Não poder dizer.
O que se pensar.
É quase como não poder,
Inspirar um pouco de ar, respirar...
domingo, 22 de abril de 2012
Noite
Noite escura com pensamentos claros.
Deitado sobre a dureza dos corpos magoados.
Novos dias solarengos,
Disfarçado, de arma visado.
Sonhos recalcados,
Pelos actos isolados.
Arrependimento se matasse.
Viveríamos emocionalmente sem classe.
Descanso corporal necessário,
Para a mente limpar.
Sozinho ou em par,
Deixa de ser um otário.
Noite fingida.
Simulada pelo dormir.
A acção devida.
Deveria ser tomada,
...antes de partir.
Deitado sobre a dureza dos corpos magoados.
Novos dias solarengos,
Disfarçado, de arma visado.
Sonhos recalcados,
Pelos actos isolados.
Arrependimento se matasse.
Viveríamos emocionalmente sem classe.
Descanso corporal necessário,
Para a mente limpar.
Sozinho ou em par,
Deixa de ser um otário.
Noite fingida.
Simulada pelo dormir.
A acção devida.
Deveria ser tomada,
...antes de partir.
sábado, 21 de abril de 2012
Incomunicar
Sinto, penso e choro.
A verdade magoa,
No sopro de vida que atordoa.
A realidade que tem perduro.
Tantas formas de comunicar,
De longe todas servem para expressar,
No entanto vão apenas palavras,
Já que o sentimento pode nunca chegar.
A verdade magoa,
No sopro de vida que atordoa.
A realidade que tem perduro.
Tantas formas de comunicar,
De longe todas servem para expressar,
No entanto vão apenas palavras,
Já que o sentimento pode nunca chegar.
O tempo e a mensagem
O tempo é o pior inimigo,
Porque quando a mensagem,
Não tem ouvido,
O seu sentido perde forragem.
A resposta do emissor,
Causa de bipolaridade,
Por um lado é a dor,
Na verdade suor de amizade.
O tempo é a mensagem,
No seu tempo definido.
O que te faz perder a coragem,
É viver no indefinido.
Apenas esperas reactividade,
No impulso criado.
Quase como uma reflexividade,
Do tempo vivido.
O olhar.
Embora por breve instante,
Quase como vento corredio,
O olhar foi incessante,
Mágoas e bem estar,
Foi o sentimento a ficar.
Anos, são dias, meses anos.
Até a certeza ficar.
Quase como vento corredio,
O olhar foi incessante,
Mágoas e bem estar,
Foi o sentimento a ficar.
Anos, são dias, meses anos.
Até a certeza ficar.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Loucura
A loucura é algo incompreendido,
Talvez como é o amor,
No seu ambiente sofrido.
A mente perde a claridade,
Quando se toma por vaidade,
A furiosidade.
Loucos são aqueles que dizem não sentir,
A vergonha de mentir,
A incapacidade de agir,
A não vontade de cair.
Tão perto e tão longe,
A força de onde,
Sai toda a essencial distante.
Amar e ser amado,
Não é algo passado,
Quando o que é errado.
É devidamente perdoado.
Erros do ego,
São perspicuidades segredos,
Na psique dos pensamentos,
Quando não são falados.
A loucura chega,
Por entre varas a besta,
No dia com pena,
A loucura vai,
Quando a noite cai,
Por entre linhas esvai
A vontade do ai.
Talvez como é o amor,
No seu ambiente sofrido.
A mente perde a claridade,
Quando se toma por vaidade,
A furiosidade.
Loucos são aqueles que dizem não sentir,
A vergonha de mentir,
A incapacidade de agir,
A não vontade de cair.
Tão perto e tão longe,
A força de onde,
Sai toda a essencial distante.
Amar e ser amado,
Não é algo passado,
Quando o que é errado.
É devidamente perdoado.
Erros do ego,
São perspicuidades segredos,
Na psique dos pensamentos,
Quando não são falados.
A loucura chega,
Por entre varas a besta,
No dia com pena,
A loucura vai,
Quando a noite cai,
Por entre linhas esvai
A vontade do ai.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Falar
Abc... Palavras...
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terça-feira, 17 de abril de 2012
Espírito
Espírito da madrugada, que caminhas sem meias,
Andas tão perto das minhas veias.
