possibilitar a todos os envolvidos terem a noção real dos seus activos digitais. Outro destaque é o grande valor das comunicações móveis, que ganha especial destaque com o Iphone e Android, que segundo uma análise do grupo Gartner valerá este ano cerca de 4,2 biliões de euros e esse é o mercado do futuro que valerá mais a pena investir. Finalmente, a mudança do modelo tradicional da Adobe para um tipo de serviços online baseado no cloudcomputing que dentro de 15 anos valerá qualquer coisa como 5,2 biliões de euros segundo a ABI Research. A seguir ao artigo segue um resumo com os cinco principais recursos  que podemos encontrar no CS5 sobre o Photoshop, Illustrator, Flash Pro, Afterefects e Premiere Pro que são os que mais me interessam pessoalmente.  

Muita água correu debaixo da ponte desde o lançamento do inaugural Creative Suite da Adobe, em 2003. Esboça-se um sorriso irónico ao recordamos, que parte do pacote continha o Golive, como também, uma versão do InDesign com pequenas alterações. O significativo nesse lançamento, foi o facto de a Adobe se ter focado na produtividade e não nos recursos primários. Foi a estreia do Version Cue, e com ele o Bridge, que visavam simplificar o uso de activos entre equipas. O foco na colaboração permanece no recém-lançado Creative Suite 5. Mas, a nova versão revela que a Adobe tem mais ideias em mente, sendo o negócio uma delas. Dito isto, pense na empresa em si - o pessoal que tem de criar a imagem corporativa, gravar CEO podcasts, criar vídeos de "boas vindas" e aplicações Air de formação interactiva, e actualizar websites. Não é propriamente o modelo cool de agência, frequentemente descrito nas páginas das revistas como a nossa, mas, um vasto mercado a nível mundial. De uma forma crescente, os briefings da Adobe estão cheios de referências aos designers e como estes devem mudar a sua maneira de trabalhar - reduzindo as despesas, criando mais tipos de meios de comunicação e garantindo o retorno do seu investimento. Este mercado corporativo tem tido, e continuará a ter uma importância significativa na evolução do Creative Suite. Soa a muito limitativo, e na realidade é. Não há mal nisso. Significa que o Creative Suite está a evoluir para a produtividade e que permite trabalhar rapidamente devido ao Mini Bridge. E por falar em negócios, a Adobe ampliou recentemente a sua participação no mercado adquirindo, em Outubro do ano passado, a firma de web analutics Omniture por 1.8 biliões. Segundo o CEO da Adobe, Shantanu Narayen, "Os clientes da Adobe estão na expectativa de soluções que ofereçam experiências envolventes e mais eficientes, na forma com obtém retorno dos seus conteúdos e para a Adobe e os seus clientes, que irá possibilitar aos anunciantes, empresas de media e vendedores online de terem a noçao do valor dos seus activos digitais. Alguns comentadores mostraram-se confusos com esta aquisição, porque as ofertas da Omniture são tão doferentes da Adobe, mas se olharmos para o segmento da empresa de um modo formal, o negócio faz sentido. O conjunto de recursos CS5 ainda não tirou partido deste negócio de nenhuma forma significativa, mas não se surpreenda se ouvir falar em analytics no CS6. O que não significa que a Adobe deixou a criatividade de parte. Longe disso. Na realidade, os grandes recursos do CS5 estão projectados para demonstrar o quanto a equipa de developers da Adobe está focada na criatividade. Por exemplo, a técnica rotocosping bo Afterefects CS5 é uma maravilha a contemplar, que propõe automatizar o trabalho meticuloso das máscaras frame-a-frame com algumas pinceladas. Há ainda a ferramenta Content-Aware Fill do Photoshop que parece funcionar como por que magia. Além disso a empresa está empenhada em mostrar que o CS5 não é uma preguiça gigante agarrada a utilitários rápidos e gratuitos ou de open source. O que um Firebug faz agora o Dreamweaver também pode fazer. WordPress, Joomital e Drupal também não oferecem desafios em PHP para o Dreamweaver com suporte para live development nos sites construidos na integra. A Adobe menciona ainda os dias Just Do It da equipa do Photoshop. Este programa, emprestado pela equipa do Aftereffects, reservou tempo para adicionar centenas e importantes mlehorias ao Photoshop, pequenas ideias como, tornar um possível arrastar e largar um documento para um documento aberto e criar uma layer, adicionar um comando Delete Empty Layers, até incluir uma checkbox "Don't show This Message Again para a opção Maximize Compability. A mensagem é clara: o software CS5 continua na vanguarda do software criativo e repleto de vitalidade. Pode ser grande, mas não é incomodo. Mas a Adobe tem mais em mente: os serviços web. AABI Research estima que em 2015 o serviço de armazenamento em rede (cloud computing) valerá 5.2 biliões de dólares, O modelo tradicional de vendas da Adobe está completamente deslocado deste fenómeno, e nestes últimos anos tem apostado mais no que respeita aos serviços online. Com o CS5, há mais integração com os serviços web, sendo um bom exemplo o Browser lab. Existe também um Device Central, e ainda sound loops disponíveis com SoundBooth, Adobe Story que permite transformar o seu script em metadata para editar as suas cenas no Premiere. A Adobe também irá lançar brevemente um serviço remote review and approval para o Premiere chamado de Review. Neste momento é meramente especulativo, mas, no futuro esperaremos mais, especialmente depois de considerarmos a aquisição da Omniture. Os criativos construiriam sites, depois os analistas observariam as visitas, os bens que procuram e dariam feedback aos criativos num modelo integrado de software e serviços online. Mas isso é precipitado... A questão mais imediata é o que fazer com o Iphone. Segundo a empresa de análise Gartner group o mercado global de aplicações valerá 4,42 biliões de euros em 2010. Apesar da sua posição dominante no mercado de software criativo, a Adobe não tem muito em jogo. O casamento entre oFlash e a Adobe para breve parece muito improvável, por isso, existe o Packager no Flash que lhe permite criar aplicativos com o Flash, talvez usando-os como protótipos para se tornar num C++ developer. É um compromisso, mas o novo PHP de Dremweaver  e a sua entrada para os serviços mostram que a Adobe sabe algo mais sobre a indústria: não pode ser à sua maneira.Os criativos estarão à espera de novas ferramentas e mais rápidas para criarem novos e rápidos recursos ou aplicações. A Adobe também deverá continuar a ser rápida e inovadora. Deste modo, é rápido e novo ara os criativos, estável e confiável para os investidores, e, saudável, inovador e crescente para accionistas. É uma tarefa árdua, mas, com o CS5 a Adobe parece determinada a lidar com as três áreas. 

