sábado, 28 de setembro de 2013

Quando eu era pequenino.








Quando eu era pequenino, o mundo parecia tão grande. Tão imenso, que muito que procurasse o seu início ou o seu fim, acabava sempre desiludido. 
Porque, por por um lado enquanto no sitio de lá parecia ser o seu fim, no sítio de cá havia ainda uma imensa paisagem para visionar.
Esse mundo infinito, era apenas a minha aldeia. 
Com as suas estradas com o bom paralelo há portuguesa. E com isso umas vias de comunicação bem desgastadas para os veículos que lá transitavam. E que, por essa razão, eram razão do desgaste do veículo e das pessoas que lá passavam.
As pessoas simples que viviam do pouco que ganhavam do trabalho imenso e intenso que as fábricas têxteis do Vale do Ave proporcionavam.Com esse salário precário alugavam ou construíam casas. 
Eram e são casas simples, algumas com mais de 30 anos, mas albergues de famílias inteiras.
Os cafés onde, principalmente homens, se juntavam para conversar, beber um fino com Martini e jogar bilhar e a famosa sueca.
O campo de futebol, onde os jovens treinavam futebol de sala e com isso ter uma equipa com o nome ADEPE (Associação Desportiva de Pedome); onde entre outros, o meu pai foi um dos seus fundadores há já umas boas décadas. Estas eram algumas das características da minha aldeia, quando era pequenino.
O tempo passou e eu fui crescendo, as casas foram remodeladas, as estradas também. 
Algumas pessoas encontraram o eterno descanso, porém novos seres foram trazidos ao mundo e por isso novos habitantes preencheram a demografia da localidade.
Quando era pequenino a minha aldeia parecia ser o centro de tudo, mas conforme fui crescendo apercebi-me que era apenas mais um local no mapa que pouquíssima gente conhecia e que para além dela havia ainda muito para conhecer. Outras localidades, cidades países, etc. 
Então, quando a vida me proporcionou essas oportunidades de conhecimento, apercebi-me que o mundo não era apenas aquilo que eu via. Era um mundo que devia ser visto fora da caixa.Isto é, não olhar para ele de forma circular mas sim de forma quadrada. 
Porque quando era pequenino, mundo parecia uma wonderland onde o ponto de partida era o ponto de chegada. Agora que sou grande, sei que o mundo e o sistema construíram-me de forma quadrada. Isto é, o ponto de partida leva a um de chegada, onde esse pode ser novamente um ponto de partida.
Quando era pequenino queria tudo, agora que sou grande apenas quero o que vida tem para me dar. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lua





Na sublime inquietude do tempo, procuramos a resposta para que todos os dias sejam dias que valem a pena. 
O sol é um acompanhante importante nesse aspecto. Ele dá energia, vida, força.
No entanto, a noite, sublime e diferente do dia, também tem a sua estética pessoal.
Nos recantos mais  escondidos da Lua, poderá, estar essa resposta sublime e pormenorizada.
Entre as folhas de uma árvore, os seus ramos. Num campo de milho e o seu fruto. Numa floresta com as mais estranhas criaturas. No quarto, debaixo da cama a aranha que teceu a sua teia. São sítios e seres em que o brilho da Lua chega.
São aspectos que desdenham no olhar, mas que estão presentes. 
A lua, um satélite natural. 
A presença mais assídua da noite. Acompanhante de todos os acontecimentos que nessa parte do dia ocorrem. 
Por ventura, a sua presença é quase metade do dia do calendário romano que é seguido no mundo ocidental. 
Ela ilumina aquilo que o Homem chamou de noite. É uma acompanhante de luxo, porque mais nenhum objecto brilha como ela quando está cheia.
A Lua. 
Eterna acompanhante da escuridão. Estas podem ser trevas que fascina uns e assusta outros. 
É interessante analisar a sua presença, a da Lua. 
Parar uns segundos, uns minutos, o tempo que seja... 
Olhar, com olhos de ver e reflectir sobre a sua presença...
Porque muito que nós tente esconder da sua aura, na escuridão da noite. A sua luz penetra em qualquer lugar.
Vida que é vida, nunca é esquecida. E a lua brilha e sem ela faz-se dia. 








sábado, 7 de setembro de 2013

I share, I am.







Sou filho de um tempo de atitudes individuais que facilitam a harmonia da mente. Atitudes que todos os dias facilitam a nossa estadia neste lugar a que chamamos Terra. Um tempo que a tecnologia está a mudar (mudou) a rapidez com que as coisas se fazem.Tanto ao nível do trabalho, da vida pessoal e social. Um tempo de revolução tecnológica que abafou a comunicação pela via digital e começou a mandar os elementos discursos por canais, que parecem ser linguagem gestual por instrumentos tecnológicos, em que os grupos são um rede social de comunicação bipolar.

Isso entristece-me, para esclarecer melhor, nada como ver o vídeo que coloco abaixo.





Os contextos de comunicação mudaram, para os mais atentos. Os mais desatentos ainda vão dar por ela. Eu faço parte dessa tribo, porque I Share, I am. Parece quase uma questão filosófica que os filósofos da actualidade devem observar com mais atenção.

Em conclusão, a solidão pode ser procurada para momentos de reflexão para atingir o equilíbrio individual (como demonstra a foto acima), mas a solidão também pode ser estar no meio de um grupo de pessoas e perder as mensagens que estão a ser transmitidas.

Para onde caminhamos?  Não sei, mas o caminho é ainda recente e ninguém sabe o seu fim.
Apenas sei que que tudo muda. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Vivemos a quarta revolução e isso atinge as nossas vidas. Seja no interior ou no exterior. O tempo é de adaptação. Mas nem todos vão conseguir adaptar.


domingo, 1 de setembro de 2013

Semear para colher







Nas sementes da vida, muitas vezes o que é plantado é colhido de formas misteriosas que a capacidade inteligível do humano não compreende,
Semear para colher pode ter variados significados, dependendo da pessoa e da semente que plantou e as suas características. 
Ambas são perfeitas na forma de ter um pequeno jardim de frutos sumptuosos e gratificantes. Ou então um um jardim com solo pobre onde o fruto que nasce, nada traz a não ser mais vazio. 
Semear para colher é uma metáfora de atingir certos objectivos na vida,  pessoais e profissionais. 
Mas colhemos aquilo que semeamos e este provérbio está tão entranhado no ser humano, desde que Homem é homem racional.
Não podemos viver de sonhos utópicos, devemos fazer da utopia uma realidade agradável e com isso colher o melhor fruto.
Noutro sentido, nunca podemos esquecer que muitas plantas têm espinhos para proteger o seu bem mais precioso, o seu fruto. 
É este estado de alerta que devemos ter perante tudo, isto é, ter defesas.
As folhas são uma ajuda no crescimento do fruto, é um suporte ao seu crescimento e ampara a sua queda no solo, quando este chega à altura certa para se libertar da sua origem.
Não basta semear para colher. Depois disso temos que tratar gentilmente o que colhemos e dar continuação ao seu legado. Ter um bom solo fértil onde plantar a semente que dará novos frutos. 

My Facebook.