segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Reflexão sobre a impressão tipográfica

Este pequeno filme, Upside Down, Left To Right: A Letterpress Film (2012) realizado por Danny Cooke é uma pequena reflexão sobre aquilo que se está a passar atualmente sobre a impressão tipográfica e que teve a sua origem com Gutenberg no século XIX. Mas também é uma demonstração que não está esquecida e morta como muitos querem fazer crer. 


Já parece um cliche este discurso, visto que quando falamos do digital, o seu impato em modelos de trabalho já estabelecidos foi enorme. Porém, esta é a ideia que é abordada na pequena curta documental, mas também o trabalho da Plymouth University.
Paul Collier, o tipógrafo e protagonista, faz-nos uma visita guiada pela pequena oficina repleta de máquinas. Relembra-nos das diferenças que existem entre aquele método de trabalho e o digital. Salientando que no digital, os erros facilmente podem ser apagados; no mais tradiconal o espaço para erros é mínimo ou até inexistente.
Com uma linguagem cinematográfica deliciosa, este filme é verdadeiramente inspirador. Principalmente pelos pormenores visuais que nos dá sobre o processo de trabalho e que se conjuga perfeitamente no todo estético que é a tipografia com o cinema. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

The Artist (2011)

Aquando da minha seleção dos melhores filmes de 2011, ainda não tinha visto durante aquele ano The Artist (2011). Caso tivesse acontecido, por ventura teria entrado na minha listagem. As razões para isso são estas: num tempo em que a película está a perder terreno para o digital, onde o 3D invadiu o cinema como uma praga, a coragem para fazer um filme com esta estrutura já é de si admirável. O filme é uma experiência que nos remonta para o cinema mudo e nos emociona de uma forma profunda e introspetiva. Não me recordo de uma outra vez em que a mise en scene fosse capaz de ser o verdadeiro do foco, nomeadamente a sua soundtrack.


O filme faz recuar a minha memória ao tempo em que via filmes a preto e branco, porém nesse tempo a obrigatoriedade a ver esses filmes estava ligada à oferta dos canais generalistas públicos e ainda sem os canais privados que apareceram no espetro nacional nos anos 90. 
No tempo atual, se não fosse a oferta da Internet, estava limitado a visualizar a praga do 3D que prometeu ser uma autêntica reformulação no cinema, mas acabou por ser um autêntico desastre. E a oferta nos canais generalistas de filmes a preto e branco é rara ou inexistente, sendo que a RTP 2 poderá ser uma exceção. 
Por outro lado, o que me interessa aqui analisar, é uma ideia que me ocorreu durante a visualização do filme. 


Ainda antes do aparecimento do som nos filmes, todas as outras caraterísticas inerentes à sua forma eram o objeto de apreciação do espetadores perante a obra. Contudo, os diálogos ou o som do discurso dos protagonistas era algo que não era dado importância, simplesmente porque não existia. 
Percebendo que ao vermos um filme apenas conseguimos ver uma fração dele e nunca como um todo (como está bem explicado no projeto Cinemetrics); podemos interrogar qual era a importância da mise en scene no tempo em que o cinema era mudo. 
Recorrendo a David Bordwell, entendemos que o termo original vem do francês e que significa pôr em cena uma ação e que no príncipio se aplicava à direção teatral. Estendendo o termo à linguagem cinematográfica, serve para expressar o controlo que o realizador tem sobre o que aparece sobre a imagem fílmica. Isto é, a cenografia; a iluminação, o vestuário, e o comportamento das personagens. 


Com o controlo sobre aqueles elementos, o realizador encena o que é feito para a câmara. O poder da mise en scene é a faculdade de transcender as concepções habituais da realidade, como podemos observar no primeiro mestre que dominou a técnica: George Méliès. 
Durante uma filmagem Méliès teve um problema na câmara no momento que filmava um autocarro. Depois de resolver o problema, voltou a filmar e captou um carro fúnebre. Quando estava a rever o que tinha filmado, quase como por magia deu conta que o autocarro se transformava no carro fúnebre. Seja verdadeira ou não, o que esta estória nos diz é a capacidade poderosa da mise en scene. 



Voltando ao filme, a sua melhor caraterística é mesmo fazer o espetador voltar a esse tempo em que o filme era mudo e o espetador apreciava a obra cinematográfica sem a interferência do discurso dos protagonistas. Não quero com isto dizer que os diálogos não são importantes nos filmes, longe disso. O que estou a tentar explicar é que o filme é uma viagem no tempo e uma forma de nos emocionar literalmente como as pessoas no passado apenas tinham acesso a filmes a preto e branco e a banda sonora atuava em direto durante a projeção do filme. O tempo em que a mise en scene tinha uma estrutura diferente e capaz de submergir o espetador de uma forma completamente diferente no filme. Por último, a narrativa com os seus gaps de som também é uma mais valia do filme, já que a ruptura no seu desenvolvimento é bem explícita graças a esse recurso. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Métricas de cinema

Descobri hoje este projeto final de curso de Frederic Brodbeck aluno da Royal Academy of Arts. Cinemetrics é uma ideia sobre medir e visualizar dados dos filmes de forma a revelar as suas caraterísticas e criar um fingerprint visual deles. Informação como a estrutura de edição, a cor, os diálogos e o movimento são extraídos, analisados e transformados em gráficos para que os filmes sejam vistos como um todo e facilmente interpretados e comparados. 

Esquema do workflow 

O autor do projeto apresenta-se como um cinéfilo e a sua tese como generative / computational design and what role writing code plays regarding new approaches in (graphic) design. Com muita programação, Frederic propõe distanciar-se de outra informação gráfica que usa meta-data relacionada com filmes e cinema (budget, box office data, awards won, relationship between characters etc.). Nesse sentido, usa o filme em si mesmo como fonte dos dados, de forma que toda a informação possa ser extraido dele. O resultado final e as ferramentas para extrair os dados é brilhante, conforme podemos ver neste vídeo  de explicação do projeto. 