5 principais recursos


Photoshop

Content - Aware Fill: Quando retira objectos , o Photoshop pode preencher automaticamente os espaços com cenários ou os padrões envolventes.




Puppet Warp: a melhoria nas suas características permite o reposicionamento subtil de elementos fotográficos em particular, poses de modelos


Advanced Digital Image Handling: o Camera Raw 6 minimiza o ruído das iimagens com ISO elevado, enquanto a automatic itens correction rapidamente corrige o problema. O que é essencial perceber é o modo RAW e todo o mistério que envolve este conceito. 


Selecções: As ferramentas Object Selection estão mais apuradas.


Melhorias no Workflow: recursos como o Mini Bridge, as novas opções e áreas de trabalho configuráveis da Web Gallery prometem mais produtividade.


Illustrator

Espessuras variáveis de traços: os traços não precisam de ter espessuras uniformes. É possível variar a espessura do traço com a colocação estratégica de pontos.


Pontas de setas e traços: a impaciente tarefa de alinhamento de pontas de setas e traços é simplificada.


Desenhar em perspectiva: uma nova ferramenta permite a ilustração ao longo de 1, 2 ou 3 pontos de perspectiva.  


Áreas de trabalho melhoradas: a Adobe activou a função Multiple Artboards do Illustrator, melhorando assim o fluxo de trabalho.


Controlo Anti-aliasing para pequenos ecrãs. a Adobe adicionou ferramentas para regular texto serrilhado, para tecnologias baseadas em ecrãs, assim como, um Align to Pixel Grid para uma maior nitidez do objecto.




Flash Pro

Action Script Editor: melhorias que incluem dicas de costum class code, e código de caesso às libraries mais eficazes.


Spring For Bones: o sistema Inverse Kinematics confere movimentos muito realistas aos objectos.


