quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sou como um Rio




Quem sou eu neste caminho que parece ser uma caminhada perdida?
Uma corrente que tem uma nascente intensa e forte, que desbravando tudo que se mete no seu caminho, encontra forma de nascer.
Crescer, aumentar o seu volume, sempre desbravando o que lhe aparece pela frente.
Seja qual for o obstáculo, esse vai ser superado até chegar ao final do seu curso, encontrado por fim a plenitude que outros semelhantes a si, já tinham encontrado.
Sinto-me como um rio, que nasce de uma fonte, tornando-se em pequenos riachos e depois em lagoas. Ganha forma curvadas, porque as adversidades assim o obrigam. 
No fim, ao seu destino ele chega...
No entanto, a dúvida persiste e com ela continuarei sempre no meu pensamento. 
Por muito exercício mental que faça, simplesmente existem ideias que não compreendo. 
E nem quero compreender...
Sou um rio que acabou de nascer. 
Quero construir o meu caminho e nele caminhar calmamente para ver o que vai nascer daqui.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Amanhã...










Talvez os meus sonhos sejam uma ilusão que caminha junto a mim como a minha própria sombra. 
Ou seja, é algo que nunca vai desaparecer a não ser que seja noite.
Na noite tenho vivido, remoído pelas trevas que foram os últimos anos desta minha caminhada. 
É tempo de reflexão sobre o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer...
O que aconteceu foi uma tremenda desilusão das minhas opções que foram ultrapassadas e destruídas pela ambição desmedida do fruto proibido.
A loucura tornou-se quase uma parte de mim e com ela senti o lado negro da força. 
A força que nos enche de energia nesta nossa breve caminhada. 
Se tentasse ter alguma raiva a quem quer que seja, talvez a mim próprio seria o mais apropriado! 
Em quase tudo, sinto-me culpado e condenado pelos meus actos! 
Não se trata do que os outros julgam, mas sim o que eu julgo...
O que acontece é que, desde há muito tempo, sinto serenidade em mim. 
Algo positivo nas energias e nas vibrações. 
Coragem e acima de tudo, vontade de ser o que nunca fui, mas sempre quis ser.
O que vai acontecer? É uma resposta que nunca saberei porque o amanhã é invisível. 
Apenas sei e posso falar do hoje. 
E hoje senti o que já há muito tempo não sentia. 
E uma certeza eu tenho, nunca devemos desistir daquilo que nos faz felizes. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A metamorfose da incompetência.

 






Na competência que é a vida, chego há conclusão que ela é mais feita de incompetências do que as pessoas desejavam. 
A competência é admirada por todos os pormenores. Aqueles que na vida pessoal e profissional se destacam e se finalizam em histórias de sucesso e em muito vitoriosas. 
Mas, de forma hermenêutica, a vida não é vida sem a incompetência.
Sem ela não aprendemos o que é a vida. Viver sem errar é como querer não respirar.
A incompetência ensina-nos a ser, a estar e a lutar. 
Em simples palavras, esta é a verdadeira metamorfose da vida, que só ganha sentido quando a incompetência é presente.
Se for ausente no nosso caminho, talvez a metamorfose nunca ocorra e vivamos apenas na ilusão de uma vida perfeita.
Mas são tantas as circunstâncias que definem a competência e incompetência de uma pessoa. 
Poucas são as que reflectem que a linha que separa uma da outra começa na pessoa quando ela é ainda criança. 
Em casa, na escola e em todos os momentos que vivência...
Claro, são opções. 
Mas essas só passado muito tempo é que se definem como boas ou más opções.
Em conclusão, nas metamorfoses que temos ao longo da vida tentamos 99 vezes ser competentes, mas na primeira que somos incompetentes, a beleza pode se apagar como um pavio de uma vela se apaga com um sopro. Solução, procurar a centésima competência. 
E obrigatoriamente continuar...

domingo, 10 de novembro de 2013

Ser eu.