Como todos sabemos, o filme na sua estrutura base apenas pode ser visto uma imagem de cada vez, isto é, apenas uma fração e nunca o todo. Assim, o objetivo é proporcionar uma representação gráfica  com a totalidade das caraterísticas do filme. 
Na minha minha opinião, é naquele último ponto que o projeto ganha especial interesse. Para os estudiosos do cinema, simples entusiastas com a sétima arte, pode ser uma ferramenta de análise interessante e até como forma de selecionar filmes que queremos ver nomeadamente nestes quatro aspetos: 
  • original vs. remake
  • movies of the same genre / series
  • different epochs of film-making
  • all movies by one director
Vários posteres relativos ao projeto podem ser adquiridos no site oficial do projeto e parece que vai haver um livro final com os resultados e análise da investigação.  Por último, quero apenas dizer que este é um trabalho perfeito na convergência entre arte, ciência e design. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

The Gloaming (2010)

Esta é uma curta francesa de 14 minutos produzida por Sabotage Studio. The Gloaming (2010) é uma estridente, distópico e totalmente brilhante metáfora sobre a queda da civilização, um pouco antes que a completa escuridão nos engula a todos nós.


O filme pega de forma pura e dura nos problemas que assombram o mundo que vivemos e transforma-los num objeto visceral de reflexão. Aponta a violência, as guerras, a religião, o capitalismo, as teorias da conspiração, etc.
Está tudo lá, sem preocupações de sensibilidade e promiscuidade. A storyline é o mimetismo do mundo real do ser humano, para um ambiente de desenho com traço negro e sem censuras. Nomeado para os Césares (os óscares franceses), está disponível durante sete dias no vimeo para visualização grátis online. Assim é só ir a este endereço: http://vimeo.com/35369918 e usar a password: cesars2012 para o visionar.


O que me faz gostar especialmente desta obra é a falta de complexos na criação da narrativa e da arte. É a aproximação deste género de arte para a realidade do nosso mundo com os seus problemas, para uma outra alternativa e metafórica. Porém, o nojo aqui não se sente tanto como se pode sentir na realidade, no entanto tem sequências que podemos sentir realmente nojo no que estamos a ver. Essa é a intenção da curta. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Algumas ideias para criativos empreendedores

A semana passada  foi muito ocupada com a análise de novas formas de empreendedorismo e novas indústrias criativas que se estão a formar muito devido às novas tecnologias que estão constantemente aparecer. Também foi uma semana que me tenho dedicado a refletir como posso impulsionar e divulgar as minhas ideias. Nessa vertente, quero deixar aqui um registo com as principais ideias.


Em primeiro lugar, torna-se interessante referir o filme documentário PressPausePlay (2011). Realizado por David Dworsky e Victor Köhler é um trabalho magnífico de documentação sobre a obra de arte na era digital. Este trabalho procura esclarecer o que se passa com a arte (música, cinema, entre outras) no século onde as possibilidades da tecnologia atingiu níveis de produção quase globais. Ao longo do mesmo, somos esclarecidos com aspetos positivos e outros negativos, mas uma coisa é certa: esta era é o início de uma nova forma de fazer arte.
Por outras palavras, os realizadores viajam pela Suécia, Noruega, Espanha, Alemanha, Japão, Islândia, Estados Unidos da América, França, Austrália e Grã Bretanha para falarem com artistas de vários quadrantes: desde a música, a literatura, o cinema, o design, o motion graphics, a publicidade, o jornalismo e os tecnólogos. Que conseguiram através da tecnologia, encontrar novos canais de divulgação para a arte que produzem. E, por outro lado, revolucionar as indústrias culturais e reformular toda a sua estrutura base.


Em segundo lugar, para aqueles que já possam ter oportunidade de ter visto o filme de Banksy, Exit Through the Gift Shop (2011); tiveram oportunidade de entender porque muitas vezes o caminho traçado pode ser dispare e encontrar paralelos que nos levam ao nosso destino. A história de Mr. Brain Wash é um exemplo concreto disso. 
Na minha opinião sincera, o filme responde que a arte não é uma estrutura modelada, rígida, alfabetizada, ensinada, ritual ou até que tenha qualquer aura. A arte é algo que se deve sentir como forma de expressão do nosso interior. Como refúgio e abstração à normalidade e dogmatismos. Como instrumento de luta de classes e propícia na procura de entender a realidade que vivemos. Finalmente, e mais importante, que qualquer um de nós pode ser um artista. Para isso basta fazer arte à nossa maneira e nunca desistir.


Os dois filmes foram apenas a introdução para um tema que tenho procurado abordar com leituras de Seth Godin, entre outros, e que podem consultar e entender melhor pela minha análise ao autor aqui e a aqui.
O primeiro filme é uma boa forma de entendermos o que mudou do modelo fabril, para o modelo digital e como nos podemos  integrar. O segundo, é um exemplo (de certeza haverá outros); de como atingir os nossos sonhos e objetivos.
A palavra empreendedorismo é muito importante nas sociedades atuais. Alguém execional, tem uma ideia original, distinguindo-se por isso dos outros e torna-se empreendedor. Esta é uma caraterística comum a todos, no sentido em que todos têm ideias. Contudo, aquilo que distingue e particulariza são aqueles que realmente as conseguem pôr em prática e obter sucesso com elas.
Qualquer ideia, produto ou serviço por muito bons que possam ser, sem um marketing eficiente e resultante de retorno nunca conseguirá viver no mercado. Nesse sentido, Seth Godin parece-me ser uma boa uma escolha.
Noutro sentido, muitas vezes não sabemos bem por onde começar. Muitas vezes isso acontece porque não sabemos as tendências. Nesse sentido, o artigo do GigaOm Why 2012 will be year of the artist-entrepreneur escrito por Michael Wolf é um ponto de partida. 


O artigo começa por nos falar de algumas tendências com sucesso em 2011, tais como e-books, video e rádio/música. E depois explica-nos as tendências subjacentes para 2012 para afirmar o momento dos criativos empreendedores. 
Wolf começa por afirmar que a corrente de distribuição está a colapsar por conteúdos verticais, Isto é, os intermediários entre as empresas de conteúdos e o consumidor final estão a deixar de ser precisos, num momento em que as próprias empresas se tornam distribuidoras diretas e apostam na criação dos seus próprios conteúdos.
Continua dizendo que as ferramentas de produção de conteúdo, distribuição e monetização estão a democratizar-se através da web.  Dando o exemplo de os e-books em que a distribuição e storefronts já se tornaram apenas um. Para realçar o facto deixa um excerto de um artigo de Ryan Lawler também para o GigaOm: “independent content creators stand to gain the most through massive reductions in the cost of recording equipment and editing software, as well as the greater availability of streaming video service on connected devices. They gain new distribution opportunities for their content and greater possibility for monetization. Consider any of the top YouTube video channels, which probably wouldn’t be able to survive in the pay-TV universe but have created thriving businesses due to the cost structure online.”