Mecanismo de texto: crie letras com grelhas de impressão incluindo kerning, ligatures e leading.


Guarde ficheiros XFL: vários membros de uma equipa podem trabalhar nos gráficos sem necessitarem de descomprimir e recomprimir ficheiros binários .fla. 




Illustrator

Espessuras variáveis de traços: os traços não precisam de ter espessuras uniformes. É possível variar a espessura do traço com a colocação estratégica de pontos.


Pontas de setas e traços: a impaciente tarefa de alinhamento de pontas de setas e traços é simplificada.


Desenhar em perspectiva: uma nova ferramenta permite a ilustração ao longo de 1, 2 ou 3 pontos de perspectiva.  


Áreas de trabalho melhoradas: a Adobe activou a função Multiple Artboards do Illustrator, melhorando assim o fluxo de trabalho.


Controlo Anti-aliasing para pequenos ecrãs. a Adobe adicionou ferramentas para regular texto serrilhado, para tecnologias baseadas em ecrãs, assim como, um Align to Pixel Grid para uma maior nitidez do objecto.



Flash Pro

Action Script Editor: melhorias que incluem dicas de costum class code, e código de caesso às libraries mais eficazes.


Spring For Bones: o sistema Inverse Kinematics confere movimentos muito realistas aos objectos.


Mecanismo de texto: crie letras com grelhas de impressão incluindo kerning, ligatures e leading.


Code snippets: os Code snippets são blocos do Action Script que pode incorporar nos seus projectos para acelerar a produção, simplificando a especificação de comportamentos padrão.


Aftereffects

Roto Brush: em vez de mascarar objectos frame a frame, faça-o automaticamente com poucas pinceladas de um pincel muito inteligente.


Auto-Keyframe: desenhado a pensar nos utilizadores menos experientes, este recurso guarda como keyframes as alterações nos seus objectos.


Direct-to-disc: é um suporte de câmera que está preparado para o Aftereffects e o HD digital, com suporte para AVC Intra 50 e 100 codecs. O RED camera support foi reforçado. 


64-bit: suporte nativo do AE que combina bem om RAM, e pode agora tirar partido de mais de 8GB. 


Photoshop support: pode importar layers do Photoshop incluindo recursos criados com as novas melhorias para 3D, como é a ferramenta Repoussé.


Premiere Pro.

Integration com o Adobe Story: o premiere usa scripts escritos usando o recurso Adobe Story online do editor como metadata para cada cena a ser editada.


Trabalhar melhor e sem tapes: suporte para uma gama alargada de formatos direct-to-disk.


Mercury Playback Engine: preview e playback de mais imagens em tempo real, mesmo em ficheiros HD. Aqui temos que ver os vídeos que se seguem. 



Ultra Keyer: chroma key rápida, precisa -  até em filmagens HD - com o novo Ultra Keyer do Premiere Pro.


Integração do Adobe Review: permite a visualização remota de projectos Premiere Pro, comentar, e codificar simplificados de vídeo para web baseado em premiere. 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

História da Comunicação_2

O mais fascinante a constatar é como a designação de quarto poder acerca dos meios de comunicação social desde sempre esteve ligado à manipulação da opinião pública. É preocupante ver que em tempos de monarquia já havia a preocupação de "enganar" a população e desviar a sua atenção  de acordo com os interesses dos que possuem o poder. Neste caso concreto, Frederico II e uma carta falsa do Papa da altura do fim da Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Está escrito na página 39:

Em 1767, após o fim desta guerra, fica a saber que em Berlim, a sua capital, corre o boato falacioso de uma nova guerra - que seria muito impopular. Pensa que os rumores devem ser afastados e, convocando jornalistas que estão a seu soldo ordena-lhes que publiquem que acabara de haver uma terrível tempestade de granizo perto de Potsdam, com muitos feridos e estragos materiais. Os berlinenses esquecem imediatamente as suas preocupações anteriores e procuram saber os pormenores desta catástrofe imaginária: tão imaginária como a cobra de rubis. E o rei regozija-se por ter enganado tão habilmente os seus súbditos.   
A Liberdade Guiando o Povo, por Eugène Delacroix.
Em França, a Revolução Francesa (1789-1799) alterou o quadro social e político de França. Porém umas décadas antes houve uma outra série de transformações que mudaram a sociedade. Foi a luta dos gazeteiros contra os filósofos. Uma luta dos cultos contra os incultos, onde nomes como Voltaire chegam afirmar que a imprensa se tornou um dos flagelos do povo. Até que ponto ele teria razão? Uma luta que se sintetisa num paragrafo da página 40:
Na mesma óptica se encontra a proposta de Diderot, feita na Enciclopédia: «Todos estes jornais são o alimento dos ignorantes, o recurso dos que querem falar e julgar sem ler, o flagelo e o desgosto dos que trabalham. Nunca proporcionaram a uma pessoa culta um bom escrito, nem impediram um mau autor de escrever uma má obra. 
Em relação à posição dos Estados Unidos da América, o autor afirma que é necessário uma palavra para acabar com a influencia da independência dos E.U.A sobre a crónica da liberdade da imprensa em progressão. Nesse sentido escreve o autor na página 45.
Quando na alvorada da Revolução, em Abril de 1789, Brissot, o futuro líder dos Girondinos, lança um jornal que rapidamente tem um grande êxito, Le Patriote Français, escreve no seu prospecto as seguintes frases reveladoras: «Para além das brochuras, é necessário encontrar outro meio que tenha baixos custos e uma forma que não seja aborrecida, de maneira a instruir incessantemente todos os franceses. Este meio é um jornal político ou uma gazeta. É o único meio de instrução para uma nação numerosa (...) que procure sair da ingnorância ou da escravatura. Sem as gazetas (eis o importante) a Revolução da América (...) nunca teria sido feita.
Jacques Brissot, 1754-1793

Concurso de criatividade

O concurso visa desafiar os estudantes do ensino superior, universitário e politécnico, a criar propostas para uma campanha de Prevenção da Infecção VIH/sida dirigida à população geral. Através deste concurso, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida pretende estimular a realização de projectos criativos que possam ser posteriormente materializados em campanhas de comunicação a exibir nos media, envolvendo os estudantes nos esforços de prevenção do VIH e promovendo a descoberta de novos talentos na área da criatividade. O prémio é um valor pecuniário de 3000 €.
Os Objectivos do Concurso são obter propostas criativas para a produção de uma campanha institucional de prevenção da infecção VIH/sida dirigida à população geral. Envolver os alunos do ensino superior na prevenção da infecção VIH/sida. Descobrir e promover novos talentos para a área da criatividade.
O concurso é dirigido a todos os alunos do ensino superior, universitário e politécnico, podendo especialmente interessar aos estudantes de comunicação, design, publicidade, marketing, argumento ou cinema. As candidaturas podem ser individuais ou em grupo e deverão ser enviadas por carta registada até dia 15 de Abril de 2011 juntamente com a ficha de inscrição que se encontra no regulamento do concurso.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

História da Comunicação




Mais um livro para juntar à minha colecção. Este ganha especial interesse para mim porque foi um livro que adquiri à cerca de três anos, mas até agora nunca tive oportunidade de o ler. 
Finalmente lá o comecei a ler e apercebi-me que foi uma má opção da minha parte não o ter lido mais cedo. Acima de tudo este livro permitiu-me abrir os horizontes para o conceito mais amplo que é a comunicação social. Uma infra-estrutura da sociedade que conheceu no século passado o seu apogeu e encontra no século XXI um outro desafio que muito pouco ainda se conhece.
O mais interessante que notei no livro foi que as mesmas preocupações sociais surgiram quando um novo meio foi criado. Foi com a Imprensa, com a Rádio, com a Televisão e agora com a Internet. 
O autor é Jean- Noël Jeanneney, um especialista em história dos media, uma área em que foi pioneiro. Outra obra sua mais recente é o livro: A Google e o Mito do Conhecimento Universal.  Um livro para ler nos próximos tempos.
Ainda acerca da Google foi lançado na semana passada o Google eBooks e apenas para os E.U.A. A empresa pretende com este produto mudar a maneira de como as pessoas compram e lêem livros no século XXI através do Cloud Publishing ou livros guardados na nuvem. Num próximo post irei analisar esta questão em mais profundidade.
A empresa norte-americana fundada em 1998 por Larry Page e Sergey Brin, lançou em 2004 o Google Books que tinha como objectivo “disponibilizar online e de forma acessível e útil a informação armazenada nos livros de todo o mundo.” Desde essa altura, a Google já digitalizou 15 milhões de livros. Trabalhou com mais de 35 mil editores e mais de 40 bibliotecas, em mais de 100 países e em mais de 400 idiomas. Fica o vídeo de apresentação: 