Que elas quase explodem,
Quando em êxtase se acodem.
Intensa dor, que não sinto.
Naquilo que repito,
Sem nunca ter sabido.
A música silenciosa,
Espera pouco nervosa,
Pela loucura esplendorosa,
Que é sempre teimosa.
Um reflexo dos actos,
Que sem sapatos,
É um vagabundo misturado,
Pela sociedade enrugado.
São anos sem dias,
Naquilo que parias,
Sem nunca mentirias,
Pelos grãos de areias.
Na praia coberta,
Pela espuma densa,
Vive o artista,
Que não é mais que impressionista.
Na voz doadora,
Vive a misturadora,
Da verdade que magoa.
Sou eu no eu,
Que temeu,
A vida que lhe alguém lhe deu.
Andas tão perto das minhas veias.
Que elas quase explodem,
Quando em êxtase se acodem.
Intensa dor, que não sinto.
Naquilo que repito,
Sem nunca ter sabido.
A música silenciosa,
Espera pouco nervosa,
Pela loucura esplendorosa,
Que é sempre teimosa.
Um reflexo dos actos,
Que sem sapatos,
É um vagabundo misturado,
Pela sociedade enrugado.
São anos sem dias,
Naquilo que parias,
Sem nunca mentirias,
Pelos grãos de areias.
Na praia coberta,
Pela espuma densa,
Vive o artista,
Que não é mais que impressionista.
Na voz doadora,
Vive a misturadora,
Da verdade que magoa.
Sou eu no eu,
Que temeu,
A vida que lhe alguém lhe deu.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Saudades
Saudade de pensar,
Saudade de amar,
Saudade de falar.
Saudade de viajar,
Saudade de conversar,
Saudade de enrolar,
Saudade de beijar,
Saudade de apanhar,
Saudade de caminhar,
Saudade de namoriscar,
Saudade de berrar,
Saudade de trabalhar,
Saudade de notar,
Saudade de levantar,
Saudade de cheirar,
Saudade de mudar,
Saudade de estudar,
Não tendo saudade, tudo pode passar.
Saudade de amar,
Saudade de falar.
Saudade de viajar,
Saudade de conversar,
Saudade de enrolar,
Saudade de beijar,
Saudade de apanhar,
Saudade de caminhar,
Saudade de namoriscar,
Saudade de berrar,
Saudade de trabalhar,
Saudade de notar,
Saudade de levantar,
Saudade de cheirar,
Saudade de mudar,
Saudade de estudar,
Não tendo saudade, tudo pode passar.
Conhecimento
Tudo que aprendi, desaprendi.
O conhecimento é uma tábua vazia,
que dentro de ti,
é quase uma tontaria.
Tolos são os que pensam,
Felizes os que acreditam,
Na vida os que mandam,
São os que mudam,
Pelos voto contrário,
Somos livres de anedotário.
A anedota é um pressentimento caro,
Quando és gozado.
O que sabes, ontem não sabias.
Amanhã saberás,
Que tudo que vias,
Não passou de um gozo alias.
O que aprendi, desaprendi.
Despreocupado e desnaturado.
Apenas fugi,
Do corpo que ficará eternamente marcado.
sábado, 14 de abril de 2012
Apesar de ser, sei que não sou
Apesar de ser, sei que não sou. A existência é um caminho com um fim, mas com muitos desvios e atalhos que são capazes de enganar o mais orientado.
O gosto de viver não está apenas na arte que emociona, mas também nas emoções.
Viver com gosto é uma existência saudável, perder o gosto é ganhar uma doença que passa, mas também marca.
Apesar de ser, sei que não sou. O conhecimento permite ser intelegível, mas a ignorância permite sofrer e dar a sofrer. Conhecer é comunicar, mas existe sempre a dificuldade de nos conhecer a nós próprios, quanto mais os outros.
As palavras muitas vezes contêm o interesse individual, nunca o coletivo. Quem diga o contrário, está a enganar.
Apesar de ser, sei que não sou. 11 anos de conversa, para nunca chegar a ter um fim em si mesmo. Apenas terminou a conversa, porque a vida passa muito depressa.
Apesar, sei que não sou. Ser o que fui, nunca na vida poderei ser. Apenas o que fui, fugiu.
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