Por último, Wolf pega numa ideia que já me tinha ocorrido. No mundo digital de hoje o scripting é a literacia e uma imensa forma de expressão artística. Pois, a democratização das ferramentas de produção, distribuição e monetização acontece porque os esclarecidos da tecnologia, que são ao mesmo tempo os artistas, constroem websites e apps que os ajudam a pôr a sua arte para o mundo sem recurso às grandes corporações. Esta última ideia parece ser o tema do último livro de Douglas Rushkoff’s PROGRAM OR BE PROGRAMMED Ten Commands for a Digital Age (2011) que ainda não li, mas já acrescentei à minha lista de leitura.
Em suma, as ideias que aqui quero deixar é que no mundo que vivemos atualmente, as iniciativas de empreendedorismo, nomeadamente para as indústrias criativas, já não estão totalmente sobre a alçada do poder corporativo. A web democratizou as ferramentas e criou todo um novo mundo explicado em PressPausePlay e de onde surgem artistas como MBW protagonista do primeiro filme de Banksy. Por último, as áreas de intervenção são diversas e dispares, mas o designer torna-se programador e este designer num processo de convergência total de saber e especialização que o ajudam a ser um criativo empreendedor.    

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fino como um rato

Embora possa parecer uma autobiografia, acaba mais por ser uma denuncia sobre uma narrativa que levou alguém extremamente obsessivo a atingir o sucesso. Banksy parece querer vingar-se de Brainwash porque crê que abusou dele. No final percebemos que muitas vezes o caminho para o nosso destino pode estar concentrado na vontade que temos, mas também nos conhecimentos que temos. Também um bom documento sobre streetart.


Exit Through the Gift Shop (2011) é o primeiro filme realizado por Banksy, um graffiti envolto num misticismo sobre a sua identidade e origens. Destacou-se com trabalhos de streetart compostos por uma escrita de graffiti distintiva por uma técnica única. A sua obra está espalhada um pouco pelo mundo inteiro, até no muro que Israel construiu à volta da Palestina. 
Relativamente ao filme em questão, e como já tive oportunidade de dizer em cima, considero-a uma forma de denúncia sobre um facto que Banksy não foi capaz de aceitar naturalmente. No entanto como o próprio refere no seu site oficial:  Are you still friends with Mr. Brainwash? I like to think so. When I asked him what he thought about the film he said “This is a cult movie, this is a classic movie, this movie stands alone – like The Godfather.”


Antes de tudo, o principal protagonista do filme não é Banksy, mas sim MBW (Mr. Brain Wash). Um retardado francês, que sofreu um trauma de infância com a morte da mãe e tornou-se obcecado por câmaras de filmar.   Como percebemos no filme, este vício acabaria por ser o motivo que o levou a conhecer Banksy. Porém, foi aquele que lhe deu o click para começar a fazer arte e, consequentemente, tornar-se num artista extremamente conhecido ao ponto de conseguir criar a capa do álbum de Madona de 2009. 


Depois temos que entender que o filme não está concentrado só na história daqueles dois intervenientes. Ao longo do filme vamos conhecendo outros artistas da streetart. Pessoas que se destacam por cometer ilegalidades artísticas em busca da fama. Por outro lado, olhamos de muito perto os sacrifícios, riscos, loucuras, insanidades de pessoas que vivem segundo um estilo artístico que por  muitos é considerado vandalismo.  
Por outra linha, o filme documentário demonstra que por muito que este tipo de artistas seja ilegal e ousados, acabam sempre por ganhar reconhecimento e com isso muito dinheiro. Por essa razão, conseguem depois ser mediatizados e procurados pelas principais galerias de arte do mundo (sejam elas quais forem); para terem exposições das obras daqueles. Como por exemplo a exposição de Banksy em L.A que é mostrada no filme. 
Claro que não podemos esquecer a criatividade dele ao colocar um elefante todo pintado como principal atração do evento, chamando logo a atenção das associações protetoras dos animais e consequente difusão mediática e, objetivo principal, publicidade eficiente à exposição.


Em último lugar, de alguma forma o filme mexe com as nossas emoções principalmente porque nos abre a consciência para uma questão muito simples: afinal o que é arte? É esta pergunta que o filme parece responder com facilidade e, daí, talvez não!
Na minha opinião sincera, responde que a arte não é uma estrutura modelada, rígida, alfabetizada, ensinada, ritual ou até que tenha qualquer aura. A arte é algo que se deve sentir como forma de expressão do nosso interior. Como refúgio e abstração à normalidade e dogmatismos. Como instrumento de luta de classes e propícia na procura de entender a realidade que vivemos. Finalmente, e mais importante, que qualquer um de nós pode ser um artista. Para isso basta fazer arte à nossa maneira e nunca desistir.  

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O que o meu site faz?

Depois de ter escrito sobre o freebook de Seth Godin. Tenho analisado mais calmamente o que ele tem escrito e as suas ideias de como pôr um website a funcionar. O livro tem-se apresentado bastante útil na minha procura de reformular o meu site pessoal: www.artedeseexprimir.net. E a minha aposta não vai ser melhorar o seu layout ou interação, mas sim uma aposta no marketing.


Antes de tudo a última citação do último post que escrevi sobre este assunto, fez-me pensar que tipo de produto, serviço ou ideia eu estou a tentar vender ou divulgar? 
Por um lado, o site apresenta-se apenas como um canal de divulgação do meu portfólio em diversas áreas criativas (fotografia; design gráfico e motion graphics). Mas isto só por si, não chega. São milhões os websites deste género e mais de metade deles não servem as intenções dos seus criadores. 
Consequentemente, é necessário lembrar que o website faz parte de um processo. E como todos os processos é necessário levar um passo de cada vez. 
Nesse sentido, o tempo é de refletir antes de tomar o próximo passo e analisar o que já existe e como pode ser melhorado. 