Como já tinha referido, esta é uma questão que vai merecer no futuro um pouco do meu tempo na tentativa que tenho de compreender. A principal razão é a seguinte pergunta: o que leva o Homem a querer manter um suporte vivo, quando a tecnologia fez com que houvesse novos suportes e com isso novas formas de tornar mais confortável tarefas como ler um livro ou  jornal? Este livro é também uma ajuda nesse sentido. Porque ele fala sobre a história da comunicação e é nessa que também estou interessado. Nesse sentido vamos então olhar para livro que vou analisar em vários posts e com recurso às citações que considerei mais importantes.
Na introdução do livro, mais concretamente na página 5, o autor resume a importância da História da Comunicação Social na sociedade e humanidade e que para mim define claramente a importância da comunicação social ao longo da história:
A história dos meios de comunicação social abrange uma área muito vasta. Ao encarregar-se da tarefa de estudar a representação que ao longo dos séculos, as sociedades têm de si próprias e das outras, e a multiplicidade dos esforços utilizados por todos os actores do jogo para modificar esta imagem de acordo com os seus próprios objectivos, ela reúne todas as áreas de investigação e diz respeito à maioria das actividades humanas, públicas e privadas. 

Bíblia de Gutenberg, primeiro livro impresso. 

Embora os factos remontem para que a escrita tenha sido inventada muito antes de Gutenberg, o mundo ocidental a ele marcou para a História como o criador da imprensa escrita e responsável pela impressão do primeiro livro, mais concretamente a Bíblia. Como o autor nos demonstra na página 20:

É então que, feito espantoso, aparece a imprensa , investida por Gutenberg em Estrasburgo, em 1438. Refiro-me ao ocidente, uma vez que os Chineses, que saem dos limites abrangidos por esta obra mas que, no entanto, devemos mencionar, já a conheciam há vários séculos e, graças, a ela, a dinastia dos T'ang, que reinou na China de 618 a 907, pôde lançar a público uma gazeta oficial com o nome de Ti Pao.  

Imagem alusiva à dinastia T' ang.

Tal como todo o conhecimento torna-se quase impossível definir com exactidão quem realmente foi o inventor de determinado invento. Porque todo o conhecimento é um processo sequencial de outro que foi conseguido com tentativas e erro. De qualquer das formas isto serve mais uma vez para lembrar que nem sempre devemos acreditar em tudo o que ouvimos e vemos.
Ao longo do livro fui notando como a história da comunicação está ligada intrinsecamente à própria personalidade que o mundo foi adquirindo depois da Revolução Industrial. Um facto que mecanizou todos os processos de produção e permitiu a massificação. Dando assim origem a periódicos de todos os géneros. Diz o autor na página 21:

A Gazette, que aparece nesse ano (1631), tem quatro páginas, num formato 23 x 15 cm, com uma tiragem que vai dos 300 aos 800 exemplares, É composta e impressa folha a folha. 


Théophraste Renaudot, médico originário de Montpellier.
Criou o primeiro semanário chamado Gazette em Paris.

Um pormenor interessante que notei na página 23 foi a aproximação aos jornais de hoje que senti dos jornais  de tempos passados. Falo mais concretamente daqueles que procuram o sensacionalismo e o místico como forma de vender o seu produto. Veja-se o parágrafo:

Aliás, o Le Mercure Galant não desdenha as mentiras, o que mostra que os géneros não estão fixados: durante todo o ano de 1680, mantém os seus leitores em suspense de «a cobra de Tour du Pin», um animal que transporta nos seus dentes um maravilhoso rubi e que reaparece várias vezes perante os camponeses estupefactos: o antepassado do monstro de Loch Ness ou dos OVNIS de hoje em dia.  

