quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The Godfather Part III












O padrinho é um personagem que na vida real é posto com responsabilidade sobre a vida de alguém. Assume um papel de responsabilidade, um segundo pai que faz tudo que está ao seu alcance para o bem-estar da pessoa que está à sua responsabilidade. O tipo de padrinho que Francis Ford Coppola nos mostra nesta triologia, que acabei de visionar ontem, é um homem que denota todas as qualidades que um padrinho deve ter, mas a sua protecção não se limita apenas a uma pessoa, mas sim a uma família. 
Com origem na Sicília, Vito Corleone consegue construir na América do Norte um império da máfia, bem como consegue construir respeito e amigos muitos poderosos. Com a sua velhice chega a hora de passar a chefia, Michael Corleone assume esse cargo, contudo este facto acaba por ser a sua perdição mental, transformando-se num homem solitário e com um trauma do passado. Isto foi o que aconteceu nos dois primeiros filmes...



Uma característica semelhante no terceiro filme aos outros dois da trilogia, foi a repetição de forma igual do primeiro acto. A família Corleone reunida para celebrar um acontecimento importante para a família, todos reunidos e felizes agregavam-se com os ritos festivos da sua origem etnográfica. Entretanto, decorriam reuniões entre os vários envolvidos que se encontravam com o Padrinho na tentativa de alcançarem os seus interesses.  




Michael é agora um homem velho, que se mudou para Nova Iorque depois de um casamento falhado com a mãe dos seus filhos. Devido às ideologias dogmáticas que o mesmo se vinculava, nunca conseguiu perdoar Katie por ter cometido um aborto. Porém, no terceiro filme nota-se uma diferença substancial. Michael parece querer tornar os seus negócios legítimos, para isso cria uma fundação juntamente com a sua filha. Mas as aparências enganam...



Também aparece um filho bastardo de Sonny Corleone, irmão de Michael que é assassinado no primeiro filme. Vincent, é um Corleone típico, ambicioso e que quer demonstrar total fidelidade ao Padrinho. Depressa consegue cair nas suas boas graças, bem como envolver-se com a filha do seu patrão, que a determinado momento lhe dá a escolher entre obter aquilo com que sempre sonhou ou continuar a sua relação com a prima. Evidentemente que a Vincent escolhe a primeira. 



O último acto também é igual aos outros dois filmes. Com a música a criar o ambiente perfeito, há uma série de assassinatos que ocorrem. Indivíduos que estão a bloquear os interesses da família Corleone têm que sair do caminho. Contudo, neste último filme à uma outra personagem que morre e que torna o climax do filme ainda mais surpreendente. Mary, a filha de Michael Corleone encontra-se no sítio errado e acaba por levar com uma bala perdida que era destinada ao seu pai. Depois acabamos por ver Michael Corleone velhissimo sentado numa cadeira numa casa siciliana a morrer. Este final é totalmente aberto à intuição do espectador. O que queria Francis Ford Coppola demonstrar com  a morte de Mary?

 

Sinceramente acho que esta trilogia de Francis Ford Coppola representa uma obra-prima do cinema moderno. A sua capacidade de envolver o espectador na história de uma família da máfia é surpreendente.  Quando vi o primeiro filme, coloquei apenas uma frase de Balzac que dizia que por detrás de uma grande fortuna existe sempre um crime. É verdade, através da família Corleone percebemos que existe formas de formar impérios, nem sempre à custa de muito trabalho. Mas também percebemos que as pessoas que se envolvem nessa realidade alternativa, também são pessoas com sentimentos e que sofrem e podem morrer. Isto é bem demonstrado nos três filmes. Coppola criou um argumento que pretendia acima de tudo criar algum tipo de emoção entre o espectador e as personagens do filme. Na minha opinião ele conseguiu muito bem isso.

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