Cemitério Judeu em Cracóvia. 



Na resiliência de existir, são muitos o momentos em que pensamos o que vivemos ontem e como será o amanhã?
Isto ocorre principalmente nos momentos mais complicados que cada um de nós passa por diversas razões, que alguns escondem dos outros, como quem esconde dinheiro debaixo do colchão.  
Isto é, muitas vezes as pessoas sabem dos nossos problemas, mas coexistem connosco, como se nada soubessem.
Este é o lado mais interessante do ser humano... 
Por outras palavras, existe o amigo que só é nosso amigo porque tem interesse nesse sentido.
Existe a esposa que só é esposa porque tem interesse financeiro nessa relação.
Existe o amigo do amigo que é amigo apenas por que no final do mês entra mais dinheiro na conta bancária de alguém que não é ninguém.
Podia, mas não falo, de política desses cambada de charlatães que prometem e nunca cumprem.
No fundo, considero que a culpa é mais do povo que não ordena, do que deles particularmente.
Não sou exemplo para ninguém e também tenho as minhas falhas, mas algo me faz pensar numa questão muito simples!
Posso ser diferente, posso tentar ser diferente. Até mesmo posso conseguir ser diferente. Com isso até ser original, e por essa razão ser odiado.
Mas não foi o diabo que me fez vir ao mundo, ser como sou e ter as falhas que tenho. 
Isso tudo analisado daria pano para mangas do Adamastor.
Sou o que sou, não escolhi ser.
E principalmente não nasci pré-programado para ser um ser perfeito. 
Sou português, e isso quer dizer que faço parte de uma cultura.
A partir daí muito teria para dizer, mas prefiro o silêncio.
Porque para perturbações, bastam os meus pensamentos. 
Como se diz em inglês: "be yourself and the rest don't give a fuck"...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Renascer.




Uma semente quando plantada, necessita de alimento para crescer e transformar-se na sua forma perfeita. Esse alimento é adquirido pelas raízes, que enraizadas percorrem o solo à procura de substâncias. 
Lembro-me, por exemplo, da árvore que tem as raízes mais fortes e mais compridas. 
Elas prospectam o solo. Nada as impede de crescer. Tornarem-se mais fortes e alimentar a sua parte  mais importante.
Existem árvores com milhares de anos e com raízes tão profundas, que a sua plenitude é algo de muito belo na natureza. 
Dela nascem novas sementes. E dessas novas árvores, que criam raízes, são trilhados outros caminhos à procura do seu alimento.
Renascer é encontrar um caminho que deve começar com uma semente e depois criar raízes ao longo desse mesmo para que sejamos alimentados. 
Renascer é e ponto. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Holy Mary, a necessidade da fé.








A necessidade de evoluir, é uma substância inata, no organismo cerebral que consume o ser no dia que acorda. 
Temos milhares de anos de história. Sucumbida pelo fanatismo religioso de um livro que mudou todo o curso de uma humanidade que viveu nas trevas, mesmo depois da iluminação que o livro concedeu.
Por ele as cruzadas, em territórios considerados selvagens, levaram a que milhares, talvez milhões morressem por uma causa ainda pouco conhecida e para sempre desconhecida.
Necessito de uma fé na evolução da humanidade. 
Necessito de uma evolução de fé na minha pessoa que segue um curso ainda muito pouco estruturado, mas com sinais de crescimento.
Nunca vou ser o que fui. O que serei jamais saberei...
O que passei, não sei se vou voltar a passar? 
Passado e presente juntos, dão uma fusão do futuro que cada vez mais parece uma linha recta no final do oceano que se deslumbra. Mas para lá dessa linha há mais oceano. 
Necessito de fé. 
Necessito de acreditar em algo.
Porque, caso contrário, a vida não tem sentido.
Sou uma tábua rasa que quer ser moldada pelo viver e renascer. 
Necessito da minha Holy Mary. 

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