Capa do Semanário Mercure Galant de 1678

Uma outra questão pertinente ao ler o livro foi notar as primeiras lutas pela liberdade, nomeadamente o que Gédéon Flournois escreveu no fim do reinado de Luís XIV. Assim na página 25 do livro está escrito:

Aos senhores escrivães de Sua Majestadee os  pela inspecção dos livros proibidos: quanto mais teimam em impedir que os bons livros e os bons jornais entrem na França, quanto mais severos se mostram sobre este ponto, mais despertam nos Franceses o desejo de os ver, de os encomendar, qualquer que seja o perigo e custe o que custar, e de os ler avidamente, pois a natureza do homem é tal que desdenha quilo que lhe é permitido e corre atrás do que lhe é proibido.
O autor também chama a atenção para as atitudes que foram tomadas em pleno século XVIII em que o mundo dos jornais é conduzido a uma reflexão de conjunto acerca da verdade que veicula, acerca dos seus limites e dos seus defeitos. Três atitudes que ainda dominam nos dia de hoje no código deontológico de cada órgão de comunicação, ou pelo menos devia.  Assim está escrito na página 29:
E, em face deste problema de sempre, já se precisam três atitudes possíveis (e não contraditórias): uma modéstia necessária, uma inquietude recorrente e, apesar de tudo uma confiança corroborante. 
Na Inglaterra, com o desenvolvimento das luzes e do espírito filosófico, está correlacionada com com o vigoroso desenvolvimento que a imprensa conheceu no século XVIII. É o tempo que o jornal entra nos hábitos das elites europeias e se torna indispensável para elas.
Foi naquele país que o estilo literário se misturou com o estilo jornalístico e originou a sua decadência. Está escrito na página 33:
Mas os dois nomes mais ilustres são Daniel Defoe e Jonhatan Swift. O primeiro é autor de Robinson Crusoe (1719), o segundo é autor das Viagens de Gulliver (1726). Estes dois livros  tiveram um estranho destino. São violentos, tiveram uma grande importância política no seu tempo, e mais tarde, a pouco e pouco, tornaram-se insípidos à força de serem reduzidos, expurgados, condensados, até se tornarem obras infantis, passando de livros brancos para livros verdes, aliás para livros cor-de-rosa. 
Livro Robinson Crusoe por Daniel Defoe
É também na Grâ-Bretanha que ocorre a opressão, a corrupção e o imposto, no fundo são estes o três motores que explicam o desenvolvimento da imprensa britânica. Mas que no entanto são os três obstáculos à própria imprensa. Está escrito na página 36:
É a Grâ-Bretanha quem inventa o imposto de selo, criado em 1712 e aumentado em 1724, 1756 e 1775. Encontramos aqui a controvérsia anteriormente evocada: e ou não desejável que o povo leia? Será saudável para o equilíbrio de um país que as classes populares estejam ao corrente dos pormenores da vida política e social? A maioria dos políticos acha que não, enquanto que, em vista disto, se denuncia com paixão «o imposto sobre o conhecimento».  

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um ano de MUBI

Faz este próximo mês um ano que comecei a utilizar a rede social de cinema MUBI. Uma rede social onde a interacção é feita a pensar no consumidor de cinema e adepto da sétima arte. Não deixa de ser curioso que tenha a começar com mais regularidade este spot de comunicação, ao mesmo tempo que o facebook, mas diferente no tempo de inserção de inscrição. No facebook já estava inscrito à mais tempo, mas nunca lhe dei muito uso até há um ano atrás.
O MUBI é uma rede social deveras menos frequentado que a sua congénere, que no seu universo já conta com mais de 500 milhões utilizadores activos, pelo menos pelas últimas notícias que vi a falar nesse assunto. Mas esta é uma rede atractiva e vocacionada para um tipo de público mais específico, os cinéfilos. 


Inicialmente começou por chamar-se The Auteurs, mas recentemente mudou para o que detém actualmente. A sua história começou há pouquissimos anos e as suas principais características são cinco. 
Why can’t you watch In the Mood for Love in a café in Tokyo on your laptop?
Why is it so hard to meet people who share the same love for Antonioni?
Wouldn’t it be great to instantly send Tati’s Playtime to a friend if you think they needed it? (There’s nothing like film therapy!)
Why do films on the Internet just look awful?
Why are we talking as if we were John Cusack in High Fidelity?