Circus Dolce Vita, um dos meus trabalhos em design gráfico

Seth Godin pede que nós consigamos refletir e tentemos perceber se o nosso website faz várias coisas  ou se apenas faz uma. Ainda pior, se ele nos leva para outra página que também só faz uma coisa. Muitas vezes isto acontece porque levamos demasiado a sério o que nos ensinam sobre webdesign, que muitas vezes acaba por ser dispendioso, perda de tempo e completa ineficácia. 
E tudo aquilo é o que eu quero ultrapassar e não fazer. O livro começa a apresentar-se como manual de ideias chaves que podem ser postas a trabalhar para nós, neste caso para  mim. Isto não quer dizer que eu tenha um problema, o que eu quero é fazer uma coisa: divulgar o meu site. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Os 3 melhores filmes de 2011, segundo Artedeseexprimir

Podem consultar a minha lista do ano passado no post 2 anos de MUBI. Verificam que foram bastantes os filmes que vi do ano de 2011. Por norma, um filme só verdadeiramente me agrada, quando me dou ao trabalho de aqui escrever sobre ele.  É uma forma de interpretar melhor o filme. Analisar os seus aspetos de uma forma mais hermenêutica,  permite-me compreender melhor o filme. Mais engraçado se torna voltamos lá atrás e analisamos o que escrevemos.
Assim, ao analisar o que escrevi do ano passado, em relação aos filmes que vi, dou por mim obrigado a decidir qual desses eu mais gostei. Nesse sentido, deixo-vos a listagem do TOP 3 e uma passagem do post e link para que possam ler e entender melhor a minha opção. 

Hugo (2011) Martin Scorcese




George Méliès foi essa pessoa e Martin Scorcese conseguiu juntar aquilo que existe na contemporaneidade e aquilo porque começou por ser inventado, numa estória adaptada ao tempos que vivemos num toque de entranha fenomenal de sentirmos realmente tempo bem passado perante a fruição de uma obra de Arte.


 Tree of Life (2011) Terrence Malick




Em suma, o filme fala-nos da vida naquilo que é, puro e duro. A vida é uma ramificação de experiências, sensações, influências, socializações, momentos, fé, etc. Tudo isso nos perturba e nos molda e não é o mesmo lidar com isso coletivamente que nosso interior. 


Tyrannosaur (2011) Paddy Considine



No seu todo, o filme é um reflexo do lado negado da sociedade. O lado da violência e da auto-destruição da condição humana. O lado em que se toca a ténue linha frágil que separa a racionalidade da loucura. O lado que existe dentro das paredes dos ninhos familiares e, quando trespassados para o exterior, é sempre a aparência de papéis hipócritas baseados em aparências.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Shortmovies, o melhor de 2011 segundo Artedeseexprimir

Depois de ontem ter publicado os game trailers do ano transato; e o melhor do vídeo online de 2011, segundo a Stash. Entro agora na minha categoria por excelência. Para aqueles que me seguem no facebook, sabem que ao longo do ano fui colocando muitos vídeos e curtas que vou encontrando na rede. A grande maioria desses podem ser encontrados nos meus likes no Vimeo. Por sinal a plataforma que detém a maioria dos vídeos que vou vendo, mas também podem encontrar alguns no youtube.
Ainda pensei em fazer uma seleção dos que mais gostei ao longo do ano, mas a verdade é que mais uma vez a Stash foi de encontro aos meus gostos. E depois de ver a sua seleção, decidi que ia passar a ser a minha. Assim, a Stash ajudou a escolher os primeiros três vídeos para o Top 3 de shortmovies de 2011 onde coloco um comentário. Se quiserem ver a listagem elaborada pela Stash sigam este link para as curtas, onde podem ver outros bons trabalhos.  


Nesse sentido começo por explicar as razões das minhas escolhas. As curtas aqui apresentadas são, na sua maioria, projetos feitos ou por profissionais das áreas ou estudantes.
No primeiro caso, são projetos feitos fora do horário de trabalho e com uma dedicação e amor à arte. São pessoas que querem explorar o lado mais artístico da sua área e não querem estar presos a exigências de clientes que pagam o serviço. No segundo caso, são projetos de final de curso, onde também os criadores podem usar e abusar da sua criatividade como bem lhes apetece. Finalmente, adorei a abstração e liberdade que Miller criou no primeiro shortmovie que vi realizado por ele e com um dos meus atores preferidos, Jonh Malkovich. Sem perder mais tempo vou passar para a listagem. 

1º "LOOM" 

Neste primeiro aproveito texto de um post que já aqui tinha escrito para explicar a razão da minha escolha. Não deixa de ser curioso a forma como os intervenientes apresentam o projeto. Quase como modestos perante tanta qualidade nos seus trabalhos. Encaram todo o processo como um playground onde colocam as suas brincadeiras de crianças pródigas. Mas a verdade é que estas crianças são capazes de criar artefatos belos, consumidos por uma atmosfera dark e minimalista. Caraterizados por uma estética própria que deambula entre o belo e o grotesco, o amor e o horror. Com contextos de ficção cientifica de realidades futurísticas ilimitadas pela imaginação, particularmente assente em criação única e singular de uma equipa que trabalha indubitavelmente de uma forma perfeita. E a perfeição é o detalhe com que trabalham as suas obras. Para perceberem melhor vejam o vídeo que coloco a seguir:


Schedule: one year.
For Polynoid
Directors: Jan Bitzer, Ilija Brunck, Csaba Letay
TD: Fabian Pross
Producer: Regina Welker
Sound: Joel Corelitz / waveplant
Artists: Felix Mertikat, Jin-Ho Jeon, Roman Kälin, Tom Weber, Christian Hertwig, Silke Finger, Jacob Frey, Leszek Plichta, Georg Schneider, Anja Wacker, Andreas 'Felix' Gebhardt, Falko Paeper, Sarah Eim
Sound mixing: David Axelbaum / Airstream Audio
Toolkit
Softimage, Mudbox, eyeon Fusion, Photoshop, Premiere, After Effects 


2º    "BUTTERFLIES"




Os trabalhos de Sandro Miller são deveras impressionantes para quem acompanha o seu portefólio em fotografia. Contudo, o seu trabalho em filme não é tão conhecido, mas este é quase como uma metamorfose de Jonh Malkovich num ambiente dark e perturbador. Neste filme em concreto nota-se as qualidades fotográficas de Miller, tanto na luz como na linguagem fílmica, bem como a supremacia de Malkovich na perfomance. O próprio Miller diz: "You only need to put certain thoughts into John's head then let him take over. John is a master at understanding his character; it was only minutes and John was deep into the head of this sick character. Nobody is better at this than John. He also deeply understands camera angles and light, he knows his boundaries, he is a great listener and is passionate about every part he does. Even in our stills John goes deep into his character giving me every nuance of emotion that is in his body."



