sábado, 29 de outubro de 2016

Lynch e a Criatividade

A The Atlantic criou um pequeno vídeo animado com a voz off de David Lynch e as suas ideias sobre a criatividade. 
Este é um tema deveras profundo e contraditório. Enquanto uns podem considerar a criatividade algo exclusivamente humano, como a capacidade de criar. Falam de uma diferença entre estética e arte. Uma sabemos que existe por causa das nossas emoções, a outra ainda não se sabe muito bem. 
Outros a vêem como presente no mundo e é o que a ajuda o mundo animal a criar e logo a evoluir. 
Não importa. A criatividade é excepcional no ser humano. Porque independentemente que seja Estética ou arte, tem sem sempre a capacidade de surpreender. 
Mas como ela surge? De um ponto de vista cientifico, é a capacidade da parte do cérebro que em choques elétricos entre os neurões a originam. Mas esta é a parte interior, o que se passa na parte exterior é a forma como aquele processo todo interno, em actos de criação físicos. 










Na verdade, no vídeo Lynch argumenta de uma forma simples o que é para ele a criatividade. Acompanhado com uma animação colorida pelo seu estilo no cinema. O realizador diz de forma simples várias ideias de como podemos ser criativos. 
Mais espantoso é como ele acredita que a dor possa ser um bom motivo para espoletar a criatividade. No seu todo o vídeo é uma forte mensagem de uma pessoa singular que tem a capacidade criativa de realizar filmes e séries que simplesmente nos emocionam e nos fazem idolatra-lo. 

A lot of artists think that suffering is necessary,” he says. “But in reality, any kind of suffering cramps the flow of creativity.”

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Westworld, fruto proibido...

Vamos imaginar um mundo em que tínhamos disponível um parque de diversões, em que era possível pagar (provavelmente valores muito avultados); para entrar num mundo em que podíamos fazer tudo o que quisemos!
Esta questão implica logo o pensamento que fazer o que quisemos, implicava infringir a lei. O sistema de regras pelo qual nos regemos para aceitar os nossos erros!
Mas este mundo, como disse, é um parque de diversões! E num parque de diversões o que fazemos é divertir-nos...
No entanto o conceito de divertir neste mundo é a pessoa, que pagou entrar num ambiente do velho western americano completado com IA (inteligência artificial) em corpos exatamente ao ser humano, mas o seu interior não ter uma alma...














Na verdade, Westworld começou por ser um filme realizado por Michael Crichton em 1973, que simula três ambientes: Roma antiga, A Idade Média e o Velho Oeste. Onde as personagens humanas podem entrar nesses ambientes e coexistir com robôs e simular com eles os seus desejos mais negros.
O filme foi adaptado pela HBO para uma série que neste momento segue no terceiro episódio e já está a causar o seu impacto.
As últimas notícias falam de crossover com Game of Thrones a série que engrandeceu o género cinematográfico de fantasia.
Na série, ao contrário de Lord of the Rings o foco não está no CGI mas na capacidade guionista de como conseguir que o espetador se interrogue pelas personagens e os seus jogos políticos na conquista e passar da imaginação para a realidade.
Em Westworld temos um mundo que foi construído para satisfazer os nossos desejos mais macabros, monstruosos. Que no fundo só é a nossa parte animal!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Coisas Estranhas.

Stranger Things foi o hit do verão passado e uma das séries mais aclamadas nos últimos tempos. Também não podia ser para menos. A série está recheada de coisas boas! 
Caracterizada por uma atmosfera que nos remete para os anos 80. Encontrei, enquanto via os episódios da primeira temporada, resquícios de Blade Runner e Twin Peaks na sua forma. 
A série passa-se no ano de 1983 e é altamente tematizada pelos elementos culturais da década de 80, com uma banda sonora toda remetente aos marcantes sintetizadores da época e inúmeras referências a obras de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King, considerados as grandes inspirações dos Irmãos Duffer para a realização do projeto.



É mais uma produção Netflix, que já prometeu uma segunda temporada para 2017. 
A crítica deu o devido valor à série tanto nos elementos que aparecem e nos remetem para a década, bem como a atuação dos atores. 
O sucesso foi tanto que os miúdos da série tornaram-se virais e apareceram em tudo que era programa de televisão. Até um jogo de 8 bit foi criado. 
Pessoalmente, o que tenho a referir da série é que a mesma remete para elementos visuais do passado recente e funde-se com uma pincelada de modernismo. 
Ouvir as músicas que compõem a banda sonora é imensamente retrospectivo... Principalmente para o tempo em que era criança...
Na verdade, foram mesmo coisas estranhas que ocorreram: uma mistura de viagem ao passado, assombrado pelo medo próprio de uma criança. Em que cria um monstro nos lugares mais escuros e acredita em outros mundos, como o mundo invertido da série.
Recomendo...

sábado, 15 de outubro de 2016

Tempo Roubado

Borrowed Time é um filme de animação realizado por Andrew Coats e Hamou-Lhadj. Estes senhores são animadores da Pixar e que já trabalharam em filmes como Wall-E, Toy Story 3, Brave e The Good Dinosaur.  O trabalho realizou-se ao longo de cinco anos e no tempo livre de ambos. 
O resultado final é uma animação com a marca Pixar, mas um trabalho independente que demonstra a qualidade dos trabalhadores da empresa de animação, mas também o seu empenho e gosto na profissão que exercem. 
Esta é uma posição que poucas pessoas  podem afirmar que têm ou que exercem. Por isso mesmo este facto é sempre motivo de inspiração. E a Pixar nesse sentido é o melhor exemplo. Pois ao longo dos seus anos conseguiu criar uma cultura única na empresa. 







O filme já esteve presente em vários festivais do género e há bem pouco tempo foi disponibilizado online no Vimeo. Caracteriza-se por um ambiente western em que o protagonista tem que enfrentar os actos do passado e o tempo que passou desde a morte do seu pai em um acidente perturbador. Com esta storyline, encontramos no filme sumptuosas cores e um detalhe nos cenários bem conseguidos. 
A curta de animação centra-se numa mensagem para adultos: por muito que tentemos fugir aos problemas, o melhor sempre é enfrentá-los independentemente das consequências. Pois só assim conseguiremos ganhar as forças para continuar.




Memorials Notre Dame

Sinto que estou carregado de uma pena. As pessoas olham para mim como se eu fosse um estranho. Na verdade eu olho para eles e penso que e...