Não vale a pena dizer muito mais. Neste canto da rede respira-se cinema, mas cinema com linguagem e estética e que levam a sério o paradigma de que se não é popular, não quer dizer que não seja bom. O que outros têm, mas não transmitem também. Uma outra informação relevante é a sua partnership com a Sony, mais concretamente através do seu produto Play Station Network


É verdade que a minha relação com cinema tornou-se mais comum depois de a começar a utilizar com mais frequência. Podendo, desta forma,  ter acesso a filmes de qualidade e acessíveis quando a minha vontade falava e queria.
Mas acima de tudo é um lugar de pesquisa alternativa que por vezes proporciona das surpresas mais agradáveis que o cinema é capaz de dar. Mas mais fundamentalmente por ser um nicho que proporciona uma escolha diferente do mainstream de Hollywood e que contagia todo o mundo ocidental. 
No fundo é um lugar onde guardo as minhas melhores memórias de todos os filmes que vi. Nesse sentido resolvi fazer uma retrospectiva de todos os filmes que vi este ano que passou e que o MUBI ajudou a guardar uma nota. Ao longo do ano fui assinalando com estrelas a classificação que os filmes em mim causaram. Mas esta classificações são uma mera formalidade de saber distinguir os filmes, no fundo todos são bons. Contudo houveram filmes que me marcaram mais, por isso a classificação.
Assim vou apontar aqui apenas os filmes que este ano atingiram a fasquia das cinco estrelas com imagens. O resto da lista pode ser consultada aqui.  


ANTICHRIST
Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Polónia, Suécia
2009, Lars Von Trier.
GLADIATOR
Reino Unido, Estados Unidos
2000, Ridley Scott.
ALIENS
Estados Unidos
1986, James Cameron. 
ALIEN
Estados Unidos, Reino Unido
1979, Ridley Scott.
2001: A SPACE ODYSSEY
Reino Unido 1968, Stanley Kubrick.
CITIZEN KANE
Estados Unidos
1941, Orson Welles.
DIE FETTEN JAHRE SIND VORBEI
Alemanha
2003, Hans Weingartner.
THE GODFATHER: PART III
Estados Unidos
1990, Francis Ford Coppola.
THE GODFATHER: PART II
Estados Unidos
1974, Francis Ford Coppola.
THE GODFATHER
Estados Unidos
1972, Francis Ford Coppola. 
APOCALYPSE NOW
Estados Unidos
1979, Francis Ford Coppola.
SCOOP
Estados Unidos, Reino Unido
2006, Woody Allen.
MATCH POINT
Reino Unido, Irlanda, Rússia, Estados Unidos
2005, Woody Allen.
300
Estados Unidos
2006, Zack Snyder.
TERMINATOR 2: JUDGMENT DAY
Estados Unidos, França
1991, James Cameron.
THE DREAMERS
Reino Unido, França, Itália
2003, Bernardo Bertolucci. 
ALICE IN WONDERLAND
Reino Unido
1903, Cecil Hepworth, Percy Stow. 
EUROPA
Dinamarca
1991, Lars Von Trier. 
WALKABOUT
Austrália
1971, Nicolas Roeg.
THE MATRIX
Estados Unidos, Austrália
1999, Andy Wachowski, Lana Wachowski. 
DAS WEISSE BAND - EINE DEUTSCHE KINDERGESCHICHT
Alemanha, Áustria, França, Itália
2009, Michael Haneke. 
YI YI
Taiwan, Japão
2000, Edward Yang. 
VALS IM BASHIR
Israel, Austrália, Bélgica, Suíça, Alemanha, Finlândia, França, Estados Unidos
2008, Ari Folman. 
DOGVILLE
Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos
2003, Lars Von Trier.
FANTASTIC MR. FOX
Estados Unidos, Reino Unido
2009, Wes Anderson.
MULHOLLAND DRIVE
Estados Unidos, França
2001, David Lynch.
MONSTER'S BALL
Estados Unidos
2001, Marc Forster.
THE ABYSS
Estados Unidos
1989, James Cameron.
WHERE THE WILD THINGS ARE
Estados Unidos
2009, Spike Jonze. 
TWO LOVERS
Estados Unidos
2008, James Gray.
FORREST GUMP
Estados Unidos
1994, Robert Zemeckis.




Reaprender

 Nunca é fácil quando conhecemos uma pessoa. Principalmente se por essa pessoa começarmos a sentir sentimentos.  É uma roda viva de emoções ...