For Sandro Film
Director: Sandro Miller
For Gentleman Scholar
CDs: Will Johnson, William Campbell
Producer: Tyler Locke
EP: Rob Sanborn
Designers/Compositors: William Campbell, Will Johnson, Tommy Wooh, Daniel Blank, Paul Yeh, Heather Aquino, Claudia Yi Leon, Joseph Chan
For The Whitehouse
Editor: Josh Bodnar
Additional writing: Gabe Lichstein, Jennie Chamberlain
Music composer: Matt Hutchinson

3º "BLIK"

Este é um projeto final de curso de Bastiaan Schravendeel um estudante holandês que se encontrava num estágio quando surgiu a ideia de criar o filme. Este destaca-se pela criatividade de comunicar apenas através de linguagem corporal e técnica cinematográfica. Outra qualidade é o grafismo que também ajuda a intenção de comunicar pelos personagens sem recurso a linguagem verbal. Diz-nos o criador: "This production was the first time we used a proprietary automated rigging script for the nine characters. Cloth sim, which we figured would be a great visual addition provided it would fit the stylized acting, proved to be quite a hassle. Low Poly tends not to work too well, as it turns out. "Then behind everything was a system to automatically cache and set up shots for rendering and comping. Since the visual style relied heavily on extensive comp work, the amount of data was quite intimidating. Managing this through a custom system was the only way we could successfully complete the short."


For Polder Animation
Writer/director/animation: Bastiaan Schravendeel
TD/animation: Jean-Paul Tossings
AD/animation: Sander Kamermans
Set designer/animation: Piebe van der Storm
Sound: Peter van der Velden
Music: Alex Debicki
Mix: Bob Kommer Studios
For Utrecht School of the Arts
Thanks: Egbert de Ruiter
Special thanks: il Luster Films
Toolkit
Maya, Photoshop, Nuke, Premiere

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Game trailer, o melhor de 2011 segundo a Stash

Continuando na minha procura de diferenciar o que de melhor foi feito em 2011, passo agora para os trailers de vídeojogos. Nutro uma predileção muito particular por esta categoria, porque creio que se consegue muitas vezes criar no trailer uma emoção que estipula se vamos ou não gostar do jogo. Porém, muitas vezes acontece como nos trailers de cinema, ficamos desiludidos.
Independentemente disso, creio que a Stash fez mais uma vez uma excelente escolha do que melhor foi feito ao longo de 2011.

Começamos então por Assassin's Creed: Revelations (2011).  Dizem-nos os intervenientes no processo de construção 
"There are a lot of time-warps in the fighting scenes - at certain points with extremely slowed down motions - that posed a great technical challenge due to the large number of characters and numerous simulated elements. Also, the scene where we see Ezio on the sea made us face several problems, since our rendering pipeline went through a lot of changes lately and accordingly our previous tools that served us well before couldn't be used anymore.

"In asset creation we use Maya, 3ds Max, ZBrush, Bodypaint and Photoshop - the first two are supported by many in-house plug-ins. The scenes are assembled in Maya, the same software we use for animation. For rendering we use Arnold and the completed layers are 'polished together' in Nuke. It is very useful that the features of Maya are adjustable; we can broaden the variety of functions by adding or replacing the existing plug-ins with our own solutions, so we can say that Maya serves mainly to provide the technical framework in our pipeline. When we chose the software for rendering and compositing, the final decision was based upon the software's dependability and ability to perform robustly in a large-scale production environment.




ASSASSIN'S CREED: REVELATIONS
Game trailer 3:05
Game developer:
UBISOFT
Director:
ISTVÁN ZORKÓCZY
Animation:
DIGIC PICTURES
www.digicpictures.com

A seguir passamos para Dead Island (2011). Este game trailer acaba por ser o meu preferido do ano transato. Alem da excelente qualidade gráfica, adorei a irreversibilidade da narrativa no tempo e espaço, bem como a música que o acompanha e que me emocionou muito. 
Também nos dizem os intervenientes no processo de construção: "There were a number of technical challenges most of which revolve around creating realistic CGI characters that don't fall into the 'uncanny valley'. We cast real actors and captured their facial performance using 4D surface scanning rather than traditional optical marker techniques. That was the easy bit, the hard task for our Pipeline TD's was working out how we take that surface 3D data and drive our characters faces. We are delighted with those results.

"Another area that was technically challenging was using reverse slow motion. This threw up a whole additional set of considerations; for example we had to add full cloth simulation to all characters because the nature of that type of photography requires proper cloth sims to keep the clothes from looking stiff and fake."

  
DEAD ISLAND
Game trailer 3:00
Client:
DEEP SILVER
Director:
STU AITKEN
Animation:
AXIS ANIMATION
www.axisanimation.com

Finalmente temos o que para mim era o mais desconhecido, mas que também se destaca por excelente qualidade gráfica. Estou a falar de Age of Empires Online (2011). Colorido e tecnicamente bastante bem conseguido.  A equipa por detrás do seu desenvolvimento referem: "Working with director Dana Dorian, from our little sister company Flaunt, the Axis team created this trailer for Age of Empires Online based on original scripts from LA agency Ayzenberg which Dana and the Ayzenberg team refined and tweaked during pre-production. 

"Luckily Dana had spent many an hour playing the Age of Empires games over the years so getting to grips with the world and its characters was easy. Don't forget to look out for the guy with the enormous steak!"


AGE OF EMPIRES ONLINE
Game trailer 2:26
Client:
MICROSOFT GAME STUDIOS
Agency:
AYZENBERG
Director:
DANA DORIAN
Production:
FLAUNT
Animation:
AXIS ANIMATION
www.axisanimation.com

Vídeo online, o melhor de 2011 segundo a Stash

Esta lista parece-me refletir muito bem o que de melhor foi feito em 2011 no que toca ao vídeo online. Alguns dos vídeos aqui apresentados tornaram-se autênticos virais e outros foram amplamente divulgados por isso. A autoria é da Stash.


