sexta-feira, 3 de março de 2017

Taboo

A série Taboo estreou no passado dia 26 de Fevereiro na AMC Portugal. E já tem dado que falar e nem tudo é positivo. Um artigo no The Guardian menciona de ser uma frustração ao ser assistido.
Mas também afirma que a história de Tom Hardy sobre o voodoo, o incesto e a regulamentação comercial na costa oeste canadense tem sido descrita como emocionante, visceral. 

Tudo isso ajuda a tornar o Taboo algo distinto - não  é uma tarefa fácil na paisagem saturada de televisão de hoje. Ao mesmo tempo, é provavelmente melhor apreciado sem realmente tentar compreendê-lo. 






Taboo parece ser uma obra da criação da mente de Tom Hardy, em que Ridley Scott mete o olho e acabamos por ter uma obra cativante especialmente pela direção de arte. Mas também é uma série com um tema forte e complicado. 

Como referi aqui estreou no AMC a 26 de Fevereiro, mas a produção é da BBC One e lá já passaram os 8 episódios que compõem esta série.
A história é de James Delaney's que após bastante tempo considerado morto, chega cheio de rumores para o funeral do pai que foi assassinado.  Ele é um personagem mudado que passou os últimos anos em África depois de ter sobrevivido a um naufrágio em que foi obrigado a fechar os escravos em jaulas para eles morrerem. Tudo isto por causa do Stuart Strange, Presidente da "honrável" East India Company.





Na verdade não é fácil de gostar de Taboo. A história pode não ser compreendida, e daí ter críticas negativas. Mas também há as positivas e nesse aspecto concordo com um outro artigo do The Guardian que fala como esta série foge um bocado ao padrão utilizado nos últimos anos em séries inglesas. 

De qualquer das formas, Taboo é uma série a ter em conta para os próximos tempos. Assim, talvez como Vikings no canal História consiga uma massa de fãs que acompanhem a série ao longo de várias temporadas.

No meu ponto pessoal o que mais adoro na série é mesmo a direcção de arte. Fenomenal e mais que enquadrada com a época. Mas também gosto do ambiente noir. James. Uma pessoa perturbada na tenra idade, mudado por actos horríveis, agarrado à superstição, porém um homem altamente inteligente.
Creio que se pode criar uma empatia com Tom Hardy como se criou em Mad Max que eu até considerei o filme de 2015.

A série é composta também por ideias fortes, nomeadamente políticas. Entre o Principe Regente. Uma pessoa apenas com interesse pessoal, nota-se um contraste entre a realidade e a ficção já que o seu pai na realidade nunca foi considerado inadequado para governar.
Aqui é uma jogada de Tom Hardy e toda a sua equipa na criação de uma obra única, ou seja, manipulação dos factos para criação do seu mundo.

É uma série muito pessoal, que não saiu só da cabeça de Tom Hardy, mas este assume-se como a cabeça da série. 
O toque de Ridley Scott nota-se de uma forma presente, ao contrário de outras séries em que a Scottfree tem participado. 
Independentemente disso, esta série vai ser incompreendida pelos media, mas conseguirá criar uma legião de fãs.  A mim já conseguiu. Espero pela segunda temporada. 
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