Começo pelo o da IBM para promover o seu novo processador Core i5. Alan Smith (realizador) : "We often combine live action with animation within the same scene, but here we had to continually jump from one to the other without losing the impact of the action or interrupting the narrative thread. Instead of editing from scene to scene in live action, we would cut from software window to new software window.

INTEL"THE CHASE" 
Viral 1:45 
Agency: 
VENABLES BELL + PARTNERS
Director: 
SMITH & FOULKES
Production: 
NEXUS PRODUCTIONS
Animation/VFX: 
NEXUS PRODUCTIONS 
www.nexusproductions.com

Continuamos com um dos mais apetitosos a nível gráfico e visual. A campanha internacional tenta chamar a atenção para o facto de a água não potável ser uma das principais causas de doenças e mortes. Arthur de Kersauson, producer at Hush in Paris: "The client wanted to find a way to make ink and water interact to raise awareness of the dirty water problem. The main creative challenge was to find symbols that could be drawn with water because very few things can be drawn using this technique. We also had to try lots of different papers and inks to find the best match to control the diffusion process.

SOLIDARITIES INTERNATIONAL "DIRTY WATER"
TVC/cinema/viral 1:42 
Agency: 
BDDP UNLIMITED
Director: 
CLEMENT BEAUVAIS
Production: 
HUSH
Animation: HUSH
www.hush.fr


A seguir temos um feito pelo canal televisivo France 24, que tentou salientar o link entre a liberdade de informação e a liberdade de expressão na Internet. French international news channel France24 broadcasts in French, English and Arabic. During the Arab Spring of 2011 their coverage of the revolutions in Tunisia, Egypt and Libya drove broadcast audience numbers to record highs. But the real phenomenon was taking place via france24.com which experienced a peak in traffic with nearly 14 million visits and 59 million page views in March. Also, due to a steady stream of tweets dedicated to the Arab uprisings, France24 quintupled their followers on Twitter.

FRANCE 24 "THE BIRDS"
Branded content 1:59
Agency:
MARCEL PARIS
Director:
PHILIPPE GRAMMATICOPOULOS
Animation:
MR HYDE
www.mrhyde.fr

Por último, temos o que mais gostei pela originalidade e coragem mostrados na criação do vídeo. Foi feito para a organização francesa AIDES. O projeto passou não só pela criação do vídeo, mas também uma aplicação em Android. Elsa Rakotoson, producer at Frenzy, Paris: "The main challenge of this project was to remain sexual and playful but not coarse and to find funny interactions for the video so it could work for the Android application and be interactive."

AIDES "SEXY FINGERS"
Viral 1:52
Agency:
JWT
Director:
JEAN-MICHEL TIXIER
Animation:
FRENZY PARIS
www.frenzyparis.com

Dois anos de MUBI


Enquanto no ano passado resolvi colocar aqui apenas os filmes que tinha valorizado com 5 estrelas, este ano decidi colocá-los todos. 
Este facto deve-se também a uma nova aplicação que entretanto o MUBI colocou disponível durante este ano, isto é, sempre que apontamos uma nota ou até classificámos um filme, existe agora a possibilidade de armazenar na nossa filmografia. A minha pode ser vista aqui: NOSLEN: FILMOGRAPHY
Assim, este ano o layout do post difere em muito do ano passado. Este ano coloco as minhas notas sobre os filmes, que escrevi quando os termino de ver. Um link onde podem ver mais informações sobre os filmes e  imagens que não vão desaparecer, caso haja algum problema com direitos de autor (tal como aconteceu no post do ano passado). 
A ordem apresentada é o dia em que vi o filme, o nome do filme original ou dobrado e o apontamento que fiz sobre o mesmo. 
Por último, convém dizer que os últimos dois filme têm a data de 2010, porque foram os filmes que vi logo posteriormente quando fiz o outro post. Espero que gostem e que vos abra a curiosidade para verem certos filmes. 

Um filme interessante pela narrativa que se desenrola ao longo de uns longuíssimos 145 minutos. Mas o filme é uma verdadeira obra prima, pelo menos na minha sincera opinião.



28 DEC 11WARRIOR
Um dos principais impulsos que os filmes têm capacidade de criar nas pessoas é a emoção. Nesse sentido, este filme ganha por aí. Aposta num velho cliché e da-lhe uma reviravolta muito interessante e emotiva, É uma experiência que atinge no desenvolvimento do filme níveis de imersão bastante elevados. Diria que é quase um filme obrigatório.


É um verdadeiro jogo de sombras. Temos um personagem renovado e humorista. Tem capacidades incríveis, mas foge muito ao original de Conan Doyle.


Novamente, nada a dizer.


23 DEC 11A RESSACA
Nada a dizer.


22 DEC 11O NOVO MUNDO
Pode ter sido considerada a obra mais fraca de Malick, mas de facto tem a sua marca. Os planos estáticos, o movimento subtil, a apreciação da natureza, as vozes off. Podem, se quiserem, dizer que é a estória da Pocahontas, mas é a visão de Malick e por isso ganha imensa qualidade. Só prova uma coisa, a qualidade é cada um de nós que atribui.


O filme é uma surpresa no que toca á narrativa Em vez de se focar no género de ação pura e dura, abre os planos para a observação do ego e os sentimentos. A fotografia é deliciosa e nem falo na banda sonora que cola realmente muito bem no filme. Vale a pena o visionamento, mas pode não agradar a todos.















15 DEC 11LIFE IN A DAY
É uma viagem brilhante sem forma ou estrutura. Por momentos, parece que percorremos o planeta terra num único dia e esse foi o 24 de Julho de 2010. A variedade de captações, de histórias, de culturas, de momentos, de contextos e pessoas é mote de sonhar em ultrapassar os limites em que estamos limitados.


12 DEC 11CIRCUMSTANCE
Resplandecente construção e saturada com um sumptuoso senso de estilo e sensualidade. A narrativa está muito bem construída, fazendo com que o plot seja incerto na descodificação. Aprendemos de um ponto de vista uma realidade que envolve lesbianismo e fanatismo, num país onde a fé é levada à letra. Foi uma surpresa agradável.


11 DEC 11HUGO
Martin Scorcese não podia ter construído melhor homenagem a um dos génios do cinema, George Méliés. A fotografia é deliciosa, a banda sonora fez-me lembrar a Amélie Poulain tem uma direção de arte fantástica. Mais um candidato a filme do ano.


07 DEC 11TYRANNOSAUR
Um filme dramático, intenso, real, simbólico e impaciente. Por ventura um candidato a melhor filme do ano. Pena não ter havido mais cuidado com a fotografia, caso contrário o filme era uma obra prima. Um homem extremamente agressivo descobre novamente o amor através da violência que uma mulher sofre. A forma como esta narrativa nos é mostrada é soberba.


06 DEC 11CRASH
Aqui ainda se nota a puberdade de Cronenberg, mas o seu estilo é inconfundível. É um filme sobre sexo, masoquismo, sadomasoquismo, homossexualidade, lesbianismo e, acima de tudo, uma reflexão,


29 NOV 11MONEYBALL
Por ventura o basebol não é um desporto que tenha muito afeto, mas este filme fez-me gostar mais um pouco dele. A interpretação de Brad Pitt é perfeita nas características do nosso protagonista. Faz-nos entender que muitas vezes não é preciso ter muito dinheiro para conseguir coisas fantásticas, mas sim muita força de vontade e acreditar.


29 NOV 11IMMORTALS
Embora dos mesmos produtores de 300, o filme ficou um pouco aquém das minhas expetativas. Esperava mais dos VFX e da própria narrativa.


Dos três filmes, considero este o melhor. Nem nos comics nem nos outros filmes fomos capazes de entender a amizade entre um dos protagonistas e o antagonista. Este filme cria essa representação, de resto apresenta-se muito igual aos outros dois.


A saga continua, mas a qualidade cinematográfica não aumenta. Diálogos pobres, VFX redutores, argumento e guião relançados para segundo plano na narrativa, para que a beleza física dos protagonistas entre em primeiro plano.


25 NOV 1150/50
Um humor inteligente, mas ao mesmo tempo um drama. Os dois em conjunto são o mote deste filme que foi uma autêntica surpresa deliciosa. A formalidade da vida, enquanto aspeto de um sistema de regras a seguir e que caraterizam apenas a nossa personalidade, pode ser perturbada por informalidades de grau intenso e de mudanças ora potenciam situações boas, ora situações más. Porém, não é mais que vida.


Como poucos, Cronenberg é uma mente perturbada que mostra ao mundo aquilo que vê e sente. Escolheu ele o cinema para se expressar através de filmes que já lhe deram os mais variados apelidos. Por ventura, este filme parece ser uma homenagem àquele que parece ser o seu maior mentor: Carl Jung. É também a representação visual da libertação das ideias sobre a sexualidade.


Spielberg é daqueles realizadores que ocupa um lugar no passeio da fama. São vários os filmes que ele realizou para obter esse lugar. Porém, este não é, na minha opinião, um desses filmes. A adaptação das obras de Hergé sofre vários lapsos que não são admissíveis para os fãs. Gostava de saber o que passou na ideia de Spielberg para chamar ao Milu, Snow?


21 NOV 11GATO DE BOTAS
A personagem que apareceu pela primeira vez num filme de Shrek, ganhou o protagonismo e lançou-se a solo no estrelado. As suas caraterísticas não mudaram (não fosse ele desenhado pelos mesmos desenhadores). O filme em sim acaba por ser um bom momento de entretenimento puro e motivo para dar umas boas gargalhadas.


31 OCT 11O LIVRO DE ELI
O desempenho do Denzel até não é mau. Gosto do ambiente futurista, mas este é um tema já muito utilizado desde o antiquíssimo Mad Max.


Deveras uma abordagem interessante na animação que mistura cultura, mitos e imaginação. Muito bom.


Mais um filme de Woody Allen com a sua pincelada própria.


Uma obra prima da animação, na minha opinião. Uma estética soberba e um detalhe de cor e luz que nos faz mergulhar no cenário de forma intensa. Original na construção e única na forma. Uma óptima surpresa que me deslumbrou. Obrigatório.


Não tem o mesmo impacto que o primeiro filme e não acrescenta nada de novo. É ridículo aquele personagem do Arnold em CGI, por momentos parece um boneco de cera.


21 OCT 11SLEEPING BEAUTY
Mulher estudante muito ativa, a determinada altura parece o de "Olhos Bem Fechados", mas o filme perde pela falta de enredo e uma narrativa demasiado vácua.


Serve perfeitamente para entreter, não creio que tenha sido realizado por outro motivo.


05 OCT 11WALL•E
Mais um grande filme que saiu da imaginação dos senhores da Pixar e Disney. Uma história com moral e preocupações atuais.


05 OCT 11PINA
Wim Wenders não podia ter realizado melhor tributo a Pina Bausch.


30 SEP 11MELANCOLIA
Lars Von Trier explora novamente os receios humanos e o grotesco de uma forma visceral. A loucura como sanidade, num filme característico de um nome que marca indubitavelmente o cinema contemporâneo com a sua genialidade (in)sana.



Tem bons momentos de humor e a interpretação de Kevin Spacey é das características qualitativas a salientar do filme. O ator cria um ambiente no filme que ele só próprio consegue, fantástica a sua metamorfose enquanto agente de assumir vários papéis.


27 SEP 11HANNA
De alguma forma o filme remete para o mais popularizado Nikita, versão francesa, mas de Luc Besson Nesse sentido, ganha algum interesse. Contudo, o que é mostrado levanta muitas duvidas sobra a veracidade da estória e perde qualidade por isso.


Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Tem uma narrativa poderosa, excelentes long shots e logo, técnicas de movimentos de câmara aparentemente impossíveis.


Mais uma curta com uma estética complexa e que a mensagem se mimetiza na robótica sociedade, que é reflexo puro da sociedade humana. Grande qualidade visual num trabalho de bom 3D, palete de cores harmoniosa e criação de uma atmosfera muito própria. No fim cada um de nós sente-se um daqueles robôs.


Nem com 3D nem sem estereoscopia. Movimentos da câmara demasiado rápidos e parece uma cópia dos outros 2 filmes.


23 JUL 11K-PAX
Ilusão ou realidade?. A mente é capaz de tudo nesta realidade. Um filme que analisa esta faceta da vida onde nós, humanos, criamos a realidade e as regras que a compõem. Essas regras são assimiladas pelo nosso cérebro e com elas somos capazes de viver em paz. Mas às vezes o cérebro pode não nos dar as melhores indicações acerca do que é verdade. É a conclusão que retiro deste filme.


A loucura não deve ser um caminho para um fim, mas o início para um caminho melhor.


19 JUL 11THE MEXICAN
Intenso, mas divaga entre o drama e o humor e perde sentido num argumento pobre. Brad Pitt é um sexy simbol, mas carece de positivismo na sua perfomance nesta película com já 10 anos.


Um génio da animação japonesa leva-nos, mais uma vez numa viagem ao mundo de Alice. Uma fotografia sublime, personagens grotescamente belos e uma narrativa de entretenimento boquiaberto. De uma forma subliminar, até há uma mensagem para o mundo real. Uma obra prima da animação.


08 JUN 11SOCIAL GENOCIDE
Um documentário obrigatório para perceber o genocídio social que aconteceu na Argentina durante os anos 90. No sentido de Inside Job, percebemos como o corporativismo e a mafiocracia está inserida nas nossas sociedades. Como políticos e grupos económicos saem impunes de crimes contra a humanidade. Uma realidade, que cada vez está mais presente.


Mais um perfeito caso em que as várias sequelas já começam a saturar a paciência do mais incrédulo, mas Jonhy Depp merece ser sempre destacado pelo papel que desempenha. Porém, o 3D aqui não vale nada e não é absolutamente necessário.


Mais um filme de um realizador que tem traços originais em todos os seus filmes.Traços que o distinguem a marca da sua autoria e, assim, o torna mais identificavél para os seus fãs. Esta película em concreto sofre no que toca aos VFX, mas o enredo com os sucessivos plots são bons na capacidade de supreender.


Mais um extraordinário filme de Pedro Almodóvar, assente mais uma vez em dramas sociais que se misturam com o cinema. Excelente interpretação da sua sempre musa Penélope Cruz.


Os Vfx até são interessantes, mas depois do "Dia da Independência" este argumento já não faz sentido.


Se este fosse o último da saga, ficava muito bom. Acho que já não vou ter paciência para ver o sexto.


04 MAY 11THOR
Boa composição nos VFX com cenários esplendorosos na introdução do filme. Mérito mais uma vez ao universo Marvel para a realização de um filme sobre um personagem por eles criado. Foi bom ver Natalie Portman num papel em que nada é beneficiada.


27 APR 11RIO
É uma animação interessante. Pelo trailer parecia ser mais capaz de captar a nossa atenção e motivação, mas perde um pouco nesses dois aspectos.

|

27 APR 11UP - ALTAMENTE!
Uma animação que nos toca acerca da vida e de todos os objetivos que são adiados por constantes percalços. No entanto, no fim quando olharmos para trás, mesmo que certos objetivos não tenham sido concretizados, não quer dizer que a vida não tenha valido a pena... Esta animação ensina-nos isso.


22 APR 11GRITOS 4
Já é um género de horror que já cansa um bocado, mas tem momentos de sobressaltar na cadeira.


22 APR 11SOURCE CODE
Demasiado parecido com Inception no argumento e na narrativa.


03 APR 11SUCKER PUNCH
Mais um bom filme de Zack Snyder. Tem ambiente e as características que marcam do realizador de 300. Entre o real e a fantasia o filme tem uma excelente fotografia e vfx.


23 MAR 11ENTERRADO
Um filme claustrofóbico e inquietante nas sensações que cria no espectador. Possui um bom trabalho de montagem e alguns pormenores técnicos relacionados com a câmara deliciosos. Contudo, perde um pouco na narrativa e no argumento que a determinada altura se torna aborrecido, mas ganha um novo dinamismo no desenlace.


22 MAR 11127 HORAS
Uma verdadeira história de sobrevivência passada para uma representação cinematográfica muito emotiva. Um fantástico trabalho de montagem e James Franco a merecer incondicionalmente a nomeação para o Óscar de melhor actor. Um dos melhores filmes de 2010.


19 MAR 11TOY STORY 3
Se este for o final para a história que encantou gerações, não podia ser melhor. Caso haja uma outra sequela, vai perder o encanto.


Está muito longe da qualidade de filmes como Bourne ou Ocean's 12, não sei porque a crítica os relacionou com este filme, que até tem uma narrativa interessante, mas incapaz de convencer pela maneira como foi realizado.


16 MAR 11PIRANHA
Às vezes nem sei porque perco tempo a ver estes filmes de qualidade miserável.


Um documentário obrigatório para perceber como a riqueza astronómica está ao alcance de apenas alguns privilegiados e como esses, e apenas esses, são responsáveis pela crise que vivemos actualmente. O que me aterroriza mais é ver mais uma vez que o capitalismo e política continuam intimamente ligados e que mesmo com mudanças políticas, os mesmos gestores financeiros corruptos continuam a ser escolhidos...


Um filme documental sobre um realizador alemão chamado Christoph Schlingensief. Ao longo da narrativa percebemos a evolução da sua arte experimental cinematográfica, onde o belo e o grotesco são irmãos no sentido de beleza. Onde o contraste entre a loucura e o social são coincidentes na imagem. Um realizador alternativo e interessante...


05 JAN 11CISNE NEGRO
Uma poderosa peça de bailado entre o grotesco e o belo é este filme, que é transformação da peça Tchaikovsky’s O Lago dos Cisnes noutra forma de arte que é o cinema. Ainda uma poderosa representação de Natalie Portman que se entregou de corpo e alma. Altamente recomendável.


Poderosa representação do homem no seu estado mais puro. Um filme não aconselhado aos mais sensíveis que te uma narrativa surpreendente e altamente clara sobre aquilo que realmente somos pela nossa natureza. Um realizador descoberto por acaso, mas bastante aconselhável.




21 DEC 10TAXI DRIVER 
Com um actor do calibre de Robert de Niro, que ainda estava na infância da sua carreira, Martins Scorsese juntou tudo no mesmo saco: violência, drama, horror, romance, psicanálise, série b e juntou uma banda sonora que tanto aproxima como afasta, para criar um filme estonteante no final da década de 70.


My Facebook.